É proibido trabalhar!

Por Jorge Angrisano Santana | Em 15 de setembro de 2014

O América perdeu 21 pontos, por escalar um jogador que havia jogado por outros dois clubes na temporada e virou lanterna da Série B.

Eu desconhecia essa regra idiota. Só no Brasil, mesmo, pra se proibir um cidadão de trabalhar, criando-se obstáculos ridículos.

Depois, a gente se assusta quando fica sabendo que somente 53 entre 100 brasileiros, com idade pra trabalhar, pegam no batente.

Quando empregador é punido por empregar, dá nisso. Nisso e em bolsas que mascaram os problemas reais de um país de toupeiras.

Uma obra prima

Por Jorge Angrisano Santana | Em 15 de setembro de 2014

O CORVO

Edgar Allan Poe

tradução de Milton Amado

Foi uma vez: eu refletia, à meia-noite erma e sombria,
A ler doutrinas de outro tempo em curiosíssimos manuais,
E, exausto, quase adormecido, ouvi de súbito um ruído,
Tal qual se houvesse alguém batido à minha porta, devagar.
“É alguém, fiquei a murmurar, que bate à porta, devagar;
Sim, é só isso e nada mais.”

Ah! claramente eu o relembro! Era no gélido dezembro
E o fogo, agônico, animava o chão de sombras fantasmais.
Ansiando ver a noite finda, em vão, a ler, buscava ainda
Algum remédio à amarga, infinda, atroz saudade de Lenora
Essa, mais bela do que a aurora, a quem nos céus chamam Lenora
E nome aqui já não tem mais.

A seda rubra da cortina arfava em lúgubre surdina,
Arrepiando-me e evocando ignotos medos sepulcrais.
De susto, em pávida arritmia, o coração veloz batia
E a sossegá-lo eu repetia: “É um visitante e pede abrigo.
Chegando tarde, algum amigo está a bater e pede abrigo.
É apenas isso e nada mais.”

Ergui-me após e, calmo enfim, sem hesitar, falei assim:
“Perdoai, senhora, ou meu senhor, se há muito aí fora me esperais;
Mas é que estava adormecido e foi tão débil o batido,
Que eu mal podia ter ouvido alguém chamar à minha porta,
Assim de leve, em hora morta.” Escancarei então a porta:
Escuridão, e nada mais.

Sondei a noite erma e tranqüila, olhei-a a fundo, a perquiri-la,
Sonhando sonhos que ninguém, ninguém ousou sonhar iguais.
Estarrecido de ânsia e medo, ante o negror imoto e quedo,
Só um nome ouvi (quase em segredo eu o dizia) e foi: “Lenora!”
E o eco, em voz evocadora, o repetiu também: “Lenora!”
Depois, silêncio e nada mais.

Com a alma em febre, eu novamente entrei no quarto e, de repente,
Mais forte, o ruído recomeça e repercute nos vitrais.
“É na janela”, penso então. “Por que agitar-me de aflição?
Conserva a calma, coração! É na janela, onde, agourento,
O vento sopra. É só do vento esse rumor surdo e agourento.
É o vento só e nada mais.”

Abro a janela e eis que, em tumulto, a esvoaçar, penetra um vulto:
É um Corvo hierático e soberbo, egresso de eras ancestrais.
Como um fidalgo passa, augusto e, sem notar sequer meu susto,
Adeja e pousa sobre o busto ? uma escultura de Minerva,
Bem sobre a porta; e se conserva ali, no busto de Minerva,
Empoleirado e nada mais.

Ao ver da ave austera e escura a soleníssima figura,
Desperta em mim um leve riso, a distrair-me de meus ais.
“Sem crista embora, ó Corvo antigo e singular”, então lhe digo:
“Não tens pavor. Fala comigo, alma da noite, espectro torvo!”
Qual é teu nome, ó nobre Corvo, o nome teu no inferno torvo!”
E o Corvo disse: “Nunca mais.”

Maravilhou-me que falasse uma ave rude dessa classe,
Misteriosa esfinge negra, a retorquir-me em termos tais;
Pois nunca soube de vivente algum, outrora ou no presente,
Que igual surpresa experimente: a de encontrar, em sua porta,
Uma ave (ou fera, pouco importa), empoleirada em sua porta
E que se chame “Nunca mais”.

Diversa coisa não dizia, ali pousada, a ave sombria,
Com a alma inteira a se espelhar naquelas sílabas fatais.
Murmuro, então, vendo-a serena e sem mover uma só pena,
Enquanto a mágoa me envenena: “Amigos? sempre vão-se embora.
Como a esperança, ao vir a aurora, ele também há de ir-se embora.”
E disse o Corvo: “Nunca mais.”

Vara o silêncio, com tal nexo, essa resposta que, perplexo,
Julgo: “É só isso o que ele diz; duas palavras sempre iguais.
Soube-as de um dono a quem tortura uma implacável desventura
E a quem, repleto de amargura, apenas resta um ritornelo
De seu cantar; do morto anelo, um epitáfio: ? o ritornelo
De “Nunca, nunca, nunca mais”.

Como ainda o Corvo me mudasse em um sorriso a triste face,
Girei então numa poltrona, em frente ao busto, à ave, aos umbrais
E, mergulhado no coxim, pus-me a inquirir (pois, para mim,
Visava a algum secreto fim) que pretendia o antigo Corvo,
Com que intenções, horrendo, torvo, esse ominoso e antigo Corvo
Grasnava sempre: “Nunca mais.”

Sentindo da ave, incandescente, o olhar queimar-me fixamente,
Eu me abismava, absorto e mudo, em deduções conjeturais.
Cismava, a fronte reclinada, a descansar, sobre a almofada
Dessa poltrona aveludada em que a luz cai suavemente,
Dessa poltrona em que ela, ausente, à luz cai suavemente,
Já não repousa, ah! Nunca mais?

O ar pareceu-me então mais denso e perfumado, qual se incenso
Ali descessem a esparzir turibulários celestiais.
“Mísero!, exclamo. Enfim teu Deus te dá, mandando os anjos seus,
Esquecimento, lá dos céus, para as saudades de Lenora,
Sorve-o nepentes. Sorve-o, agora! Esquece, olvida essa Lenora!”
E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Profeta!, brado. Ó ser do mal! Profeta sempre, ave infernal
Que o Tentador lançou do abismo, ou que arrojaram temporais,
De algum naufrágio, a esta maldita e estéril terra, a esta precita
Mansão de horror, que o horror habita, imploro, dize-mo, em verdade:
Existe um bálsamo em Galaad? Imploro! Dize-mo, em verdade!”
E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Profeta!” exclamo. “Ó ser do mal! Profeta sempre, ave infernal!
Pelo alto céu, por esse Deus que adoram todos os mortais,
Fala se esta alma sob o guante atroz da dor, no Éden distante,
Verá a deusa fulgurante a quem nos céus chamam Lenora,
Essa, mais bela do que a aurora, a quem nos céus chamam Lenora!”
E o Corvo disse: “Nunca mais!”

