Libertadores 1997 (I): Início turbulento

Por Jorge Angrisano Santana | Em 21 de março de 2011

Mauro França

LIBERTADORES 1997 – PARTE I

O Cruzeiro voltou à Libertadores pouco menos de três anos depois da apagada participação em 1994. A vaga para a edição de 1997 foi garantida com o título da Copa do Brasil de 96. Foi a sexta participação do clube no torneio, a primeira sob a presidência de Zezé Perrella.

O sorteio colocou Cruzeiro e Grêmio, campeão brasileiro de 96, no Grupo 4, juntamente com Sporting Cristal e Alianza, respectivamente, campeão e vice do Peru. Pelo regulamento da época, três equipes classificavam-se para a fase eliminatória.

Na virada do ano o elenco sofreu poucas mudanças. A base da equipe foi praticamente mantida. Nada menos que nove jogadores que estiveram em campo na final da Copa do Brasil seguiram na equipe: Dida, Vitor, Célio Lúcio, Gelson, Nonato, Fabinho, Ricardinho, Cleison e Palhinha. Completavam o grupo Donizete Oliveira, Marcos Teixeira, Rogério, Jean e Ailton, e os prata da casa Da Silva, Donizete Amorim, João Carlos, Alex Mineiro e Harlei, entre outros.

As saídas afetaram principalmente o ataque. Roberto Gaúcho rompeu os ligamentos do joelho em um jogo do Brasileiro, em outubro, e Marcelo Ramos foi negociado com o PSV da Holanda. Paulinho Mclaren, que retornara em setembro de 96, não teve o contrato renovado. O zagueiro Gilmar foi para o Japão.

Apenas dois jogadores foram contratados: O meia-atacante Elivélton, 26 anos, bicampeão da Libertadores e do Mundial Interclubes com o São Paulo em 92/93, e o centroavante Reinaldo Rosa, 20 anos, revelado pelo Atlético-MG, que veio por empréstimo do Anderlecht da Bélgica.

A mudança mais significativa foi a saída do técnico Levir Culpi, que aceitou uma proposta milionária do clube japonês Cerezo Osaka. Para substituí-lo, a diretoria contratou o ex-zagueiro do São Paulo e Seleção Brasileira Oscar Bernadi, 42 anos. Era uma aposta de risco, dada a sua pouca experiência como treinador.

Meses depois, em entrevista ao Estado de Minas, Zezé Perrella justificou a contratação pela falta de opções no mercado:

  • “Não tínhamos ninguém à altura na ocasião e qualquer um que fosse contratado seria um risco. O Paulo Autuori estava no Benfica e não poderia vir. Tentamos ainda o Candinho e o Falcão.”

Candinho era técnico da Portuguesa, vice-campeã brasileira em 96. Falcão não seguiu a carreira de treinador depois de sua frustrada passagem pela Seleção Brasileira no início da década. Dele partiu a indicação de Oscar, aceita pela diretoria.

O Cruzeiro fez quatro jogos antes da estréia da Libertadores. No primeiro, derrota para o Fluminense em um amistoso disputado no Independência. Na sequência, três jogos pelo Mineiro, com duas vitórias e um empate. O futebol apresentado nestes jogos, no entanto, deixou a desejar. Oscar já balançava no cargo antes mesmo da estréia na Libertadores, contra o Grêmio.

O clube gaúcho também havia trocado seu treinador. Luiz Felipe Scolari, campeão da Libertadores em 95 e do Brasileiro em 96, foi para o Jubilo Iwata do Japão, mesmo destino do zagueiro e capitão Adilson. Evaristo de Macedo foi contratado.

Na quarta feira, 19fev97, pouco mais de 35 mil torcedores foram ao Mineirão.  No Cruzeiro, Ricardinho, contundido, ficou de fora. O Grêmio entrou com sua força máxima. E abriu o placar logo aos 10 minutos de jogo. Zé Alcino recebeu de Emerson na entrada da área, virou e bateu rasteiro no canto direito de Dida. O Cruzeiro empatou aos 24. Palhinha avançou pela intermediária e fez belo passe para Ailton invadir a área pela esquerda e tocar por cobertura na saída de Danrlei.

No segundo tempo, aos 18 minutos, Emerson avançou pela direita, tabelou com Paulo Nunes e, do bico da pequena área, tocou por cobertura na saída de Dida.

