Posts com a Tag ‘Argentinos’

Torcer é coisa de argentino

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Recentemente, a Definhante tomou pancada de todo jeito. Jogadores, cartolas e treinador fizeram fila, um atrás do outro, pra reclamar dela. Quem começou foi o Correia, ano passado.

Atrás dele, veio o boquirroto espinafrando a massa. Como virou avacalhação, treinador e centroavante também entraram no trenzinho e desceram a mutamba nos infiéis emplumados.

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1975, a minha Libertadores

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Toninho Almeida

Quando penso nos desafios da Libertadores, volto ao passado. Principalmente, à Libertadores que vivenciei como atleta do Cruzeiro, a de 1975.

É uma experiência diferente para qualquer atleta. Ainda mais para um daqueles tempos heróicos.

Com o vice-campeonato brasileiro de 1974, o time conquistou uma vaga pra disputa da competição sul-americana de 1975.

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Dirceu >>> Lionel >>> Diego

terça-feira, 6 de abril de 2010

Maradona ou Messi? Resposta de qualquer torcedor do Barça:

  • Messi >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Maradona.

Messi ou Dirceu Lopes? Resposta deste cruzeirense que vos tecla:

  • Dirceu >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>Messi.

Lionel Messi é um Dirceu Lopes sem ginga.

As clássicas da Libertadores

quarta-feira, 10 de março de 2010

Libertadores é sempre uma oportunidade para a prática da desculpa esfarrapada, único esporte mais popular do que o futebol neztepaiz.

Algumas clássicas:

  1. Catimba – Os brasileiros sempre foram melhores, mas perdiam por causa da manha dos argentinos. Nas semifinais de 1964, o Independiente, campeão argentino, veio ao Maracanã e bateu no Santos, tricampeão brasileiro, por 3×2, após estar perdendo por 2×0. Em Avellaneda, voltou a vencer: 2×1. E o clube praiano passou bom tempo sem querer falar de Libertadores. Teria faltado segurança, no Maracanã, pros indefesos brasileiros?
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Fomos roubados!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O Cruzeiro foi roubado. Eu não tinha reparado na transmissão. Mas fiquei convencido ao ler os comentários postados aqui no PHD.

ZZP, abra o olho: Juiz de fora, já! Mas não traga o PCO, porque este nos rouba até quando vencemos por 5×0.

Também não traga juízes cariocas, paulistas, gaúchos, goianos, uruguaios, chilenos, argentinos, paraguaios, colombianos, mexicanos, paraenses, pernambucanos, baianos, catarinenses, bolivianos, peruanos e açorianos. São todos lebrões velhos!

Tente o Colina.

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O que foi dito, aqui e alhures

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O futebol tem verdades que, aos comuns dos mortais, não se revelam em sua plenitude. Somente alguns iluminados conseguém captá-las.

Nos últimos dias, me deparei com algumas verdades aqui, outras, alhures.

Após tomar conhecimento delas, limitei-me a bater com a cabeça na parede e lamentar: 

  • “E como foi que não pensei nisto, antes?”

Aprendam:

  1. King Arthur, descobrindo os motivos da roubalheira de que teria sido vítima do Cruzeiro no jogo contra o Vélez: “Isso é briga de banco: vocês acham que o Santander ia deixar o BMG prosperar na Libertadores?”
  2. Diego T, d’après Kartolinha, Profexor e Correia: “Eta torcida chata, que num deixa a gente trabalhar em paz!”
  3. Cartola do América protestando contra a expulsão do Euler: “Onde já se viu? O cara é evangélico e o juiz põe ele pra fora!”
  4. ZZP, revoltado com a arbitragem do juiz uruguaio: “O Grondona, presidente da AFA é quem manda na Conmebol!” Enquanto isto, dois times argentinos eram desclassificados na Pré-Libertadores.
  5. Gilberto, justificando a voadora em Sebá: “Foi sem querer…” Sem querer, querendo, né?
  6.  Dunga explicando a convocação de Gilberto: “Ele é experiente.”
  7. Tião Dominguez, beque do Vélez: “Não sei o que tá acontecendo, que a gente tem tomado tanto cartão amarelo.”
  8. FMF, entusiasmada com a decisão em 1ª instância do TJD: “Tira os pontos do Cruzeiro!”
  9. Presidente do TJD: “Devolve os pontos do Cruzeiro!”
  10. Justiceiro do tribunal: “Truco, sou o ladrão das galinhas! É seis pontos que eu quero…”
  11. Xina Lemos, sobre o juiz uruguaio de Velez x Cruzeiro: “O Juiz tinha que expulsar o Somoza; o cara é um animal, desconfio que bate até ana própria mãe.”
  12. Bloco do Kleenex: “Snif, sniiifff, sssnnniiifff…”
  13. Olé, sobre as perspectivas do Vélez, após a vitória sobre o Cruzeiro: “Que Belo Horizonte!”
  14. Olé, sobre Têmis, ou melhor, Vázquez: “Ele livrou a cara de uns dois do Vélez; será que teria feito o mesmo se jogo fosse no Brasil?”
  15. Arreguy: “Concordo com o Síndico: chororô é muito chato.”
  16. Sindicato dos boleiros gaúchos: “Se esquentar muito, a gente pára a refrega, tchê!”
  17. Presidente do St. Pauli, reclamando da falta de conforto dos hotéis mineiros: “Afe! Como é que uma cidade sem classe, que só tem um hotel cinco estrelas, pode querer abrir um Copa? Tragam meus sais, senão eu desmaio!”

Secco por folia

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dois anos de Qatar não mataram Roger de sede. De água. Mas o deixaram seco por folia.  E lá se vai nosso aeroportuário, de bar em bar, digo, de bloco em bloco, curtir a vida adoidado neste carnaval.

Enquanto a galera fica aqui debulhando lágrimas por conta da maldade dos argentinos e da insensibilidade do apitador uruguaio, Roger Secco já vestiu a camisa azul e saiu por aí…

Divirta-se, garoto.

Aproventando a ensancha oportunosa, recomendo ao estressado Gilberto, cair na farra pra limpar o HD.

Recife tem a folia mais indicada pra ele. Aqueles passinhos de frevo são café pequeno pra quem já está pegando da cintura pra riba.

Adílson, libere a tropa toda. Gandaia faz bem. Melhora o preparo físico. Deixa a alma mais leve.

Atendendo a pedidos… Deborah Secco vai curtir Carnaval no Rio, em Salvador e em Recife

Bia Sant’Anna, iG São Paulo, em 11fev10

Não estava nos planos de Deborah Secco cair na folia neste Carnaval. A pedido do marido Roger Flores, no entanto, a atriz vai cumprir o roteiro do confete completo: de Recife a Salvador, com um provável alô em um camarote carioca também. 

Roger, que está há dois anos morando no Qatar, queria muito curtir o Carnaval no Brasil – onde, aliás, vai morar agora, depois que fechou contrato com o Cruzeiro. Como o time deu dois dias de folga ao jogador, sábado e domingo, ele logo animou a mulher a afivelar as malas. 

