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sábado, 6 de março de 2010
Ernesto Araújo
Depois de duas excelentes vitórias por 3×0 contra o Vôlei Futuro e o SESI, o Cruzeiro/Sada voltou à quadra para enfrentar o Pinheiros/Sky, equipe das estrelas Giba, Gustavo, Rodrigão e Rocca.
Jogando em casa, o Pinheiros, um dos candidatos ao título, que sofreu com contusões de seus astros, buscava se afirmar como sério candidato ao título.
1º Set
O Cruzeiro começou melhor, abriu 3×1 na passagem de Wallace (8) pelo saque, manteve bom nível de ataque, chegando aos 7×5, mas o Pinheiros equilibrou mas chegou ao 1º tempo técnico perdendo por 8×7.
No retorno, o Cruzeiro fez 11×9, mas o Pinheiros empatou num ponto muito contestado pelos cruzeirenses em que o ataque adversário teria ido para fora.
O Cruzeiro recuperou-se e após um rali e marcou seu 14º ponto. Graças a um bloqueio de Wallace e a outro erro de arbitragem (dessa vez, favorável ao Cruzeiro, dando como fora um bom saque de Giba), os mineiros chegaram ao 2º tempo com 16×14.
Voando desde o fundo da quadra, Wallace fez o 18º ponto do Cruzeiro e com outro erro do adversário o placar atingiu 19×16.
Cebola, técnico do Pinheiros pede tempo e seu time voltou melhor. Giba começou a se destacar juntamente com o bloqueio do time da casa, levando o time paulista ao empate em 20×20.
Marcelo Mendez pediu tempo. Na volta, Cruzeiro abriu vantagem com Wallace e Bob (15), fazendo 24×22.
Cebola ainda tentou reagir com mais um pedido de tempo, mas o Cruzeiro fechou o set num erro de saque do Pinheiros, fazendo 25×23.
2º Set
O Pinheiros abriu 2×0, mas o Cruzeiro se recuperou após emocionante disputa de bola, chegando aos 4×2.
Porém, o time mineiro começou a falhar e o Pinheiros empatou em 5×5 e chegou ao 1º tempo com 8×7.
Na volta, o bloqueio funcionou e o Pinheiros abriu 12×9. O Cruzeiro reagiu após o pedido de tempo, mas os locais cravaram 16×12.
Após o 2º tempo, o panorama não mudou. O Cruzeiro teve dificuldade para virar a bola e o Pinheiros, com Giba e Rocca eficientíssimos, chegou aos 19×15.
Marcelo Mendez pediu tempo. Não adiantou. O time paulista fez 22×18 e nem mesmo as entradas de Samuel, Lucianinho e Murilo resolveram. Final: Pinheiros, 25×19.
3º Set
Cruzeiro voltou com raça e começou bem fazendo 4×2, mas o Pinheiros chegou ao 5º ponto em um lance de toque na rede muito discutido pelas duas equipes com a arbitragem.
Os microfones captaram as conversas em quadra e ficou claro que o critério e a marcação do árbitro estavam corretas. A partida prosseguiu com o Cruzeiro chegando ao 1º tempo com 8×6.
No reinício, mais um lance polêmico sobre uma bola que teria ou não ido pra fora. O árbitro irritou-se com a pressão advertiu os dois capitães.
Retomando o jogo, na base da garra, o Cruzeiro manteve-se com dificuldades à frente e emplacou 10×7.
O Pinheiros dificultou as coisas, mas com o levantador Sandro (5) consertando várias bolas, o Cruzeiro chegou ao 2º tempo com 16×14.
No retorno, o Pinheiros atropelou. O Cruzeiro, que errava na recepção e não conseguia passar pelo eficiente bloqueio local, ainda penou com os implacáveis ataques de Giba e Rocca.
Marcelo Mendez orientou a equipe. Wallace se tornou válvula de escape do levantador Sandro e deu conta do recado, mas o time ficou previsível.
O Pinheiros fez 22×19 e o Cruzeiro pediu tempo. Nada mudou o set fechou em 25×20 para os paulistas.
4º Set
O bloqueio formado por Giba e Rocca virou todas as bolas, mas na raça o Cruzeiro chegou ao 1º tempo à frente: 8×6. Com a melhorar de seu saque e bloqueio, os mineiros chegaram ao 2º tempo com 16×15.
Cebola promoveu a entrada de Pablo, apenas pra sacar. O atleta, que havia entrado com a mesma finalidade no fim do 1º set e tinha errado saque decisivo, desta vez, desconcertou a recepção celeste.
O Pinheiros acelerou atingindo 19×18. O final do set mostrou um Cruzeiro dominado e sem opções pra reagir. Final: Pinheiros, 26×24.
Opinião
O Cruzeiro começou bem, mas perdeu graças à atuação sensacional de Giba e Rocca e a aplicação eficiente do bloqueio so Pinheiros que evitou diversos ataques celestes.
Num determinado momento, somente Wallace conseguia virar as bolas consertadas por Sandro. Bob (15), Bruno Zanuto (11) e Douglas Cordeiro (4), apesar da raça e do empenho, não estavam inspirados como Wallace e isto pesou.
O banco celeste também não funcionou. Nas derrotas contra Minas e Pinheiros, em que o adversário conseguiu dificultar as coisas com a entrada de um bom reserva, novamente os atletas que entraram do lado celeste, não tiveram capacidade pra mudar a partida.
O Cruzeiro segue como líder e continua como um dos candidatos ao título. Porém, nunca é demais lembrar que Minas, Pinheiros e Floripa são também fortes e favoritos à conquista.
Pinheiros/Sky 3×1 Cruzeiro/Sada, sábado, 06mar10, 15h, Ginásio Henrique Villaboin, São Paulo (SP), 10ª rodada, 2º turno da Superliga masculina 2010 – Transmissão: SporTV – Público: 1200. Cruzeiro/Sada: Sandro, Wallace, Bob, Bruno Zanuto, Douglas Cordeiro, Renato Felizardo e o líbero Polaco. Entraram Lucianinho, Murilo, Samuel. Pinheiros/Sky: Giba, Rocca, Rodrigão, Gustavo, Léo, Marcelinho, Pablo.
Ernesto Araújo, 36, cruzeirense, webdesign, nasceu em Belo Horizonte, mora em Santos-SP.
Tags: 2010, árbitro, Cruzeiro, Henrique, líder, público, Placar, rodada, São Paulo, Sol, Sport, técnico, Vitória
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Marcel Fleming
Estou com sensação de “deja-vu”. O Atlético-MG pressiona, parece jogar melhor, apresenta certo domínio territorial, mas no final a Raposa, matreira, eficiente, come o galo.
Aí vêm os mascarados, que gostam de mascarar as coisas, a reclamar do árbitro, do aquecimento global, do excesso de chuvas, da herança maldita e todo outro tipo de evento externo para justificar a única e verdadeira razão para tantos rotineiros fracassos: a própria incompetência.
O problema do Atlético-MG e de seu treinador é realmente de máscara.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Ernesto Araújo
O Santo André, 11º colocado na Superliga, recebeu o Cruzeiro, agora vice-líder, no ABC, pela 5ª rodada do 2º turno. Ambas as equipes vinham de derrota por 3×2 e buscavam a reabilitação.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Atlético-MG 1×3 Cruzeiro, no Mineirão, em 20fev10, pela 5ª rodada do Campeonato Mineiro de 2010.
- Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Tivemos uma boa arbitragem. Pode ter errado em determinados lances, mas não vejo por esse lado, não. O jogo foi bom e decidido pelos jogadores. É preciso parar de pressionar. Esse filme já conhecemos desde o ano passado. O Jurandy Gama Filho falou que iria tomar as providências, porque no ano passado falavam que era uma quadrilha, enfim, uma coisa feia. Eu achei que o Fábio não tinha necessidade de sair, e o Leo foi muito inteligente no lance. Foi muita coordenação, percepção e raça. Foi um lance importante, que acabou salvando. Estava 0×0. Tivemos algumas dificuldades porque o Muriqui criou muito para cima do Diego, mas corrigimos isso com a entrada do Pedro. No 2º tempo, com a troca, a gente melhorou, teve mais consistência, eles tiveram chances e nós também. O gol do Leo deu tranquilidade, depois veio um lance decisivo do Roger. As coisas ficaram sob controle, foi justo pelo 2º tempo que nós fizemos. O Cruzeiro foi mais eficiente, acabou fazendo os gols de bola parada. O deles também foi assim. Em lance que a bola era nossa, eles ficavam esperando para jogar de contra-ataque. Foram algumas metidas de bola para o Tardelli e o Muriqui. Mesmo atrás do marcador, ficaram esperando o Cruzeiro também. O Roger entrou dentro de uma previsão, ainda não está cem por cento fisicamente, o que é normal, vinha de um outro tipo de competição. Tem que ter paciência, calma, mas é um jogador talentoso, pegou, virou, enfiou a bola, penetrou, bateu falta, bateu escanteio, segurou, cavou falta, tudo aquilo que conhecemos do atleta. Eu vou ter de arrumar lugar para muita gente. Mas o lugar que eu falo pra eles é aqui, no dia a dia, treinando. Não é amiguinho da imprensa, amigo do diretor, amigo do presidente, da torcida, da facção. Comigo não tem conversa. Conversa do atleta profissional é dentro de campo. Está bem, vai jogar. Não está, espera, aguarda a oportunidade. Mas eu tenho tempo suficiente. O Roger está entrando de cabeça, querendo, pela qualidade que tem.
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
O Cruzeiro foi roubado. Eu não tinha reparado na transmissão. Mas fiquei convencido ao ler os comentários postados aqui no PHD.
ZZP, abra o olho: Juiz de fora, já! Mas não traga o PCO, porque este nos rouba até quando vencemos por 5×0.
Também não traga juízes cariocas, paulistas, gaúchos, goianos, uruguaios, chilenos, argentinos, paraguaios, colombianos, mexicanos, paraenses, pernambucanos, baianos, catarinenses, bolivianos, peruanos e açorianos. São todos lebrões velhos!
Tente o Colina.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Durante a transmissão de Caldense 0×2 Cruzeiro, o comentarista de arbitragem da TV Globo, Márcio Resende de Freitas, disse que o o gramado do estádio de Poços de Caldas tem 90×60 metros.
Esta informação serviu para balizar comentários técnicos sobre o jogo, na TV e aqui no PHD.
Como conheço o estádio, duvidei da informação e, hoje, telefonei para o Secretário de Esportes da Prefeitura, Carlos Alberto dos Santos, pedindo esclarecimentos.
Ele garantiu que as dimensões do gramado são as mesmas do Mineirão, do Maracanã e do Serra Dourada. E ficou de enviar, por e-mail, a ficha técnica do estádio.
No fim da tarde, recebi mensagem da Sra. Margareth Stano com os dados do Ronaldão, estádio bem conservado e adequado para jogos de qualquer campeonato.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O erro acompanha o esporte. É rematada tolice perder tempo com chororô. Ele não tem o poder de transformar evento esportivo em operação matemática.
Se os chorões quiserem erro zero, terão de pedir a arbitragem do Sumo Pontífice, único ser sobre a terra com o dom da infalibilidade.
O juiz do RapoCota não tem esta sorte. Vai errar. E o perdedor vai berrar.
Se servir de consolo, informo que o apitador do clássico não será Wagner Tardelli. Ao menos, é o que garante o Diretor de Arbitragem da FMF.
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Comentários de protagonistas e blogueiros acerrca do Caldense 0×2 Cruzeiro, no Ronaldo Junqueira, Poços de Caldas, em 13fev10, pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro 2010.
- Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: Futebol tem choque, futebol é para homem. Às vezes isso acontece, o importante é ter critério, calma. Os jogos no interior são mais truncados, a Caldense fez 20 faltas com apenas 30 minutos. O cartão vermelho foi em função de o Wellington ter subido no alambrado, não por falta maldosa. É claro que vamos conversar, pois precisamos terminar com os 11 jogadores e uma expulsão acaba sobrecarregando, pois o técnico tem que fazer alterações que não quer, por causa do desgaste. O importante é a vitória e, se não tirarem pontos da gente de novo, pois às vezes eles tiram, por enquanto estamos em 2º lugar. O time teve tranquilidade. Gilberto jogou bem, assim como o Bernardo, o Eli, que entrou bem pelo lado direito e o Eliandro. E os três lá atrás também estavam firmes. Importante era vencer o jogo. Agora, vamos descansar. Na terça-feira, a gente começa a pensar no clássico. Bernardo jogou bem, mas temos que ter calma. Vamos ter paciência, pois temos que ver contra quem que é e aonde que é. Essas coisas a imprensa precisa analisar. Quem foi o marcador? Eu vejo futebol assim. Às vezes se joga contra determinado adversário ou determinado marcador e já falam que é o Pelé. E Pelé não vai existir nunca mais.
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
Hey! Said my name is called disturbance Ei!
I’ll shout and scream, I’ll kill the king I’ll rail at all his servants
Well, what can a poor boy do
Except to sing for a rock’n'roll band ‘Cause in sleepy London town
There’s just no place for a street fighting man
No
O Cruzeiro tem sido pródigo na produção de cenas de violência, verdadeiras combinações de futebol com street fighting.
Na hora, os destemperos provocam raiva no aficcionado do jogo limpo, mas, bem digeridos, viram causos, entram pra memória afetiva do balípodo.
Confiram alguns desses lances (e acrescentem outros tão ou mais divertidos):
- Manos de Piedra - Cris aplicando um direto no queixo do goleiro emplumado na final do Mineiro 2004.
- Flor do Mal - Dracena, que nem um Xuarzenegue, destruindo o nariz do Alex Alves, num RapoCota de 2005.
- Assimulação – André Luiz aplicando cabeçada em Alício Alício Pena Jr., em Ipatinga, em 2007. Como o árbiro simulou ter recebido pancada, embora tenha assimilado o golpe com uma esquiva, o Chefão agrediu o vernáculo com o neologismo assimulação.
- Santo do Pau Oco - Gladiador expulso por troca de pontapés com Lauro, do Inter, no Mineirão, em 2009. Depois de jurar inocência e demonstrar perplexidade, Kleber foi pego na mentira. A TV mostrou que ele havia pisado no pé do goleiro.
- Pedalada - Gladiador fazendo de pedal de bicileta ergométrica a cara de um jogador boliviano, em Sucre, pela Libertadores 2009.
- Via Rápida - Zé Carlos expulso contra a Cocota, aos 7 segundos, após aplicar dois pescoções seguidos em Renan. no Mineirão, em 2009.
- Toma! - Adílson Baptista descendo malho nos tropeiristas e aplicando voadora na placa de publicidade, após a virada sobre o Sandré, no Mineirão, em 2009.
- Tomate Cru - Gilberto discutindo e, depois, xingando o árbitro PCO, na Arena da Baixada, contra o CAP, em 2009.
- Maquitasso - Gilberto nocauteando o baixinho Yecerotte, do Potosi, após uma perda momentânea controle emociona, em 2010.
- Karatê Kid – Gilberto aplicando voadora em Sebá, aos 2 minutos do jogo contra o Vélez, no José Amalfitani, em 2010.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Comentários de protagonistas e blogueiros acerca do Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, no José Amalfitani, Buenos Aires, em 10fev10, pela 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010.
- Henrique, volante do Cruzeiro: “O juiz teve várias oportunidades para expulsar os adversários e não usou o mesmo critério. O Gil fez uma falta, que nem merecia o amarelo e acabou levando o vermelho depois. O Gilberto estava de costas, acertou o adversário e foi expulso. O Kleber foi chutado no chão e um jogador solou meu joelho e ele não usou o mesmo critério.
- Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro: É claro que vou fazer um protesto. Vou pessoalmente ou vou mandar o diretor de futebol Eduardo Maluf. Isso não pode ficar assim. É o que eu digo, na Sul-Americana, nós falamos e eles ‘hablam’. O Gilberto estava de costas, foi um lance acidental. Fico indignado. Quem manda na Sul-Americana Julio Grandona, presidente da AFA. Este ano é centenário do Vélez, eles vão fazer tudo pra que ele faça uma boa campanha.
