Taça Brasil 1966: Cruzeiro 6×2 Santos. Inesquecível!

Por Jorge Angrisano Santana | Em 23 de março de 2011

Os novos reis do futebol vestiam azul

Após 22 partidas pelo Campeonato Mineiro de 1965 e 6 pela Taça Brasil 1966, o Cruzeiro começou a escrever, naquele 30nov66, a página mais heróica de sua existência. Pela primeira vez, um clube mineiro podia sagrar-se campeão brasileiro.

A demolição da velha ordem do futebol brasileiro fora iniciada pelo Esporte Clube Bahia que, em março de 1960, tornou-se o primeiro campeão brasileiro de clubes ao vencer o Santos no Maracanã.

Até então, o Eixo Rio-São Paulo, tinha controle absoluto do futebol brasileiro, incluindo a seleção nacional.

Mas foi com a vitória contundente do Cruzeiro sobre o Santos que a hegemonia do Eixo foi quebrada de vez.

Cariocas e paulistas tiveram que abrir à participação de clubes de outros estados seu velho torneio Rio-São Paulo. E o mapa do futebol brasileiro nunca mais foi o mesmo.

Que Santos era aquele?

Vencedor de 11 dos 15 campeonatos paulistas disputados entre 1956 e 1969, seis vezes campeão brasileiro nos Anos 1960 (61 / 62 / 63 / 64 / 65 / 68), bicampeão sul-americano e mundial em 62 / 63, o Santos foi o maior time do mundo entre o final dos Anos 50 e o final dos 60.

Quase todos os jogadores santistas que atuaram naquelas duas partidas finais da Taça Brasil, eram de Seleção Brasileira: Gilmar, Mauro Ramos de Oliveira, Zito e Pepe foram bicampeões em 58 / 62. Pelé, tricampeão, em 58, 62 e 70. Carlos Alberto Torres, campeão em 70.

Havia ainda Toninho Guerreiro, artilheiro da Taça Brasil com 10 gols (ao lado de Bita, do Náutico) que, vestindo as camisas do Santos e do São Paulo seria pentacampeão paulista, entre 67 e 71.

Cinco gols

A história do 1º tempo tem de ser contada por meio dos fantásticos –pela quantidade e qualidad – gols da Academia Celeste. Tudo o mais que se disser, é dispensável.

A 1 minuto, Evaldo recebeu passe de Tostão no meio de campo e percebeu Dirceu correndo em direção ao gol. O lançamento saiu preciso. Quando o meia se preparava para concluir, o lateral-esquerdo Zé Carlos, tentando desarmá-lo, marcou contra: 1×0.

Aos 5, Dirceu recebeu de Evaldo e serviu a Natal. O ponteiro driblou Zé Carlos e chutou forte: 2×0.

Aos 20, Oberdan saiu jogando, perdeu a bola para Dirceu, levou dois dribles e saiu de cena. Com a visão desimpedida, o Dez de Ouros chutou violentamente de fora da área: 3×0.

Aos 39, a defesa do Santos sofreu intenso bombardeio. De dentro da área, Hilton chutou e Mauro salvou. No rebote, Evaldo disparou outra bomba, mas Oberdan impediu o gol. A terceira tentativa coube a Dirceu Lopes. Em vez de força, jeito: 4×0.

Com a palavra o autor da obra prima:

  • “Meu forte sempre foi o corte de fora da área. Como tinha muita velocidade e, naquela época, o futebol era mais solto, qualquer bola que eu apanhasse no meio de campo era um perigo para o adversário. Naquele lance, recebi a bola na entrada da área. Dei um corte no zagueiro, passei a bola do pé direito para o esquerdo e bati. Ela fez uma curva e enganou o Gilmar, que ficou agarrado na trave. Foi um golaço”. 

Aos 41, Dirceu driblou Mauro dentro da área e foi derrubado por Oberdan. Pênalti. Tostão fez inacreditáveis 5×0.

A fúria do Rei

No final do 1º tempo, a caminho do vestiário, Pelé ouviu coro provocador da torcida mineira: “Cadê Pelé? Cadê Pelé?”. O Rei acenou para a torcida com a mão espalmada. Cinco gols? Não, cinco vezes campeão brasileiro, ele explicou.