Deborah então passa pelo Bloco Galo da Madrugada, no Recife, e depois segue para Salvador, onde dá pinta no trio de Ivete Sangalo, patrocinado pela TAM. Se tudo der certo, ainda pode encarar a Sapucaí. Mas de camarote, claro – e no da Brahma.

Olé: “Foi quente como um Brasil x Argentina”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comentários de protagonistas e blogueiros acerca do Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, no José Amalfitani, Buenos Aires, em 10fev10, pela 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010.

  1. Henrique, volante do Cruzeiro: O juiz teve várias oportunidades para expulsar os adversários e não usou o mesmo critério. O Gil fez uma falta, que nem merecia o amarelo e acabou levando o vermelho depois. O Gilberto estava de costas, acertou o adversário e foi expulso. O Kleber foi chutado no chão e um jogador solou meu joelho e ele não usou o mesmo critério.
  2. Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro: É claro que vou fazer um protesto. Vou pessoalmente ou vou mandar o diretor de futebol Eduardo Maluf. Isso não pode ficar assim. É o que eu digo, na Sul-Americana, nós falamos e eles ‘hablam’. O Gilberto estava de costas, foi um lance acidental. Fico indignado. Quem manda na Sul-Americana Julio Grandona, presidente da AFA. Este ano é centenário do Vélez, eles vão fazer tudo pra que ele faça uma boa campanha.
  3. Gilberto, armador do Cruzeiro: Eu estou muito chateado pelo fato de ser a segunda vez que deixei a equipe nesta situação, mas entendo que, diferentemente da primeira expulsão, essa tenho a consciência tranqüila. Não tinha nem como, naquele instante, tentar fazer algum tipo de jogada violenta. Foi um lance que tentei dominar a bola, o Henrique fez um lançamento e, ao me virar, dei de encontro com o Sebá. Foi muito rápido, não deu tempo nem de reagir. O árbitro entendeu que foi uma jogada de violência e acabou me dando o vermelho direto. Não sei se ele viu ou soube da primeira expulsão contra o Real Potosí e por isto estava me visando, mas o fato é que ele expulsou dois jogadores do Cruzeiro e deu oito cartões amarelos pra equipe deles e não expulsou ninguém. A gente não vai culpar o árbitro pela derrota, mas fica a sensação de que ele poderia pelo menos ter expulsado um jogador do Vélez.
  4. Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: O Cruzeiro suportou a pressão, foi guerreiro, marcou bem, rodou direitinho, porque é difícil. Com 20 minutos do 2º tempo, nós sabíamos que a perna ia pesar. Nós tentamos empatar mesmo com dois jogadores a menos. Então, acho que a equipe se portou bem com todas as dificuldades que são normais. Vamos ter um pouquinho de calma. Hoje, houve uma infelicidade, mas nós vamos reverter. Nós temos cinco jogos, vamos reverter com a ajuda do nosso torcedor, com o bom ambiente que nós temos. Temos que enaltecer o espírito guerreiro e vamos tentar, no jogo contra o Colo Colo, com 64 mil pessoas nos ajudando, nos empurrando, vamos reverter e tentar encostar no Vélez.
  5. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O árbitro foi muito infeliz no lance do Gilberto. Eu estava próximo e vi que o jogador do Vélez entrou com muito mais força do que o Gilberto. Depois, em outros lances, um jogador do Vélez deu um tapa na minha cara, na frente do bandeira… Me chutou em um lance já parado, e o juiz fez vista grossa. O Sebá também chutou o Kleber no chão. Então, é esse tipo de critério que não dá para entender. Os juízes sempre têm a tendência de favorecer a equipe da casa. Agora, nos jogos em casa, nós temos de fazer nove pontos. Não tem outro resultado pra gente a não ser a vitória. Depois, na Venezuela, é tentar buscar mais pontos fora.
  6. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: Ontem, infelizmente, não nos demos bem no jogo contra o Vélez. Foi um jogo muito conturbado, mas, agora, temos que levantar a cabeça, sem deixar essa derrota abalar o time. Mesmo com 9 jogadores em campo, o time resistiu bem. Outra equipe em nosso lugar poderia ter tomado uma goleada. Temos que pensar em melhorar, corrigindo os erros da noite passada, para seguirmos fortes na competição. 
  7. Gilvan de Pinho Tavares, vice-presidente do Cruzeiro: Você pode fazer uma manifestação e mandar pra eles quando ocorre qualquer coisa, mas eles se reúnem e definem. Não tem tribunal e não tem defesa. Eles não me autorizam a ir lá e fazer a defesa do Gilberto. Como foi a 2ª expulsão, devem aplicar duas partidas de suspensão. Eles se reúnem num prazo de uma semana e vão decidir a pena. Depois, vão comunicar ao departamento de futebol do Cruzeiro via CBF e FMF.
  8. Olé, diário esportivo argentino: Quente como um Brasil x Argentina, assim foi este Vélez x Cruzeiro, cheio de cartões. Houve duas expulsões e o juiz ainda deixou de dar dois vermelhos a jogadores do time local. Se o jogo fosse em Belo Horizonte, será que o uruguaio Vázquez não teria posto pra fora também Lima e Dominguez? Muito além da rivalidade de toda uma vida, era previsível o clima quente depois que os brasileiros perderam um jogador logo aos dois minutos por conta de uma solada inexplicável de Gilberto em Dominguez no meio de campo. O juiz também não ajudou. Deixou escapar o controle da partida, que não pôde conter com cartões. E que não usou critérios idênticos para os dois lados. Gil também foi bem expulso por pisar em Lopez e dar uma rasteira em Santiago Silva. Mas O pessoal do Vélez fez fila para acertar Kleber e vários deles poderiam ter terminado a noite antes da hora. Dominguez, por exemplo, deu um pontapé sem bola no brasileiro, que o juiz só puniu com um amarelo, Lima, que havia solado Kleber também foi aliviado de um segundo amarelo por um pescoção. E Somoza, que já havia recebido amarelo por uma falta em Kleber também aplicou um pescoção que ficou de graça.  Kleber tentou levar um rival na onda vermelha de Vázquez , sem sucesso. Com 9 contra 11, os brasileiros se acalmaram pra não serem goleados. O Vélez aceitou este tipo de jogo, que também lhe convinha e não houve cartões na segunda metade. Agora, o que acontecerá quando os dois times se encontrarem no Brasil?
  9. Juan Manuel “Burrito”Martinez, atacante do Vélez: Estou muito feliz porque ganhamos de um grande rival e porque voltei a marcar. Com dois a menos, no 2º tempo, eles bloqueram, jogaram em 30 metros apenas, não passaram do meio de campo, o que nos complicou. Quando levaram o 2º gol, cuidaram só de evitar uma goleada,