“Seja isso a nossa despedida!, ergo-me e grito, alma incendida.
Volta de novo à tempestade, aos negros antros infernais!
Nem leve pluma de ti reste aqui, que tal mentira ateste!
Deixa-me só neste ermo agreste! Alça teu vôo dessa porta!
Retira a garra que me corta o peito e vai-te dessa porta!”
E o Corvo disse: “Nunca mais!”

E lá ficou! Hirto, sombrio, ainda hoje o vejo, horas a fio,
Sobre o alvo busto de Minerva, inerte, sempre em meus umbrais.
No seu olhar medonho e enorme o anjo do mal, em sonhos, dorme,
E a luz da lâmpada, disforme, atira ao chão a sua sombra.
Nela, que ondula sobre a alfombra, está minha alma; e, presa à sombra,
Não há de erguer-se, ai!, nunca mais!

Edenílson Marra: “Luan eterno!”

Por Jorge Angrisano Santana | Em 15 de setembro de 2014

Pitacos de blogueiros e protagonistas acerca do SÃO PAULO 2×0 CRUZEIRO, no Morumbi, São Paulo, pela 21ª rodada do Brasileiro 2014, às 16 de 14set14:

MARCELO OLIVEIRA, técnico do Cruzeiro: Nosso time também teve chances, também brigou muito no ataque, porém escolheu a pior jogada na hora de fazer o gol. Mas se a gente analisar o todo, o São Paulo mereceu vencer. Como o gol é a essência do jogo, quem o faz, independentemente da produção, merece vencer. Nossos jogadores da Seleção sentiram a viagem e os dois jogos num tempo muito curto. É uma situação que a gente passa para a diretoria e vamos ver na hora oportuna o que é melhor fazer.

DEDÉ, beque do Cruzeiro: Vacilei. Sabia que o Ganso tem muita facilidade com a canhota, mas deixei o pé e pegou nele.

HÉRCULES, no PHD: Dedé deveria repensar suas entrevistas. O time Cruzeiro é o que menos pressiona árbitros durante os jogos, e temos tido prejuízo com isso. Agora, só faltava essa: dar corda pra adversários influenciarem arbitragens nos próximos jogos. E outra, apesar de ser fã do Dedé, essa instabilidade emocional dele (que constantemente tem se culpado), somada à boa regularidade do Manoel já deveria ser levada em consideração na escalação da zaga titular.

RAZGER, no PHD: O Cruzeiro fazia excelente embate tático até sofrer o gol de pênalti. Destaque pra Lucas Silva, que não se intimidou com o tal quarteto e se impunha com desarmes e saídas de bola de muita categoria. Ceará, apesar de jogar improvisado, executou sua função com valentia e precisão, mesmo com o jogo quase sempre pelo seu lado. Foi soberano, enquanto Lucas Silva o auxiliou. Mayke segurou o raçudo Álvaro Pereira na defesa, com suas investidas verticais. Ele cometeu dois erros em saídas de bola, resultado de um confronto difícil. Fábio foi perfeito. Não teve culpa nos gols e merecia defender o pênalti batido por seu algoz. Dedé ficou atormentado pelo amarelo precoce, resultado de uma tentativa frustrada de repor a bola no ataque. E não considero sua sinceridade repreensível. Ao contrário, ela denota a confiança desse elenco e comprova sua vocação pra campeonar. Leo não comprometeu, foi seguro, tanto por baixo, quanto pelo alto, mesmo com a saída de Lucas Silva, que suavizava os avanços do Tricolor. Nilton não consegue repetir o mesmo campeonato que fez em 2013, carece de fôlego. Apesar da determinação e do sacrifício, foi muito penalizado com a entrada de Dagoberto, que nada produziu, além de armar contrataques para o adversário. Falta-lhe também o faro artilheiro que tanto nos ajudou no último torneio, principalmente na bola alta. Everton Ribeiro, fez o que pôde pra armar o time, produziu algumas jogadas, correu muito e acabou como volante, sem pernas pra atacar e defender. Ricardo Goulart, como sempre, atacou e recompôs conforme manda o figurino. Teve azar em duas finalizações que poderiam ter mudado a história do jogo. Marcelo Moreno não teve o brilho de outras tardes, sucumbiu aos beques nas bolas rifadas e imprecisas que o acompanharam, mas taticamente cumpriu sua missão de recompor e ajudar na marcação da saída de bola. Alisson, audaz e agressivo, não foi mais efetivo porque seus companheiros de ataque não conseguiram acompanhar sua inteligência e vontade, impedidos pela marcação tricolor. Se marca aquele gol no final da partida, afogava os gritos de olé da arquibancada tricolor. Os substitutos não merecem avaliação, exceto Manoel, que retomou nosso controle da grande área.

EDENÍLSON MARRA, no PHD: Nunca computei os seis pontos dos jogos que o Cruzeiro faz com SPFC, em campeonatos brasileiros. São favas contadas. Luan eterno!

Um time conformado, cedo demais, com a derrota

Por Jorge Angrisano Santana | Em 14 de setembro de 2014

Atuações dos celestes e seus adversários no SÃO PAULO 2×0 CRUZEIRO, no Morumbi, São Paulo, pela 21ª rodada do Brasileiro 2014, às 16 de 14set14:

TORCIDA CELESTE lotou seu minifúndio no Morumbi e, algumas vezes, calou a torcida local. Desempenho nota dez. (Síndico)

FÁBIO fez três defesaças, não tinha como evitar os gols e jogou coma habitual calma e competência uma partida  terrivelmente difícil. (Síndico)

MAYKE travou bom duelo com Kaká, que jogou por seu lado. De cara, chapelou o ex melhor do mundo. Na sequência, ganhou e perdeu jogadas, mas não teve um só minuto de covardia. Foi um dos melhores da tarde. (Síndico)

DEDÉ esteve mais desembestado do que o habitual. Lvou cartão amarelo logo de cara, chegou alucinado em Ganso, no pênalti e se mandou pro ataque inopinadamente, permitindo um contragolpe de pato que por pouco não resulta em gol. Precisa trocar pastilhas e discos de freio e instalar o sistema ABS pra não atropelar adversários dentro da área celeste. (Síndico)