A verdade, contudo, é que, naquela noite, marcado individualmente por Piazza, Pelé não viu a cor da bola.

Pá de cal

O Cruzeiro voltou relaxado pensando em barganhar o jogo: tocaria a bola e o adversário se contentaria em evitar mais gols. Mas, ao invés de aceitar o fato consumado da derrota, o Santos foi à luta pensando em remontar o placar.

Nos vestiários, seus jogadores ouviram poucas e boas do treinador Lula:

  • “É preciso parar esta linha de qualquer forma, se não parar no grito tem que ser no tapa, na botina, não pode é continuar desta forma. Eles estão fazendo a nossa área de avenida”.

Deu certo. Aos 6 e aos 10, Toninho Guerreiro marcou: 5×2. A torcida assustou-se. Quando provocado, Pelé superava-se e remontava resultados tidos como definitivos.

Mas Tostão, Dirceu e Piazza retomaram o controle do jogo. Tocando bola com rapidez, o Cruzeiro voltou a colocar o Santos na roda. E a pá de cal sobre o pentacampeão brasileiro foi atirada aos 27 minutos.

Evaldo recebeu passe de Tostão, driblou Oberdan e chutou forte, Gilmar deu rebote. Dirceu apareceu do nada para tocar para as redes: 6×2.

Estava de bom tamanho. Daí em diante, os times limitaram-se a exibir sua técnica refinada sob aplausos ininterruptos da platéia. Era preciso economizar energias para o jogo decisivo, uma semana depois, no Pacaembu.

  • Cruzeiro 6×2 Santos, quarta-feira, 30nov66, 21h, Mineirão, Belo Horizonte, jogo de ida das finais da Taça Brasil 1966 – Público pagante: 77.325 –Público presente: 90.000 (estimado) – Renda: Cr$223.314.600 – Juiz: Armando Marques (carioca) – Bandeiras: Joaquim Gonçalves e Euclides Borges (mineiros) – Expulsões: Procópio e Pelé – Gols: Zé Carlos (contra), Natal, Dirceu Lopes, Dirceu Lopes e Tostão, no 1º tempo; Toninho, Toninho e Dirceu Lopes, no 2º – Cruzeiro: Raul, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Evaldo e Hilton Oliveira. Tec: Airton Moreira / Santos: Gilmar, Carlos Alberto Torres, Mauro Ramos de Oliveira, Oberdan e Zé Carlos; Zito e Lima: Dorval, Toninho Guerreiro, Pelé e Pepe. Tec: Lula.

Armandinho x Pelé

O árbitro carioca Armando Rosa Castanheira Marques era uma celebridade. E, como tal, também resolveu deixar sua marca no jogo que o Brasil inteiro assistiu pela televisão.

Aos 30, nervoso, incapaz de se livrar da marcação pessoal, Pelé chutou Piazza. Formou-se o bolinho. Procópio pediu explicações e ouviu um palavrão. Armandinho – era como a torcida se referia ao árbitro – expulsou os dois.

Depois do jogo, Pelé estava bravo:

  • “Num jogo apitado por Armando Marques, pode-se esperar: de uma hora para outra serei expulso. É uma velha mania desse juiz, que ganhou fama justamente por visar-me mais que qualquer outro”. 

Segundo o Rei, tudo não passou de uma troca de palavras ríspidas, que não justificariam as expulsões. E, cada vez mais bravo, arrematou:

  • “Mas ele achou que era hora de mandar-me para o vestiário no jogo de ontem, que estava do jeito que ele gosta para ser vedete: público enorme e torcida vibrante”.

Procópio, que jogou com o tornozelo machucado, também protestou:

  • “Não entendo, até agora, porque fui expulso. Eu só disse ao Pelé que ‘apelar assim, não!’. Ele respondeu com um palavrão e o juiz estava perto. Pelé ainda tentou convencer o juiz que eu era inocente, que nada havia dito. Perda de tempo.”