  10. Sebastián Dominguez, beque do Vélez: As duas expulsões foram corretas e o juiz fez bem ao advertir em todas as faltas pra não deixar a partida escapar de suas mãos. Obviamente, não é a mesma coisa jogar contra 9 ou contra 11, mas o importante era estrear com vitória pra viajar com tranquilidade a Caracas. No 1º tempo, brigamos pela bola com muita contundência e isto nos custou muitos cartões, algo que precisamos melhorar. Hoje, se viu o que é uma Libertadores. Mas precisamos jogar com mais tranquilidade, ir menos no embalo da torcida, pra não se repetir esta situação que tomar sete cartões antes do intervalo, o que pode custar expulsões depois.
  11. Ricardo Gareca, treinador do Vélez: As expulsões limitaram os brasileiros. A primeira foi por uma solada, mas a segunda já foi devido à pressão que exercemos. Depois dela, o controle da partida ficou mais simples, mas não estivemos muito precisos nos últimos metros da cancha. Quando  tentamos fazer mais gols, eles nos cercaram bem e não pudemos ampliar o marcador. As substituições visaram aproveitar a habilidade de Cabral pela esquerda e de Martinez pela direita abrindo o jogo pelas pontas. Poupamos Lima e Cabrera que vinham jogando todas as partidas e pressionamos o Cruzeiro ao invés de esperar pra ver o que eles iriam fazer. Importante foi vencer um time complicado, que tinha feito sete gols no último jogo e, ainda por cima, é o vice-campeão da competição. Com relação à arbitragem, prefiro não comentar muito. O juiz é internacional e vai apitar o Mundial. Creio que sua atuação foi correta. Quando os jogadores se excederam, ele os puniu. Fizemos muito mais faltas porque os jogadores brasileiros são muito habilidosos e difíceis de serem marcados. Na verdade, qualquer time brasileiro é difícil.
  12. André Kfouri, em seu blog: Com dois jogadores do Cruzeiro expulsos no primeiro tempo, o Vélez Sarsfield ficou bem à vontade para vencer em casa. A arbitragem do uruguaio Martin Emílio Vázquez foi muito ruim, mas acho exagero responsabilizá-la pelo placar, quando se teve um jogador expulso (corretamente, mesmo sem intenção) aos 2 minutos de jogo.
  13. Lédio Carmona, em seu blog: Não acho, sinceramente, que Martin Vasquez, um bom árbitro uruguaio, tenha entrado no gramado do Jose Amalfitani para prejudicar o Cruzeiro. Mas o cartão vermelho que mostrou a Gilberto logo aos dois minutos do primeiro tempo decidiu a partida. Um lance polêmico, interpretativo, e que até agora gera discussão. Gilberto levantou a perna deliberadamente para atingir Sebastian Dominguez (um santo)? Na minha opinião, não. Ele foi imprudente, mas não quis acertar o argentino. Tanto que olhava para o alto na hora em que disputava a bola com Sebá. Enfim, pela jogada, que no meu julgamento deveria valer um amarelo, Gilberto foi expulso pela segunda vez na Libertadores. Em resumo: ele jogou 10 minutos em duas partidas e levou dois vermelhos. Agora é ainda mais injusto compararmos o lance de ontem com a jogada em Potosi. Na Bolívia, de fato, Gilberto perdeu a cabeça e agrediu o adversário com um soco. Ontem, não. Foi uma disputa de bola, e por imprudência, sem ter a intenção, acertou Sebá com a sola da chuteira. Repito: não foi uma jogada leve. Merecia amarelo. Mas terminou com vermelho, mesma punição que o mesmo Sebá deveria ter levado ao chutar Kleber no gramado e que o uruguaio Pablo Lima também poderia ter recebido ao entrar com o cotovelo no rosto de Thiago Ribeiro. Enfim, nada disso Martin Vasquez viu. Muito menos com severidade idêntica ao seu veredicto sobre Gilberto. Muito embora seja justo dizer que ele acertou ao expulsar Gil, pelo segundo cartão amarelo, deixando o Cruzeiro com nove jogadores ainda no primeiro tempo. Enfim, uma noite muito ruim do Cruzeiro. Por todos esses motivos, que impediram o time de jogar um bom futebol e equilibrar a partida contra a forte, raçuda e, às vezes, desleal equipe do Velez. Assim mesmo, com 9 contra 11, o Cruzeiro soube se equilibrar em campo no segundo tempo, arriscar contra-ataques e impedir que os argentinos se sentissem livres e criassem situações. Um contra-ataque mortal, concluído por Martinez, na reta final da partida, matou o Cruzeiro e o jogo. Mas o Cruzeiro não está morto na Libertadores. É melhor do que Velez, Colo-Colo e Deportivo Itália e pode muito bem se recuperar. Agora, é preciso esquecer o cenário do José Amalfitani. E blindar o grupo, e o próprio Gilberto, de todos os decretos e veredictos sobre a expulsão do lateral/meia. Que, enfim, minha visão sobre o lance esteja equivocada. Até pode ser. Não sou dono da verdade. Mas rotular um jogador de “violento” pelo lance de ontem me parece tão imprudente quanto sua “solada” em Sebá.  E condenar o Cruzeiro ao fracasso por uma derrota para o Velez, em Buenos Aires, me parece ainda mais precipitado.
  14. Mauro Beting, em seu blog: Gilberto, Gilberto… Expulso aos 20 minutos na altitude, aos 2 minutos ao nível do mar. Como pode? Ele até não entrou para quebrar o argentino. Mas, em Libertadores, um jogador de Seleção precisa ficar mais esperto. No mínimo. A arbitragem usou pesos e cartões distintos? Claro que sim. Alguém do Vélez poderia ter saído junto, ou logo depois. O que nem assim justifica duas expulsões no primeiro tempo. E o fato de Adilson não ter sacado um zagueiro amarelado antes da expulsão de Gil. Elicarlos foi mal. Diego Renan sentiu o peso da Libertadores. Mas não há como cobrar mais de um time que ficou com um a menos por quase todo um jogo, na casa de um rival, e contra um Vélez que vai longe na competição. O Cruzeiro precisa se acalmar. Ou se definir. Por vezes alterna a ferocidade total com a apatia absoluta. Um mínimo de equilíbrio, independente da arbitragem, é fundamental. Ao menos o time foi guerreiro de aguentar a excepcional pressão do rival e os erros de arbitragem e perder de pouco, pelas circunstâncias. É um alento.