  • Cruzeiro 1×2 Grêmio, 19fev97, fase de grupos da Libertadores 1997, Mineirão, Belo Horizonte – Público: 33.425 pagantes e 2.564 crianças – Renda: R$176.640,00 – Juiz: Dacildo Mourão (Brasil) – Gols: Zé Alcino, 10, Ailton, 24 do 1º tempo; Emerson, 18 do 2º. CA: Mauro Galvão, Emerson, Dinho, Célio Lúcio, Ailton e Donizete. Cruzeiro: Dida, Vitor, Célio Lúcio, Rogério, Nonato; Fabinho, Donizete Oliveira, Cleison (Elivélton), Palhinha; Reinaldo (Da Silva), Ailton Tec: Oscar Bernardi / Grêmio: Danrlei, Arce, Rivarola, Mauro Galvão, Roger; Dinho, Luis Carlos Goiano, Emerson (Dauri), Carlos Miguel; Paulo Nunes, Zé Alcino (Otacílio). Tec: Evaristo de Macedo.

Foi a segunda sofrida pelo Cruzeiro em casa em jogos de Libertadores. Oscar não resistiu e foi demitido. A diretoria contratou então Paulo Autuori, 40 anos. Depois de uma década trabalhando em clubes portugueses de menor expressão, Autuori se destacara ao conquistar o Brasileiro-95 com o Botafogo. Em 96, voltou para Portugal para dirigir o Benfica, de onde veio para o Cruzeiro.

O calendário estava apertado. A fórmula do Campeonato Mineiro daquele ano previa que as 12 equipes participantes se enfrentariam em turno e returno, com a classificação de 8 para a fase eliminatória. Não havia datas suficientes para conciliar a participação do time na Libertadores, Mineiro e Copa do Brasil.

Como foi voto vencido no Arbitral da FMF, Zezé Perrella determinou que nos jogos do Mineiro fosse utilizado um Expressinho, formado por reservas e juniores e treinado por Wantuil Rodrigues. Não haveria outra maneira de cumprir a tabela, que marcava, por exemplo, um jogo na mesma data da estréia na Libertadores e outro entre as duas partidas que o time faria a seguir no Peru.

O Cruzeiro seguiu para Lima já com Paulo Autuori no comando. O primeiro adversário foi o Alianza, na terça-feira, 25fev97. Autuori fez duas alterações em relação ao time da estréia. Ricardinho voltou e Elivélton ganhou a posição de Reinaldo no ataque.

O primeiro tempo terminou 0×0. Aos 10 minutos do 2º tempo, Sãenz recebeu lançamento entre os zagueiros, ganhou de Dida, que saiu do gol para tentar cortar, ajeitou e bateu no canto esquerdo baixo, entre Nonato, que tentava fazer a cobertura, e a trave.

  • Alianza 1×0 Cruzeiro, 25fev97, fase de grupos da Libertadores 1997, estádio Nacional, Lima, Peru  – Público: 13.794 – Juiz: Rafael Torrealba (Venezuela) – Gol: Sãenz, 10 do 2º tempo. CA: Célio Lúcio, Ailton, Vitor e Hinostroza. Cruzeiro: Dida, Vitor, Célio Lúcio, Rogério, Nonato (Reinaldo); Fabinho, Ricardinho (Donizete Oliveira), Cleison (Da Silva), Palhinha; Ailton e Elivélton. Tec: Paulo Autuori / Alianza: Pizarro, Carlos Basombrio, Frank Ruiz, Victor Hugo Marulanda, Marcial Salazar; Juan Carlos Bazalar (César Rosales), Paulo Hinostroza, Jose Luis Reyna, Marco Valência (Reyes); Bujica (Jorge Ramirez), Waldir Sãenz. Tec: Jorge Luis Pinto. Notas: 1.  Depois do vice-campeonato de 96, que lhe valeu a vaga na Libertadores, o Alianza sagrou-se campeão peruano em 1997, depois de 18 anos sem títulos. No total, o clube conquistou 22 campeonatos nacionais, o último deles em 2006. 2. O Alianza participou de 22 Libertadores. Suas melhores campanhas foram em 76 e 78, quando chegou à semifinal. 3. Waldir Sãenz é o maior artilheiro da história do clube, com 167 gols em 324 jogos.

O Cruzeiro voltou ao estádio Nacional na sexta-feira, 28fev97, desta vez para enfrentar o Sporting Cristal. Ricardinho voltou a sentir contusão e desfalcou a equipe, sendo substituído por Donizete Oliveira.