Piazza viu um pouco diferente:

  • “Pelé foi expulso em um lance que eu participei. Ele estava desesperado vendo o time perder e entrou de sola na minha canela. Se não puxo a perna, estava quebrado. Procópio saiu em minha defesa chamando Pelé de covarde. Tiveram um bate-boca e foram expulsos”

Felício x Athiê

Nicolau Moran, diretor, e Athiê Jorge Cury, presidente do Santos, num gesto de cortesia, mandaram a Taça Brasil para vestiário do Cruzeiro. Queriam que ela ficasse em Minas até a segunda partida. Supersticioso,

Felício Brandi, não deixou ninguém chegar perto do troféu. Deu uma espiada de longe e mandou devolvê-la aos paulistas:

  • “Tá bom, é muito bonita, mas, agora que já a conhecemos podem levá-la de volta; semana que vem, vamos buscá-la em São Paulo”.

No outro vestiário, Athiê dava entrevistas:

  • “Em São Paulo, nossa vingança será terrível!”

É dinheiro que não acaba mais

A renda foi recorde no futebol brasileiro. Superou os 177 milhões do Fla 0×0 Flu que decidiu o Campeonato Carioca em dezembro de 1963. Daqueles fabulosos 223 milhões, o Cruzeiro ficou com 75%.

Mesmo assim, o clube não pagou bicho pela vitória, O título, sim, se conquistado valeria 2 milhões para cada jogador. Uma fábula!

N.B.: Dedico este post ao meu amigo Juca Kfouri que, preocupado com uma década sem ver o Corintiãs vencer o Santos, nem deve ter prestado atenção nesse baile da Academia Celeste.

85 comentários para “Taça Brasil 1966: Cruzeiro 6×2 Santos. Inesquecível!”

  1. Rogério disse:

    Quanto a este público de 90 mil eu protesto, não existe um Cruzeirense com mais de 50 anos que diz que não foi a este jogo, o público deve ter sido pelo menos 1 milhão de pessoas. he, he…

  2. Dylan disse:

    quantas vezes eu já vi o filme desse jogo na minha cabeça, imaginando que futebol é esse que o Cruzeiro deve ter jogado para golear um time como o Santos por 5×0 em 45 minutos. Cresci ouvindo histórias sobre essa final e se eu pudesse ter a chance de assistir uma partida de futebol que eu não vi na minha vida, sem dúvida seria esta.

    • claudioxinalemos disse:

      Pensei que você tivesse assistido “in loco”.

    • Rogério disse:

      Se pudesse escolher dois, seria este e o Cruzeiro x Inter de 76.

      • Dylan disse:

        Cruzeiro e Inter eu vi “in loco”, o melhor jogo da minha vida, mas a melhor atuação do Cruzeiro que eu testemunhei foram os 4x 1 no River também em 76.

      • walfrido disse:

        Boa votação: qual o melhor jogo que vc assistiu? Ou outra: qual foi a melhor atuação do Cruzeiro que vc assitiu independente da fragilidade opu não do adversário? Ou qual a maior emoção que vc presenciou?

      • walfrido disse:

        Quero pensar mais, mas a maior emoção sem dúvida foi a Copa do Brasil de 2000 contra os bambis. Outra emoção grande foi Cruzeiro x SPFC no Morumbi pela Libertadores 2009 (golaço do Henrique), chocolate. Uma grande atuação, com emoção, foi na final da supercopa contra o River, 3 a 0. Mas minha memória é péssima, vou esperar vcs lembrarem de outros e vou acabar mudando meu voto…. ehehehe

      • Dylan disse:

        eu tenho tres que me emocionaram igualmente..a final do mineiro de 77, a final da Libertadores de 97 e a final da copa do brasil em 2000. Faltava um mes pra eu ir embora pros Estados Unidos e ver o Cruzeiro ser campeão daquele jeito me balançou demais.

      • Rogério disse:

        Maior emoção no estadio sem dúvida foi neste Cruzerio x São Paulo de 2000, aquele gol do Giovani no final e aquela salvada do Clebão logo após de ter infartado muita gente, agora maior atuação eu não consigo identificar um jogo apenas.

