Livros pro seu amigo oculto

Por Jorge Angrisano Santana | Em 11 de dezembro de 2012

Livros:

  1. Os 10 mais do Cruzeiro, Cláudio Arreguy - Amigos cruzeirenses, aos que me perguntam onde encontrar o meu livro, Os 10 mais do Cruzeiro, ele pode ser comprado no site da Saraiva. Tem também nos sites da Travessa e da Cultura, mas no da Saraiva é mais certo comprar. Vocês podem ajudar indicando aos que procuram o livro e divulgando nas redes sociais onde pode ser encontrado. Espero que logo volte a ser vendido novamente nas lojas da Leitura também. Se o time atual do Cruzeiro não está lá essas coisas, os 10 personagens do livro valem a pena. Abração celeste, Cláudio Arreguy
  2. Anos 90: Um Campeão Chamado Cruzeiro, Anderson Olivieri – O livro, que narra as conquistas celestes nos Anos 90, está em promoção neste Natal: de R$35 por R$20, comprando pelo LINK. A promoção encerra-se em 26dez12. 
  3. A Queda, Diogo Mainardi – Em 30set00 nasceu Tito, primeiro filho de Mainardi com sua esposa Anna. Na época, eles moravam em Veneza, e o autor optou que o garoto nascesse na Scuola Grande di San Marco, construção renascentista que abriga o hospital público da cidade. A fachada do edifício foi projetada pelo escultor e arquiteto Pietro Lombardo (1435-1515), um dos mais importantes artistas do Renascimento. De frente para essa fachada, conta Mainardi na primeira página de “A queda”, sua esposa disse: “Estou com medo do parto”. A resposta do autor foi a seguinte: “Com esta fachada, aceito até um filho deforme”. Tito, que completa hoje, dia 30 de setembro, 12 anos, nasceu com paralisia cerebral provocada por um erro médico. Mas os pais de Tito sabiam que aquele hospital era famoso por seus erros médicos. Por que decidiram, ainda assim, recorrer a ele, em vez de irem a um hospital um pouco mais distante? O autor faz essa pergunta a si mesmo, e a responde em seguida: “Eu só conseguia associar a arte perfeita de Pietro Lombardo a um parto igualmente perfeito. Porque o Bem, representado pela arquitetura de Pietro Lombardo, jamais poderia gerar o Mal, representado por um erro de parto”. E foi um erro de parto a causa da paralisia cerebral de Tito. Esse erro e a paralisia de Tito são o ponto de partida de Mainardi para fazer associações entre as vidas dele e do filho com fatos histórico-culturais. O resultado disso é uma sucessão de “coincidências” – entre aspas porque o leitor pode dar a esses “acasos” o nome que preferir, de acordo com sua crença ou visão de mundo. O trecho a seguir serve de exemplo: “Nasci em 22 de setembro de 1962. No mesmo dia, Le Corbusier recebeu um convite para arquitetar o novo hospital de Veneza, que seria transferido da Scuola Grande di San Marco para a área do matadouro de San Giobbe. (…) Seis meses depois de apresentar seu projeto, Le Corbusier entrou no mar e morreu. (…) Seu projeto para o hospital de Veneza foi sepultado”. A lógica é a seguinte: se Le Corbusier não tivesse morrido, seu projeto de um novo hospital teria levado adiante. Lá, muito provavelmente, Tito nasceria de um parto sem complicações, e sem paralisia cerebral. Estruturado em forma de curtos capítulos enumerados –alguns têm apenas um parágrafo– e escrito de maneira invejável, para se dizer o mínimo –faço questão de reforçar: as associações que Mainardi faz com fatos histórico-culturais são impressionantes-, “A queda” é leitura que se faz rápida, mas, ao contrário do que pode se pensar, não é um livro que se esquece rapidamente. Em muitas passagens emocionante, é também às vezes cruel. Nesse caso, Mainardi consigo mesmo. É o tipo de obra que fica ressoando por um bom tempo na mente do leitor mais perspicaz. Afinal, se, como volta e meia diz o autor, a vida de Tito é circular, não seria assim também as vidas de todos nós? Este é só um dos questionamentos que “A queda” nos proporciona. Uma outra pergunta pode ser feita a partir do que Mainardi denomina de “orgulho da arte”, que poderia ser definido como a crença na cultura e nas obras-primas das mais variadas formas de arte. Mas não um endeusamento delas, e sim a crença de que a arte pode transformar, se não o mundo, ao menos alguns homens. A questão que poderia ser levantada é: em vez de “orgulho” isso não seria “arrogância”? Para finalizar, dois pequenos acasos: comprei “A queda” no dia 22 de setembro de 2012. Lendo o livro, “descobri” que Mainardi completara 50 anos de vida no mesmo dia. Escrevi este texto na véspera do décimo segundo aniversário de Tito, “protagonista” do livro, mas isso não foi feito de caso pensado. Somente depois de iniciado o texto foi que percebi. “Coincidências”? (Rafael Rodrigues, no site Bravo!)
  4. O Brasil Descobre o Cruzeiro, Eu – Estou com  dois livros sobre o Cruzeiro no prelo, mas antes de publicá-los pergunto qual é o melhor formato: eletrônico, papel ou em posts, aqui no PHD?