Mais uma vez, o time segurou o empate no primeiro tempo. Aos 17 do 2º tempo, depois de cruzamento da direita, o brasileiro Julinho subiu livre de marcação na linha da pequena área e cabeceou de cima para baixo, sem chance para Dida.

  • Sporting Cristal 1×0 Cruzeiro, 28fev97, fase de grupos da Libertadores 1997, estádio Nacional, Lima, Peru  – Público: 15.000 – Juiz: Paulo Borgosano (Venezuela) – Gol: Julinho, 17 do 2º tempo. CA: Rivera, Balerio, Célio Lúcio, Donizete. Cruzeiro: Dida, Vitor, Célio Lúcio, Rogério, Nonato; Fabinho, Donizete Oliveira, Cleison, Palhinha; Ailton (Reinaldo) e Elivélton. Tec: Paulo Autuori. / Sporting Cristal: Julio Cesar Balerio, Pedro Garay, Rebossio, Marcelo Asteggiano, Julio Rivera; Nolberto Solano, Martin Hidalgo (Alfredo Carmona), Erick Torres (Roger Serrano), Magalhães (Luis Alberto Bonnet), Julinho, Czomonas. Tec: Sérgio Markarian. Notas: 1. O Sporting Cristal conquistou 15 campeonatos peruanos. Na Libertadores, em 28 participações, sua melhor colocação foi justamente em 97, quando ficou com o vice. 2. Cinco brasileiros dirigiram a equipe: Didi, Jose Carlos Amaral, Carbone, Paulo Autuori e Rene Weber. 3. O brasileiro Julio Cesar de Andrade Moura, o Julinho, jogou no clube entre 93 e 2004. Em 435 jogos, marcou 151 gols e conquistou 4 títulos nacionais. Naturalizado peruano, fez 12 jogos pela Seleção entre 96 e 97.

Na volta de Lima, o Cruzeiro foi até Recife, onde, na terça-feira, 04mar97, estreou pela Copa do Brasil empatando em 1×1 com o Santa Cruz. Até aquele momento, o Expressinho já tinha feito 6 jogos pelo Mineiro, em menos de um mês.

Na semana seguinte, foi a vez do Grêmio jogar em Lima. Os gaúchos venceram o Alianza, 4×0, e perderam para o Cristal, 1×0. Após os jogos de ida, o Cristal liderava o Grupo 4 com 7 pontos. O Grêmio tinha 6 e o Alianza, 4.  O Cruzeiro, com 3 derrotas em 3 jogos, ficou numa situação complicada.

Mauro França, 48, cruzeirense, economiário, historiador, nasceu em Sete Lagoas, mora em Belo Horizonte.

82 comentários para “Libertadores 1997 (I): Início turbulento”

  1. Gustavo Bueno disse:

    La Bestia Negra! E tem gente que coloca a alcunha de time raçudo do estado nas fran.gas, é dose!

  2. Casé disse:

    Tenho poucas lembranças ou quase nenhuma sobre este título. Estava em Vitória/ES e na época poucos jogos eram passados para lá. É muito bom conhecer essa história de superação do Cruzeiro. Os anos 90 foram, sem dúvida, a fase onde o Cruzeiro foi mais raçudo.

  3. Elias disse:

    Tenho todas. Como sofremos no início. O que matra é a indecisão. A aposta no Oscar não funcionou. Perdemos as três primeiras e já eramos considerados carta fora do baralho. Até que veio a virada. Partidas memoráveis, time não tão técnico mas extremamente experiente e guerreiro e com uma pitada de sorte. Nas horas decisivas a chancela de campeão apareceu. A força da camisa celeste neste torneio é fato. Não é à toa que somos respeitados em toda a América do Sul. Tradição e camisa.

    • Elias disse:

      cont… Este começo ruim de 1997 nos força (como disse o Cuca ontem) a ficar mais calmos e com os pés no chão, pois afinal ainda não ganhamos nada. Mata mata é outro torneio. Ai entra todos os fatores listados: concentração, parte técnica e física em cima, retaguarda (sem essa de se perder no trânsito) e aquela pitadinha de sorte que unge os campeões. Mas estamos no caminho certo…

    • Geniba tá cometendo todos atos falhos que pode… Estou desconfiado que em 1997 ele não torcia para o Cruzeiro ainda. Mas é somente uma SUSPEITA!