      • rosan amaral disse:

        Walfrido, a copa Brasil de 2000 eu estava entorpecido pela cevada. Por erro de cálculo eu traquilizada os companheiros de jornada (inclusive um irmão de Donizete, o volante titular daquela partida) afirmando ficar tranquilo que dava tempo de sobra para ganharmos aquela partida – já tava nos descontos. Para eu, a melhor vitória que vi foi Cruzeiro 2 x 1 Boca (um dos 5 mais belos gol do Ronaldo). A mais emocionante foi a vitória de 1 x 0 que garantiu o bi da Libertadores.

      • Frede disse:

        A final da Copa do Brasil 2000 foi a maior emoção que eu tive num estádio de futebol. Fui de última hora no jogo e foi muito loco! A maior decepção foi em 2009. Os jogos que eu gostaria de ter visto foram o 6 a 2 contra o santos, o 3 a 2 contra o river e o jogo contra o inte rna libertadores do mesmo ano.

      • Walfrido,
        A escolha dos Jogos Imortais do livro do Bruno Vicintin Passou mais ou menos por escolha deste tipo:
        “quais os três jogos da sua vida como cruzeirense”.
        Se for feita uma enquete destas, mais de 90% dos jogos estarão retratados no livro “Jogos Imortais” .

      • Cabral disse:

        Minhas maiores emoções in loco foram Cruzeiro x São Paulo em 2000 e Cruzeiro 2 x Palmeiras 1 pelas quartas do brasileiro de 98.

  3. Elias disse:

    No episódio Felicio X Athiê, se o Wal Free Jones estive no pedaço o Trelétrico já estaria abastecido e devidamente polido… kkkk

  4. Elias disse:

    O Rei tb tinha seus momentos de plebeu…

  5. Rogério disse:

    Pelé não jogou a segundo partida ou na época não havia suspensão??

  6. Elias disse:

    Momento provocador do síndico: “A demolição da velha ordem do futebol brasileiro fora iniciada pelo Esporte Clube Bahia que, em março de 1960, tornou-se o primeiro campeão brasileiro de clubes ao vencer o Santos no Maracanã.” Hehehe…vai que é suuua Damas.

  7. walfrido disse:

    O filme dessa partida sempre passa pela minha cabeça, leio essas e outras histórias e descrições do jogo, e crio meu próprio jogo. Deve ter sido mesmo antológico e faço minhas a palavras do Dylan: se eu pudesse voltar no tempo e ver um só jogo eu veria esse. SE pudessem dois, a final da Libertadores no Chile em 76.

  8. Naldo disse:

    Jogo histórico. Mais que importante para o Cruzeiro, foi para o Brasil. Ali sim, nascia o futebol brasileiro que até então era RJ/SP. Tostão e Piazza foram campeões mundial pela Seleção Brasileiro no México em 1970.

  9. Othon disse:

    meu pai ja me falou desse jogo, segundo ele foi a maior exibição de um time de futebol que ele pode presenciar ao vivo…

  10. Sobre jogos inesquecíveis, Evandrão me contou que o dele foi o Palestra 3×0 Atlético-MG em 1921. Foi o 1º RapoCota. Deve ter sido bom, mesmo. Pena que nosso amigo não tenha jogado, pois já era veterano na ocasião.

    • Othon disse:

      hahahahahahahaha..o meu foi, sem duvida, Cruzeiro 4×0 vespasiano, em 84…

    • Os três jogos mais emocionantes não foram os três jogos inesquecíveis. Nem sempre é a mesma coisa, pelo menos prá mim. Quando a jogos antes da existência do Mineirão, não tenho lembrança de nenhum. Após o Mineirão, até a Copa do Mundo de 70, fui a raros jogos no estádio pois ainda era praticamente um bebê. Mas depois da Copa do Mundo e de já entender mais de futebol, posso dar alguns relatos e ajudar a diferenciar jogos inesquecíveis, emocionantes, tristes, alegres, sofridos etc etc etc

    • Sobre jogos importantes, emocionantes e inesquecíveis do Palestra era com meu saudoso avô. E do Cruzeiro pré-Mineirão era com meu saudoso pai.

  11. Danilo_VIX disse:

    Meu voto para jogo mais emocionante foi, indiscutivelmente, a final da Copa do Brasil de 200 entre Cruzeiro x São Paulo. Eu “arrupeio” quando me lembro do gol do Geovani e do tanto que eu pulei para comemorar!!