53 comentários para “Livros pro seu amigo oculto”

  1. Olivieri disse:

    “Anos 90: Um Campeão Chamado Cruzeiro” – Quem quiser aproveitar a promoção de Natal, o livro está saindo de R$ 35 por R$ 20, comprando pelo http://cruzeironosanos90.blog.br. Só até o Natal. Depois, volta o preço normal. Enfim, é mais uma opção.

    • Beth Makennel disse:

      Olivieri, quero comprar 3. Como faço? Preciso deles para domingo que vem. Pode ser?

      • Olivieri disse:

        Beth, entre lá no site com link acima e veja as formas de adquirir. Domingo 23? Se for, tranquilo. Para este (16), já está meio apertado.

      • Beth Makennel disse:

        Oh Olivieri, precisava para dia 16/12. É aniversário de um amigo Cruzeirense e o outrro é amigo oculto. Se não puder, então mande somente 1 que é presente para o Natal. Me confirme se não vou conseguir os 3 para dia 16 e ai vou fazer o pedido de 1 entrando no Link que falou. Ok?

      • Olivieri disse:

        Beth, infelizmente não é possível mais para o dia 16. Ficaria arriscado comprar e não chegar. Uma pena. Mas estou à disposição. Abs

  2. Rogério disse:

    Uai, no formato papel pode render uma boa grana, aqui no PHD só renderá aplausos dos leitores..

  3. Olivieri disse:

    Quanto aos livros do JS, sugiro que procure o JK e peça a este que faça o meio de campo com o Marcelo Duarte, dono da Panda Books, para que este lance pela editora. Panda Books acabou de lançar um das co.cotas. Deve estar disposta a lançar um do Maior de Minas.

  4. Zedocanada disse:

    Lance eletrônico e papel

  5. mariana disse:

    Nossa, voto fácil no livro de papel. Nada como folear um livro, ter ele fisicamente em mãos, é uma ótima sensação.

  6. Paulo Rafael disse:

    Apesar de não gostar do autor (preconceito meu por causa de suas posições políticas radicais), gostei muito da recomendação de seu livro. Vou comprar.

  7. Mainardi é fera! Sou fã!

  8. Paulo Rafael disse:

    Sobre a opção três, voto nos formatos eletrônico e de papel. A Amazon acabou de lançar a sua loja brasileira. Será que não poderiam publicar seu livro no formato Kindle?

  9. 1ª dica: ler no e-reader é ótimo. É fantástico carregar uma biblioteca inteira num tabletinho. E o prazer da leitura não é menor do que o que proporciona o livro de papel. Não é mesmo.

  10. 2ª dica: O livro do Mainardi é daqueles que se lê e não se esquece jamais. Quem é pai (ou mãe, obviamente), ou pretende ser, deve ler e reler. Quem gosta de arquitetura, história, medicina e literatura não deve deixar de ler. Quem pensa que a vida não é só isso que se vê, deve ler várias vezes.

