Arquivemos o Flu, galera. Agora, vamos a Floripa encarar o entusiasmado Figueira que, sem o menor senso ecológico, derrubou leões e palmeiras na 2ª rodada do Brasileiro. Teremos mais um joguinho enjoado pela frente.
E pra ninguém se surpreender com o que vem por aí, pedi ao jornalista Ney Pacheco, Figueira de carteirinha, pra nos contar um pouco do seu time. Depois de ler o artigo, cheguei á conclusão que, tão importante quanto o material de jogo, seria levar, na bagagem, uma motoserra.
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O que o Cruzeiro pode esperar do jogo contra o Figueirense?
Ney Pacheco
Se os torcedores da Raposa forem se guiar pela imprensa nacional não têm o que temer. O Figueira meteu 6 no Palmeiras no sábado passado por mero acidente. Naquele dia, o Guaxupé, o Guarani de Divinópolis ou Fabril de Lavras fariam igual ou melhor, segundo os vetustos cronistas que todos nós conhecemos. O Palmeiras perdeu para si mesmo, para sua crise quase eterna, para seu divórcio entre time e comissão técnica, para a má qualidade de vários de seus jogadores, e, pasmem, até, para um possível complô do elenco contra o hiper-mega-supertécnico Leão.
Por aqui, já acostumamos. Já batemos todos os ditos grandes do futebol brasileiros desde nosso retorno à primeira divisão em 2002 e, em certos programas de TV, sequer temos o nome do time citado nas análises pós-jogo. Já nos acostumamos com as desculpas esfarrapadas dos técnicos e jogadores desses times de ponta ao perderem mais um jogo no estádio Orlando Scarpelli. Eles já perderam para o vento sul, para a chuva, para o frio, para a má iluminação e para o péssimo gramado. Pois o gramado foi inteiramente trocado para esse Brasileirão e, pelo jeito, atrapalhava o desempenho do próprio time do Figueira…
Não, o Figueira não virou um supertime, não é postulante ao título, não tem craques. Nada disso e nada garante que vença o Cruzeiro no domingo. Só que respeito é bom e conserva os dentes ou, ao menos, a auto-estima. Se o pessoal da imprensa de fora e a comissão técnica do Palmeiras se desse ao trabalho de pesquisar um pouco e ver o que anda acontecendo por aqui – longe demais das capitais -, deixaria a soberba de lado e respeitaria o adversário. Veria que o Figueira venceu seus últimos 13 jogos no estádio Orlando Scarpelli (nove pelo Brasileiro, incluindo agora o 6 a 1 contra o Palmeiras, e quatro pelo estadual – o time mandou só as partidas finais em Florianópolis por causa da reforma do gramado). Veria que depois que voltou a jogar no Scarpelli com o gramado novo a média de gols marcados é superior a 4 por partida (21 jogos em cinco jogos).Veria que Adilson Batista está fazendo um ótimo trabalho como treinador, à frente de um time jovem, que joga com um apetite incomum, com muita movimentação,variações táticas e jogadas ensaiadas.
Veria que em quatro anos de série A, em pouquíssimas ocasiões o Figueira foi derrotado pelos ditos grandes em seus domínios. O próprio Cruzeiro esteve por aqui quatro vezes desde 2002. Naquele ano perdeu por 3 a 1, quando Luxemburgo começava a montar o time que ganhou tudo (ou quase) no ano seguinte. Perdeu no ano seguinte (quando ganhou tudo, ou quase) por 1 a 0 e arrancou dois zero a zero nos anos seguintes. Então, pelo retrospecto, teremos um jogo bem encardido. Pelo momento atual, prometemos maus bocados ao Cruzeiro.
Ah, e lembremos, o Figueira não é um time muito ecológico, a despeito do seu nome. Seja o Leão da Ilha, como é conhecido o seu maior rival, Avaí, seja o Leão treinador, seja o Porco palmeirense, entra no Scarpelli é abatido. Agora é a hora da Raposa…
Ney Pacheco, 37, ituano de nascimento, ilhéu por opção, alvinegro de coração.
