Posts com a Tag ‘Azul e Branco’

Avaí 2×2 Cruzeiro: Agora, só faltam 9 pontos

domingo, 4 de outubro de 2009

Com 35 pontos, o Cruzeiro está na 13ª posição. Posto que ocupa há um mês no Brasileiro.

Se vencer, pode subir de três a cinco posições. Perdendo, fica apenas um ponto a frente do 14º, o Atlético.

O desfalque do time celeste é o atacante Kleber, que reclama de dores no púbis.

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Tags: Avaí, Azul e Branco, bandeiras, Brasil, camisa, Cruzeiro, Diego Renan, Elicarlos, Fabinho, Fabrício, Fábio, Gil, Goiás, gol, gramado, Henrique, Jonathan, juiz, Leonardo Silva, Marquinhos Paraná, público, rodada, SIlas, Thiago Ribeiro, torcida, Vitória, Wellington Paulista

Vitória é (quase) Azul

sábado, 16 de maio de 2009

Marcos Pinheiro

Entre 31mar09 e 01abr09, o Instituto Futura entrevistou 401 moradores, com 16 anos ou mais, de ambos os sexos da Grande Vitória (Vitória, Vilha Velha, Cariacica e Serra).

A margem de erro é de 4,9%, com intervalo de confiança de 95%.

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Salomé 5 Estrelas, 75 anos

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Bom Despacho, 22out33

O Mineirão está quase vazio. Cruzeiro x Malutron jogaram para 12 mil espectadores, na tarde do sábado passado. Assim, ficou mais fácil conversar com a Salomé, torcedora-símbolo do time celeste. Com a Geral fechada, ela e sua raposa de pelúcia mudaram-se para a arquibancada, atrás do túnel do Cruzeiro.

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Na Ligue 1, com ienes e de casa nova

sábado, 31 de maio de 2008

André Murilo

Segunda divisão não combina com cruzeirense. Monitorar clube de série B e se preocupar com rebaixamento e acesso são coisas de emplumado. Entretanto, não pude deixar de acompanhar a bela campanha do time de minha cidade, Grenoble, rumo à 1ª Divisão francesa, a Ligue 1.

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Revolução arquitetônica em Alvinópolis

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Alô, JS!

Por onde você anda? Qualquer dia desses, vou reunir a turma para um almoço no Senac. Já convidei o pessoal da antiga Secretaria do Trabalho: Norma, Taiko, Edna, Ilka, Martinha, Helena… Sua presença será bem-vinda. Agora, por favor, veja se ainda dispõe de dois livros do Cruzeiro, o Páginas Heróicas.

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Divinópolis se vestiu de azul e branco para outro show de Ramires e Charles

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Atuações dos celestes no Guarani 2 x 3 Cruzeiro:

  • Adílson Baptista – Improvisou um time que não esteve de todo mal, mas tratou de melhorá-lo com a entrada de três titulares para garantir os 3 pontos mais difíceis até aqui.
  • Torcida – Tomou conta não só do estádio, mas de toda a cidade. Divinópolis teve um sábado azul e branco.

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O campeão brasileiro de 1987

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Marcos Pinheiro

 

Passou batido. A imprensa pouco divulgou, mas desde 1997, o Sport é, legalmente, o único campeão brasileiro de 1987. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

A pendência judicial arrastou-se durante 10 anos, até que decisão do TRF da 5ª Região – Processo 94.05.37235-1 – Apelação Civil – processo original da 10ª Vara Federal de Pernambuco sob número 0000040550 – pôs termo à disputa, declarando o Sport Clube do Recife único campeão brasileiro de 1987.

O acórdão pode ser lido em sua íntegra no

A decisão judicial foi publicada, entre outros, pelo Jornal do Commercio em 2 de outubro.

O Flamengo tentou um último recurso no Superior Tribunal de Justiça, denominado Agravo de Instrumento (Ag 210691). Mas seu prosseguimento foi negado

Não me lembro de ter sido divulgada qualquer notícia a respeito desta sentença pela Rede Globo. Por que será? Sem informação adequada, muita gente continua imaginando que o Flamengo, campeão da Copa União, seja o campeão brasileiro de 1987.