  4. Nielsen disse:

    Libertadores de 97 mais do que inesquecivel, somente um grande time para conseguir a virada que este conseguiu. É terrivel quando alguns cruzeirenses depreciam essa conquista, para isso já temos os rosados.

  5. Geniba disse:

    O mais interessante desse texto é lembrar que a base campeã de 1996 foi mantida. Ganhamos a Copa do Brasil e fizemos uma campanha primorosa no Brasileirão (perdemos no mata-mata para a Portuguesa depois de um jogo infeliz no Canindé). Com a eliminação, o Cruzeiro poderia ter muito bem refeito o elenco, mandado alguns jogadores embora, contratado pacotão, trazido estrelas, afinal ia jogar a Libertadores. Mas a manutenção do elenco foi o maior trunfo celeste para 1997.

    • Geniba disse:

      Depois, com a volta do Marcelo Ramos -a cereja do bolo- o time teve o que precisava para arrancar rumo ao bi. E era o que a gente tava discutindo aqui no começo do ano: pra que contratar baciada, pra que reformular elenco se o time foi bem no ano anterior? Tinha muita gente com invejinha do Atlético Mineiro porque eles contrataram uns 15 jogadores. Pra que contratar Ricky se temos Henrique? Pra que contratar Giovani se temos Fábio? Pra que contratar Magno Alves se temos T.Ribeiro?

    • Rogério disse:

      De acordo com quase tudo, só acho que a Cereja do bola já estava no elenco e era o Dida, o Marcelo Ramos foi importante mas o Dida foi imprescindível.

      • Geniba disse:

        “Cereja do bolo” eu uso pra representar quando o bolo tá pronto e recebe aquele toque final, pra ficar perfeito. No caso desse time, o Dida já estava nele no começo da Libertadores e o Marcelo Ramos tinha saído depois da CopaBR96. Quando ele voltou para a segunda fase da LA97, contra o Emelec, foi a cereja do bolo, o toque final, o jogador que faltava para completar aquele elenco campeoníssimo!

      • Rogério disse:

        Entendi, tinha cereja do bolo como o algo mais do bolo, tipo um “up grade”.

  6. barros disse:

    Lembro-me deste início. E logo depois pela Copa do Brasil, o Cruzeiro foi eliminado pelo Santa Cruz, em pleno Mineirão. Ou seja, parecia que a maionese que ia desandar com força naquele ano.

    • Geniba disse:

      Imagina que loucura! Jogar Mineiro com turno e returno classificando 8, Copa do Brasil e Libertadores. Tudo de uma vez! Não tinha como ganhar tudo! Ganhamos 2 de 3. Muito bom!

  7. Rogério disse:

    97 foi um ano pra lá de histórico, ganhamos a LIbertadores e batemos o recorde de público da históira do Mineirão, recorde este que nunca será batido, nem “jogando” em dois estadios como as frangas tentaram.

  8. Naldo disse:

    Assisti Cruzeiro x Grêmio. Os outros 2 jogos, vi o resultado no GE do dia seguinte. Naquele tempo ainda era muito difícil acompanhar Cruzeiro aqui em Brasília. O time era muito guerreiro, Ricardinho, Fabinho, Cleison. Tinha grandes jogadores, Palhinha, Nonato, Marcelo Ramos. E tinha o melhor goleiro do Mundo, DIDA. O EM era vendido, quando tinha, na banca da rodoviária. Uma espécie de tem de tudo da época.

  9. Memoravél a vitória contra o Grêmio no Olímpico, que nos colocou na briga pela vaga… Pois o clube estava enfrentado uma crise política ZZP X MASCI… teve até faixa em nome da Mafia Azul, patrocinada contra o ZZP…

    • barros disse:

      aquele gol do Fabinho, caiu do céu… pra mim o gol do título, que credenciou o Cruzeiro a respirar e ganhar moral…

    • Mauro Franca disse:

      Só para esclarecer: Cruzeiro e Grêmio se enfrentaram quatro vezes nesta Libertadores. A vitória no Olimpico ainda foi pela fase de grupos, 1×0, gol de Palhinha, que será tratada no próximo capítulo. Depois houve o confronto pelas quartas de final: Vitória do Cruzeiro no Mineirão, 2×0, e vitória do Grêmio no Olimpico por 2×1. O gol do Fabinho foi neste jogo e sacramentou a classificação do Cruzeiro para as semifinais.

  10. Celeste disse:

    O Cruzeiro tinha feito uma baita temporada em 96. E o Grêmio vivia talvez o melhor período de sua história (LA em 95-Brasileirão em 96). Foi realmente um torneio memorável.