  15. Mário Marra, em seu blog: Mais uma vez um centenário entra na vida do Cruzeiro na Libertadores. Em 2008, o San Lorenzo cruzou o caminho e não fez grande coisa. Em 2010 o adversário é bem melhor, o Velez é um time bem armado e tem qualidades. Entretanto, a definição da partida não esteve com Moralez, Santiago Silva, Lopez ou Zapata. O árbitro uruguaio Martin Vazquez, antes de dois minutos, expulsou Gilberto. O lance é polêmico e de interpretação da arbitragem, no entanto, a imagem da televisão deixa claro que Gilberto não viu que o adversário estava na jogada. O meia esticou a perna para fazer o domínio da bola e acertou feio o argentino. Expulsão! Em dois jogos na Libertadores, Gilberto foi expulso duas vezes. Logo após o lance da expulsão, Zapata achou Cabrera pela direita, ele avançou no espaço deixado por Diego Renan e cruzou para Santiago Silva fazer, de cabeça, o primeiro gol do jogo. Para complicar ainda mais o jogo, aos 36 minutos, Gil cometeu falta e recebeu o segundo amarelo. Expulso! Adilson colocou outro zagueiro: Thiago Heleno entrou no lugar de Diego Renan. Sai um lateral e entra um zagueiro. Em mais uma demonstração clara de visão de jogo e de elenco, Adilson não abriu mão de um atacante e percebeu que Diego Renan estava sofrendo na marcação. Com o estrago já feito, o Cruzeiro teve se arrumar em campo. Elicarlos assumiu a direita, Jonathan se vestiu de volante, Paraná foi para a esquerda. Thiago Ribeiro se desdobrou em tentar marcar a saída de bola e ajudar na proteção. Kleber fez o que mais gosta. Provocou, esticou o cotovelo, enfim, jogou Libertadores! O Velez se mexeu em campo. Zapata, que já comandava pelo meio, não tinha mais preocupação defensiva e trabalhava a bola. Cabrera tratou de atacar e Moralez abria o jogo pela esquerda. Adilson não mexeu no intervalo, apenas ajustou a equipe. Recuou Jonathan e esticou, com Elicarlos e Henrique, uma última linha de quatro. Aos 6 minutos do segundo tempo, Pedro Ken substituiu o cansado Thiago Ribeiro. Pedro Ken fechava o meio e buscava jogar com Kleber e Jonathan com triangulações pela direita. Kleber não resistiu e foi substituído por Wellington Paulista. O aniversariante técnico Gareca demorou, mas foi mortal nas substituições. Chamou Martinez e Cabral para o jogo. Sacou um lateral (Lima) e um volante (Cabrera) e abriu Cabral na esquerda e Martinez pela direita. Com o espaço ocasionado pelas mudanças o Velez chegou mais e fez o segundo gol. Moralez caiu pela direita e chou Martinez com liberdade para marcar. É necessário destacar a serenidade do técnico Adilson Batista. Na coletiva ele procurava despertar no elenco e na torcida o espírito da competição. Reclamou da arbitragem, mas tirou proveito da situação, buscando montar o cenário da disputa, que envolve muito de técnica e muito de inteligência e competitividade.
  16. Neto, em seu blog: Respeito demais a dupla Dunga/Jorginho pelos resultados obtidos nas últimas competições oficiais com a Seleção Brasileira. Agora convocar o Gilberto e não o Roberto Carlos é uma falta de coerência tremenda. Nada contra o jogador do Cruzeiro, mas se a explicação for a idade do lateral corintiano (36 anos), o jogador do time mineiro tem 33. Se for técnica e títulos conquistados não preciso nem falar, né? Pra vocês verem, o Gilberto é um grande jogador, mas prejudicou demais o Cruzeiro nesta derrota para o Velez Sarsfield da Argentina. Ser expulso com poucos minutos de jogo na casa do adversário é complicado. Dois a zero foi até pouco.
  17. Leandro Mattos, em seu blog: A noite celeste em Buenos Aires foi de derrota para o Vélez Sársfield, mas o contexto do revés por 2 a 0 para os hermanos precisa ser levado em conta. A ‘expulsão-relâmpago’ de Gilberto (desta vez aos dois minutos de jogo) mais uma vez prejudicou a equipe. Com 10, a Raposa acusou o golpe logo em seguida, no gol de Silva, que não perdoou um cochilo da zaga estrelada. O cartão vermelho do camisa 10 celeste foi merecido, mas aí entrou em campo o apito desprovido de critérios de Martín Vázquez. Ele permitiu que os argentinos ‘descessem o sarrafo’ no time azul e só enxergou em amarelo para os donos da casa. Ainda na primeira etapa, o Cruzeiro perdeu mais um homem. Gil também foi expulso de forma correta e chancelou o olhar dúbio do árbitro. Aos brasileiros, rigor. Aos argentinos, benevolência. Com menos dois atletas, o Cruzeiro poderia ser goleado no segundo tempo, mas não foi assim. Mesmo com nove, a Raposa soube resistir ao ímpeto de um Vélez empurrado pela torcida e teve até chances de igualar o marcador. Isso até os 32, quando Martinez decretou de vez a derrota ao time de Adílson Batista.
  18. Cláudio Xina Lemos, no PHD: Impressionante o jogo de ontem. Coisas que me chamaram a atenção: 1- O tanto que bateu o time Argentino no 1º tempo, fiquei lembrando do post dos jogos do Cruzeiro contra independente e rosário centrel. 2- Impressionante como o Gil é ruim. Não pode jogar. Até o Thiago Heleno é melhor do que ele. Péssimo. 3 – Como joga bola o baixinho Morales. Jogou muito responsável direto pelo 2º gol, deu um olé no Elicarlos que não ganhou uma bola dele. Pra mim o melhor em campo. 4 – Como o Juiz não expulsou o tal do Somoza, o cara é um verdadeiro animal!!! Acho que ele bate até na mãe. 5 – Fiquei com a impressão que o time deles não quis jogar, puxou o freio de mão, senão teria goleado. Se não for isto, o nosso time jogou muito, muita raça, determinação e aplicação tática. 6 – Como profetizava por aqui o SilverCan, precisamos de zagueiros. 7 – O Fabricio faz uma falta danada ao time. 8 – Como amadureceu o técnico Adilson Batista, lembram-se do jogo que perdemos para a SEP no Parque Antártica no Morrinhão de 2008. Viram a diferença do time jogando ontem não com 10, mas com 9? 9 – Até agora não acredito que o Velez jogou tudo ontem. Pra mim segurou a onda e escondeu o jogo, não pode jogar só aquilo, senão o Cruzeiro vai ser fácil o 1º do grupo. 10 – Como criticar um time que jogo com dez desde os 2 minutos do primeiro tempo e jogou o 2º tempo todo com um a menos e não reconhecer o seu futebol como fez o Lédio Carmona ontem? Ele está certo?
  19. Gleyton, no PHD: Também penso que o vermelho para o Gilberto não foi nenhum absurdo. Se fosse um jogador do Vélez que tivesse entrado daquele jeito estaríamos todos bradando querendo a expulsão do dito cujo. Realmente o erro do juiz foi não ter feito o mesmo com os argentinos.
  20. Simone de Castro, no PHD: Puxa, no meio de tanta raiva pelo jogo de ontem, quase ia me esquecendo de dar os parabéns ao Leo Vidigal! Ainda bem que li o comentário do Elias. Parabéns, Leo! Felicidades e muita saúde! Ah, e parabéns, mesmo atrasado, ao Maykon Schots e ao Antônio Carlos Rossi!