- Gilberto, armador do Cruzeiro: Eu estou muito chateado pelo fato de ser a segunda vez que deixei a equipe nesta situação, mas entendo que, diferentemente da primeira expulsão, essa tenho a consciência tranqüila. Não tinha nem como, naquele instante, tentar fazer algum tipo de jogada violenta. Foi um lance que tentei dominar a bola, o Henrique fez um lançamento e, ao me virar, dei de encontro com o Sebá. Foi muito rápido, não deu tempo nem de reagir. O árbitro entendeu que foi uma jogada de violência e acabou me dando o vermelho direto. Não sei se ele viu ou soube da primeira expulsão contra o Real Potosí e por isto estava me visando, mas o fato é que ele expulsou dois jogadores do Cruzeiro e deu oito cartões amarelos pra equipe deles e não expulsou ninguém. A gente não vai culpar o árbitro pela derrota, mas fica a sensação de que ele poderia pelo menos ter expulsado um jogador do Vélez.
- Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: O Cruzeiro suportou a pressão, foi guerreiro, marcou bem, rodou direitinho, porque é difícil. Com 20 minutos do 2º tempo, nós sabíamos que a perna ia pesar. Nós tentamos empatar mesmo com dois jogadores a menos. Então, acho que a equipe se portou bem com todas as dificuldades que são normais. Vamos ter um pouquinho de calma. Hoje, houve uma infelicidade, mas nós vamos reverter. Nós temos cinco jogos, vamos reverter com a ajuda do nosso torcedor, com o bom ambiente que nós temos. Temos que enaltecer o espírito guerreiro e vamos tentar, no jogo contra o Colo Colo, com 64 mil pessoas nos ajudando, nos empurrando, vamos reverter e tentar encostar no Vélez.
- Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O árbitro foi muito infeliz no lance do Gilberto. Eu estava próximo e vi que o jogador do Vélez entrou com muito mais força do que o Gilberto. Depois, em outros lances, um jogador do Vélez deu um tapa na minha cara, na frente do bandeira… Me chutou em um lance já parado, e o juiz fez vista grossa. O Sebá também chutou o Kleber no chão. Então, é esse tipo de critério que não dá para entender. Os juízes sempre têm a tendência de favorecer a equipe da casa. Agora, nos jogos em casa, nós temos de fazer nove pontos. Não tem outro resultado pra gente a não ser a vitória. Depois, na Venezuela, é tentar buscar mais pontos fora.
- Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: Ontem, infelizmente, não nos demos bem no jogo contra o Vélez. Foi um jogo muito conturbado, mas, agora, temos que levantar a cabeça, sem deixar essa derrota abalar o time. Mesmo com 9 jogadores em campo, o time resistiu bem. Outra equipe em nosso lugar poderia ter tomado uma goleada. Temos que pensar em melhorar, corrigindo os erros da noite passada, para seguirmos fortes na competição.
- Gilvan de Pinho Tavares, vice-presidente do Cruzeiro: Você pode fazer uma manifestação e mandar pra eles quando ocorre qualquer coisa, mas eles se reúnem e definem. Não tem tribunal e não tem defesa. Eles não me autorizam a ir lá e fazer a defesa do Gilberto. Como foi a 2ª expulsão, devem aplicar duas partidas de suspensão. Eles se reúnem num prazo de uma semana e vão decidir a pena. Depois, vão comunicar ao departamento de futebol do Cruzeiro via CBF e FMF.
- Olé, diário esportivo argentino: Quente como um Brasil x Argentina, assim foi este Vélez x Cruzeiro, cheio de cartões. Houve duas expulsões e o juiz ainda deixou de dar dois vermelhos a jogadores do time local. Se o jogo fosse em Belo Horizonte, será que o uruguaio Vázquez não teria posto pra fora também Lima e Dominguez? Muito além da rivalidade de toda uma vida, era previsível o clima quente depois que os brasileiros perderam um jogador logo aos dois minutos por conta de uma solada inexplicável de Gilberto em Dominguez no meio de campo. O juiz também não ajudou. Deixou escapar o controle da partida, que não pôde conter com cartões. E que não usou critérios idênticos para os dois lados. Gil também foi bem expulso por pisar em Lopez e dar uma rasteira em Santiago Silva. Mas O pessoal do Vélez fez fila para acertar Kleber e vários deles poderiam ter terminado a noite antes da hora. Dominguez, por exemplo, deu um pontapé sem bola no brasileiro, que o juiz só puniu com um amarelo, Lima, que havia solado Kleber também foi aliviado de um segundo amarelo por um pescoção. E Somoza, que já havia recebido amarelo por uma falta em Kleber também aplicou um pescoção que ficou de graça. Kleber tentou levar um rival na onda vermelha de Vázquez , sem sucesso. Com 9 contra 11, os brasileiros se acalmaram pra não serem goleados. O Vélez aceitou este tipo de jogo, que também lhe convinha e não houve cartões na segunda metade. Agora, o que acontecerá quando os dois times se encontrarem no Brasil?
- Juan Manuel “Burrito”Martinez, atacante do Vélez: Estou muito feliz porque ganhamos de um grande rival e porque voltei a marcar. Com dois a menos, no 2º tempo, eles bloqueram, jogaram em 30 metros apenas, não passaram do meio de campo, o que nos complicou. Quando levaram o 2º gol, cuidaram só de evitar uma goleada,
- Sebastián Dominguez, beque do Vélez: As duas expulsões foram corretas e o juiz fez bem ao advertir em todas as faltas pra não deixar a partida escapar de suas mãos. Obviamente, não é a mesma coisa jogar contra 9 ou contra 11, mas o importante era estrear com vitória pra viajar com tranquilidade a Caracas. No 1º tempo, brigamos pela bola com muita contundência e isto nos custou muitos cartões, algo que precisamos melhorar. Hoje, se viu o que é uma Libertadores. Mas precisamos jogar com mais tranquilidade, ir menos no embalo da torcida, pra não se repetir esta situação que tomar sete cartões antes do intervalo, o que pode custar expulsões depois.
- Ricardo Gareca, treinador do Vélez: As expulsões limitaram os brasileiros. A primeira foi por uma solada, mas a segunda já foi devido à pressão que exercemos. Depois dela, o controle da partida ficou mais simples, mas não estivemos muito precisos nos últimos metros da cancha. Quando tentamos fazer mais gols, eles nos cercaram bem e não pudemos ampliar o marcador. As substituições visaram aproveitar a habilidade de Cabral pela esquerda e de Martinez pela direita abrindo o jogo pelas pontas. Poupamos Lima e Cabrera que vinham jogando todas as partidas e pressionamos o Cruzeiro ao invés de esperar pra ver o que eles iriam fazer. Importante foi vencer um time complicado, que tinha feito sete gols no último jogo e, ainda por cima, é o vice-campeão da competição. Com relação à arbitragem, prefiro não comentar muito. O juiz é internacional e vai apitar o Mundial. Creio que sua atuação foi correta. Quando os jogadores se excederam, ele os puniu. Fizemos muito mais faltas porque os jogadores brasileiros são muito habilidosos e difíceis de serem marcados. Na verdade, qualquer time brasileiro é difícil.
- André Kfouri, em seu blog: Com dois jogadores do Cruzeiro expulsos no primeiro tempo, o Vélez Sarsfield ficou bem à vontade para vencer em casa. A arbitragem do uruguaio Martin Emílio Vázquez foi muito ruim, mas acho exagero responsabilizá-la pelo placar, quando se teve um jogador expulso (corretamente, mesmo sem intenção) aos 2 minutos de jogo.
