Bom Despacho, 22out33
O Mineirão está quase vazio. Cruzeiro x Malutron jogaram para 12 mil espectadores, na tarde do sábado passado. Assim, ficou mais fácil conversar com a Salomé, torcedora-símbolo do time celeste. Com a Geral fechada, ela e sua raposa de pelúcia mudaram-se para a arquibancada, atrás do túnel do Cruzeiro.
Chapéu azul e branco, óculos azuis, a camisa 6 do Sorín – Sorinho, segundo ela – calça de agasalho do clube, sapatos azuis. Colares, pulseiras e brincos, da mesma cor. O sorriso largo mostra um dente azul. E, nas as mãos que acenam para o time, as unhas pintadas de azul e branco. Todo este azul combinando bem com a pele e os cabelos acobreados.
“Lá perto da Salomé”. Ela se destaca na multidão. É ponto de referência. Foi pra lá que me dirigi, tão logo entrei na arquibancada pra assistir ao jogo pela Copa Sul-Minas. Imaginei que em dia de estádio vazio ficaria mais fácil entrevistá-la. Não foi. Nada pode atrapalhar seus afazeres de torcedora. Marcamos, então, a conversa pra depois do jogo, na minha casa.
Demoramaos hora e meia pra percorrer os 500 metros da saída do estádio ao estacionamento.Salomé pára a cada 10 metros pra conversar, fotografar com famílias inteiras, ganhar pipoca ou apenas ser abraçada pelos torcedores. É, sem dúvida, a maior celebridade do Mineirão.
Na Av. Antônio Carlos, carros aceleram ou diminuem a marcha pra se emparelhar com o nosso. Tudo por um simples alô. Nos semáforos, motoristas ao lado querem um prognóstico: “Dessa vez, vamos pras cabeças, Salomé?” Vendedores ambulantes e torcedores também fazem questão de falar com ela, que ganharia fácil qualquer eleição em Belo Horizonte.
“Quando é que eu ia imaginar uma coisa dessas? Antigamente, eu tinha que pedir dinheiro às pessoas para entrar no estádio. Graças a Deus, sempre apareceu alguém que ajudasse e, se perdi dez jogos do Cruzeiro, desde a inauguração do estádio, foi muito. Mesmo desempregada, conseguia o dinheiro. Eduardo Lobinho, Careca, Douglas, aquela meninada que eu vi crescer no Barro Preto, quando me viam na porta do estádio já sabiam que eu estava sem dinheiro; aí eles desciam do ônibus do clube e me davam algum pra pagar meu ingresso…”
- Quando começou a paixão pelo futebol? Desde os tempos de criança, em Bom Despacho, que eu não perdia um jogo entre os casados e os solteiros lá da Fazenda Olaria, onde nasci. Eu torcia para os solteiros e eles jogavam de azul. Quando vim para Belo Horizonte, em 1958, e vi a camisa do Cruzeiro, nem pensei duas vezes, aquela era a minha camisa…
- Por que você saiu de Bom Despacho? Seu João Rosa e Dona Maria Benevenuta tinham quatro filhas, eu era a mais velha, a única que ainda aprendeu a assinar o nome e ler um pouquinho. As outras, nem isso. Meus pais achavam que moças não deviam aprender a ler e escrever. Perigava, mais tarde, ficarem escrevendo bilhetes pros namorados. Meu pai era meeiro e minha mãe fiandeira. Meu pai dizia que se uma filha dele engravidasse antes de casar, ele matava. Matava os três: o rapaz, a filha e o neto. Acontece que eu fiquei grávida do filho do dono da fazenda, por isso tive que fugir pra Capital.
