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Mais do que sincero, destemido

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Estudiantes x Gimnasia y Esgrima está pra La Plata, capital da Província de Buenos Aires, como o GreNal pra Porto Alegre ou o RapoCota pra Beagá. Rivalidade pra mais de metro.

É por isto que causou assombro a declaração do treinador do Gimnasia, Diego Cocca, à Rádio Concepto:

  • O Estudiantes joga muita bola. E pagaria ingresso pra ver esse time jogar. Claro, que pagaria. E me agrada demais o futebol do Verón. Ele eleva a qualidade do futebol argentino.

Depois, ele tratou de seu próprio time e torcida:

  • O Ayala também poderá dar mais classe ao Gimnasia, mas é preciso ter paciência. Mas, aqui, o pessoal quer ver o time fazendo 2×0 em 5 minutos. É preciso ter paciência. Espero que, com algum tempo para trabalhar, tenhamos um time como o do Estudiantes. 

Mais do que sincero, esse cara é destemido.

O que foi dito, aqui e alhures

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O futebol tem verdades que, aos comuns dos mortais, não se revelam em sua plenitude. Somente alguns iluminados conseguém captá-las.

Nos últimos dias, me deparei com algumas verdades aqui, outras, alhures.

Após tomar conhecimento delas, limitei-me a bater com a cabeça na parede e lamentar: 

  • “E como foi que não pensei nisto, antes?”

Aprendam:

  1. King Arthur, descobrindo os motivos da roubalheira de que teria sido vítima do Cruzeiro no jogo contra o Vélez: “Isso é briga de banco: vocês acham que o Santander ia deixar o BMG prosperar na Libertadores?”
  2. Diego T, d’après Kartolinha, Profexor e Correia: “Eta torcida chata, que num deixa a gente trabalhar em paz!”
  3. Cartola do América protestando contra a expulsão do Euler: “Onde já se viu? O cara é evangélico e o juiz põe ele pra fora!”
  4. ZZP, revoltado com a arbitragem do juiz uruguaio: “O Grondona, presidente da AFA é quem manda na Conmebol!” Enquanto isto, dois times argentinos eram desclassificados na Pré-Libertadores.
  5. Gilberto, justificando a voadora em Sebá: “Foi sem querer…” Sem querer, querendo, né?
  6.  Dunga explicando a convocação de Gilberto: “Ele é experiente.”
  7. Tião Dominguez, beque do Vélez: “Não sei o que tá acontecendo, que a gente tem tomado tanto cartão amarelo.”
  8. FMF, entusiasmada com a decisão em 1ª instância do TJD: “Tira os pontos do Cruzeiro!”
  9. Presidente do TJD: “Devolve os pontos do Cruzeiro!”
  10. Justiceiro do tribunal: “Truco, sou o ladrão das galinhas! É seis pontos que eu quero…”
  11. Xina Lemos, sobre o juiz uruguaio de Velez x Cruzeiro: “O Juiz tinha que expulsar o Somoza; o cara é um animal, desconfio que bate até ana própria mãe.”
  12. Bloco do Kleenex: “Snif, sniiifff, sssnnniiifff…”
  13. Olé, sobre as perspectivas do Vélez, após a vitória sobre o Cruzeiro: “Que Belo Horizonte!”
  14. Olé, sobre Têmis, ou melhor, Vázquez: “Ele livrou a cara de uns dois do Vélez; será que teria feito o mesmo se jogo fosse no Brasil?”
  15. Arreguy: “Concordo com o Síndico: chororô é muito chato.”
  16. Sindicato dos boleiros gaúchos: “Se esquentar muito, a gente pára a refrega, tchê!”
  17. Presidente do St. Pauli, reclamando da falta de conforto dos hotéis mineiros: “Afe! Como é que uma cidade sem classe, que só tem um hotel cinco estrelas, pode querer abrir um Copa? Tragam meus sais, senão eu desmaio!”

Procópio, a raça e a classe de um dragão…

sábado, 23 de janeiro de 2010

Salinas-MG, 21mar39

  • “Procópio jogou de espora e penacho como um Dragão de Pedro Américo.”

A imagem que Nelson Rodrigues usava para incensar os heróis do Fluminense ajustava-se ao estilo imponente de Procópio Cardozo Neto.

E ficou perfeita na crônica do dia seguinte ao Fla x Flu, pelo Torneio Rio-São Paulo, em 22abr64, em que Procópio fez o gol de empate aos 41 do 2º tempo:

  • “O Flamengo vencia por 1×0 quando desarmei o centroavante Aírton, lancei o Carlos Alberto Torres e fui pro ataque. Nosso lateral foi à linha de fundo, cruzou e eu peguei a bola de primeira, ainda no ar.”

O jornalista Ruy Castro explica:

  • “Era assim mesmo, sem mencionar o quadro, na certeza de que seus leitores sabiam que Pedro Américo foi um pintor e que o Dragão a que ele se referia não era o do São Jorge, mas um dos Dragões da Independência -regimento de cavalaria que escoltou Dom Pedro I no dia do Grito do Ipiranga-, que o pintor retratou.”

Em 1968, numa mesa-redonda da TV Belo Horizonte, João Saldanha também confessou sua admiração pelo becão:

  • “Procópio joga no meu time.”

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