Pesquisa: Romarol e JS

Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro: Juiz decidiu o jogo

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mauro França

Pela primeira rodada do Grupo 7, o Cruzeiro vai à Buenos Aires enfrentar um Vélez motivado, que tem como maior trunfo um conjunto forte e entrosado, além de alguns bons valores individuais.

Adilson manteve o esquema usual, escalou Elicarlos no meio e desta vez optou por começar o jogo com Thiago Ribeiro no ataque, ao lado de Kleber.

1º TEMPO

Aos 2 minutos, bola pelo alto, Gilberto acompanhava a sua trajetória e ao girar o corpo para fazer o domínio, levanta o pé e atinge involuntariamente o zagueiro Sebá, que chegava para a dividida.

Pela imprudência, lance para amarelo, mas o juiz sacou logo o vermelho e começou a mudar a história da partida.

Qualquer estratégia já fica comprometida com uma expulsão no inicio do jogo. E mais ainda quando na sequencia o adversário faz um gol.

Aos 5, Cabrera foi lançado no espaço vazio da lateral esquerda celeste, chegou antes de Paraná e fez um cruzamento perfeito para Santiago Silva, que, no segundo pau, fulminou de cabeça para o gol. Vélez 1×0.

Para complicar, o juiz uruguaio tratou logo de mostrar que os critérios seriam completamente diferentes.

O rigor que teve na expulsão de Gilberto não seria aplicado em lances até piores dos jogadores do Vélez.

Como aos 6, quando Moralez, sem visar a bola, atingiu com um carrinho o tornozelo de Elicarlos e recebeu apenas o amarelo.

Ou quando Cubero fez duas faltas violentas em Kleber, aos 9 e 10 minutos, que lhe renderam apenas o amarelo, no segundo lance.

O Cruzeiro chegou com perigo aos 7. Jonathan cobrou uma falta na direita, Henrique penetrou livre pelo meio da área, em posição legal, e cabeceou fraco, facilitando a defesa de Montoya.

O Vélez fazia uma marcação agressiva (em todos os sentidos) a partir da intermediária e dificultava a saída de bola celeste.

No ataque, explorava principalmente o lado esquerdo da defesa celeste, onde Diego Renan se mostrava completamente perdido e a cobertura não funcionava a contento.

O jogo ficou quente, disputado com muita intensidade. Aos 17, Gil recebeu o amarelo por atingir um adversário rente à linha lateral.

 Dois minutos depois, Kleber foi atingido com violência pela terceira vez, desta vez por Lima, que foi amarelado.

O Cruzeiro, mesmo com um a menos, não se intimidou. Tentou sair para o jogo e de certa forma conseguiu neutralizar a pressão do Vélez, que depois do gol só chegou com perigo aos 24. Depois de uma cobrança de falta, Santiago Silva apanhou a sobra dentro da área e bateu forte para o gol. Fábio fez grande defesa, cedendo escanteio.

O jogo ficou concentrado entre as intermediárias. Mesmo com muita movimentação dos homens de frente, apoiados por Jonathan e pelos volantes, o Cruzeiro chegava pouco ao ataque.

Sem espaço para tocar a bola, a saída muitas vezes era feita com chutões. O Vélez, mais preocupado em bater, até então criava poucos lances de perigo. 

Aos 28, o tempo fechou depois que numa disputa de bola Thiago Ribeiro foi atingido no rosto. Os jogadores celestes foram pra cima, formou-se o bolo, com troca de empurrões e xingamento de ambos os lados.

O juiz mostrou amarelo para Leonardo Silva e Santiago Silva. O quarto para os argentinos, segundo para os cruzeirenses.

Depois dos 30 minutos o Vélez teve mais presença no ataque, criando seguidas situações de perigo, a maioria com Cabrera, que explorava o corredor aberto no lado esquerdo da defesa celeste.

Aos 36, depois de uma troca de passes pelo meio, a bola foi lançada para Silva, que sairia na cara do gol não fosse derrubado por Gil na meia lua. Gil recebeu o segundo amarelo e foi expulso corretamente. Na cobrança da falta, Silva disparou um petardo e Fábio fez boa defesa.

Se com 10 a situação já estava complicada, com 9 ficou muito mais. Adilson trocou o perdido Diego Renan por Thiago Heleno, para recompor a zaga.

O Vélez seguiu batendo. Aos 39, Sebá chutou Kleber, caído no chão, na cara do juiz, que mostrou apenas o amarelo para o zagueiro.

Aos 41, na base da raça, o Cruzeiro chegou com perigo. Jonathan cobrou falta, Kleber desviou de cabeça e a bola saiu à direita do gol.

Nos minutos finais o Vélez tocou a bola no ataque e terminou o primeiro tempo batendo. Aos 46, Somoza atingiu Kleber e foi amarelado.

2º TEMPO

O Cruzeiro para o 2º tempo sem alterações. O Vélez começou pressionando, insistindo nos cruzamentos para área.

Já prevendo o desgaste do time, Adilson trocou Thiago Ribeiro por Pedro Ken, na tentativa de reorganizar o sistema defensivo.

O jogo se transformou num ataque contra defesa. Com dois a menos, não restou alternativa ao Cruzeiro que não se defender.

Kleber ficou isolado na frente, marcado por pelo menos três adversários. A defesa, no sufoco, despachava a bola do jeito que dava. Ao menos não faltou luta e dedicação.

Fora os cruzamentos para a área, o Vélez pouco criava. Teve uma chance clara aos 13 minutos, quando Lopez apareceu livre na cara do gol e chutou por cima.

Um minuto depois, Silva recebeu na entrada da área, livrou-se de Thiago Heleno e bateu para o gol, com perigo.

Sem conseguir transformar a superioridade numérica e o amplo domínio das ações em gols, Ricardo Gareca fez duas alterações aos 19. Cabral e Martinez substituíram, respectivamente, Lima e Cabrera.

Aos 21, Adilson trocou Kleber por Wellington Paulista, que se dedicou mais a ajudar na marcação.

Numa das poucas tentativas de ataque no 2º tempo, Henrique recebeu na esquerda e voltou para Paraná, que arriscou de fora da área e mandou longe do gol.

O Vélez seguiu forçando o jogo pelo lado esquerdo da defesa e teve ótima oportunidade aos 24. Após cruzamento, Martinez se antecipou à zaga e jogou por cima do gol.

Até que aos 32 o Vélez finalmente conseguiu ampliar o marcador. Moralez foi ao fundo e cruzou para Martinez, que, já na pequena área, apenas escorou para o gol. Vélez 2×0.

O panorama do jogo seguiu inalterado até o final. O Vélez insistiu no ataque e o Cruzeiro resistiu bravamente.

Já aos 40 minutos, Otamendi cometeu falta violenta em Wellington Paulista e foi amarelado. Foi o 7º cartão do Vélez, que cometeu o dobro de faltas que o Cruzeiro.