MANOEL substituiu Dedé, que estava pendurado com um amarelo e um pênalti e não se saiu mal. Nem bem. (Síndico)

LEO SIMÕES foi o mais equilibrado do time. Segurou a bequeira, numa tarde em que os dois colegas estavam abilolados. Não perdeu a cabeça, nem a vontade de jogar em momento algum. (Síndico)

CEARÁ jogou improvisado, contra um ataque leve e rápido, e não comprometeu. (Carpedim) /// Partiu pra cima do garoto Auro e construiu boas jogadas pela lateral. (GloboEsporte)

LUCAS SILVA joga fácil e faz o futebol parecer mais simples. Estava bem na marcação, dominando o meiocampo, antes de ser substituído. (Gil Campos)

NÍLTON lutou até o limite de suas forças. É o que está conseguindo num momento de escassez de inspiração. (Síndico)

EVERTON RIBEIRO foi um dos mais lúcidos na 1ª etapa, dando trabalho aos tricolores, abusando de seus dribles e tradicionais arrancadas, mas pecou no último passe e nas finalizações. No 2º tempo, recuou pra compor a marcação, após a entrada de Dagol e JB. (Miguel Tolentino)

RICARDO GOULART fez bom 1º tempo, com bastante movimentação, bons passes pelos flancos e teve a chance de assumir a artilharia isolada do campeonato numa excelente finalização cruzada, que graças ao Ceni não foi morrer no fundo das redes. No 2º tempo, sentiu o ritmo e acabou engolido pela marcação adversária. (Miguel Tolentino)

ALISSON procurou o jogo o tempo inteiro. Errou algumas e acertou várias, sempre em direção ao gol adversário. (Hendrix)

MARCELO MORENO nada fez no ataque, mas ajudou a marcar. Fosse o contrário, o time teria ficado mais bem servido. (Síndico)

JÚLIO BAPTISTA entrou quando a vaca já tinha ido pro brejo, ainda assim tentou algumas jogadas ofensivas, mas lento e diante de uma equipe bem postada defensivamente, não obteve sucesso. (Miguel Tolentino)

DAGOBERTO entrou pra incendiar o jogo, mas não teve êxito. Por falta de inspiração e também porque o time já estava precocemente conformado com a derrota. (Síndico)

MARCELO OLIVEIRA ousou começando com Alisson e apostou todas as fichas quando sacou Lucas Silva e Ricardo Goulart, que estavam muito bem no jogo. Não venceu, mas aprendeu. Inclusive que é necessário administrar Dedé. (Gustavo Rocha) /// Senti imensa satisfação com sua postura ousada, a despeito da substituição de Lucas Silva. (Razger)

CRUZEIRO jogou muito bem na etapa inicial, sem abdicar de seu estilo agressivo e de toques rápidos. Levou o gol inesperado e manteve a chama acesa até o intervalo. Na etapa final, voltou sem pegada e facilitou a vida dos tricolores. (Síndico)

SÃO PAULO foi montado pra enfrentar uma equipe melhor, por isto, Muricy ficou aborrecido com a ligação direta no 1º tempo. Ele sabia que estava dando milho a bode, mas foi salvo por um pênalti. O 2º gol premiou ainda mais as escolhas de seu treinador em detrimento da ousadia do treinador do Cruzeiro. (Razger)

COMBO DE ARBITRAGEM cometeu alguns erros, nenhum decisivo. E Vueden acertou ao não expulsar Dedé. Não houve violência e nem chance clara de gol. (Síndico)

São Paulo 2×0 Cruzeiro: Bambi, la bestia negra

Por Jorge Angrisano Santana | Em 14 de setembro de 2014

CRUZEIRO contra o São Paulo, no Morumbi, São Paulo, às 16h de 14set14, pela 21ª rodada do Brasileiro 2014.

CLASSIFICAÇÃO; Cruzeiro é o 1º colocado, com 46 pontos; São Paulo, o 2º, com 39.

BANCO do Cruzeiro: Rafael Monteiro (G), Egídio (L), Manoel (B), Eurico, Willian Farias (V), Júlio Baptista, Marlone (M), Dagoberto, Marquinhos, Willian (A).

AUSENTES no Cruzeiro: Henrique, suspenso, Samudio e Tinga, lesionados, Bruno Rodrigo, em recondicionamento físico.

PENDURADOS no Cruzeiro: Ceará, Dagoberto, Leo Simões, Nilton, Ricardo Goulart, Samudio, Willian e William Farias.

MARCELO OLIVEIRA, técnico do Cruzeiro: “Não diria que será uma final antecipada, porque ainda tem muito campeonato pela frente. Mas, inegavelmente, são duas equipes que estão jogando muito bem.”

BANCO do São Paulo: Denis (G), Luis Ricardo, Reinaldo, Rafael Bastos (L), Lucão, Antônio Carlos (B), Hudson (V), Boschilia, Maicon (M), Ewandro, Ademilson, Osvaldo (A).

AUSENTES no São Paulo: Luis Fabiano, em recondicionamento físico,  Rodrigo Caio e Paulo Miranda,lesionados.

PENDURADOS no São Paulo: Denilson, Kaká, Luis Fabiano, Paulo Miranda, Rafael Toloi, Reinaldo e Rodrigo Caio.

MURICY RAMALHO, técnico do São Paulo: “A gente já errou demais e percebe um Cruzeiro muito equilibrado, que erra pouco. Que, quando muda um jogador, não muda a qualidade do time. Eles souberam contratar. Se a gente quiser ter alguma chance, não pode mais errar em casa e tem que buscar os pontos fora, além de torcer por algum tropeço do Cruzeiro, que é um time muito bem trabalhado, já achou o caminho.”

LEANDRO PEDRO VUADEN, juiz gaúcho, apitou 9 partidas neste campeonato. Médias: 2,78 amarelos, 0,44 vermelho, 31 faltas, 0,22 pênalti. Médias do campeonato: 4,44 amarelos, 0,21 vermelho, 33,5 faltas, 0,19 pênalti.

ADVERSÁRIO. Fundado em 25jan30 e refundado em 16dez35, o São Paulo Futebol Clube, é o 7º do ranking da CBF, com 13.712 pontos. De seu currículo constam 3 mundiais, 3 Libertadores, 2 Recopas, 1 Sulamericana, 1 Supercopa, 1 Conmebol, 1 Master Conmebol, 6 brasileiros, 1 Rio-SãoPaulo, 22 paulistas.