  11. Beth Makennel disse:

    JS, faz o livro. Gostaria muito de ter um em minha casa. fala de que mesmo? Conta ai.

    • se eu contar, vc não compra.

      • Beth Makennel disse:

        Claro que compro. Certamente é sobre o nosso amado Cruzeiro. Falando nisso, onde poderia conseguir um livro seu; Páginas Heróicas Imortais? Não tenho esta relíquia e gostaria muito de ter.

      • Carpe Diem (Renato Faria) disse:

        Acredito que você tenha 6 razões para comprar e 2 pra não comprar… e poderá presentear 66 amigos… ;) !

      • Beth Makennel disse:

        Carpe Diem( Renato Faria ), não entendi. Explica melhor o que quiz dizer.

      • Carpe Diem (Renato Faria) disse:

        Beth, foi puro palpite… é que se o livro se chama “O Brasil descobre o Cruzeiro” pensei que deva retratar da Taça Brasil decisão de 66, quando o Cruzeiro goleou o Santos de Pelé e Pepe por 6×2…

  12. 3ª dica: livros do Cruzeiro são presentes infalíveis. Não há monotonia, nem monocampeonatagem neles. São de prender o fôlego. Mais movimentados do que romances de Alexandre Dumas.

  13. 4ª dica: livros são presentes cabriocáricos, rélpis e inoxidáveis.

  14. Naldo disse:

    Comecei a escrever um livro. Não sei quando vou terminar.

  15. Mauro Franca disse:

    Livro de papel. Gosto da sensação de folhear o livro, acho que isso o e-reader não tem. E ainda não me converti a essa tecnologia.

    • Hu6o 5erel0 disse:

      Não tenho esse preconceito. Acho e-book a forma mais prática pra mim que enfrento 2 horas de lotação diariamente (1 pra ir e 1 pra voltar). Nesse caso é a que melhor se encaixa pra mim. No entanto eu carrego sempre dois livros na mochila, isso é minha apólice de seguro anti-fila.

    • Leo Vidigal disse:

      Muitos livros da área de cinema só são acessíveis via e-book, então tenho que usar muito. A gente acaba se acostumando a ler na tela. Mas nada supera o livro de papel. Acabei de comprar três para presentear, aliás.

  16. Paulo Costa disse:

    Estou com o pé engessado e de molho em casa. Estou lendo livros à beça. Tudo e-book. Como disse o JS, excelente. E você ainda pode ler em qualquer lugar, com luz ou sem luz, pois a tela do tablet é retro iluminada. Com relação ao livro do Síndico, que publique nas duas mídias e faça os amigos do PHD gastar um dim dim comprando um.

  17. Paulo Costa disse:

    Pensando melhor, livro do Cruzeiro tem de aparecer na estante ou ficar sobre a mesa de centro, para as visitas folearem, etc.. Melhor no formato tradicional.

  18. Eduardo Arreguy Campos disse:

    Comprei o livro do Dylan, O som da revolução: uma história cultural do rock 1965-1969. Pra quem gosta de rock, parece ser uma boa dica de presente de fim de ano.

  19. Eduardo Arreguy Campos disse:

    Jorge, papel primeiro, eletrônico depois. Mais tarde, posts no blog, para podermos discutir.

  20. Naldo disse:

    Queria comprar um livro para o meu amigo oculto. Não sei qual livro comprar. Alias, nem sei quem é o meu amigo, ele é oculto.

  21. Leo Vidigal disse:

    Para quem rala como professor, a editora Cosac & Naify oferece 50% de desconto. Era só ontem, mas deve ter vendido tanto que estenderam para hoje também, como descobri agora. De qualquer forma, a editora é ótima.Sobre cinema há livros de respeito, como os do cineasta maior Glauber Rocha, do nosso maior crítico vivo, Ismail Xavier, além do livro sobre cinema americano do grande diretor Martin Scorsese e da coletanea de ensaios do diretor russo Andrei Tarkovsky. Dizem que entregam em uma semana.