Há que se destacar o empenho e a dedicação dos jogadores durante todo o jogo e especialmente no 2º tempo.

Os que ficaram em campo lutaram com todas as forças e merecem aplausos pelo esforço heróico para resistir à pressão a que foram submetidos.

Restou a impressão de que o Cruzeiro tem todas as condições de conseguir a sua classificação.

A atuação do juiz foi desastrosa e influiu decisivamente no andamento da partida.

Foi rigoroso na expulsão de Gilberto e extremamente condescendente com as faltas violentas e agressões cometidas pelos argentinos.

PS: Deixo aqui minha homenagem ao grande amigo Leo Vidigal, que faz aniversário hoje, com votos de saúde, paz e sucesso. 

Mauro França, 46, cruzeirense, economiário, historiador, nasceu em Sete lagoas, mora em Belo Horizonte.

Espírito de Libertadores, o melhor e o pior do time

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, no José Amalfitani, Buenos Aires, em 10fev10, pela 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010.

  • Fábio – Fez ao menos duas delas com alto grau de dificuldade. Não teve culpa nos gols.
  • Jonathan – Esforçado, ajudou a diminuir espaços no meio de campo dificultando a articulação de jogadas pelos argentinos. Na lateral, carece de melhor técncia para marcação.
  • Gil – Estabanado, foi envolvido várias vezes. No lance da expulsão, não restava outra alternativa que não fosse parar Santiago Silva com falta.
  • Leonardo Silva – O melhor da defesa. Lutou muito, rebateu o que pôde.
  • Diego Renan – Quando sobe ao ataque, o problema da marcação é do volante da cobertura. Mas quando está na defesa ele tem de encurtar espaços para o adversário. E este tem sido seu maior defeito. Os adversários têm tempo demais pra pensar, ajeitar o corpo e cruzar. É defeito sanável, mas que não pode esperar a vida inteira pra ser corrigido.
  • Thiago Heleno – Entrou numa fria, com o time completamente batido e jogando apenas pra não levar goleada e se virou como pôde. Não comprometeu.
  • Elicarlos – Lutou muito cainda pelas duas laterais num esforço de cobertura louvável.
  • Henrique – Pelo espírito de luta mais do que pela técnica, foi um dos melhores em campo. Teve o tal espírito de Libertadores que é o de jamais afinar, porém com inteligência, sem querer virar herói a poder de soladas, cotoveladas e rasteiras.
  • Marquinhos Paraná – Tentou jogar com racionalidade tocando a bola pra frear a correria dos locais. Na cobertura da lateral-esquerda, não foi bem sucedido chegando tarde nos lances e deixando Nicolás Cabrera passear na Avenida Diego Renan.
  • Gilberto – Foi expulso aos 2 minutos por imprudência. No lance e na concepção de jogo. Divã, já! 
  • Kleber – Foi a válvula de escape do time ao receber a maior parte das bolas que a defesa e o meio de campo recapturavam. Amarrou o jogo, cavou faltas e tentou provocar a expulsão dos adversários, sem sucesso. Mas também correu risco de ser expulso nessas escaramuças. O conjunto da obra foi favorável, nas circunstâncias.
  • Thiago Ribeiro – Muita dedicação na contenção, pouca eficiência ofensiva.
  • Pedro Ken – Perdido em campo. Lento na marcação e armação, quando foi aoa ataque perdeu bola até pra si mesmo.
  • Adílson Baptista – Preparou bem o time, escalou o melhor que tinha à disposição, mas viu todo trabalho se perder em duas expulsões. Tentou ensebar a partida, segurou dois atacantes até onde pôde, mas quando precisou do banco se estrepou. Pedro Ken fez cair a produção da equipe e Wellington Paulista nada acrescentou aela. No final, reconheceu, ao contrário dos conspiradões, que nem só os erros de arbitragem derrubaram seu time. Houve falhas imperdoáveis de marcação. Mas isto não é da conta dos termocéfalos, que preferem jogar todas as  pedras no juiz. Menos mal que, tendo percebido as falhas de marcação e de cobertura, poderá corrigi-las para extrair de seu limitado elenco performances de bom nível como as da Libertadores passada e também as da segunda metade do Brasileiro. Agora, se continuar perdendo um ou dois jogadores por partida, nem se aprender a anadar sobre as águas consegue botar o time nos trilhos.  
  • Torcida – Pelo menos 200 cruzeirenses compareceram ao estádio de Liniers e se fizeram ouvir, apesar da cantoria desenfreada dos 25 mil torcedores locais.
  • Espírito de Libertadores – Se for entendido como necessidade de distribuir socos e pontapés, será prejudicial, pois os atletas brasileiros não são muito inteligentes nestas práticas. Se for entrega, disposição inteligência tática, visão estratégica, será positivo. Contra o Vélez, houve um pouco de cada item, só que nos momentos errados. Se jogasse melhor no começo e só perdesse a cebeça no fim, o time celeste, provavelmente, teria vencido.  
  • Juiz & Bandeiras – Tecnicamente bom, o apitador falhou na parte disciplinar. Se o critério de expulsão era o lance violento, por imperícia ou dolo, ele deveria ter mandado pro chuveiro Pablo Lima e Cubero. Ele não poupou cartões amarelos para os argentinos, que receberam sete. Mas desses cartões não conseguiu extrair um vermelho, pois os locais tomaram cuidado de se revezar nas faltas. 
  • Vélez Sarsfield – O time de Liniers deixou uma dúvida: joga só isso ou não preciso jogar mais do isso devido à facilidade de enfrentar um adversário com dois atletas a menos? Cabrera, que passeou pela direita, Santiago Silva, que marcou gol e incomodou a bequeira celeste, Somoza, o coração do time, e Moralez, o cérebro, foram os melhores.

Vélez Sarsfield, antiga pedra na chuteira celeste

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mauro França

HISTÓRIA

A fundação do Vélez seguiu um roteiro semelhante ao de centenas de outros clubes surgidos nas primeiras décadas do século XX.

Em um dia no final de 1909, três rapazes buscaram abrigo de uma chuva torrencial na estação de trem Vélez Sarsfield, no bairro de Floresta, região oeste de Buenos Aires. Ali, tiveram a idéia de fundar um clube.

A reunião de fundação aconteceu no dia 1º de janeiro de 1910, na casa de um deles nas proximidades da estação, cujo nome homenageava um distinto jurista argentino do século XIX, Dalmácio Vélez Sarsfield, e que acabou sendo adotado pelos fundadores. Nascia assim o Club Atlético Argentinos de Vélez Sarsfield.

A primeira camisa era branca, pela maior facilidade de encontrar tecidos nessa cor. Pouco depois da fundação, passou a ser azul marinho.

Em 1914, foi alterada para listrada nas cores verde, vermelha e branca, por influência dos muitos sócios italianos que haviam ingressado no ano anterior. Nessa ocasião, o nome foi abreviado para Club Atlético Vélez Sarsfield.