VALOR: Segundo a Pluri Consultoria, de Curitiba, ao se iniciar o Brasileiro 2014, o São Paulo tinha o elenco mais caro do campeonato, valendo R$193,1 milhões. O elenco do Cruzeiro era o segundo, valendo R$167,7 milhões.

ESCRITA: Dos times da Série A, o São Paulo é o que leva maior vantagem sobre o Cruzeiro na história do Brasileiro, com 28 vitórias contra 10 do Maior de Minas. Além dele, só Fluminense, Atlético-MG, Santos e Corinthians levam vantagem sobre o time celeste.

PÚBLICO: A média do campeonato é de 15.293 espectadores. SPFC é quem mais levou público até agora, com 29.479.

O JOGO

15h55. TIMES EM CAMPO. Cruzeiro, todo de azul; São Paulo, todo de branco, com uma listra vermelha e outra preta, na altura do peito.

15h57. HINO NACIONAL.

16h. COMEÇA. Cruzeiro, à esquerda das cabines. São Paulo dá a saída.

01. Alvaro Pereira faz lançamento longo, pra ninguém. Fábio fica com abola.

02. Ceará ataca pela esquerda, mas cercado por Auro, deixa a bola sair pela linha de fundo.

03. Denílson comete falta em Ricardo Goulart, que fica puto. Vuaden pede calma a ambos.

04. Alvaro Pereira derruba Everton Ribeiro com violência. Vuaden só dá lateral.

05. Ganso chuta forte, de fora da área, Fábio encaixa.

06. AMARELO. Dedé, por falta em Pato, na intermediária celeste.

07. Kaká cobra falta, Marcelo Moreno corta de cabeça, dentro da área celeste.

08. CHAPÉU. Mayke em Kaká.

09. Rogério Ceni repõe a bola com um chutão. Ceará mata no peito e sai jogando.

10. Alisson cruza da esquerda, Toloi, desajeitado, corta.

11. Ricardo Goulart invade a área bambina pela esquerda e cruza. Edson Silva cede escanteio.

11’30″. Everton Ribeiro cobra corner na esquerda, bequeira corta, Alisson pega rebote na entrada da área e chuta colocado, bola passa por cima do travessão.

12. Mayke tenta cruzar da direita, Álvaro Pereira corta pra lateral.

13. Mayke cruza da direita, Ricardo Goulart cabeceia, Ceni defende.

14. TORCIDA celeste faz mais barulho que a bambina.

15. Auro disputa com Alisson na pontadestra bambina e passa a Pato, que arremata fraco. Fábio defende.

16. Ganso cobra falta na pontadestra, Toloi se antecipa a Dedé e arremata de ombro. Tiro de meta pro Cruzeiro.

17. PÚBLICO. Cartolas bambinos estimam em 60 mil o público desta tarde no Morumbi.

18. Ricardo Goulart recebe passe de Ceará, deixa a bola quicar e aplica um lençol em Ceni, que volta desesperado a seu arco pra tentar espalmar. Bola cai na rede por cima do travessão.

19. TORCIDA tricolor canta alto.

20. Alavaro Pereira ataca pela esquerda perseguido por Everton Ribeiro e Mayke. Corner pro time da casa.

21. Alvaro Pereira cobra lateral sobre a área celeste, Alan Kardec empurra Dedé. Falta.

22. MARCELO OLIVEIRA pede que ninguém fique parado quando perder a bola. Quer o time marcando forte.

23. Ceará ajeita bola pro pé direito e tenta passe a Moreno, que não alcança a bola.

24. VADEN, VTN*! Kardec puxa Everton Ribeiro pela camisa quando o jogador celeste avançava em direção à área celeste. Falta, mas sem cartão pro infrator.

25. Após troca de passes, Ribeiro lança Alisson, na área bambina. Ceni corta pra escanteio.

26. Nílton derruba Pato na intermediária celeste.

27. Kaká cobra, Dedé corta, de cabeça.

28. DEFESAÇA. Ricardo Goulart arremata com chute no ângulo, grande contrataque celeste. Ceni espalma pra escanteio.

29. MURICY não quer Kaká voltando pra buscar jogo.

30. Ceará dribla Souza e tenta encontrar Marcelo Moreno no ataque, mas não consegue.

31. MARCELO OLIVEIRA reclama de Vuaden, por economizar cartões pro Sumpaulo.

32. AMARELO. Ricardo Goulart. Ele está fora do jogo contra o AtléticoPR.

33. PÊNALTI de Dedé em Ganso. Ataque tricolor se mexe até tirar a defesa do Cruzeiro de seu eixo. Bol sobra pra Ganso, dentro da área. Dedé dispara pra fazer a cobertura e aplica um carrinho derrubando o meia.

34. AMARELO pra Kaká, por encher o saco de Vuaden, pedindo a expulsão de Dedé.

35. GOL. Rogerio Ceni cobra pênalti com chute forte, no meio do gol. Fábio cai pra esquerda e se dá mal.

36. MURICY puxa a orelha de Kaká, que continua enchendo o saco do juiz.

37. Everton Ribeiro tenta passar por três e perde a bola na entrada da área bambina.

38. Alan Kardec tenta passar por Ceará, que o derruba.

39. Ganso cobra falta na direita, Dedé corta, dentro da área.

40. Mayke tenta cruzar da direita, mas Kaká chega e cede corner.

41. Alisson cobra corner na direita, Dedé cabeceia, Leo Simões comete falta em dois bambinos ao mesmo tempo.

42. Everton Ribeiro volta na defesa e toma bola de Auro.

43. REPOSICIONAMENTO. Alisson joga na direita, Everton Ribeiro vai pra esquerda.

44. Denílson derruba Alisson.

45. Dedé vai pro ataque, deixa um buraco na defesa. Pato puxa contrataque, mas demora a chutar e perde a bola.

46. DEFESAÇA. Kaká recebe passe na área celeste, mas Fábio sai a seus pés e defende, impedindo gol certo.

47. Ricardo Goulart caneta Toloi dentro da área bambina e cruza. Marcelo Moreno não consegue arrematar.

47’30″. Mayke passa por Alvaro Pereira e cruza. Kaká, recuado, fica com a bola e parte pro ataque.

48. FIM de 1º tempo. Cruzeiro jogou bem, mas perdeu por conta de uma afoiteza de Dedé.

ROGÉRIO CENI, goleiro do São Paulo: “Ele já tinha amarelo, fez a falta sem intenção de tocar na bola.”

DEDÉ, beque do Cruzeiro: “Vacilo meu, eu sabia que o Ganso é o cara que tem muita facilidade com a canhota. Eu deixei o pé e pegou ele. Mas a gente tem condição de chegar ao objetivo que é pontuar.”