  11. simone b de castro disse:

    É o que sempre gosto de lembrar: o time começou muito mal, e terminou campeão. Por isso devemos ter muito cuidado com toda essa empolgação ( tem torcedor com a certeza que vamos ser campeões), pois o mata-mata é o pior. Humildade é bom não só para os jogadores, como para nós, torcedores, pois a outra fase é como se fosse uma nova competição!

    • Vem aí o Torcedor-Arroz-de-Festa !!!

    • Rogério disse:

      Pelos públicos na Libertadores deste ano, o torcedor está com os pés no chão em exagero.

      • Dylan disse:

        não custa lembrar que esse mesmo grupo havia sofrido um baque pouco tempo antes quando foi eliminado pela Portuguesa num jogo fatidico por 3×0 apos uma excelente campanha no brasileiro. Bastou um jogo pra tirar do Cruzeiro aquela que seria sua primeira triplice coroa.

      • Dylan disse:

        pra tirar a chance do Cruzeiro ganhar sua triplice coroa, melhor dizendo.

      • Mauro Franca disse:

        E depois dessa eliminação perdeu a Supercopa para o Velez, com uma derrotas de 1×0 no Mineirão (gol de penalti de Chilavert) e 2×0 na Argentina.

      • matheus t penido disse:

        Aquela derrota pra Portuguesa foi feia mesmo. Lembro que o time liderou a primeira fase e depois perdeu tudo num jogo só, aquela derrota de 3 a 0 em Sp, com o baiano Alex Alves fazendo a festa. Menos mal que depois a Lusa tb tirou a Cocota.

      • Rogério disse:

        A torcida deu show no segundo jogo contra a Lusa no Mineirão em 96, apoiou até o final, mas não conseguimos o placar necessário, lembro que vi este jogo da Geral.

      • “pés no chão” HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHU Mais uma para meu corolário de DESCULPINHAS de torcedor sem-noção e arroz-de-festa. anota aí Sanjorge…

      • Geniba disse:

        Cruzeiro chegou às finais do Brasileirão em 95, 96, 98, 99 e 2000. Em todas tinha time para ser campeão. Em 95 perdeu pro Botafogo depois da ganhar o primeiro turno e dar uma relaxada no segundo, por isso não teve a vantagem do empate. Em 96 terminou em primeiro e perdeu aquele jogo trágico em SP. Em 98 perdemos a final pro Corinthians (chegamos a estar ganhando por 2 a 0 no Mineirão). Em 99 éramos melhores que o Atlético mas perdemos as duas. Em 2000, ficamos em primeiro e paramos no Vasco.

      • Danilo_VIX disse:

        Essa derrota para a Portuguesa no Brasileiro de 96 foi um dos dias que eu passei mais raiva em toda minha vida. Foi uma das maiores injustiças do futebol que eu já presenciei.

  12. Alex Martins AMC disse:

    O começo foi temeroso, aquelas derrotas para os Peruanos foram de lascar, o time era praticamente o mesmo de 96, mas as coisas mudaram com a chegada do capitão Gottardo e do matador Marcelo Ramos.

  13. OT.: Gilson Kleina novo técnico do FLU. Mandato tampão até Abelão chegar.

    • matheus t penido disse:

      Não sei nada sobre esse Kleina, mas será que a diretoria do Flu sabia o que tava fazendo quando esnobou o Muricy? Será que eles imaginavam tantos nãos? Com a palavra o tricolor do blog.

      • Frede disse:

        Uai, mas não foi o Muriçoca que pediu pra sair? Como assim a diretoria esnobou?

      • matheus t penido disse:

        Foi ele que pediu pra sair, mas pela entrevista do presidente parece que ele não se importou muito, talvez tenha imaginado que com a grana da Unimed arrumaria outro treinador fácil, tanto que vieram atrás de caras que estão empregados e prestigiados como Cuca, DJ, Renato.

    • Naldo disse:

      Aé, faltava este.

    • É como diz um destes comentaristas de bancada e blog de grandes órgãos da mídia. Abelão virou semideus por uma campanha com o Inter que ele nem montou, pegou pronto. E se dá ao direito de indicar um “técnico-tampão” até ele ser liberado pelos árabes. Sabe de uma coisa? Quero que o Flu se ferre completamente. E que o Abel chegue com o REBOTALHO do que vai sobrar nas Laranjeiras. Agora o Flu vai cumprir o pedágio na segundona que ele tá devendo. TENHO FÉ!!!