A motoserra tá encomendada. O risco é o Figueira fazer como tem feito desde que voltou para a primeira divisão. Arrancar forte e atropelando e depois acabar o combustível. Vamos ver até quando.
Prezado Ney Pacheco,
Gosto do Adílson Baptista, que aliás jogou muita bola com a camisa azul celeste. Mas, neste final de semana, espero que o Cruzeiro vá até Floripa e mostre um bom futebol e ganhe o jogo. E de preferência com 2 bolas paradas, daquelas jogadinhas treinadas na Toca…Com participação efetiva dos nossos laterais. E que o GIL jogue com mais competência, porque ele tem futebol e é cracaço de bola, mas, tem tido rendimento pífio. Mas, se a gente cobra rendimento é porque sabe que o jogador pode fazer muito mais do que tem feito. Onde ficou aquele futebol insinuante dos dribles em velocidade, só parados pelos adversários com faltas ? E cadê a rapidez que lhe permitia antecipar as jogadas e de frente com os goleiroster calma para colocar por cima ? Reage GIL…pois, o time precisa muito de você.
Saudações azuis – JDuarte
Prezado Ney Pacheco, gostei do seu estilo de escrever. Confesso, porém, que aí em SC simpatizo com o Criciúma, que volta e meio sapeca uma bordoada no alvi-negro daqui. Quanto ao figueira, por princípio torço a desfavor dos preto-e-branco (mas abro uma exceção quando vocês jogam contra paulistas e cariocas).
Sem mais prolegômenos, quais são as expectativas do Fiqueira e sua fanática torcida em relação à classificação final do Brasileiro?
Adilson Batista que, em entrevista à Placar, declarou-se cruzeirense, Chiabi. Resta saber se, no domingo, ele se deixará levar pelo coração ou pela razão. E, por falar em cruzeirense, o autor da coluna tb simpatiza com o azul e branco de Minas.
Prezado Ney Pacheco, como vc vê, pelo menos nesse espaço o Figueira não será subestimado! Esperamos nós, e tenho bastante certeza disso, que também não o será dela comissão técnica e jogadores celestes. Torço muito por uma vitória que possa nos dar força e ânimo para a dura tarefa de quarta-feira que vem. Meio a zero estaria bom.
Buenas, pode ser até cruzeirense, mas que o “Capitão América” cansou o braço de tanto levantar taça quando jogou pelo Grêmio, ah!, cansou…
Aliás, caro Rafael e demais, acho que o Cruzeiro não está, neste momento, muito em condições de subestimar time algum… Tem mais é levar muito a sério todas as partidas !!!
ainda não vi a escalaçao do cruzeiro para domingo, porém antecipo a minha opiniao:
COMO O RECIFE E MUITO FRACO, EU RECUARIA O WAGNER PARA O SEU LUGAR E O KERLON COMO MEIA.
OUTRA; JOGARIA NO 3-5-2 COM A ENTRADA DO LEONE E SACARIA O Recife.
a pressão vai ser muito forte e não podemos correr o risco de tomar um cartão amrelo com poucos minutos de jogo ou cometer falta proximo à area.
PC PARA O BEM DO CRUZEIRO, DEIXE O RECIFE DE FORA.
Ney,
Em SC sou Avai desde os tempos em que o Zenon jogava no seu meio de campo, por uma questão de cor de camisa. Não consigo torcer para times que tem o uniforme alvi-negro, ainda mais de camisas listradas.
Não subestimo nenhum adversário, muito menos o Figueirense, o qual não conseguimos vencer há tempos em Florianopolis. Como vc lembrou bem, nem o time de 2003 venceu. E no returno daquele ano, vencemos por um magro 1×0 aqui no Mineirão, num jogo dificil.
Então, espero pedreira pela frente, mas torço para que quebremos o jejum neste domingo.