INTERVALO

17h07. Times voltam a campo. Cruzeiro, com uma mudança.

17h08. COMEÇA o 2º tempo. Cruzeiro dá a saída.

00. TROCA. Dedé x Manoel.

01. Manoel lança Ricardo Goulart, Toloi corta.

02. Ceará intercepta passe de Ganso, mas Sumpaulo recupera a bola consegue falta, que Kaká cobra e Leo Simões corta.

03. QUASE. Cruzeiro marcando frouxamente permite que Sumpaulo toque bola até Kaká cruzar da esquerda e Kardec finalizar com grande perigo. Bola fica na rede, pelo lado de fora.

04. DEFESAÇA. Everton Ribeiro recebe nas costas da bequeira bambina e enche o pé, cruzado. Ceni desvia pra escanteio.

05. Cruzeiro não está marcando com a mesma intensidade do 1º tempo.

06. Pato recebe lançamento na pontesquerda, mas deixa bola sair pela lateral.

07. TRATOR. Alvaro Pereira sobe que nem maluco na meiuca, contra Mayke e Denílson. Seu colega leva a pior e fica esticado no chão.

08. Denílson sai no carromaca.

09. Pato disputa com Manoel na lateral da área celeste. Leo Simões aparece na cobertura manda a bola pra lateral.

10. Ceará chuta bola em Auro, fica com o tiro de meta e acaba com jogada bambina pela direita.

11. Cruzeiro troca passes sem pressa na meiuca.

12. Ceará dribla Auro e lança Alisson, que é desarmado na entrada da área bambina.

13. QUASE. Ricardo Goulart toma bola de Toloi dentro da área bambina e ajeita pra finalização de Moreno, que apertado por dois bambis chuta pra fora.

14. Everton Ribeiro entra na área tricolor e tenta passar a Marcelo Moreno. Defesa corta.

15.DEFESAÇA. Kaká passa por Lucas Silva, defesa celeste corta, Edson Silva apanha rebote e chuta forte. Fábio espalma em seu canto esquerdo, com dificuldade.

16. AMARELO. Alan Kardec, por chutar a bola após marcação de falta.

17. DAGOL vem aí.

18. TROCA. Lucas Silva x Dagoberto.

19. AMARELO. Alvaro Pereira, por uma patada em Ricardo Goulart.

20. Everton Ribeiro cobra falta na pontadireita, Ganso corta, de cabeça.

21. Leo Simões desfaz troca de passes do SPFC dentro da área celeste.

22. Alexandre Pato recebe na cara do gol, Mayke impede a conclusão. Bandeira marca impedimento. E erra.

23. Kaká lança Alavaro Pereira, dentro da área celeste. Mayke atrapalha a conclusão do uruguaio, que chuta pra fora.

24. GOL. Escanteio cobrado pela direita, Marcelo Moreno cabeceia pra trás, Kardec, na pequena área, enche o pé, Fábio faz um milagre, a bola sobra pro atacante, que volta a encher o pé. SÃO PAULO 2×0.

25. ESTAVA ESCRITO. Cruzeiro está entregando os pontos na etapa final, perdendo pegada e deixando o time da casa jogar à vontade.

26. Mayke joga bola na área, Souza corta.

27. TROCA. Ricardo Goulart x Júlio Baptista.

28. Leo Simões desfaz jogada armada por Ganso.

29. QUASE. Pato enfileira, entra na área e passa a Kaká, que só não marca porque Manoel dificulta a finalização da jogada.

30. DEFESAÇA. Kaká recebe de Auro e arremata. Fábio impede o terceiro gol cedendo escanteio.

31. Cruzeiro mal, muito mal, sem pegada.

32. Everton Ribeiro faz jogada individual e aciona Moreno, que é desarmado facilmente por Toloi.

33. OLÉ!. Torcida bambina se esbalda.

34. Denílson comete falta em Everton Ribeiro.

35. Dagoberto cobra falta, Edson Silva corta, de cabeça.

36. FINALIZAÇÕES: São Paulo 15×10.

37. LENTO. Cruzeiro troca passes lentamente, mas nem assim consegue reter a bola.

38. Nílton desfaz jogada de ataque do time da casa.

39. QUASE. Everton Ribeiro produz jogada individual, entra na área bambina, Souza corta, Alisson pega o rebote e enche o pé da meialua, bola sai à direita de Rogério Ceni.

40. Dagoberto tenta jogada individual na direita, mas é desarmado.

41. TROCA. Alexandre Pato x Michel Bastos.

42. Souza derruba Júlio Baptista, na meiuca.

43. Ceará arranca pelo meio e serve Alisson, que dribla Toloi, mas é desarmado por Auro, que cede escanteio.

44. PÚBLICO: 58.627 pagantes.

44’30″. Sumpaulo toca bola, torcida bambina grita “Olé!”

45. Mayke passa a Júlio Baptista, que arremata mal, bola pssa por cima do travessão.

46. Everton Ribeiro, sempre ele, tenta armar um ataque, mas o resto do time está inerte e nada acontece.

47. Ceará cruza da esquerda, Edson Silva se antecipa a Moreno e cede escanteio. Everton cobra, defesa bambina cede outro escanteio. E outro mais…

48. FIM de jogo. Cruzeiro jogou bem no 1º, mas arriou a mochila no 2º e mereceu perder.

MELHOR DO JOGO, segundo comentaristas do PHD: Alisson [7], Ricardo Goulart [5], Lucas Silva [5], Leo Simões [5], Fábio [5], Ceará [4], Kaká [3], Torcida Celeste [1], Rogério Ceni [1], Pato [1], Kardec [1], Edson Silva [1], Muricy Ramalho [1].

MOEMA FOX, no PHD: “Hoje não tem do que reclamar, pela desorganização do segundo tempo temi muito pelo terceiro gol. Agora é vencer o próximo e ir com tudo para o clássico. Não vamos deixar o ânimo cair, rapaziada! Vamos, vamos Cruzeirôôô!!!”