- Como você ajeitou sua vida em Belo Horizonte? Fui morar com uma conterrânea e, logo depois, com um casal na Rua Rubi, no Prado. Meu filho nasceu em julho de 1958. Eu estava no batente, quando comecei a sentir as dores do parto, mas fui ficando… Sorte que uma vizinha, Dona Conceição, e o marido dela, Seu Wilson Lobo, me levaram pro Felício Rocho. Depois, eles batizaram meu filho. Difícil foi sair do hospital. Uma semana depois do parto, eu continuava lá, sem ter pra onde ir. Foi aí que apareceu outro casal de Bom Despacho, que me levou pra morar em Venda Nova. Fiquei algum tempo com eles. Depois, passei de casa em casa, até voltar ao Prado onde fui morar na Rua Turfa. Lá. morei 17 anos com uma mesma família.
- E o filho? O Roberto sempre morou comigo. Ele fez o ginásio no Colégio Clemente Faria, no Prado, com meia bolsa que arranquei na Prefeitura mesmo sem ter direito. Nem sei como, mas consegui a bolsa que era só pra filhos de funcionários. Mesmo assim, foi difícil. Às vezes, faltava o dinheiro da mensalidade. Um dia, o diretor disse que ele não poderia fazer as provas finais porque eu estava devendo muito ao colégio. Pedi, implorei e chorei até que ele me desse mais um tempo pra pagar a dívida. Mas ele me disse que, sem o pagamento, o menino não passava de ano. Consegui o dinheiro, paguei tudo. Com ajuda de um parente do meu patrão, consegui transferir o menino pro Colégio Tiradentes, da Polícia Militar. Não me esqueço da formatura. Ele recebeu o diploma das mãos de um senhor muito distinto, com o peito cheio de medalhas. Graças a Deus, formei meu filho contador.
- E os outros filhos? Os outros eram os da minha patroa. Eu era babá. Eles se apegaram muito a mim. Todo dia eu levava eles pra jogar futebol no Barro Preto. O Isaías era americano como o pai, a Isabella, atleticana como os avós. O Isnard e o Marcelo, cruzeirenses por minha causa. O Marcelo era tão apegado a mim que a diretora do Colégio Santo Agostinho chamou a mãe dele e avisou que ela estava perdendo o filho. Que era melhor me despedir. Quase morri. Perdi o rumo. Mas nunca fiquei magoada. Até hoje, rezo pra minha patroa. E sempre visito a família. Gosto muito deles. Quando o Marcelinho formou, fui ao fotógrafo e tentei comprar uma foto. O homem achou que eu era seqüestradora de crianças e ameaçou chamar a polícia. Nessa época, aconteceu uma coisa bonita. Um dia, lá no Cruzeiro, onde eu continuei indo pra ver meus meninos treinarem, o Marcelinho me viu e correu pra me abraçar. Seu Lincoln Alves, que era treinador das escolinhas, fotografou a gente se abraçando e me deu a foto de presente. Ele me disse que sentiu nó na garganta vendo carinho do menino comigo. Naquele tempo, eu pensava que não ia mais conseguir viver de tanto desgosto. O que me amparou foi o amor pelo time, pelos jogadores e torcedores do Cruzeiro.
- Onde você foi morar, nessa ocasião? Eu tinha construído um barracão no Bairro Santa Cruz, em Contagem. Ele estava alugado e a família não queria sair quando eu precisei de me mudar pra lá. Com muito custo e a ajuda de um pastor, consegui reaver o que era meu. Pra sustentar a casa, virei diarista. Só não deixei de ir ao Barro Preto pra ver os treinos dos juvenis. Fiquei nisso até me aposentar. Aí passei a ter mais tempo pra viajar com as organizadas e todo mundo ficou me conhecendo. Um dia, o presidente César Masci me perguntou se eu queria trabalhar no Cruzeiro. Nossa Senhora, era tudo que eu queria! Só não tinha coragem de pedir porque tinha medo de um não. Eu não sei dizer não e não sei ouvir não. Mas aquele convite era o que eu mais queria. Virei faxineira no Barro Preto. Passo o dia todo vestida com o uniforme dos funcionários e, quando volto para casa, visto o de torcedora.