A decisão transitou em julgado em abril de 1999. Não cabe mais recurso. O nome oficial do campeonato brasileiro de 1987, como se lê no acórdão, era Copa Brasil. O nome oficial do módulo verde era Taça João Havelange e o do módulo amarelo, Taça Roberto Gomes Pedrosa. Há ainda a menção de que a 1ª Divisão era composta pelos módulos verde e amarelo e a 2ª Divisão pelos módulos azul e branco.

A Justiça tarda, mas não falha!

Marcos Pinheiro, 36, carioca, engenheiro, pós-graduado em economia, estudante de Direito, cruzeirense, mora em Belo Horizonte.

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Sandra Starling de tantas estrelas…

quarta-feira, 8 de março de 2006

Belo Horizonte (MG), 26/01/44

O deputado Jair Meneghelli chegou para a reunião no gabinete da líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados com a impagável carranca ornamentada por um sorriso amarelo. Bateu os olhos na dona do gabinete, a mineira Sandra Starling, e percebeu que teria pela frente um dia para se esquecer.

Ela estava com o vestido azul e branco das grandes ocasiões. Sabendo-se devedor de uma aposta feita dias antes, o deputado palmeirense foi logo mostrando a camisa e a gravata azuis. “Sandra, vesti azul, como combinamos!” A deputada abriu a gaveta, tirou uma camisa do Cruzeiro e apresentou a fatura: “Nada disso, apostamos que o perdedor vestiria a camisa do campeão”. Sem alternativa, Jair tirou o paletó, vestiu a camisa azul e branca e posou para os fotógrafos ajoelhado aos pés da vencedora. Estava paga a aposta feita às vésperas da decisão da Copa do Brasil de 1996.

O Palmeiras era um time demolidor, ninguém poderia imaginar que perdesse, no Parque Antártica, aquele título inédito. E que o feriado do dia seguinte – Corpus Christi – se transformasse num dia de “Porcos Tristes” segundo o jornalista Bóris Casoy, ele também palmeirense. Mas foi Meneghelli quem ficou com o mico de se ver, no dia seguinte, na Folha de S. Paulo vestindo a camisa do Cruzeiro.

Sandra Starling fez parte da bancada cruzeirense no parlamento brasileiro. Alguns políticos fizeram carreira depois de prestarem serviços ao clube. Como César Masci, eleito vereador em Belo Horizonte, e Zezé Perrella, eleito deputado federal por Minas. Outros fizeram trajetórias inversas. Foram da política ao futebol. Juscelino Kubitscheck (que deu nome do antigo estádio do clube), Aécio Neves (cujo paí, Aécio Cunha, foi vice-presidente na gestão Felício Brandi) e Sandra Starling (conselheira durante a gestão César Masci) são alguns desse grupo.

Sandra nasceu em Belo Horizonte, filha do juiz Benedito Starling e da professora Cecília D’Ávila Meira, torcedores do Flamengo e do América mineiro. Ela mesma, durante a infância, passada em São Domingos do Prata e Diamantina, torcia pelo Fluminense e vivia às turras com o irmão vascaíno.

Antes do Mineirão e, sobretudo, antes da conquista da Taça Brasil de 1966 pelo Cruzeiro, os times mineiros praticamente só possuíam torcedores em suas próprias cidades. Nessa época, Sandra só ouvia falar do futebol carioca. Somente quando mudou-se para Belo Horizonte, em 1962, foi que ela conheceu o futebol mineiro e encontrou justos motivos para virar casaca.

Morando no Barro Preto, próximo ao campo do Cruzeiro, não podia mesmo ficar imune ao encanto pela camisa azul estrelada. Ela explica: “As tias com quem fui morar, eram fanáticas pelo Cruzeiro; além disso, duas circunstâncias me aproximam irremediavelmente do futebol e do clube: a estética e a política. Futebol é balé, é pura arte. E o campo de futebol é o espaço mais democrático das sociedades modernas. Qualquer um pode torcer e jogar. Não há discriminação possível no espaço do futebol. E o Cruzeiro me encanta, justamente por esses aspectos: pelo jogo que é esteticamente insuperável e fica ainda mais bonito de se ver por causa da camisa azul com as cinco estrelas, e porque sua torcida é popular e sem preconceitos. Todas as raças e todas as classes freqüentam o clube e as arquibancadas azuis do Mineirão”.