SÃO PAULO 2×0 CRUZEIRO, domingo, 14set14, 16h. TEMPO bom, temperatura 32º, vento 5 km/h, umidade 32%, LOCAL: Morumbi (63 mil), cancha de 108,25 x 72,70 m, gramado perfeito, São Paulo. MOTIVO: 21ª rodada do Campeonato Brasileiro 2014. TRANSMISSÃO: TV Globo para Minas Gerais (menos Juiz de Fora, Uberlândia e Ituiutaba) e Premiere, PFC HD e PFCI. PÚBLICO: 58.627 pagantes, R$2.542.370, média R$43, ARBITRAGEM: Leandro Pedro Vuaden (RS/Fifa), juiz; Rafael da Silva Alves (RS/(AspFifa) e Jose Antônio Chaves Franco Filho (RS/CBF), bandeiras; Marcelo Aparecido de Souza (SP/CBF), 4º A; Francisco de Paula dos Santos Silva Neto (RS/CBF) e Diego Almeida Real (RS/CBF), adicionais; Nilson de Souza Monção (SP), delegado. AMARELOS: Dedé, Ricardo Goulart, Kaká, Alvaro Pereira. GOLS: Rogerio Ceni, penalti, 35, Alan Kardec, 69. CRUZEIRO: Fábio; Mayke, Dedé (Manoel), Leo Simões e Ceará; Nilton e Lucas Silva (Dagoberto); Everton Ribeiro, Ricardo Goulart (Júlio Baptista) e Alisson; Marcelo Moreno. Tec: Marcelo Oliveira. SÃO PAULO: Rogério Ceni; Auro, Rafael Toloi, Edson Silva e Alvaro Pereira; Denilson e Souza; Ganso e Kaká; Alexandre Pato (Michel Bastos) e Alan Kardec. Tec: Muricy Ramalho. HISTÓRICO: Foi o 72º Cruzeiro x São Paulo. O Cruzeiro venceu 17, empatou 21, perdeu 34; marcou 72 gols, levou 102. Pelo Brasileiro, foram 54 jogos, 10 vitórias do Cruzeiro, 15 empates, 29 vitórias do São Paulo. Pela Libertadores, 4 partidas, 2 vitórias do Cruzeiro e 2 do SPFC. O Cruzeiro marcou 4 gols e levou 5. Nas três vezes em que decidiram títulos, o Cruzeiro venceu duas (Copa Ouro, em 1995, e Copa do Brasil, em 2000) e perdeu uma (Recopa Sulamericana, em 1993). DESEMPENHO do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro: 54 participações em 58 campeonatos, 1.274 jogos, 560 vitórias, 342 empates, 371 derrotas, 1.907 gols marcados, 1.458 gols sofridos.

Mais de setecentos mil

Por Jorge Angrisano Santana | Em 14 de setembro de 2014

PHD ultrapassa a marca de 700.000 comentários:

  • 699.999º => EVANDRO OLIVEIRA, 13set14sab23h34: Olha o tanto de comentário que você gastou para tentar explicar a sua própria ignorância no assunto… PERSISTA! #CORAGEM!
  • 700.000º => JOÃO CHIABI DUARTE, 13set14sab23h35: VOX POPULI é PT até a raiz da medula. A dona do pedaço foi minha colega de científico no Pitágoras da Timbiras. em Beagá. Aécio não vai passar de 15% por lá… Mas só quero ver a hora que o vulcão entrar em erupção…
  • 700.001º => CLÁUDIO IANNI, 13set14sab23h34: Alguém do Blog vai?

Superpunição

Por Jorge Angrisano Santana | Em 13 de setembro de 2014

Uma guria entre 20 mil torcedores, chamou goleiro Aranha de macaco, no Grêmio 0×2 Santos, pela Copa do Brasil.

A grotesca imprensa esportiva brasileira fez um tremendo escarcéu.

Ficou parecendo que metade do povo brasileiro é racista. E a outra metade tem de ir à guerra pra acabar com isto.

As punições foram aplicadas em doses cavalares:

  • Grêmio excluído da Copa do Brasil, torcedora demitida de seu emprego e escondida em casa de parentes no interior gaúcho, sua casa apedrejada e, em seguida, quase incendiada.

É isto mesmo que pretendia o senhor Mauro Cezar Pereira, comentarista daquela partida?

É isto mesmo que a ESPN pretendia ao deixar o rosto da guria exposto horas e horas na tela?

É isto mesmo que vc queria, caro leitor? Está tudo certo?

Somos um país racista, como apregoam os partidos e organizações terroristas do Foro de São Paulo e repetem à exaustão nossos marxistas de galinheiro na telinha?

Vc só vai cair da real quando seu time também for excluído de um torneio?

Quero muito aprender com vc. Fale!

20ª BR: Ribeiro, Goulart, Lucas e Alisson voltaram da Seleção, com fome de bola

Por Jorge Angrisano Santana | Em 13 de setembro de 2014

20ª rodada do Brasileiro 2014, disputada em 10/11set14.

GRÊMIO 1×0 ATLÉTICO-PR, 10set14qua19h30, Humaitá (55 mil), Porto Alegre, 11.584 pagantes, R$241.116, média R$21, gol de Barcos, 91.

FIGUEIRENSE 1×1 FLUMINENSE, 10set14qua19h30, Scarpelli (19 mil), Florianópolis, 10.444 pagantes, 10.804 presentes, R$172.830, média R$17, gols de Everaldo, 40, Cícero, 86.

PALMEIRAS 1×0 CRICIÚMA, 10set14qua19h30, Pacaembu (38 mil), 17.173 pagantes, 18.797 presentes, R$ 367.958, média R$21, gol de Cristaldo, 81.

CORITIBA 3×0 CHAPECOENSE, 10set14qua21h, Couto (30 mil), Curitiba, 7.238 pagantes, 8.670 presentes, R$95.360, média R$13, gol de Robinho, 1, Martinuccio, 13, Joel, 75.

SPORT 3×1 SANTOS, 10set14qua21h, Pernambuco (42 mil), São Lourenço da Mata, 13.862 pagantes, 14.856 presentes, R$377.078, média R$27, gol de Thiago Ribeiro, 24, Patric, 40, 52 e 90.

BOTAFOGO 2×4 SÃO PAULO, 10set14qua22h, Mané Garrincha (73 mil), Brasília, 24.857 pagantes, R$1.975.740, média R$, gols de Alan Kardec, 5, Zeballos, 19, André Bahia, 22, Souza, 36 e 41, Pato, 80.

GOIÁS 1×0 FLAMENGO, 10set14qua22h, Pantanal (42 mil), Cuiabá, 33.278 pagantes, R$1.904.830, média R$57, gol de Samuel, 70.

VITÓRIA 2×0 INTERNACIONAL, 10set14qua22h, Barradão (35 mil), Salvador, 5.060 pagantes, R$24.471, média R$5, gol de Richarlyson, 6, Marcinho, 80.

CRUZEIRO 2×1 BAHIA, 11set14qui20h30, Mineirão (62 mil), Belo Horizonte, 20.861 pagantes, 22.000 presentes, R$767.253, média R$37, gols de Rafael Miranda, 29, Everton Ribeiro, pênalti, 53, Ricardo Goulart, 70.