- As torcidas adversárias incomodam muito? Nem um pouco. Os torcedores dos outros times me abraçam na rua. Brincam comigo, mas nunca fui ameaçada. Às vezes, picham o muro da minha casa, fazem gozações mas fica tudo por isso mesmo. Não quero mal a ninguém e detesto violência no futebol. Até o Mundinho da Galoucura gosta de mim. Um dia, a gente estava num debate de torcedores no programa de televisão do Orlando Augusto e ele me propôs mudar pro Atlético. Até salário ele me prometeu. Disse que faltava uma pessoa como eu na torcida do time dele. Agradeci. Disse que gostava muito dele, mas do meu Cruzeiro não me separo nunca.
- Você já brigou por causa de futebol? Quando comecei a acompanhar o Cruzeiro, no Estádio Independência, antes de 1960, algumas vezes, corri atrás de uns atleticanos mais abusados, de sombrinha na mão, porque eles xingavam meu time. Depois, já na época em que eu tinha uma faixa da CruzGeral, eu vinha descendo a Rua Mato Grosso quando um sujeito saiu do botequim, me puxou pelos cabelos e me jogou no chão. Virei bicho! Entrei no bar e bati em todos os atleticanos que estava lá dentro. Não sobrou mesa nem cadeira em pé. Quebrei copos e garrafas. A dona do bar só gritava: “essa mulher tá com o demônio no corpo!” Mas foi só: eu não sou de briga, não. Até fico pensando que seria bonito as torcidas se juntassem, de vez em quando, para se divertirem juntas.
- Por que acabou a CruzGeral? Era uma torcida minha. Só eu e minha faixa. Mas fecharam a Geral e eu tive de mudar pra arquibancada. No último Cruzeiro x Atlético, abriram a Geral e eu desci. Lá, eu fico mais perto dos jogadores, dos bandeirinhas, do juiz e do goleiro do outro time, que eu gosto de secar. Quando o Atlético marcou o gol, no último jogo, falei prá Déa, minha amiga: “vou lá para trás do gol secar o Veloso e, não demora pra gente empatar.” Foi só eu chegar lá que o Edílson fez aquele gol maravilhoso. Tem gente que não acredita, mas eu acho que dá certo. Muitos torcedores não gostam nem que eu que eu mude de roupa. Não pode faltar nada no meu uniforme, senão desrregula.
- E as viagens? Eu gostava de viajar com a Máfia, mas de uns tempos prá cá mudei. Agora, vou com a Pavilhão Independente. Os meninos da Máfia andam arrumando muita confusão. O maior sufoco aconteceu num jogo contra a Portuguesa, em São Paulo, nas semifinais do Brasileiro de 98. A polícia não deixou a gente descer do ônibus pra assistir ao jogo. Mandou o motorista estacionar e fechar janelas e cortinas. Ficamos presos até acabar o jogo. Fazia um calor dos infernos e só um de nós podia sair pra comprar água e comida. Mas ninguém tinha dinheiro, então ficamos ali morrendo de calor, de sede e de fome até tarde da noite, quando deixaram o ônibus voltar pra Belo Horizonte. Fiquei um dia e meio sem beber água. Daí em diante, passei a viajar com a Pavilhão.
- Quais foram as maiores alegrias? Todas as vitórias sobre o Atlético e aquele empate de 3×3 quando parecia que o campeonato já estava perdido. A vitória de 5×4 sobre o Internacional, em 1976. Aqueles jogos das finais da Taça Brasil contra o Santos, em 1966. Os 3×0 da final da Supercopa contra o River, as finais da Copa do Brasil que vencemos o Grêmio, Palmeiras e São Paulo, todos por 2×1. Qualquer jogo do Cruzeiro, pra mim, é inesquecível. O Cruzeiro é a minha fé, é Deus no Céu e ele na terra.