Sandra Starling vive cercada de estrelas. Na camisa do Cruzeiro, na bandeira do seu partido e no próprio nome. Nome que veio da Escócia conforme a lenda familiar. No Século XIX, dois irmãos imigraram para a América do Sul; um para Argentina, outro para Minas Gerais. Os Starling mineiros, como o pai de Sandra, fizeram carreira no judiciário. Sandra formou-se em direito e trabalhou na Petrobrás, onde participou da fundação do Sindipetro. Foi também militante dos movimentos estudantis e operários católicos e ativista da campanha pela anistia.

Defendendo essas causas, acabou eleita deputada pelo PT. Em todos esses movimentos, os companheiros se espantavam com sua paixão pelo futebol, considerado pela esquerda dos anos 60 e 70, o ópio do povo.

Sandra fazia política e freqüentava o Mineirão. E mesmo às vésperas de seus partos continuava a acompanhar o time de Tostão e Dirceu Lopes, seus maiores ídolos. Tamanha dedicação acabou sendo reconhecida pelos sócios do Cruzeiro que a elegeram conselheira nos anos noventa.

Por ser deputada, Sandra sempre compunha a mesa nas reuniões do Conselho Deliberativo. Numa delas, viu-se numa situação de risco. Um conselheiro pediu a palavra e fez violentos ataques pessoais ao presidente César Masci que, ultrapassado o limite da paciência, resolveu rebater as ofensas. Sandra teria sido atropelada no confronto dos dois brigões se não usasse a experiência de militante política e pedisse a palavra para fazer um discurso apaixonado chamando todos à razão. Fez-se um profundo silêncio na sede do Barro Preto e a briga foi desviada para o terreno menos perigoso das idéias.

A experiência em apartar brigas partidárias foi, naquele momento, o que salvou o clube de uma briga que poria em risco a instituição. “Além da experiência, contei com uma das minhas estrelas, a da sorte”, divaga Sandra. E é dessas estrelas que Sandra fala numa crônica publicada no jornal Linha Direta, em setembro de 1997, ainda na euforia pela conquista da Libertadores. “As estrelas sempre me contemplaram com sorte e alegria. Acompanharam-me desde que nasci, grafadas em meu próprio nome. A estrela vermelha do PT, que tenho orgulho de ostentar é o mais significativo símbolo daqueles que acreditam e lutam por uma sociedade justa e fraterna. Também são estrelas, estas azuis e brancas, que me proporcionam momentos mágicos de euforia. O Cruzeiro Esporte Clube foi buscar no azul celeste do firmamento a constelação de estrelas que compõem seu símbolo. E que tem no gramado estrelas humanas que premiam com momentos indescritíveis de satisfação os amantes do futebol de Minas Gerais. Esta gloriosa esquadra celeste, da qual tenho a honra de ser torcedora fanática e conselheira, na verdade, não é apenas um time de futebol. É uma paixão, é uma febre que carrega multidões aos estádios, que contagia cada cidade de Minas Gerais e espalha sua simpatia por todo o País.”

Taí minha homenagem à mulher cruzeirense neste 8 de março.

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João Bomba, cruzeirense desde os tempos de Borba Gato

sábado, 25 de fevereiro de 2006

Sabará (MG), 06/10/41

“Sabará, um montão de casas e ruas em volta do bar do João Bomba”, informa a placa na parede do botequim da Rua Luiz Cassiano, bem no centro histórico cidade. Muita gente achará simplória uma definição tão singela para um dos berços de Minas. Afinal, fundada em 1711, pelo bandeirante Borba Gato, Sabará é um dos símbolos da mineiridade. Quanta gente famosa nasceu e viveu lá! E a usina siderúrgica da Belgo Mineira, um dos marcos da industrialização do Estado, um orgulho dos sabarenses?