- Lédio Carmona, em seu blog: Não acho, sinceramente, que Martin Vasquez, um bom árbitro uruguaio, tenha entrado no gramado do Jose Amalfitani para prejudicar o Cruzeiro. Mas o cartão vermelho que mostrou a Gilberto logo aos dois minutos do primeiro tempo decidiu a partida. Um lance polêmico, interpretativo, e que até agora gera discussão. Gilberto levantou a perna deliberadamente para atingir Sebastian Dominguez (um santo)? Na minha opinião, não. Ele foi imprudente, mas não quis acertar o argentino. Tanto que olhava para o alto na hora em que disputava a bola com Sebá. Enfim, pela jogada, que no meu julgamento deveria valer um amarelo, Gilberto foi expulso pela segunda vez na Libertadores. Em resumo: ele jogou 10 minutos em duas partidas e levou dois vermelhos. Agora é ainda mais injusto compararmos o lance de ontem com a jogada em Potosi. Na Bolívia, de fato, Gilberto perdeu a cabeça e agrediu o adversário com um soco. Ontem, não. Foi uma disputa de bola, e por imprudência, sem ter a intenção, acertou Sebá com a sola da chuteira. Repito: não foi uma jogada leve. Merecia amarelo. Mas terminou com vermelho, mesma punição que o mesmo Sebá deveria ter levado ao chutar Kleber no gramado e que o uruguaio Pablo Lima também poderia ter recebido ao entrar com o cotovelo no rosto de Thiago Ribeiro. Enfim, nada disso Martin Vasquez viu. Muito menos com severidade idêntica ao seu veredicto sobre Gilberto. Muito embora seja justo dizer que ele acertou ao expulsar Gil, pelo segundo cartão amarelo, deixando o Cruzeiro com nove jogadores ainda no primeiro tempo. Enfim, uma noite muito ruim do Cruzeiro. Por todos esses motivos, que impediram o time de jogar um bom futebol e equilibrar a partida contra a forte, raçuda e, às vezes, desleal equipe do Velez. Assim mesmo, com 9 contra 11, o Cruzeiro soube se equilibrar em campo no segundo tempo, arriscar contra-ataques e impedir que os argentinos se sentissem livres e criassem situações. Um contra-ataque mortal, concluído por Martinez, na reta final da partida, matou o Cruzeiro e o jogo. Mas o Cruzeiro não está morto na Libertadores. É melhor do que Velez, Colo-Colo e Deportivo Itália e pode muito bem se recuperar. Agora, é preciso esquecer o cenário do José Amalfitani. E blindar o grupo, e o próprio Gilberto, de todos os decretos e veredictos sobre a expulsão do lateral/meia. Que, enfim, minha visão sobre o lance esteja equivocada. Até pode ser. Não sou dono da verdade. Mas rotular um jogador de “violento” pelo lance de ontem me parece tão imprudente quanto sua “solada” em Sebá. E condenar o Cruzeiro ao fracasso por uma derrota para o Velez, em Buenos Aires, me parece ainda mais precipitado.
- Mauro Beting, em seu blog: Gilberto, Gilberto… Expulso aos 20 minutos na altitude, aos 2 minutos ao nível do mar. Como pode? Ele até não entrou para quebrar o argentino. Mas, em Libertadores, um jogador de Seleção precisa ficar mais esperto. No mínimo. A arbitragem usou pesos e cartões distintos? Claro que sim. Alguém do Vélez poderia ter saído junto, ou logo depois. O que nem assim justifica duas expulsões no primeiro tempo. E o fato de Adilson não ter sacado um zagueiro amarelado antes da expulsão de Gil. Elicarlos foi mal. Diego Renan sentiu o peso da Libertadores. Mas não há como cobrar mais de um time que ficou com um a menos por quase todo um jogo, na casa de um rival, e contra um Vélez que vai longe na competição. O Cruzeiro precisa se acalmar. Ou se definir. Por vezes alterna a ferocidade total com a apatia absoluta. Um mínimo de equilíbrio, independente da arbitragem, é fundamental. Ao menos o time foi guerreiro de aguentar a excepcional pressão do rival e os erros de arbitragem e perder de pouco, pelas circunstâncias. É um alento.
- Mário Marra, em seu blog: Mais uma vez um centenário entra na vida do Cruzeiro na Libertadores. Em 2008, o San Lorenzo cruzou o caminho e não fez grande coisa. Em 2010 o adversário é bem melhor, o Velez é um time bem armado e tem qualidades. Entretanto, a definição da partida não esteve com Moralez, Santiago Silva, Lopez ou Zapata. O árbitro uruguaio Martin Vazquez, antes de dois minutos, expulsou Gilberto. O lance é polêmico e de interpretação da arbitragem, no entanto, a imagem da televisão deixa claro que Gilberto não viu que o adversário estava na jogada. O meia esticou a perna para fazer o domínio da bola e acertou feio o argentino. Expulsão! Em dois jogos na Libertadores, Gilberto foi expulso duas vezes. Logo após o lance da expulsão, Zapata achou Cabrera pela direita, ele avançou no espaço deixado por Diego Renan e cruzou para Santiago Silva fazer, de cabeça, o primeiro gol do jogo. Para complicar ainda mais o jogo, aos 36 minutos, Gil cometeu falta e recebeu o segundo amarelo. Expulso! Adilson colocou outro zagueiro: Thiago Heleno entrou no lugar de Diego Renan. Sai um lateral e entra um zagueiro. Em mais uma demonstração clara de visão de jogo e de elenco, Adilson não abriu mão de um atacante e percebeu que Diego Renan estava sofrendo na marcação. Com o estrago já feito, o Cruzeiro teve se arrumar em campo. Elicarlos assumiu a direita, Jonathan se vestiu de volante, Paraná foi para a esquerda. Thiago Ribeiro se desdobrou em tentar marcar a saída de bola e ajudar na proteção. Kleber fez o que mais gosta. Provocou, esticou o cotovelo, enfim, jogou Libertadores! O Velez se mexeu em campo. Zapata, que já comandava pelo meio, não tinha mais preocupação defensiva e trabalhava a bola. Cabrera tratou de atacar e Moralez abria o jogo pela esquerda. Adilson não mexeu no intervalo, apenas ajustou a equipe. Recuou Jonathan e esticou, com Elicarlos e Henrique, uma última linha de quatro. Aos 6 minutos do segundo tempo, Pedro Ken substituiu o cansado Thiago Ribeiro. Pedro Ken fechava o meio e buscava jogar com Kleber e Jonathan com triangulações pela direita. Kleber não resistiu e foi substituído por Wellington Paulista. O aniversariante técnico Gareca demorou, mas foi mortal nas substituições. Chamou Martinez e Cabral para o jogo. Sacou um lateral (Lima) e um volante (Cabrera) e abriu Cabral na esquerda e Martinez pela direita. Com o espaço ocasionado pelas mudanças o Velez chegou mais e fez o segundo gol. Moralez caiu pela direita e chou Martinez com liberdade para marcar. É necessário destacar a serenidade do técnico Adilson Batista. Na coletiva ele procurava despertar no elenco e na torcida o espírito da competição. Reclamou da arbitragem, mas tirou proveito da situação, buscando montar o cenário da disputa, que envolve muito de técnica e muito de inteligência e competitividade.
- Neto, em seu blog: Respeito demais a dupla Dunga/Jorginho pelos resultados obtidos nas últimas competições oficiais com a Seleção Brasileira. Agora convocar o Gilberto e não o Roberto Carlos é uma falta de coerência tremenda. Nada contra o jogador do Cruzeiro, mas se a explicação for a idade do lateral corintiano (36 anos), o jogador do time mineiro tem 33. Se for técnica e títulos conquistados não preciso nem falar, né? Pra vocês verem, o Gilberto é um grande jogador, mas prejudicou demais o Cruzeiro nesta derrota para o Velez Sarsfield da Argentina. Ser expulso com poucos minutos de jogo na casa do adversário é complicado. Dois a zero foi até pouco.
- Leandro Mattos, em seu blog: A noite celeste em Buenos Aires foi de derrota para o Vélez Sársfield, mas o contexto do revés por 2 a 0 para os hermanos precisa ser levado em conta. A ‘expulsão-relâmpago’ de Gilberto (desta vez aos dois minutos de jogo) mais uma vez prejudicou a equipe. Com 10, a Raposa acusou o golpe logo em seguida, no gol de Silva, que não perdoou um cochilo da zaga estrelada. O cartão vermelho do camisa 10 celeste foi merecido, mas aí entrou em campo o apito desprovido de critérios de Martín Vázquez. Ele permitiu que os argentinos ‘descessem o sarrafo’ no time azul e só enxergou em amarelo para os donos da casa. Ainda na primeira etapa, o Cruzeiro perdeu mais um homem. Gil também foi expulso de forma correta e chancelou o olhar dúbio do árbitro. Aos brasileiros, rigor. Aos argentinos, benevolência. Com menos dois atletas, o Cruzeiro poderia ser goleado no segundo tempo, mas não foi assim. Mesmo com nove, a Raposa soube resistir ao ímpeto de um Vélez empurrado pela torcida e teve até chances de igualar o marcador. Isso até os 32, quando Martinez decretou de vez a derrota ao time de Adílson Batista.