CORINTHIANS 1×0 ATLÉTICO-MG, 11set14qui19h30, Itaquera (65 mil), São Paulo, 24.784 pagantes, R$1.335.655, média R$54, gol de Petros, 13.

ARTILHARIA. [10Marcelo Moreno (Cruzeiro) Ricardo Goulart (Cruzeiro) [9] Barcos (Grêmio) [8] Henrique (Porco) Pato (Bambi) [7] Douglas Coutinho (Cap) Cícero (Flu) [6] Guerrero (Gambá), Kardec (Bambi) [5] Everaldo (Figueira) Gabriel (Peixe), Fred, Caio (Vitória) Daniel (Bota) Patric, Neto Baiano (Sport) Tardelli (Cocota) Alecsandro (Fla) [4Júlio Baptista (Cruzeiro) Erik (Goiás) Conca (Flu) Dátolo (Cocota) Alex (Coxa) Ganso, Ceni, Luís Fabiano (Bambi) Jadson (Gambá) Zeballos, Sheik (Bota) Dinei (Vitória) Rafael Moura (Inter) [3] Everton RibeiroMarquinhos (Cruzeiro) Wellington Paulista, Aránguiz, Dalessandro (Inter) André (Cocota) Tiago Luis (Chape) Sóbis (Flu) Baier (Cri), Clayton (Figueira) Cleberson, Marcos Guilherme, Cleo, Marcelo Cirino (Cap), Eduardo da Silva (Fla) Gil, Luciano (Gambá).

20ª BR => LUGARES: 461.000. PUPAGANTE: 169.141. MÉDIA: 16.914. OCUPAÇÃO: 37%.

19ª BR => LUGARES: 416.000. PUPAGANTE: 188.698. MÉDIA: 20.966. OCUPAÇÃO: 45%. [9 jogos]

15ª Est/Reg => LUGARES: 433.000. PUPAGANTE: 306.873. MÉDIA: 30.687. OCUPAÇÃO: 71%.

Marcelo Oliveira: “Tem que marcar no campo de ataque”

Por Jorge Angrisano Santana | Em 12 de setembro de 2014

Pitacos de blogueiros e protagonistas acera do CRUZEIRO 2×1 BAHIA, no Mineirão, Belo Horizonte, às 20h30 de 11set14.

MARCELO OLIVEIRA, técnico do Cruzeiro: Não fizemos um bom 1º tempo bom. Erramos na parte técnica e marcamos pouco. Tem que marcar no campo de ataque. Doamos o gol e isso foi cobrado. Naquele lance tinha que ir melhor. Trocamos uma peça e a reação foi boa. Os jogadores não não terem se desesperados também foi importante. Escolhi o Marquinhos pra começar, mas tanto ele, quanto Alisson e Willian têm boa técnica e fazem a recomposição. Dagoberto é mais agudo. Pensei no Marquinhos, pois já havia escalado três jogadores, que estavam  voltando de uma longa viagem. Outros motivos: Willian, que vem jogando em sequência, acusou um pequeno desgaste na avaliação e o Dagoberto está voltando de contusão. Tenho total confiança no Marquinhos. Ele teve dificuldade como todo o time no 1º tempo, quando ninguém se destacou. Este sofrimento de hoje pode ter sido ruim, mas tem um lado bom também, o de se entender que temos de sempre estar ligados, pois todos os jogos vão ser difíceis.

HENRIQUE, volante do Cruzeiro: O Bahia veio jogando pra frente, aceitamos muito o jogo deles, por isso a dificuldade pra vencer. Valeu a busca pelo gol e a vontade de querer reverter o placar.

GÍLSON KLEINA, técnico do Bahia: Fizemos um 1º tempo impecável, com os homens da frente muito bem, Rafael Miranda chegando e Railan fazendo a ultrapassagem. Como sabíamos que o adversário viria pra cima, no intervalo pedi pra terem tranquilidade e manterem a bola no chão. Mas tomamos o pênalti, o gol e tivemos um homem expulso em seguida, o que dificultou muito, pois o time se desequilibrou. Estou chateado pela derrota, devido à partida que o Bahia fez. Vai ser difícil dormir esta noite. Perdemos muito com a expulsão. Ainda não vi o lance, mas puseram o árbitro pra apitar seu primeiro jogo, no Mineirão, contra o líder. Não vi convicção dele nos lances a favor do Bahia, como teve nos que favoreceram o adversário. Na minha frente, o volante deles parou um contrataque do Rafinha e não levou amarelo. Pra apitar na Série A, tem que ter equilíbrio. Vamos acompanhar pra ver se em outro jogo ele vai expulsar alguém como expulsou o Titi. Agora, nós também erramos. Tínhamos que começar e terminar 11.

GIL CAMPOS, no PHD: Na minha cornetada particular, eu achava que o Marcelo Oliveira não deveria escalar de cara os quatro selecionáveis, pensando que eles poderiam estar desgastados com a viagem. Ainda bem que a minha corneta é fraca, e tocada à distância, pois eles foram os melhores do time.

J FÁBIO, no PHD: O Cruzeiro foi displicente contra o Flu e muito apático contra o Bahia. Está na hora de Marcelo Oliveira tirar o coelho da cartola.

Lucas Silva, o nome do jogo

Por Jorge Angrisano Santana | Em 12 de setembro de 2014

Atuações dos celestes e seus adversários no CRUZEIRO 2×1 BAHIA, Mineirão, Belo Horizonte, às 20h30 de 11set14.

TORCIDA CELESTE teve preguiça de ir ao jogo. Não compreendo gente que tem cartão e não vai e gente que pode pagar e não vai. (Cláudio Ianni) /// Afinal, a torcida quer ou não manter o bom time montado por GPT e o Contratador? Se quer, não pode faltar com a desfaçatez com que faltou neste jogo. (Síndico)

FÁBIO não havia como evitar o gol do Bahia. As demais bolas, ele defendeu. Uma delas difícil, em finalização de Rafinha. (Síndico)

MAYKE sofreu com a concentração de esforços do Bahia em seu setor. Rahyner e Guilherme Santos, com incrível disposição e sinergia, marcaram e atacaram, auxiliados por Fahel, dificultando sua vida e a de Everton Ribeiro.  O meia podia escapar indo buscar jogo em outros cantos, mas ele não. Lateral não pode se deslocar e ele teve de se virar sozinho, pois nem Manoel, às voltas com Rafinha, podia lhe ajudar. No 2º tempo, com o recuo de Fahel para o lugar de Titi e a saída imotivada de Rhayner, o lateral celeste teve tempo e espaço pra construir boas jogadas. No geral, boa atuação. Mas só pra quem compreende a diferença básica entre tênis e futebol. (Síndico)