- Você fez amizades no futebol? Não tenho inimigos. Nem do lado do Atlético. Respeito todo mundo e eles me respeitam. Futebol é pra fazer amigos. Como a amiga Edy que também era fanática, que, vira e mexe, saia com a camisa do Cruzeiro nas revistas. Era vendedora, mas não saia do Barro Preto, onde assistia treinos e jogos dos juvenis. Um dia, uns sócios compraram um troféu pra dar à torcedora mais fanática. Era eu ou ela. Mas ela sumiu, de repente. Tempos depois, soube que tinha morrido. Fiquei triste demais.
- Quem foi seu maior ídolo? Roberto Batata. Ele era tão simples! Vivia de bermuda, camiseta e chinelo de dedo, sempre alegre e brincando com a gente. Era pobre, acho que nem tinha carro. Adoeci, quando ele morreu. Me apareceram manchas azuis e roxas por todo o corpo. Me levaram ao médico, mas eu não melhorava. Um dia, procurei um pai-de-santo. Ele me disse pra esquecer o Batata pra alma dele me deixar em paz. Agora, rezo por ele todos os dias e, uma vez por mês, limpo e ponho flores na sepultura dele no Bonfim.
- E os outros? Do Nelinho, continuei gostando mesmo depois que ele foi para o Atlético. Sabe que ele quis que eu fosse trabalhar na casa dele? Não deu certo porque ele pediu referência ao meu ex-patrão e ficou sabendo que eu era muito trabalhadeira, mas quando o Cruzeiro ia jogar não podia contar comigo pra nada. Como o Nelinho tinha crianças e queria uma babá o tempo inteiro à disposição delas, não deu certo. Também gostava do Carlos Alberto Seixas, tanto que o meu neto tem o nome dele. Tem o Piazza, que é tão educado…. O Joãozinho, que fazia a gente rir com aqueles dribles. O Morais, que marcava o Reinaldo tão bem que os atleticanos viviam pedindo que ele fosse expulso. Ele não era botineiro, só era muito bravo. E o Ademir, tão atencioso. E os goleiros, Raul, Luís Antônio…
- Algum sonho não realizado? O que eu mais quero é viajar com o time ao exterior, mas não tenho dinheiro e ninguém me convida. Eu não peço pra não ouvir um não. Só falta isso. O resto já está bom. Tenho meu barracão, o emprego que eu gosto e onde todo mundo me gosta. Tem o Cruzeiro e o Mineirão. Então, vou reclamar de quê? Quando olho pra trás, vejo quanto minha vida melhorou. Quando chego ao Mineirão, a torcida grita “Salomé! Salomé! Salomé!” Fico feliz com tanto carinho. Não preciso de mais nada.
Livro: Páginas Heróicas, vol II
N.B.: Hoje, Guilherme também faz aniversário: 20 anos. Parabéns pros representantes da velha e da jovem guarda celeste.
Tags: Azul e Branco, Belo Horizonte, Brasil, camisa, Copa do Brasil, Cruzeiro, emprego, gol, Grêmio, Guilherme, Joãozinho, jogadores, juiz, Mineirão, Palmeiras, Raul, Roberto Batata, São Paulo, Sorín, torcedor, torcida, uniforme, Vitória
Zeiroooooooo zeirooooooo zeirooooooooo ah, como seria bom se nossa torcida tivesse cheia de salomes, lindo texto seu jorge. Sensacional, fiquei emocionado com a simplecidade e amor ao cruzeiro, muito bonito, fiquei arrepiado, tem que mandar uma cópia para os jogadores. Zeirooooooooooooo!!!
Tava me esquecendo Parabéns artilheiro azul, garoto incrivel, garoto maroto. Salve o melhor jogador produzido em nossas categorias de base do ultimos tempos, vai longe, vai ser craque. Vai ser campeão brasileiro!!!!!
Salomé disse TUDO. A ela só me resta deixar uma referência: SEMPRE FOI, É e SEMPRE SERÁ CRUZEIRENSE. TORCEDORA na verdadeira acepçaõ da palavra. VIDA LONGA à Salomé!