- Cláudio Xina Lemos, no PHD: Impressionante o jogo de ontem. Coisas que me chamaram a atenção: 1- O tanto que bateu o time Argentino no 1º tempo, fiquei lembrando do post dos jogos do Cruzeiro contra independente e rosário centrel. 2- Impressionante como o Gil é ruim. Não pode jogar. Até o Thiago Heleno é melhor do que ele. Péssimo. 3 – Como joga bola o baixinho Morales. Jogou muito responsável direto pelo 2º gol, deu um olé no Elicarlos que não ganhou uma bola dele. Pra mim o melhor em campo. 4 – Como o Juiz não expulsou o tal do Somoza, o cara é um verdadeiro animal!!! Acho que ele bate até na mãe. 5 – Fiquei com a impressão que o time deles não quis jogar, puxou o freio de mão, senão teria goleado. Se não for isto, o nosso time jogou muito, muita raça, determinação e aplicação tática. 6 – Como profetizava por aqui o SilverCan, precisamos de zagueiros. 7 – O Fabricio faz uma falta danada ao time. 8 – Como amadureceu o técnico Adilson Batista, lembram-se do jogo que perdemos para a SEP no Parque Antártica no Morrinhão de 2008. Viram a diferença do time jogando ontem não com 10, mas com 9? 9 – Até agora não acredito que o Velez jogou tudo ontem. Pra mim segurou a onda e escondeu o jogo, não pode jogar só aquilo, senão o Cruzeiro vai ser fácil o 1º do grupo. 10 – Como criticar um time que jogo com dez desde os 2 minutos do primeiro tempo e jogou o 2º tempo todo com um a menos e não reconhecer o seu futebol como fez o Lédio Carmona ontem? Ele está certo?
- Gleyton, no PHD: Também penso que o vermelho para o Gilberto não foi nenhum absurdo. Se fosse um jogador do Vélez que tivesse entrado daquele jeito estaríamos todos bradando querendo a expulsão do dito cujo. Realmente o erro do juiz foi não ter feito o mesmo com os argentinos.
- Simone de Castro, no PHD: Puxa, no meio de tanta raiva pelo jogo de ontem, quase ia me esquecendo de dar os parabéns ao Leo Vidigal! Ainda bem que li o comentário do Elias. Parabéns, Leo! Felicidades e muita saúde! Ah, e parabéns, mesmo atrasado, ao Maykon Schots e ao Antônio Carlos Rossi!
Pesquisa: Romarol e JS
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
O Vélez Sarsfield, que está completando 100 anos, e também foi fundado por italianos, é o único clube argentino com vantagem nos confrontos contra o Cruzeiro.
O azul-e-branco de Liniers chegou à Libertadores conquistando o torneio Clausrua da última temporada argentina.
No Apertura desta temporada, terminou em 3º lugar, atrás de Banfield e Newell’s Old Boys. E no atual Clausura está em 1º, embora esteja poupando titulares para a campanha da Libertadores.
A maior vantagem da equipe portenha é o entrosamento, pois sua direção manteve elenco e treinador do último título. O Cruzeiro também manteve o grosso da tropa dos últimos dois anos e está mais equilibrado.
Hoje, o bicampeão mineiro só não contará com o volante Fabrício, contundido. Já o Vélez não terá o lateral-esquerdo Papa, um de seus três jogadores de Seleção.
Pela força de seu time e tradição do futebol argentino na Libertadores, o Vélez é favorito esta noite. Mas o Cruzeiro tem futebol para pelear e pontuar na abertura do Grupo 7.
Lances + importantes do 1º tempo
- 21h55 – Começa a partida. Cruzeiro, com uniforme tradicional, defende o arco à direita das cabines. Velez com camisa branca e calções e meias azuis.
- 01 – Fábio defende bola cruzada por Cubero.
- 02 – Gilberto expulso por entrar com o pé alto e acertar a cintura do beque Sebá Dominguez, no meio de campo.
- 05 – Contra-ataque pela direita. Nicolás Cabrera cruza, Santiago Silva cabeceia, entre os beques celestes, à queima-roupa, sem chance de defesa pra Fábio. Vélez 1×0.
- 07 – Moralez acerta uma patada em Elicarlos e recebe cartão amarelo.
- 08 – Henrique cobra falta, Kleber cabeceia, Montoya defende.
- 09 – Cubero dá pontapé em Kleber na intermediária. Ribeiro cobra e acerta a torcida atrás do arco.
- 10 – Cubero derruba Kleber e recebe cartão amarelo.
- 12 – Vélez ataca pela direita. Cubero marca Kleber individualmente.
- 14 – Cabrera recua pra Montoya, que demora a repor a bola em jogo.
- 16 – Diego Renan tenta lançar Ribeiro, que fica parado. Montoya defende com os pés e demora a repor a bola.
- 17 – Gil pisa em Somoza e recebe cartão amarelo. Somoza cobra fraco, Fábio defende.
- 19 – Gil derruba Moralez no meio de campo. Falta.
- 20 – Pablo Lima acerta patada em Kleber no meio de campo. Cartão amarelo.
- 21 – Faltas: Vélez 7×6.
- 22 – Otamendi e Ribeiro trocam pontapés na lateral. Juiz manda seguir.
- 23 – Santiago Silva comete falta em Henrique. Jonathan cobra sobre a área, defesa corta.
- 24 – Cubero cobra falta para a área, Santiago chuta forte, Fábio defende no canto direito salvando gol certo.
- 25 – Vélez passeia pela ponta-direita, marca forte no meio e tem centroavante forte e oportunista. Cruzeiro inofensivo.
- 31 – Leonardo comete falta na intermediária. Lima cobra, Renan desvia para escanteio.
- 32 – Cabrera cruza, Leonardo corta.
- 33 – Cabrera cruza da direita, Fábio defende. Diego Renan leva um baile.
- 34 – Moralez dribla Elicarlos e cruza. Fábio defende.
- 35 – Somoza chuta de fora da área, por cima do travessão.
- 36 – Moralez passeia pela esquerda e passa Lopez, que chuta. Paraná corta. WP discute com o 4º árbitro.
- 37 – Gil derruba Santiago Silva na entrada da área pra evitar gol certo. Segundo amarelo e vermelho.
- 38 – Santiago Silva cobra falta com violência. Fábio defende.
- 39 – Cubero agride Kleber com pontapé sem bola e recebe apenas cartão amarelo.
- 40 – Thiago Heleno substitui Diego Renan.
- 41 – Otamendi derruba Kleber na ponta-direita. Jonathan cobra, Kleber desvia de cabeça, bola sai à direita de Montoya.
- 44 – Vélez toca bola no meio de campo. Lima cruza da esquerda, Leonardo corta de cabeça.
- 45 – Cabrera avança pela direita e passa a Lopez, que chuta. Jonathan corta.
- 46 – Somoza revida com pontapé rasteira de Kleber no meio de campo, e recebe cartão amarelo.
Lances + importantes do 2º tempo
- Adílson Baptista: “Vamos tentar suportar mais 15 minutos, tirar um dos amarelados deles, equilibrar a partida e buscar o empate, depois.”
- 23h04 – Começa o 2º tempo.
- 01 – Torcida local canta alto. Torcida do Cruzeiro também canta apoiando seu time.
- 02 – Lima cruza da esquerda, Thiago Heleno corta de cabeça.
- 03 – Escanteio cedido por Henrique. Leonardo corta cruzamento, de cabeça.
- 04 – Lima cobra escanrteio, defesa corta. Lima cruza, Lopez cabeceia, Fábio defende.
- 05 – Kleber simula e ganha marcação de falta no meio de campo.
- 07 – Pedro Ken substitui Thiago Ribeiro.
- 09 – Cabrera cruza, bola acerta em Paraná e sai pra escanteio. Cabrera cobra, Leonardo corta.
- 10 – Elicarlos fecha alateral-esquerda. Pedro Ken fecha a esquerda. Todas as bolas são lançadas para Kleber.
- 11 – Lima cruza da esquerda, Leonardo corta de cabeça.
- 12 – Santiago Silva recebe lançamento, Leonardo toma sua frente e é empurrado. Falta.
- 13 – Lima para Otamendi, que lança Lopez sozinho dentro da área. Arremtae por cima do travessão.