    • walfrido disse:

      Me lembro que comemoramos o gol por uns 30 minutos… e no meio dessa comemoração a salvada do Kleber e do Andre (goleiro) nos segundos finais… Credo, se não morri ali não morro mais em campo de futebol.

      • Rogério disse:

        A salvada do Clebão foi outro “gol” que a torcida comemorou, e que gol.

      • Frede disse:

        Lembro que nesse jogo tinha um cara de uns 2 metros de altura que era nervosão corneta. Na hora do gol da virtada o cara chorava igual menino. Fui eu e um primo meu pra esse jogo, demoramos umas 5 horas pra chegar em casa depois do jogo.

      • Walterson disse:

        Quem salvou o gol foi o André, o Klebão só limpou a área.

      • Rogério disse:

        A bola passou pelo André e tinha um jogador do São Paulo chegando, o Cléber salvou sim.

  12. Diogo Lara disse:

    Jorge, òtimo post…Vc é um ótimo contador da história esportiva… Tbm queria ter visto esse jogo, deve ter sido sensacional… Interessante é que Armando Marques apitou essa partida, o mesmo soprador de apitos que nos operou em 1974… Imagino que vc já tenha feito algum post sobre isso…

    • armandinho era o número um, por isto, apitou várias partidas importantes do cruzeiro. e juízes erram. se por distração ou má fé, nunca se sabe. em dúvida, temos que presumir a inocência deles.

      • Rogério disse:

        Se for por distração, estava bem distraido o Armandinho em 74.

      • Chaves disse:

        “Tem coisas que a gentê vê, tem coisas que a gente não vê”

      • Walterson disse:

        Muitas vezes se sabe, sim. Vide o caso do Edemilson.

      • Não temos que pressumir coisa nenhuma.
        AMarques era um aparício sob a proteção da CBD e mídia do RJ.
        Apitava todos jogos importantes e desrespeitava todos os árbitros dos estados (tb em MG mandavam Joaquim cocó e Cidinho bola nossa!).
        A coisa está MUITO PIOR pois agora árbitros recebem de Jogadores e casas de apostas para fabricar resultados (e torcedores continuam acreditando em erro ou culpa não-intencional)

  13. Sempre que o Santos tem um time bom, o Cruzeiro ganha algo importante e em cima deles. 66 e 2003, por exemplo. Este ano, tambem eles tem um time bom, apesar da crise politica que reina la.

  14. Aroldo Teixeira disse:

    Ficamos a duas marmeladas do tetracampeonato .

  15. Naldo disse:

    O meu jogo inesquecível ainda vai acontecer.

  16. Damas disse:

    JS: Nunca me esqueci da 5a. feira subsequente a este jogo na nossa saudosa 3ª A do Municipal. Você estava immmsuuuuupooortttttáaaavel. Felizmente, 10 dias após começaram as férias e eu só te revi em 1967. Tempo bom e não tenho como negar: Este time foi fantástico, mas o melhor jogo, na minha opinião, foi o 2×3 em Sâo Paulo.

    • Romarol disse:

      Em 2003, como foi Damas? Quantas letras tinha a palavra insuportável? 27 letras?

    • realmente, eu já fui um torcedor chato. hoje em dia, sei que a fraqueza dos adversários e a superioridade do meu time como são desígnios divinos, algo que tem de ser tratado com respeito. por isto, jamais tiro sarro da cara dos rivais. estou desencapetado.

      • Damas disse:

        Cê continua é nojento mesmo!!!”Após o Mineirão, até a Copa do Mundo de 70, fui a raros jogos no estádio pois ainda era praticamente um bebê.” Esta frase do Evandrão tem que ser guardada, pois, seguramente, será a maior mentira de 2011.

      • depois de uma certa idade, o sujeito regride e pode, realmente, voltar a ser um bebê. tá explicado?

      • Elias disse:

        A despeito desses fatos, eu continuo firme na pelação, totalmente chato. Até prejudica o comércio, pois os galináceos vespasianus fogem de mim igual nota de cem do meu bolso…

      • Damasceno,
        O que eu tenho a ver com as peripécias e chatice do JS na década e 60?
        Mas para encurtar o assunto… guardem a minha frase e esperemos o final do ano para que eu possa provar que o mentiroso (ou bravateiro como quiserem, não sou eu…). Só que a minha comprovação da verdade deveria valer alguma coisa… provar que estamos certos, depois de caluniados, deve valer alguma coisa senão não tem graça.