Sensacional! Sou fã da Solomé! Desde quando comecei acompanhar o Cruzeiro em 1991 lá em Ubaí (600Km de BH) sempre curtia a Salomé nos pouquíssimos jogos que passavam do Cruzeiro na TV. No meu primeiro jogo em 1995, foi emocionante reconhecê-la na geral. No dia o Cruzeiro perdeu por 1×0 pro Flamengo, mas só de conhecer a Salomé de perto já valeu a pena. PS: Onde posso encontrar o Páginas Heroicas I pra comprar?
Maravilha! que história de vida! Quanta sinceridade, simplicidade e autenticidade! Os outros clubes devem ter inveja do Cruzeiro! Esta Salomé é 5 estrelas mesmo!
Na agência status na savassi eu sei que tem o PHD I
Já tenho as Página Heróicas I. Jorge solta o volume II. Você está postando alguns textos aqui no blog só para deixar a turma com água na boca!!! Falar o quê sobre o texto. MARAVILHOSO!!!!!!!!!!
A história da Salomé fez-me lembrar de pessoas que guardo na melhor suite do meu coração. Emocionante!!!!
Que texto…simplesmente fantástico.
Torcedora com “T” maiúsculo. Que oferece muito e pede quase nada em troca. Talvez um gol, quem sabe um título. Uma paixão desenfreada, inexplicável, que acelera o coração que quase explode no peito. Que vc não sabe quando começou, quando tomou forma, quando virou paixão, quando “pira o cabeçote” e que vc sabe que só termina numa lápide.
No quesito torcedor no mais puro estilo Salomé…
Só ouvindo Tom Jobim:
“…
Amar sem mentir,
Nem sofrer
Existiria a verdade
Verdade que ninguem vê
Se todos fossem no mundo iguais a você .”
Muito bacana!
Parabéns!
A galera a aplaudiu efusivamente no último SPFW e Cruzeiro no Morumbi. Inspiradora a história de uma cruzeirense de corpo e alma como ela. sds,
Muito bom. Só a conheço pela TV. Que exemplo de torcedora!
Salomé, torcedora que é a cara do Cruzeiro.De origem humilde, de boa índole, e com uma garra inigualável ao defender nosso clube.Parabéns, e que em breve o seu sonho de poder viajar ao exterior com o time, possa se realizar.Parabéns ao Guilherme, nosso mais valioso diamante, e que ainda necessita de ser lapidado.Longa vida e felicidades a eles.
ahahahahh, imagina se nossa Cruzeirense fosse de briga….?
Só de ler, eu fiquei emocionado e arrepiado. Já encontrei com ela em Caxias do Sul, em Campinas e em SP. Ela vai em todas e sempre educada, carismática e animada. É de torcedoras assim que o Cruzeiro precisa…
A Salomé a gente só reverencia, parece que ela está lá desde sempre e vai estar sempre, enquanto houver Cruzeiro..
Belo texto, mas a Salomé é realmente maravilhosa…
Que figura extraordinária! Até 1997, conhecia a Salomé apenas por breves aparições na TV, durante os jogos, e por notas sobre ela na Revista do Cruzeiro. Mas, na final da Libertadores, enquanto esperávamos a abertura dos portões (eu e meu pai), vimos a Salomé chegando ao estádio com sua alegria irradiante. Queria ter batido uma foto com aquela figura tão alegre e cruzeirense, mas não foi possível. Estávamos sem máquina. Mas valeu a pena demais conhecê-la.
Caro JS: me emocionei com a entrevista a Salomé. Uma torcedora-torcedora. Rendo a ela minhas sinseras homenagens merecidas. Salomé – Não deixe de ficar atraz do gol adversário nesta reta final de brasileiro, você é pe-quente e vai nos ajudar a levar o título. Parabens!
Falar o que? Belíssimo texto sobre esta figura ímpar de nossa imensa China Azul. Salomé é Cruzeiro de corpo e alma, o sangue azul que corre em suas veias faz bater em seu peito um verdadeiro coração 5 estrelas.
Parabéns também ao garoto espetacular, que ainda vai nos proporcionar muitas e muitas alegrias como vem nos dando.