Em 1919, o clube ingressou na primeira divisão do futebol argentino. Em 1923, José Almafitani, um cronista esportivo descendente de italianos, assumiu a presidência.

O clube alugou um terreno no bairro de Villa Luro e construiu ali o seu primeiro estádio, com tribunas de madeira, que na década de 30 receberia o apelido de El Fortín (O Forte). Nele se realizou o primeiro jogo noturno na Argentina, em 1928.

A origem do uniforme atual do clube é curiosa. Em 1938, os dirigentes receberam uma proposta de um comerciante, que oferecia a baixo custo um estoque de camisas brancas com um grande V em azul no peito, originalmente encomendadas por uma equipe de rugby, que não foi buscá-las. A oferta foi aceita e desde então este se tornou o uniforme oficial do clube.

O Vélez viveu um momento crítico em 1940, quando foi rebaixado para a segunda divisão, pela primeira e única em sua história. As conseqüências foram danosas. O clube foi despejado do terreno do estádio, perdeu vários jogadores e uma centena de sócios.

Em meio à crise, em 1941, José Almafitani foi novamente eleito presidente e comandou a reconstrução do clube. Conseguiu a cessão de um terreno pantanoso no bairro de Liniers e nele construiu um novo estádio, inaugurado em 1943. Nesse mesmo ano, o Vélez retornou à primeira divisão.

Posteriormente o estádio foi totalmente reformado, ganhando estrutura de cimento. O novo Fortín foi inaugurado em 1951. Em 1978, por ocasião do Mundial, passou por nova reforma, que ampliou sua capacidade para 50.000 espectadores.

Almafitani foi o maior presidente da história da história do Vélez, tendo ocupado a sua presidência por 28 anos, até 1969, quando faleceu aos 74 anos. 

TÍTULOS

O primeiro título conquistado pelo Vélez foi o Campeonato Nacional de 68. Na equipe despontava Carlos Bianchi, então juvenil, que se tornaria o maior artilheiro da história do clube.

Bianchi jogou 324 partidas e anotou 206 gols, nos períodos de 67-73 e 80-84. No intervalo entre as duas passagens, jogou na França, no Stade de Reims e no Paris St. Germain. Foi artilheiro do campeonato argentino em três temporadas e em cinco do francês.

Como técnico Bianchi dirigiu o Vélez em seu período mais glorioso. Sob seu comando, o clube conquistou três campeonatos argentinos (Clausura em 93 e 96 e Apertura em 95), uma Libertadores (94) e um Mundial Inter-Clubes (94).

Bianchi conquistou ainda quatro títulos argentinos, três Libertadores e dois Mundiais pelo Boca Juniors.

Na final da Libertadores em 94 o  Vélez bateu o São Paulo. Fez 1×0 em Liniers, perdeu pelo mesmo placar no Morumbi e venceu nos pênaltis por 5×3. Conquistou o Mundial ao derrotar o Milan por 2×0, com a seguinte formação:

  • José Luis Chilavert, Hector Almandoz, Roberto Trotta, Victor Hugo Sotomayor e Raul Cardozo; José Basualdo, Marcelo Gómez, Christian Bassedas e Roberto Pompei; Omar ‘Turco’ Asad e José Oscar ‘Turu’ Flores.

Com praticamente a mesma base, comandada por Osvaldo Piazza, ex-auxiliar técnico de Bianchi, o Vélez conquistou a Supercopa de 96, batendo o Cruzeiro. 

Nesse período, ganhou ainda uma Copa Interamericana (94) e uma Recopa (97). E mais um Clausura, em 98, já sob o comando de Marcelo Bielsa.

Passado esse período de glórias, o Vélez voltaria a conquistar o Clausura em 2005, repetindo o feito em 2009, título que lhe deu o direito de participar da Libertadores-2010, no ano do seu centenário.

CONFRONTOS COM O CRUZEIRO

Vélez e Cruzeiro já se enfrentaram 8 vezes. Foram 4 vitórias argentinas, contra três do Cruzeiro e um empate. Os dois primeiros jogos foram amistosos.

O primeiro foi no Mineirão, em 69, com vitória celeste por 2×1. Em 71, nova vitória celeste, desta vez por acachapantes 6×3, em jogo realizado em La Bombonera. O Vélez chegou a abrir 3×0 e o Cruzeiro virou o marcador.

Cruzeiro 6×3 Vélez Sarsfield, sábado, 06fev71, Estádio La Bombonera, Buenos Aires, Copa Montevidéu – Gols: Zotola, 10, Bianchi, 32, Benton, 36, Zé Carlos, 44 do 1º tempo; Lima, 5, Zé Carlos, 7, Roberto Batata, 8, Dirceu Lopes, 15 e 40 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann (Jorge), Lauro, Brito (Morais), Aloísio e Vanderlei Lázaro (Neco); Wilson Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Tostão e Lima. Tec: Ilton Chaves. Vélez: Cabalero, Gallo, Romeo, Zotola e Correa; Rios e La Palma; Cotton, Benton, Carlos Bianchi e Benito – Nota – Carlos Bianchi mais tarde seria treinador do Vélez e do Boca pelos quais conquistou vários títulos internacionais.

As duas equipes voltariam a se enfrentar pela fase de grupos da Libertadores-94. No Mineirão, empate de 1×1. Em Liniers, vitória do Vélez por 2×1. O Vélez terminou em 1º e o Cruzeiro em 2º no grupo, à frente de Palmeiras e Boca Juniors.

Cruzeiro 1×1 Vélez, quarta-feira, 09mar94, 21h45, Mineirão, Belo Horizonte, fase de grupos da Libertadores 94 – Público: 21.749 – Juiz: Oscar Velázquez (Paraguai) – Gols: Ronaldo, 20seg, Asad, 43 do 1º tempo - Cruzeiro: Dida, Paulo Roberto Costa, Célio Lúcio, Luisinho e Nonato; Douglas, Toninho Cerezo e Luiz Fernando Flores; Cleison (Macalé), Ronaldo Fenômeno e Roberto Gaúcho. Tec: Enio Andrade / Vélez: José Luiz Chilavert, Almandoz, Trotta, Sotomayor e Cardozo; Basualdo, Campagnucci, Gomez, Bassedas, Asad (Pellegrini), Flores (Galeano). Tec: Carlos Bianchi.

Depois do jogo, Carlos Bianchi explicou sua estratégia para impedir que o Fenômeno liquidasse seu time:

  • “Eu tinha que escolher entre impedir que os laterais cruzassem ou que o centroavante jogasse. Optei por concentrar meus homens na marcação pelo meio da defesa e cedi espaços pelos lados. Assim, encontrando facilidades pelas laterais, eles passariam o tempo cruzando e minha defesa cortando de cabeça.”

O Cruzeiro caiu na armadilha. Cruzou dezenas de bolas, aparentou domínio absoluto da partida e a torcida foi pra casa com a sensação de que o resultado tinha sido injusto.