    • Frede disse:

      Os caras em 66 já estavam finalizando o ensino médio. Cacildes.

    • Hermes disse:

      Esse papo do pessoal da 3ª idade é muito legal, devem ter muitas histórias para contar.

  17. Renato-SP disse:

    Sensacional vitória! Ser Cruzeirense é bom demais. Acompanhando as emoções da galera sonre jogos mais emocionantes, fico também com o CRUxSP da Copa do Brasil. No início desse ano eu peguei um voo pra São Paulo e o Clebão tava numa poltrona do outro lado do corredor. No desembarque não teve jeito. Cheguei pra ele e disse: Obrigado por salvar aquela bola lá. Sem mais detalhes. Ele deu uma risada e falou: Da Copa do Brasil? Eu respondi que sim e ele continuou rindo meio sem graça.

  18. Chaves disse:

    Palmeiras 1 x 2 Cruzeiro. 1996. Inesquecível.

  19. Walterson disse:

    Não vi nenhum destes “in loco” mas os mais emocionantes foram, com certeza, as finais da CB de 1996 e 2000. Pode ser porque eu morava em SP e os paulistas estavam immmsuuuuupooortttttáaaaveis (via Damas) com a certeza dos títulos, que foram arrancados a fórceps. Bão dimais da conta!

  20. mariana disse:

    Essa partida deve mesmo ter sido memorável. Pena que minha mãe e meu pai ainda não tinham se conhecido em 66. Essa é uma história que se for contada 1000 vezes, sempre vai me emocionar. Como é bom ser cruzeirense!!!

  21. Rogério disse:

    Um jogo bem marcante também foi um Cruzeiro 5 x 3 Botafogo, se não me engano em 95, o Cruzeiro fez 2×0 com 2 gols de Marcelo Ramos o Botafogo virou para 3×2 e o Cruzeiro virou de novo fechando o placar em 5×3.

  22. Celeste disse:

    Esse foi o maior jogo da história do Cruzeiro, afinal, do outro lado, estava o melhor jogador de futebol e talvez o melhor time de futebol de todos os tempos.

  23. Ucneh disse:

    Meus jogos inesqueciveis in loco: 2×1 no SPFW final da Copa do Brasil 2000; 1×0 no Sporting Cristal 1997 final Libertas; 3×0 River final Supercopa e 5×1 nas frangas, acho que supercampeonato mineiro, enfim, aquele do Valdo.
    Infelizmente só acompanhei os dois 5×0 do PR.

  24. Olivieri disse:

    Meus jogos inesquecíveis: ao vivo, Cruzeiro 1 x 0 Sporting Cristal e Cruzeiro 2 x 1 SPFC, em 2000. Pela TV, Cruzeiro 2 x 1 Palmeiras, 1996 e Cruzeiro 3 x 0 Santos, em 2003.

  25. Este jogo é daqueles que, nada que seja escrito trará desânimo ou seja enfadonho para o torcedor. É um jogo sobejamente relatado e pouco esmiuçado. Lembro, vagamente, que meu pai e os amigos dele só falavam no Pelé. É claro que Tostão, Dirceu Lopes e Piazza eram os grandes ídolos, mas a apreensão era grande pela presença do “Rei”. Sei também que muito amigos cacarejantes do meu pai foram ao jogo só para ver o “Rei” e não duvidaria nada se mais de 30% dos presentes fossem plumíferos. Uma das poucas coisas que tenho na memória é que o “lado de lá” da torcida não era tão animada como o lado de cá. Meu pai sempre ficava junto ao amigo dele, Aldair Pinto, com a charanga. Creio que no lado de lá estavam os plumíferos que sempre desejaram ver bom futebol, e aquela oportunidade era única. Eles torceriam para um time que tinha condições de ganhar do Cruzeiro. Fico até desconfiado que a sina deles (darem azar para os adversários do Cruzeiro) começou ali. Muito ainda será escrito sobre este jogo.