Sangue Azul nas veias! Abraços 5 estrelas.
Aposto que o Dr. Dílson Louback vai descolar o convite para a primeira viagem internacional da Salomé. E vai escrever a reportagem sobre a viagem para o PHD…
Boa tarde. Neste momento em que o Cruzeiro precisa mais do que nunca do seu torcedor. É oportuno referenciarmos, torcedoras como a Dª Salomé. Seu amor incondicional ao Cruzeiro. A partir desse exemplo de dedicação e apoio ao Cruzeiro, a massa fanática pelo Cruzeiro tem que se unir e passar toda essa energia nos demais jogos da Celeste, principalmente no Mineirão, abarrotado de gente, onde o adversário, em momento algum, se sinta a vontade. Sempre incomodados. Pressão, Pressão no Caldeirão que será o Mineirão. CRUZEIRO CAMPEÃO
Falar o quê mais? Belo post e esta entrevista com a Salomé emociona qualquer Cruzeirense que se preze. A simplicidade transmite tanta pureza e logo se vê o que é de fato amar um clube de futebol. Parabéns Salomé, torcedora 5 estrelas. Que Deus todo poderoso continue te abençoando.
Também, parabéns para o nosso menino azul; Gui. Que Deus ilumine os caminhos dele e o guie para que possa se revelar a cada dia em um grande jogador e que o sucesso esteja de portas abertas para ele no cruzeiro e mais tarde na europa. Muitos títulos e glórias para você Gui!
Puxa vida! Só agora que lí o texto pude sentir a emoção que todos estão dizendo. Belo texto e grande figura a Salomé. Emocionei tanto que cheguei a encher os olhos… por quanto sofrimento Salomé já passou, venceu e não é uma pessoa amargurada. Que exemplo de TORCEDORA. Quem não a conhece pode ver sua foto junto com o Benny The Dog no link abaixo (foto feita pelo Evandrão): http://cruzeirense.files.wordpress.com/2007/01/mvc-695f.jpg Proponho aos AMIGOS DO PHD que financiemos a viagem de Salomé junto com o Cruzeiro, ano que vem pela Libertadores. Eu estou disposto a contribuir.
JS: este post sobre a Salomé é tão bacana, que a menção sobre o aniversário do Guilherme deveria ser em outro post. Quem sabe um específico. De qualquer forma – Parabens Guilherme pelo aniversário e que você possa ter e nos dar muitas alegrias.
NALDO, tem razão: Até esqueci do Guigui… PARABÉNS AO ARTILHEIRO AZUL, já sabia do aniversário e até fiz menção hoje no meu blog.
Parabéns Sanjorge, muito bonito o texto, a Salomé tbem esta de parabéns que paixão hein… Ese livro deve ser o bicho mesmo.
O Guilherme guarda algumas semelhanças com o Tostão. No biotipo, na inteligência de jogo, no toque de primeira, sutil e surpreendente, na presença de área para a conclusão ao gol, no nível mental e intelectual diferenciado. Se a nossa diretoria souber e puder mantê-lo ainda por um tempo razoável — suficiente para propiciar-nos conquistas como uma Libertadores e um Mundial —, e se a torcida tiver a paciência de conceder-lhe o direito a algumas más atuações, eis aí mais uma jóia lapidada a encher-nos de orgulho.
Tem muita gente culta que não tem a sabedoria desta torcedora celeste.
Parabéns ao exterminador de frangas….. Felicidades Guilherme!!!!!!
Que beleza….isso é paixão…aos que vão ao mineirão para vaiar, espelhem-se na Salóme….Parabéns pelo texto.