Em 96, Cruzeiro e Vélez fizeram a final da Supercopa. Os argentinos levaram a melhor, com duas vitórias. No Mineirão, 1×0, gol de pênalti de Chilavert, aos 43 do 2º tempo. Em Buenos Aires, 2×0. Nonato, Donizete, Fabinho e Pellegrini foram expulsos.

Velez 2×0 Cruzeiro, quarta-feira, 04dez96, 21h45, Estádio José Almafitani, Buenos Aires, 2ª partida da final da Supercopa 96 -  Juiz: Júlio Mattos (Uruguai) – Vermelhos: Nonato, Donizete, Fabinho (Cru), Pellegrini (Vel) – Gols: Camps, 3, Gelson (contra), 7 do 1º tempo. Cruzeiro: Dida, Vitor, Gelson Baresi, Gilmar, Nonato; Fabinho, Ricardinho, Cleison, Palhinha (Donizete), Paulinho e Ailton (Da Silva). Tec: Levir Culpi / Vélez: Chilavert, Zandoná (Mendez), Sotomayor, Pellegrino, Cardozo; Husaín, Gomes, Bassedas, Morigi, Camps (Asad), Posse (Pandolfi). Tec: Oswaldo Piazza.

Na última vez que se enfrentaram, nova vantagem do Vélez, que eliminou o Cruzeiro nas oitavas de final da Copa Sul Americana de 2005. Os argentinos fizeram 2×0 em Buenos Aires e o Cruzeiro, 2×1 no Mineirão.

NA LIBERTADORES

O Vélez chega a sua 11ª participação na Libertadores (80, 94, 95, 97, 99, 01, 02, 04, 06, 07). Fora o título em 94, sua melhor participação foi em 80, quando alcançou as semifinais. Na sua última participação, em 2007, foi desclassificado nas oitavas. No total, foram 85 jogos, com 38 vitórias, 27 empates e 20 derrotas, 113 gols a favor e 78 contra.

HOJE

O técnico do Vélez é Ricardo Gareca, que completará 52 anos justamente no dia do jogo com o Cruzeiro. Apelidado de ‘Ei Tigre’, foi um atacante competente.

Revelado pelo Boca em 78, jogou também no Vélez entre 89 e 92. Fez 20 partidas e marcou 6 gols pela Seleção Argentina. Parou de jogar em 94 e no ano seguinte iniciou sua carreira de treinador. Está no Vélez de janeiro de 2009. 

Em 2009, o Vélez conquistou o Clausura e terminou em 5º lugar no Apertura. No atual Clausura ocupa provisoriamente a 1ª colocação (a 3ª rodada ainda não se completou) com 7 pontos. Empatou em casa com o Colon, 1×1; venceu o Arsenal, 3×0, fora; e no último sábado derrotou o Gymnasia La Plata em casa, 2×1, atuando com o time reserva.

Contra o Arsenal, o Vélez jogou com

  • Germán Montoya, Fábian Cubero, Sebástian ‘Sebá’ Dominguez, Nicolás Otamendi e Pablo Lima; Nicolás Cabrera, Leandro Somoza, Victor Zapata e Maximiliano Moralez; Hernán Rodrigo Lopez e Juan Manuel Martínez.

Fora uma ou outra alteração de última hora, este deve ser o time que enfrentará o Cruzeiro.

Mauro França, 46, cruzeirense, economista, historiador, nasceu em Sete Lagoas, mora em Belo Horizonte.

Argentinos e escandinavos

domingo, 31 de janeiro de 2010

Das 72 partidas que jogou em 2009, o Cruzeiro só não foi roubado em uma. Contra o Argentinos Juniors.

E só por ter sido um jogo festivo. Tão sem importância que nem o Estado de Minas ficou sabendo dele.

Fomos roubados por todos os juízes mineiros. Mas isto a gente nem repara, pois é algo vem acontecendo desde 1921.

Mas fomos roubados também por gaúchos, goianos, cariocas, paulistas, argentinos, chilenos, paraguaios etc.

Quem duvidar, pode consultar os registros dos jogos nestas Páginas Heróicas Digitais.

Somos uma potência do futebol! De outra forma não se justifica um complô global deste porte.

E o pior é que este ano a coisa deve piorar, pois o rival citadino tem um chefe de arbitragem informal.

(mais…)

O Cruzeiro da 1ª Década do Século XXI

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.

Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.

Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).

De acordo? Não? Escale a sua, então.

  • Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que  pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador. 
  • Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
  • Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por  2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
  • Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
  • Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
  • Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
  • Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica.  MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
  • Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste. 
  • Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003),  as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o  Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003),  o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
  • Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.  
  • EdílsonO Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
  • Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
  • Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
  • Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
  • Ramires, revelação da vitrine - Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
  • Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.

A festa dos vizinhos

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Jornalistas de todo o continente elegeram os melhor futebolistas das Américas, na enquete promovida, anualmente, pelo El País, de Montevidéu.

Pelo segundo ano consecutivo, Verón foi eleito o Rei da América. Os argentinos deram banho na concorrência. 

  • Goleiro: Miguel Pinto (Universidad de Chile, chileno)
  • Beques: Neicer Reasco, LDU, equatoriano) Leandro Desabato (Estudiantes, argentino) Nicolás Otamendi (Velez, argentino)
  • Volantes: Gary Medel (Boca, chileno) Edison Méndez (LDU, equatoriano) JS Verón (Estudiantes, argentino) Nicolás Lodeiro (Nacional, uruguaio)
  • Atacantes: Humberto Suazo (Monterrey, chileno) Salvador Cabañas (América, paraguaio) Cláudio Bieler (LDU, argentino)
  • Técnico: Marcelo Bielsa (Chile, argentino)
  • Craques: Verón, 109 votos, Méndez, Suazo, 64, Desabato, 52, Bieler, 48.  O melhor brasileiro, Adriano, ficou em 20º lugar com 17 votos.

Adílson: “Enalteço o torcedor, fiel e fanático”

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Comentários de jogadores, treinadores e blogueiros acerca do Santos 1×2 Cruzeiro, na Vila Belmiro, Santos, pela 38ª rodada do Brasileiro, em 06dez09:

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O público do Cruzeiro

sábado, 5 de dezembro de 2009

Levantamento do jornalista Gilmar Laignier, publicado no Superesportes em 30nov09, revela o público e a renda do Cruzeiro jogando em casa nesta temporada.

Médias de público pagante e de renda:

  • Campeonato Mineiro: 18.335 torcedores e R$320.029,61
  • Copa Libertadores: 41.269 torcedores e R$1.125.333,43
  • Campeonato Brasileiro: 21.993 torcedores e R$374.210,32
  • Números dos 35 jogos: 24.897 torcedores e R$510.445,62.

Como os Diários Associados não ficaram sabendo do jogo Cruzeiro 2×1 Argentinos Juniors, na despedida de Sorín, este jogo não está computado.

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