Eu me lembro muito bem de um Cruzeiro x Figueirense no Mineirão no final dos anos 70. 1° tempo, o time do Cruzeiro jogando mal com Ely Mendes e Eli Xistose (apelido dado ao Eli Carlos ou Eli Coritiba, este que hoje é diretor de futebol do Guarani de Campinas e irmão do Silas craque do São Paulo nos anos 80) errando tudo. O nelinho pegava a bola limpava e punha no pé de um dos dois e daí a pouco a redonda tava rondando a área cruzeirense. Pois bem, antes dos 30′ do 1° tempo, num contra ataque o Figueirense fez 1 x 0. No final do 1° tempo, Nelinho sai jogando e ao chegar no meio fica buscando uma opção e o time todo estático. Foi quando lhe bateram a carteira e ele com seu gesto típico botou a mão nas cadeiras e desandou a falar, reclamando com os colegas de time. Na sequência do lance, gol do Figueirense que fez 2 x 0. Todas as rádios desceram a lenha no Nelinho e isto foi de imediato para as arquibancadas. Quase que todo o estádio vaiou o Nelinho, exceto, a Torcida Organizada AzulCrinada (da qual eu fazia parte ativamente) que entendeu que o seu Mané reclamava com razão. A turma da jovem e da Camisa 11 que ficava perto da gente quase que brigou conosco. Não sei porque o Nelinho percebeu que a nossa torcida o defendera e ao descer para o vestiário, parou antes da escada e nos fez sinal dizendo que a gente aguardasse a volta para o 2° tempo, quando o Cruzeiro iria atacar para o gol da cidade. Bom, o fato é que o time voltou outro para o tempo final e virou o jogo para 4 x 2 e todos os jogadores comeoraram os gols apontando para a nossa torcida. Neste dia, tomamos mais de 15 m de cerveja (± umas 90 garrafas) na resenha no bar do Joás no Barro Preto e o Nelinho apareceu por lá e fez questão de pagar a conta. Inesquecível.
Caro João Chiabi,
Não tenho certeza se esse jogo foi 4 a 2. Tinha 7 anos na época. Vou pesquisar meus alfarrábios e dou retorno. O Cruzeiro tinha o grande time, mas o Figueira naquele ano incomodou um bocado, comandado pelo baixinho atacante Toninho, que depois seguiu para o Palmeiras. O que lembro de comentários até hoje é da arbitragem. Lauro Búrigo, treinador de então e comentarista de rádio por aqui atualmente, reclama até agora…
Quanto às expectativas da torcida, variam um bocado. Na média, uma campanha tranquila como a de 2004, com vaga na Sul-Americana, ficará de bom tamanho. Ficar bem longe da zona de rebaixamento, para não passar pelo sofrimento do ano passado já será grande negócio.
Mas vocês sabem como é torcedor. Se o time ficar pelo meio da tabela, vai reclamar que a diretoria tem que se coçar e reforçar o time porque “não tá tão difícil beliscar uma vaguinha na Libertadores” e assim vamos.
Saudações alvinegras a todos.
A maioria ou todos os Gols do Figueirense contra os Porcos foram falha da defesa ou frango do Sérgio: o placar moral foi 1 x 0 ;mas qué muito dificil jogar lá não há dúvida !
Sei não, Ianni. O Figueira jogou muita bola contra a SEP. A goleada não foi por acaso.
E é impressionante as críticas que leio e ouço quando o técnico PCGusmão e jogadores fazem o discuros politicamente correto de respeitarem o rival de hoje que enviou seis na SEP (seja por falhas ou méritos o certo é que não perdoaram).
A torcida pode sonhar, torcer e imagnar que o Figueirense é um como um time amador. NÃO É , e ficará comprovado após a partida. Até parece que estes torcedores mais afoitos e politicamente incorretos não são MINEIROS que sabem o quão bem faz um caldo de galinha…