Mas nada disso é mais valioso para os cruzeirenses locais do que o Bar do João Bomba. Lá, entre uma cervejinha e outra, come-se bife de fígado acebolado, curtem-se as vitórias e choram-se as derrotas do mais querido de Minas. Tudo temperado pelas saborosas histórias do João Celso Motta Barros.

Como todo garoto sabarense, ele aprendeu os segredos do futebol no Estadinho da Praia do Ó, reduto do campeão mineiro de 37 e 64, o outrora glorioso Esporte Clube Siderúrgica. A cidade, naqueles tempos, vestia-se de azul e branco para acompanhar o “Esquadrão de Aço” nas tardes de domingo.

Sem dinheiro suficiente para o ingresso, a garotada pulava o muro. Quando a vigilância recrudescia, os meninos resignavam-se em ficar à beira do rio que contornava o estádio, esperando que algum becão rebatesse uma bola pra fora do campo. João Bomba, o melhor gandula extra-muros da época, aproveitava a ocasião, para entrar no estádio, bola molhada debaixo dos braços, sob o olhar agradecido do porteiro que, assim, se via dispensado de enfiar as canelas no riozinho.

Um dia, João Bomba achou que não valia a pena assistir a um desimportante Siderúrgica x Metalusina e preferiu escapulir, rio abaixo, com uma belíssima G-18, a bola vermelha de dezoito gomos, de então. Tornou-se herói dos peladeiros da cidade mas viu fecharem-se, para sempre, as portas do Siderúrgica. Comovido com o sofrimento do garoto, o pai resolveu levá-lo para assistir, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, a um Cruzeiro x Atlético decidindo um dos campeonatos na década de 50.

O Cruzeiro perdeu e João Bomba nunca perdoou o juiz por ter anulado o belíssimo gol de Genuíno, o maior talento dos campos mineiros da época. Fazendo ouvidos moucos aos protestos de jogadores e diretores do time estrelado, o árbitro, decretou: “a bola furou a rede, passou por fora, não foi gol!” E o Cruzeiro continuou na fila por mais um ano. Perdeu o campeonato, mas ganhou um torcedor apaixonado. João Bomba deve ter sido o primeiro sabarense a torcer para um time de outra cidade.

Anos depois, o velho Serafim Motta Barros, pai do Bomba, eleito prefeito, tomou a iniciativa de reaproximar o filho, agora jovem, dos esportistas da cidade. Incluiu-o numa delegação do Siderúrgica que iria à Capital jogar contra o Cruzeiro, no velho Estádio JK. Anistiado por diretores, jogadores e torcedores, nosso personagem foi recebido, de braços abertos, sob a promessa de dar uma forcinha para o time da cidade. Mas o coração falou mais alto. Iniciado o jogo, o filho do prefeito pulou a cerca e foi para as sociais do Cruzeiro.

Encerrada a partida, João, todo sorrisos pela vitória do time estrelado, é barrado no ônibus: “Volte a pé, cruzeirense safado!” – decretou o presidente do Esquadrão de Aço. E as coisas teriam ficado difíceis para o Bomba se um diretor mais realista não advertisse ao presidente: “Temos que levar esta peste, presidente, ou o senhor esqueceu-se de que ele é filho do prefeito?” João embarcou, mas o grito da vitória ficou na garganta até que a delegação se dispersasse na Praça Mello Viana, bem no centro da velha Sabará.

Hoje, quando quase todos os ex-torcedores do Siderúrgica renderam-se aos encantos do outro azul, transformando Sabará numa cidade cruzeirense, nosso herói bate no peito, orgulhoso: “Sou o primeiro cruzeirense da cidade!” É verdade, ninguém contesta. E nem reclama da outra plaquinha que recomenda aos freqüentadores do boteco: “ao entrar aqui / consulte a carteira / se não tiver dinheiro / beba água de torneira”. Afinal, os cruzeirenses – maioria absoluta na cidade – estão dispensados de tal castigo, nas grandes ocasiões.

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