- 14 – Santiago recebe no ataque, corta Leonardo e arremata forte, à direita de Fábio.
- 16 – Bola é recuada pra Montoya que dá un chutão.
- 17 – Zapata e Santiago trocam passes, Fábio sai do gol e defende.
- 18 – Lopez recebe nas costas da defesa e chuta cruzado. Bola sai à esquerda de Fábio.
- 19 – Cabral substitui Lima, Martinez substitui Cabrera.
- 20 – Jonathan lança Ken na direita. Volante é desaramdo com facilidade pela defesa.
- 21 – Wellington Paulista substitui Kleber.
- 22 – Jonathan faz lançamento de 50 metros para Henrique, que passa a Paraná. Volante arremata alto, por cima do travessão.
- 23 – Jonathan trava Santiago, dentro da área, impedindo arremate do centroavante.
- 24 – Cubero cruza rasteiro da direita. Lopez divide comn Fábio na pequena área, a bola sai por cima do travessão.
- 26 – Elicarlos recebe lançamento de Henrique e descola escanteio na ponta direita. Jonathan cobra, TH cabeceia pra fora.
- 28 – MP desarmado no meio de campo. Moralez recebe na área e chuta por cima do travessão.
- 29 – Moralez dribla Elicarlos e cruza da esquerda. Lopez arremata, Jonathan corta e sai jogando.
- 30 – Moralez lança Santiago, que conclui mal. Fábio defende.
- 32 – Moralez vai à linha de fundo e cruza pra Martinez que, na pequena área, toca pras redes. Vélez 2×0.
- 35 – Martinez recebe na direita, entra na área e chuta. Paraná corta pra escanteio.
- 36 – Leonardo Silva chuta de 70 metros, Montoya apara a bola com peito e sai jogando.
- 38 – Moralez para Martinez que cruza da direita. Leonardo cede escanteio.
- 39 – Zarate substitui Santiago Silva.
- 40 – Moralez chuta de 40 metros, Fábio defende.
- 41 – Otamendi derruba WP e recebe cartão amarelo. TH cobra falta, pra fora.
- 42 – Moralez recebe lançamento na área, Fábio rebate com o pé.
- 43 – Sebá cruza da direita, Cabral, na pequena área, cabeceia por cima do travessão.
- 44 – Bola na área, TH espana. Bola na área, Fábio divide com Moralez e defende.
- 45 – Martinez ataca pela direita, mas é desarmado por MP.
- 46 – WP dá um chega-pra-lá em Cubero na lateral-direita.
- 47 – Velez toca bola no meio de campo. Bola sobre a área. TH corta de cabeça.
- 48 – Fim de jogo. Faltas: Vélez 33×15. Escanteios: Vélez 8×1. Impedimentos: Vélez 5×0.
- Wellington Paulista: “Se com um a menos é difícil, faltando dois é muito pior. Só dava mesmo pra defender.”
Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, quarta-feira, 10fev10, 21:509 (Horário de Brasília), Estádio José Amalfitani, Buenos Aires, 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010 – Transmissão: Globo Minas e SporTV – Público: – Renda: – Juiz: Martín Vázquez (Uruguai) – Bandeiras: Miguel Nievas e Carlos Pastorino (Uruguai) – Amarelos: Moralez, Cubero, Lima, Silva, Sebá Domínguez, Somoza, Otamendi (Vel), Gil, Leonardo Silva (Cru) – Vermelhos: Gilberto, Gil (Cru) – Gols: Santiago Silva, 5 do 1º tempo, Martinez, 32 do 2º - Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan (Thiago Heleno); Elicarlos, Henrique e Marquinhos Paraná; Gilberto; Kleber e Thiago Ribeiro (Pedro Ken). Tec: Adílson Baptista / Vélez Sarsfield: Montoya; Fabián Cubero, Sebá Domínguez, Otamendi e Pablo Lima (Cabral); Nicolás Cabrera (Juan Manuel Martínez), Leandro Somoza e Víctor Zapata; Maxi Moralez; López e Santiago Silva (Zárate). Tec: Ricardo Gareca – Histórico: Foi o 9º Cruzeiro x Velez Sarsfield. O Cruzeiro venceu 3, empatou 1, perdeu 5, marcou 11 gols e sofreu 15. Os dois times decidiram a Supercopa da Libertadores em 1996, quando o Vélez foi campeonou vencendo por 1×0 no Mineirão e 2×0 no José Amalfitani. Em 2005, El Fortin eliminou o Cruzeiro nas oitavas-de-final da Sulamericana vencendo por 2×0 em Buenos Aires e perdendo por 2×1 no Mineirão.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Prezado Jorge Santana,
Tive todo o cuidado e paciência para ler do princípio ao fim a proposta do Paulo Sanchotene.
Embora aparentemente baseada no calendário europeu creio que a proposta dele seja de difícil assimilação.
E mais, considerando o que se faz no Brasil, dificilmente ela teria a adesão de Rio e de São Paulo, que durante anos impedem que qualquer mudança seja feita no Brasil de forma a reduzir a dominação que exercem sobre o esporte mais popular do país, o futebol.
Creio haver outra solução, menos complexa, e capaz de levar, paulatinamente, à situação ideal.
Não me agrada a fórmula de Apertura e Clausura como existe em vários países sul-americanos, muito embora ela abra oportunidade para que todos os times campeonem.
A fórmula de pontos corridos chamada por você de Morrinhão é universal e justa, pois cada time joga uma vez em casa e outra fora.
Ora, somos um país continental e se te incomoda ver os tais times de empresário e sem torcida ocupando as vagas de Remo, Bahia, Santa Cruz, Paysandu ou Sport, há que se reconhecer que os tais chegaram lá por méritos técnicos.
Como equilibrar os conceitos?
Para mim não é fazendo campeonatos estaduais em 30 datas que se terá a solução. Teríamos morrinhões estadiais do mesmo jeito.
A solução passa pela massificação do esporte, com ligas classificando para os campeonatos estaduais de forma a se manter a atividade esportiva em todo o território nacional durante onze meses.
Desenvolvendo minha idéia, teríamos, nos mesmos moldes, de hoje:
- a) Campeonatos Brasileiros de 4 Divisões com 20 times em cada uma. A Série E teria a participação de times do Brasil todo, regionalizada nas fases iniciais e bancada por quem quiser comprar o filé das Séries A e B.
- b) Copa do Brasil: Com a participação dos times da Série A + campeões estaduais do ano anterior não constantes desta série + uma fase eliminatória que agruparia os outros times por ranking das federações estaduais até se completar 64 clubes. Os participantes da Libertadores eliminados até a fase de grupos se qualificariam para estas vagas.
- c) Campeonatos Estaduais revitalizados, com uma fase preliminar englobando os campeões das ligas micro-regionais classificando 6 clubes para a composição de 12 times da disputa do estadual do ano seguinte. Os classificados entre a 7ª e 12ª posições anualmente seriam cabeças de chave destes hexagonais regionalizados. Teríamos, então, um campeonato regionalizado com 6 chaves de 12 times, competindo ao longo de todo o 2º semestre para se indicar os classificados para os estaduais do ano seguinte. Isto englobaria 78 times por estado no máximo… Não creio que tenhamos potencial para mais que isto no Brasil inteiro. Estes campeonatos estaduais classificariam os times para a Copa do Brasil.
Como ficaria o Campeonato Mineiro:
- Centro / Oeste: Belo Horizonte, Vespasiano, Divinópolis, Betim, Ouro Preto, Mariana, Formiga, Itaúna, Passos, São Sebastião do Paraíso, Nova Lima, Pedro Leopoldo etc.
- Centro / Norte: Sete Lagoas, Curvelo, Diamantina, Montes Claros, Pirapora, Janaúba, Conceição do Mato Dentro etc.
- Vale do Aço /Leste / Nordeste: Itabira, Ipatinga, Fabriciano, Timóteo, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Monlevade, Nova Era, Dionísio, São Domingos do Prata etc.
- Sul: Varginha, Andradas, Poços de Caldas, Itajubá, Tres Pontas, Pouso Alegre, Três Corações, São Lourenço, Lavras, Guaxupé, Alfenas etc
- Zona da Mata / Campos das Vertentes: Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina, Ponte Nova, Barbacena, Tombos, Muriaé, Barbacena, São João Del Rey etc.