Saudações Celestes,
Antônio Carlos Rossi
Carlão Azul, qual é o endereço do seu blog? Se quiser pode me mandar no meu email. amnaldo@yahoo.com.br. Abç.
corrigindo: amnaldomora@yahoo.com.br
Naldo:
Enviei o e-mail, mas o endereço do blog tem aqui no PHD nos recomendados do JS.
http://soucruzeirense.9f.com/ site
http://soucruzeirense.blogspot.com/ blog
Naldo:
Enviei o e-mail, mas o endereço do blog tem aqui no PHD nos recomendados do JS.
site – link no meu nick
http://soucruzeirense.blogspot.com/ blog
A Salomé foi uma inspiração para eu me tornar cruzeirense. Ela é minha vizinha e eu sempre a via passeando com alguns cachorros, todos vestidos de roupa do Cruzeiro. Lembro-me de 1991, quando eu tinha 9 anos e ela era só sorrisos, quando conquistamos a primeira Supercopa. A despeito de ter os pais atleticanos, eu sempre tive referências positivas de cruzeirenses, como amigos e vizinhos. Isso tudo ajudou a me fazer crescer cruzeirense. A Salomé tem responsabilidade em minha paixão. Por isso me emocionei muito ao ler a entrevista. Parabéns, Jorge!
Carlão Azul,
Só para registro, o outro cruzeirense legítimo e que está na foto com a Salomé e o Benny é O nosso comentarista aqui do Blog Clemenceau CHIABI JR.
Perrelas, Libertadores 2009 é com a Salomé em todos os jogos internacionais… Não irá custar quase nada aos cofres do clube, mas será uma grande prova de reconhecimento de décadas de amor ao clube. Luiz Xavier
Blz Evandrão. Não consegui identificá-lo lá no blog do Benny por isso não arrisquei, mesmo porque não acertaria. Ele seria irmão do nosso Chiabi???Amigos e quanto à proposta que fiz? Já tempos até um ex-vizinho e também admirador de Salomé.
É brima, Carlão. É BRIMA CHIABI…
Carlão Azul, fico com a maioria. Abç.
Já temos eu quiz dizer.
Elias Tate Raposaço, cuma??? não entendi…
Emocionante! A Salomé é um exemplo para todos nós, cruzeirenses. E parabéns pro JS, pela bela homenagem.
Carlão…
O Chiabi Jr ( o matador) é BRIMA do João Chiabi Duarte, o nosso João do Aço. Capiscou?
JS – Bom Despacho é aquele que o Santo respeita e atende ao despachante. Abç.
Elias, pensei que era filho.
Chiabe pai e Chiabe Jr.
Elias, pensei que era filho.
Chiabe pai e Chiabe Jr.
Naldo a minha querida BOM DESPACHO tem este nome já que a mesma foi fundada com o nome de Nossa Senhora do Bom Despacho pois era um local de descanso para quem ia para os lados de Goiás. Com o passar do tempo ficou com o nome de Bom Despacho.
Beleza Azul Celeste, poderia ser tambem Bom Descanço ( no bom sentido ) Abç.
Glaro, glaro. Sim sim agora io entendi…. brezado Tate..
Naldo o Chiabi Jr. é filho do João Chiabi. Os dois comentam aqui no PHD, claro que o Chiabi pai é mais presente.
Tô certo não Tate?
Errado, ó gran (rsrsrs) Carlão. Um se chama JOÃO CHIABI DUARTE. O primo dele é o Clemenceau CHIABI JR., vulgo “O Matador”. ok?
Uai, pra mim, o Clemenceau é um o Chiabi Jr. era outro.
Blz agora estamos todos apresentados.
Linda história e texto. Você é um mestre, JS.
Fiquei deveras emocionado. Que exemplo de amor incondicional, desses que só se encontram nas mães. Quando sai o livro ?
Eu fui nesse jogo contra o Malutrom…
sei que esse blog não carrega bandeiras que não seja do Cruzeiro, nem assume lados, mas acho que um movimento para que a Salomé viaje para os jogos da Libertadores ano que vem, receberia adesão de todos nós.
Dylan, aposto que o Louback vai dar este presente a ela.
Parabéns JS! Vida longa à Rainha Salomé!