MANOEL estava perdido na marcação no gol do Bahia e cometeu outros vacilos, como na cabeçada de Rhayner na 2ª etapa. Não esteve em seus melhores dias, dando espaços nos poucos avanços do Bahia. Acertou a trave em cabeçada logo no início do jogo. (GloboEsporte)

LEO SIMÕES esteve muito bem nos desarmes. No ataque, perdeu uma chance clara de marcar um gol no segundo tempo após passe de Lucas Silva. (GloboEsporte)

CEARÁ, improvisado, fechou muito para o meio e teve dificuldade ao chegar na linha de fundo, sempre tendo que trazer a bola pra perna direita. Acompanhou mal Rafael Miranda no gol do Bahia. Deu muitos espaços para o contrataque do adversário. (GloboEsporte)

HENRIQUE recebeu cartão amarelo no começo do jogo, mas não diminuiu a pegada por conta disto. Foi eficiente, embora não brilhante, como em partidas recentes. Saiu mais cedo, numa substituição tática de Marcelo Oliveira pra reforçar o ataque. (Síndico)

LUCAS SILVA tomou conta do meio campo e ainda mandou um balaço no travessão. (Wallacewfs) /// Não sentiu o desgaste da viagem. Mostrou ótima visão de jogo, marcou bem, acertou um chute no travessão, fez ótimo cruzamento para o Leo e foi o menos pior no 1º tempo. (Ana Rocha) /// Voltou como se nem estivesse saído do time. Comandou o meio campo junto com Henrique e mostrou personalidade chamando atenção dos seus companheiros para erros infantis e perigosos. (Evandro Oliveira)

NÍLTON entrou com disposição, marcou atacou e fez um gol mal anulado. (Síndico)

EVERTON RIBEIRO é o melhor jogador brasileiro da atualidade. Técnico, comprometido taticamente, raçudo, busca o resultado o tempo todo. Mesmo marcado em cima, mesmo levando porradas, mesmo com a boa atuação do Bahia, ele chamou o jogo, trocou passes, fez jogadas individuais, desequilibrou. De quebra, bateu pênalti como gente grande. (Síndico) /// foi o nome do jogo. Mesmo muito marcado o tempo inteiro, principalmente no primeiro tempo, quando a bola chega, ele com muita calma e tranquilidade, sempre acha uma boa jogada, o que faz o jogo do time fluir. (JA Fagundes)

RICARDO GOULART sofreu o pênalti do gol de empate e fez o gol da virada, num lance com pouco espaço e tempo pra ajeitar o corpo pra bater a bola. (Adair) /// Chegou e já foi para o jogo, ainda sob o espírito de vestir a Amarelinha e comandou a vitória do Cruzeiro sofrendo um pênalti e marcando o gol da virada. Recebeu nota 8 dos avaliadores do Troféu Armando Nogueira. (SporTV)

MARQUINHOS insistiu demais nos cruzamentos longos, poucas vezes eficientes. Voltou bastante pra marcar e teve dificuldade com Railan e Rafinha caindo pelo seu lado, tendo que auxiliar Ceará. Foi sacado no intervalo. (GloboEsporte)

ALISSON incendiou o time com grandes jogadas individuais, sem medo de cara feia e partindo pra cima da defesa como os pontas antigos. Ele tem uma característica excepcional que é deixar a bola rolando á sua frente enquanto olha o posicionamento dos companheiros até achar uma brecha, aí dá um balão pra área e acha alguém. No caso ontem foi pro MM amaciar pro Goulart marcar. (Hendrix)

MARCELO MORENO foi excessivamente individualista. Se posicionou bem na maioria das jogadas, mas não conseguiu finalizar metade das oportunidades com qualidade. Além de perder jogadas por fazer faltas de ataque, ainda atrapalhou finalizações de seus companheiros no ataque. (Evandro Oliveira)

DAGOBERTO fez várias jogadas de grande efeito, tanto para a platéia quanto para o time, contribuindo pra minar o moral dos baianos. (Síndico)

MARCELO OLIVEIRA criou um posicionamento diferente dos jogadores em lances de bola cruzada na área. Ano passado, o time fez diversos gols assim, inclusive, aquele golaço do Nílton contra o Botafogo. Neste ano, além do fato de que alguns adversários aprenderam a marcar a jogada, o melhor cabeceador, não Bruno Rodrigo, está ausente. Mesmo assim, graças em parte ao Marcelo Moreno, temos feito diversos gols de cabeça. (Gil Campos)

CRUZEIRO sofreu com a marcação forte e os cotrataques do Bahia no 1º tempo. mesmo assim, mandu duas bolas na baliza. No segundo, começou avassalador com a entrada de Alisson, virou o placar, mandou outra bola na baliza, teve gol mal anulado. No final, contabilizou 30 arremates a gol contra 5 do adversário. Isto diz o que foi o jogo. (Síndico)

BAHIA foi um time completamente pilhado. Não sei que água esses jogadores do Bahia beberam antes do jogo, mas os caras estavam reclamando de tudo, desde o primeiro minuto. Até de falta a favor eles reclamavam. Marcelo Lomba reclamava de qualquer lance em sua área e também poderia ter sido advertido por excesso de reclamação. Eu estava atrás do gol do Fábio no lance do penalti e, mesmo de longe, vi claramente o puxão no Goulart. Pênalti indiscutível. (Flávio Carneiro)

COMBO DE ARBITRAGEM teve atuação quase perfeita. Teria sido perfeita, se o juiz não tivesse marcado “perigo de gol” no lance em que Nílton marcou o terceiro gol do Cruzeiro. A TV mostrou não ter havido falta, mas vendo por outro ângulo é possível que o juiz tenha se equivocado. Estreante na competição o juiz foi testado desde o começo pelos falsos malandros do Baêa, que o atormentaram o tempo todo, com rodinhas de reclamantes aloprados a cada marcação. Típica burrice de jogador brazuca, que se imagina esperto demais. Obviamente, o juiz veio pro jogo com moral e apoio de seus superiores e segurou a onda mais do que previsível das toupeiras do Bahia que acabaram tomando 2s vermelhos e 4 amarelos durante e depois do jogo. (Síndico) /// Arbitragem quase perfeita. O penalty, motivo de chororô do Brasil inteiro, foi falta, sim. E falta dentro da área, é penalty. O cara acertou um chute no Goulart. Claro, o Goulart valorizou e simulou um homicídio. (Paulo Rafael)