- Triângulo / Alto Paranaíba, Noroeste: Uberlândia, Uberaba, Araguari, Ituiutaba, Araxá, Unaí, Patrocínio, Patos de Minas, Paracatu, Unaí, João Pinheiro etc.
Isto propiciaria a retirada de muitos jovens das ruas e a massificação do esporte, abertura de oportunidade para novos treinadores, árbitros etc.
Daria para encaixar no Calendário a Libertadores e a Sul-Americana, ambas classificando times para o Mundial de Clubes a ser disputado em Dezembro, com 16 clubes em estilo Copa do Mundo.
Por enquanto é isto. Preciso de mais tempo para elaborar mais esta proposição.
Att,
João Duarte Chiabi
Tags: Americano, árbitro, árbitros, Band, Belo Horizonte, blog, Brasil, Brasileiro, brasileiros, CAN, Chiabi, clubes, Copa, Copa do Brasil, Copa do Mundo, Cruzeiro, Cruzeiro.Org, empresário, Formiga, futebol, GOvernador Valadares, hexa, Ipatinga, itaúna, Ituiutaba, Jorge Santana, juiz, Libertadores, Lima, Mariana, Mineiro, morrinhão, Mundo, Nordeste, Nova Lima, participação, patrocínio, Pedro, proposta, ranking, Reina, São Paulo, Série A, Sol, SP, Sport, técnico, Teófilo Otoni, times, torcida, treinador, UAI, Uberaba, Uberlândia, Vespasiano
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sábado, 28 de novembro de 2009
O PHD atingiu a marca de 4.426 posts e já passou dos 250.000 comentários. Foi o Rosan Amaral quem escreveu o 250.000º comentário e também o seguinte, que junto, aqui.
Kleber será importante nestas 2 últimas partidas do Cruzeiro, principalmente, após a perda do Gilberto, o que obrigará o time a afunilar as jogadas pelo meio do ataque como já aconteceu na Libertadores.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Comentários de blogueiros e jornalistas sobre a festa de despedida de Sorin -Cruzeiro 2×1 Argentinos Juniors, no Mineirão-, em 04nov09:
- Leandro Mattos, em seu blog : Em setembro do ano passado, mais precisamente no dia 05, falei sobre Sorín aqui no ‘Girando a Bola’. O argentino desembarcava em Belo Horizonte, carregado pela torcida celeste no aeroporto de Confins. Veio para se recuperar de uma lesão no joelho direito, com a esperança de voltar a defender a camisa estrelada, como já tinha feito antes, com raça e identificação com o clube azul. Quis o destino que o reencontro durasse pouco, pelo menos dentro de campo. No final de julho deste ano, cansado das lesões e da falta de oportunidades que elas significaram com Adílson Batista, o ídolo disse tchau para o mundo da bola. Foi um adeus sentido pela torcida. O argentino era um dos raros exemplos no futebol atual de jogadores que experimentam ligação mais estreita com as cores que defendem. Era diferente da maioria que não vê problemas em beijar um escudo à cada seis meses. Gente que troca de clube e de juras como se trocasse de roupa. Sorín se despede oficialmente dos gramados nesta quarta-feira, num esporte cada vez mais permeado por ídolos descartáveis.
- André Kfouri, em seu blog : Juan Pablo Sorín se despediu do futebol ontem, num amistoso entre Cruzeiro e Argentinos Juniors (2×1: Bernardo, Guerrón e Santibáñesz – 42.216 ingressos trocados por 90 toneladas de alimentos), no Mineirão. É uma das mais belas histórias de idolatria entre uma torcida brasileira e um jogador estrangeiro, o que deveria bastar para descrever sua última noite nos gramados. Mas não basta. Porque histórias como essa são cada vez mais raras. Foi bonito, mas é uma pena que tenha sido o fim. Imagino que seja esse o sentimento do cruzeirense, ao ver Juampi pela última vez vestido de azul.
- Mauro Beting, em seu blog : Sorín já havia conseguido a proeza de receber elogios –ou o silêncio elogioso– de atleticanos por tudo de lindo que fez pelo Cruzeiro. Para os mais de 40 mil que foram à despedida dele do fútbol, assim mesmo, na língua-mãe de Juampi, conseguiu mais uma vez se superar: fez brasileiros e argentinos falarem a mesma língua. Honrarem dos raros que vestiram camisas rivais com o mesmo amor. Como se fosse só uma. Como se ele realmente fosse só um. Grande Sorín. Como não tenho mais palavras, repito as que escrevi quando você anunciou a aposentadoria: Em campo, começava o jogo na lateral esquerda. Se a bola fosse do Cruzeiro de 2000 a 2002, ou da grande Argentina de Marcelo Bielsa no mesmo período, em segundos já estava na área rival, como se fosse centroavante, para subir de cabeça como um Yao-Ming de 1m73. Como mágica, no contragolpe rival, lá irrompria Juampi na área celeste para aliviar o perigo, para assumir a bucha, para ganhar as bolas que para ele não eram perdidas. Prefiro dizer que Sorín atacava e Juampi defendia. Porque, por vezes, tive a impressão de ver no Mineirão ou pela TV uma mesma camisa fazer duas coisas ao mesmo tempo. Quando não fez muito mais. E não só pelo Cruzeiro. Pergunte a algum atleticano se ele respeita e admira alguém pintado de azul. A resposta é “sim”. É Sorín. Vá além de Minas e pergunte nas gerais do Brasil: tem algum gringo que você gostaria ver não apenas jogando, mas suando por sua camisa? “Sim”. Sorín! Jogador Mercosul. Integração entre brasileiros e argentinos, cruzeirenses e atleticanos. Tão bom dentro quanto fora de campo. Daqueles que só fazem bem ao esporte e à vida. Tanto que, sabedor das más condições clínicas que não o fizeram ainda maior do que foi por estes trópicos, preferiu pendurar as imortais chuteiras a eventualmente prejudicar o Cruzeiro que tão bem defendeu – e atacou, e marcou, e correu. Não vá embora, Sorín. Ou vá como você ia ao ataque: vá e volte ao mesmo tempo.
- Mário Marra, em seu blog: A despedida do argentino Sorín foi mais um belo gol dele. Noventa toneladas de alimentos foram arrecadadas. Muitos vão se alimentar com isso. Construir uma imagem de craque pode até ser fácil, mas ser uma pessoa que quer e pratica o bem de forma natural e espontânea é mais complicado. Ao mestre Sorín o meu agradecimento por mais uma lição.