E M O C I O A N T E, uma bela historia de vida para muitos se espelharem
Conheço muito a Salomé, já assisti jogos com ela. É de contagiar as histórias dela Salomé que é uma torcedora que vive de Cruzeiro, não só por ser funiconária do clube (isso não quer dizer nada a ela), mas por ser fiel ao CRUZEIRO ESPORTE CLUBE, independente do dirigente, tecnico e elenco de jogadores.
Deveria servir de exemplo há muitos cruzeirenses.
Eu tenho uma foto dela,a Salomé,jogo CRUZEIRO E FLUMINENSE,em 2003,ela na carroceria de uma caminhonete.Quem viu e tirou a foto foi a D.Cibele,minha esposa.
Rainha Salomé- contagia a sua simplicidade e seu jeito chão de ser, amor puro só ao CRUZEIRO, isso é tão dficil de se ver nos dias de hoje, que só mesmo os 75 dessa nossa grande torcedora, podem dizer a diferença dos dias de ontem para cá.
A homenagem é mais que justa, lindo texto JS.
Parabéns ao GUILHERME, que aproveite e inicie esse novo ano de sua vida, fazendo brilhar mais e mais a sua estrela, guardando novas conquistas, com muita saude, garra, fé e decisão. Hora de ser preciso, de ser decidido e chegar o topo!
Vamos lá GUIGUI, o CRUZEIRO precisa de vc!!! Parabéns!
Bacana demais a história de vida da Salomé. A conheci no lançamento da camisa do Raul. Vestida a caráter, claro. E feliz da vida! Ao Jorge, meus parabéns por incluí-la no próximo livro. E o Carlão tem todo o meu apoio na campanha “Viaja Salomé”!
rainha salomé é conhecida por estas bandas também. pena não ter grana suficiente pra ajuda-lá na realização do sonho de ver o cruzeiro jogar no exterior. no entanto, se floripa serve de alento, posso garantir boa hospitalidade a ela no jogo avaí-cruzeiro do morrinhão/09 – ingresso, pouso, alimentação, etc. sei lá, talvez o cruzeiro já ofereça estas coisas a ela, mas é sempre bom deixar claro que aqui há um avaiano/cruzeirense que ficaria muito honrado em participar um pouquinho da vida de uma geraldina que povoa a mente de qualquer amante do futebol.
A paixão dessa mulher pelo nosso Cruzeiro mete medo até ao mais fanático cruzeirense. Sem comparação. Parabéns Salomé!
Em relação à foto do Evandrão (batida em ocasião do primeiro lançamento das camisas comemorativas do Cruzeiro, na loja do Barro Preto), que está postada no meu antigo Blog do Cruzeirense, tem uma história engraçada sobre ela. Há algum tempo circulou na internet um email pateticano sobre a diferença entre as mulheres das duas torcidas rivais. Enquanto do lado pateticano havia a foto da bela Natalia Guimarães com o uniforme listrado, do outro havia essa foto, com a Salomé, entre o Chabi e o Benny. Se a cocotada queria contar vantagem distribuindo este email, foi na verdade um verdadeiro tiro no pé, pois em matéria de paixão, a nossa Salomé da de 10000 a 0 na Natalia.
Saluti Celesti
Naldo,
O Tate já fez a correção.
Como o sobrenome CHIABI identifica uma única família, que é grande pra caramba (afinal o meu avô João Turco deixou neste mundão de Deus nada menos que 13 filhos e 38 netos … o trem alastrou com força e já existem mais outras 3 gerações abaixo destas em rítmo de produção).
Eu estou entre os netos do João Turco (naturalmente entre os mais novos) e o Clemenceau Jr. entre a casta dos bisnetos (certamente entre os mais velhos).
Enter nós existem muitos cruzeirenses (a maioria dos netos ainda é atleticana), principalmente entre as gerações mais recentes, porque ninguém gosta de torcer para time que não ganha nada. E CHIABI INTELIGENTE não tem vocação para masoquismo. os mais velhos foram muito influenciados pela colônia. Os mais novos pelos resultados.
Um abraço – JCDuarte
OK – CHIABE – abç.