- Jaeci Carvalho, em sua coluna da edição online do Estado de Minas: O ídolo eterno – Hoje se encerra a carreira de um dos jogadores mais brilhantes do futebol argentino e um dos maiores ídolos cruzeirenses, mesmo tendo defendido o clube pouco tempo em relação a outros monstros sagrados que estão nas mentes e corações dos torcedores. Juan Pablo Sorín, argentino de nascimento, mas mineiro de coração, tem uma relação de amor com o torcedor, muito fácil de explicar: garra, vontade, determinação, suor e sangue foram os ingredientes usados por ele com o uniforme azul, que deixaram a galera enlouquecida, a ponto de lotar o aeroporto para recebê-lo de volta, ano passado. É verdade que, na última passagem, pouco jogou, por causa das contusões, mas nem essa ausência forçada o separou de sua gente, de seu amor. Acho essa aposentadoria prematura. Aos 33 anos, Sorín ainda poderia jogar muita bola, pois tem técnica e habilidade, qualidades em falta nos dias atuais. Não o considero o maior lateral-esquerdo da história do Cruzeiro, pois jamais o vi como lateral. Sempre o achei um jogador moderno, que ocupava todos os setores do campo e volta e meia aparecia na frente para fazer gols. Foi com esse espírito guerreiro que conquistou a massa, que esta noite lotará o Mineirão, para gritar pela última vez: “Rei, rei, rei, Sorín é nosso rei”. Poucas vezes, nos meus quase 50 anos, vi jogador tão amado por uma torcida em tão pouco tempo. Há atletas que passam uma década no clube e saem sem deixar saudade. Outros passam dois, três, quatro anos e deixam uma saudade eterna. Como Juampi, que fez da camisa azul sua segunda pele e logo se identificou com a marca Cruzeiro. Do primeiro ao último jogo, o desta noite, mostrou que ele e a equipe nasceram um para o outro. E a gente sabe que esse tipo de amor à primeira vista, verdadeiro e sincero, jamais termina. Sorín vai pisar o gramado do Mineirão, levando no colo sua maior riqueza, seu maior título, seu maior troféu: a filha, Elisabetta, que nasceu e vive em BH e, como Sorín e Sol, também vai amar nossa cidade. Com certeza, a emoção será indescritível. Ele sonhou pisar esse mesmo gramado contra o Estudiantes, na finalíssima da Libertadores. Mas acabou preterido. Desprezo que não lhe tirou o amor pelo Cruzeiro. As pessoas passam e a instituição fica. Sorín é grande o suficiente para assimilar esses golpes que a vida lhe prega. Esta será a sua grande noite. Pelo Mineirão, desfilarão craques de hoje e de ontem, como o chileno Marcelo Salas, Raí e Sócrates, entre outros. Sorín terá a honra de receber seu primeiro treinador, Ramón Yiyo, que o viu dar os primeiros toques na bola, no Societé Parque, em Buenos Aires; e também quem o levou à Primeira Divisão, no Argentinos Juniors, Luis Soler; além do brilhante José Pekerman, que o levou para a Seleção Sub-17, para a Sub-20 (campeã mundial) e lhe deu a braçadeira de capitão da Argentina na Copa da Alemanha’2006. Vários amigos estarão em BH e outros não puderam vir, devido a compromissos assumidos anteriormente. Sorín, Sol e Elisabetta, anfitriões de primeira, esperam deixar a torcida feliz e emocionada. Na preliminar de Cruzeiro x Argentinos Juniors, haverá um jogo de artistas e, logo depois, show do grupo mineiro Skank. Um jantar encerrará a festividade. Noite inesquecível para quem pisou tantos gramados do mundo e honrou os torcedores com um futebol de técnica, garra e vontade de vencer. Quando o árbitro apitar o fim do jogo, Sorín dará sua última volta olímpica, saudará a plateia e agradecerá o apoio, carinho e amor que os torcedores sempre lhe dedicaram. Para ele, não será só o fim de uma carreira, mas também o começo de uma vida longe dos campos, que, com certeza, se estenderá a outros caminhos no futebol e no próprio Cruzeiro. Afinal, a vida do ídolo se confunde com a história do clube e de sua apaixonada torcida. Parabéns, Sorín, que Deus e São Judas Tadeu o iluminem sempre. A torcida do Cruzeiro lhe agradece por tudo. Até breve.
- Victor Pimentel, blogueiro do Blablagol: Estamos nos tempos de negociação no futebol. Se a coroada não vai se acostumar a isso e se lamentar, a turma mais nova não sabe o que é um jogador ficar 15 anos em um clube. Ora, use-se isso, não? Valorizar, criar e cultivar os ídolos do presente ajuda a criar uma identificação, e é dever do clube (qualquer que seja) forçar a barra para isso. Nós usualmente somos chatos quanto a ídolos de uma temporada, mas os mais novos são sedentos por ele. É bonito que alguém fale dos jogadores que não viu jogar, mas é impossível que tenham admiração sem um ícone de seu tempo. Parabéns ao Cruzeiro pela iniciativa.
- Evandro Oliveira, webmaster do Cruzeiro.Org: Se alguns podem falar mal do técnico num jogo festivo, posso falar sobre outras coisas que ninguém fala. Devemos ressaltar que, a festa foi como foi e do porte que foi, com repercussão internacional, muito em função do desejo e da capacidade de um cara chamado Sorín. Muito, mas muito mesmo, do que foi feito, o foi por que o jogador determinou algumas coisas. Algumas negociações foram feitas porque “o Sorin quer assim”. Ele era o dono da festa em todos os sentidos e duvido que algumas pessoas no Cruzeiro tenham aprendido a fazer um evento como este ou queriam fazer como este. O Cruzeiro descobriu, a fórceps, o que a torcida (alguns rabugentos) vem dizendo há algum tempo. marketing esportivo como o feito com o evento do Sorín não é marketing de prateleira. Uma pena que a torcida do Cruzeiro ou ao menos garnde parte dela e a própria mídia, não consegue ver algumas coisas. Sorín vinha para Belo Horizonte para se tratar, o Movimento Volta Sorín conseguiu coisas que poucos acreditavam. O Sorin voltou! é isso que a torcida cantava ontem na despedida do jogador. A patuléia só tem que aplaudir. O Sorín foi dono da festa em toda a sua concepção e acepção. Só para não dizer que tudo são flores, não acredito que muita gente tenha aprendido alguma coisa. Alguns não aprenderam nada com as várias lições dadas Pelo Sorín. Gracias, Juanpi!
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Opiniões de protagonistas e jornalistas acerca do Corintiãs 0×1 Cruzeiro, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Pacaembu, em 25out09:
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Tags: Adílson Batista, Avaí, árbitro, blog, Botafogo, Brasil, Brasileirão, Brasileiro, classificação, Corinthians, Cruzeiro, Diego Renan, Fabrício, Fábio, Flamengo, Fluminense, Gil, Goiás, gol, Grêmio, Henrique, jogadores, Jorge Henrique, Juca Kfouri, juiz, líder, Libertadores, Mineirão, Palmeiras, Pesquisa, rodada, Ronaldo, Santo André, São Paulo, Thiago Ribeiro, TOC, torcedor, torcedores, torcida, Vitória
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
Mauro França
Com os resultados da última rodada, a vitória no clássico passou a ser fundamental. Tanto pra engrenar de vez e diminuir a distância para o G-4, quanto pra jogar mais água na fervura do rival, que, se vencesse, seria vice-líder.
Já que Kleber nem pode mais ser considerado desfalque, Adílson contou com a força máxima disponível no momento.
Fabrício voltou de suspensão e Gilberto, que era dúvida por conta da contusão sofrida no último jogo, participou normalmente do apronto e foi escalado.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Dia desses, citei os 25 pagantes de Duque 4×3 Fortal como prova de que, talvez, o Morrinhão não seja, como dizem os jornalistas federais, tão isso e tão aquilo assim.
Pela insolência de desafiar verdade tão bem posta quanto a de que temos o melhor campeonato do mundo, fui apedrejado, tomei voadora, cusparada, rabo-de-arraia, cotovelaço e o escambau.
Chato que sou, volto ao tema hoje. Mas, calma!, não venham de garfo que hoje é dia de sopa!
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Joseph Blatter não gosta da paradinha, que ele consideram uma trapaça:
- Isso não é justo. É uma infração, e o árbitro deve punir com o cartão amarelo. Se o jogador repetir, precisa ser expulso. Não é justo, é uma trapaça e precisa acabar.
E, se ele não gosta, vai acabar. Agora tem que ve do que mais ele não gosta. Drible? Bola de rosca? Corta-luz?
Sobre a prática do cotovelaço, o Presidente da Fifa não se manifestou. Sinal de que, isto, não o preocupa.
Será que não tem um troço errado no rol de preocupações do mega-cartola?
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domingo, 27 de setembro de 2009
Pitacos de jornalistas e protagonistas do Barueri 0×1 Cruzeiro, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Arena Barueri, em 26set09:
- Terra Esportes: Lances polêmicos: No gol do Cruzeiro, Gilberto estava em posição de impedimento no momento do passe de Guerrón. No fim, Barueri reclamou de um pênalti de Gil após chute de Fernandinho que bateu na mão do zagueiro. Ponto Forte do Barueri: Entrada de Fernandinho, que mudou a cara do ataque. Ponto Forte do Cruzeiro: Jogadas com Gilberto, principal articulador do time. Ponto Fraco do Barueri: Excesso de erros nos passes. Ponto Fraco do Cruzeiro: Erros de passes e atuação abaixo da média de Kléber. Personagem do jogo: Gilberto, autor do gol da vitória. [N.B.: passe foi do Jonathan]
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Pitacos dos protagonistas do Cruzeiro 1×2 Palmeiras, pela 25ª rodada do Brasileiro, no Mineirão, em 23set09:
- Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro: Este não apita mais nenhum jogo do Cruzeiro. É um árbitro de terceira categoria. Já está vetado enquanto eu for presidente.
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