      • matheus t penido disse:

        Quem começou a montar aquele Inter que consagrou o Abel fo o muriçoca, não custa lembrar.

      • Naldo disse:

        E tem que ficar 2 anos por lá.

      • walfrido disse:

        Mais uma vez assino embaixo com o Capitão do Trio, Evandrão.

      • Celeste disse:

        Perfeito Evandro. No Brasil qualquer técnico vira Deus em pouco tempo. Eu também quero ver o Flu de volta à segunda. Destesto quando escuto ou leio alguém dizendo: O São Paulo do Carpegiane, o Cruzeiro do Cuca e por aí vai. Esses time têm uma história muito maior que a do técnico que ocupa seu banco naquele momento. A exceção, obviamnte, são as Rosana. Qualquer técnico meia boca do futebol brasileiro tem mais títulos que eles.

      • simone b de castro disse:

        Eu também tenho fé! rsrsrs

  14. walfrido disse:

    OT sem noção: tô arrumando minhas malas aqui pra minha, finalmente, volta em definitivo pro Brasil nessa 6a feira. Tô escutando música e vou conectar na Radio Cancer de Minas só pra rir dos b@b@cas tentando jogar pra cima a contratação do Guilherme. Aposto que hj por volta das 19hs Guilherme será ainda melhor que Diego Souza. Ao Brandão vão dar 30 seg de atenção… quem aposta??? ahahahaha. #Mazoquista

    • walfrido disse:

      De cara 20 seg sobre o jogo do Cruzeiro e já uns 15 min sobre o “clássico” (ahahahahahaha) em NOva Lima… Patético.

    • Humm disse:

      Tanto tempo que não ouço essa rádio. Kafunga ainda está lá?

      • walfrido disse:

        Januário Carneiro… ahahahahahahhaa… é engraçado, também tinha muuuito tempo que não ouvia. São ridículos, autistas….

  15. Romarol disse:

    Eu acho que o sucesso desse time do Cruzeiro na LA2011 é a presença de bons jogadores estrangeiros no elenco. Os gringos sabem jogar muito bem o torneio continental e não vai ocorrer a tremedeira característica de jogador brasileiro. Montillo e Victorino com os demais é a base de sucesso deste time. Eles jogam muito e entendem o que o juiz e os adversários falam em campo. Além disso, temos jogadores tarimbados neste torneio com alguns alcançando a marca de 40 jogos (haja experiência).

    • Mauro Franca disse:

      Permita-me discordar, Romarol. Ainda estamos na primeira fase, na qual o Cruzeiro nunca foi desclassificado, com ou sem estrangeiros, com ou sem tremedeira. E nos dois titulos não havia estrangeiros no time.

      • Romarol disse:

        De fato Mauro, nos títulos de 76 e 97 não havia estrangeiros no time, nem nos vices de 77 e 09. Mas eu acho que com a presença deles as coisas tendem a facilitar como ocorreu com o Inter com Guiñazu e D’Alessandro.

  16. Celeste disse:

    Mauro, parabéns pelo trabalho. Essas páginas da história do Cruzeiro têm que ser lidas várias vêzes. São momentos para não serem esquecidos.

  17. Marco Soalheiro disse:

    As grandes marcas deste saudoso time, especialmente dos 11 titulares que encerraram a competição, eram a raça, a experiência e o currículo vencedor. Do goleiro ao ponta esquerda, todos tinham conquistas de títulos importantes com protagonismo. Gotardo e Marcelo Ramos foram grandes reforços para o mata-mata. A presença de tanta gente tarimbada propiciou uma recuperção improvável do início ruim. O perfil era bem diferente do elenco atual.

  18. Marco Soalheiro disse:

    Não tenho números exatos de 1997, mas desconfio que o Cruzeiro de 2011 já tenha feito mais gols nesta Libertadores do que o total feito na competição de 1997. E isso não significa absolutamente nada. Importante mesmo será o elenco atual mostrar que tem personalidade para se impor na hora que o bicho pegar nos mata-matas. Temos condições de brigar pelo título, mas tecnicamente e em experiência há outros times com boas chances. Portanto, nada de oba-oba.

  19. walfrido disse:

    E o Cruzeiro renova com a Rede Globo por mais quatro anos. Veja: http://bit.ly/fpcRnR

  20. walfrido disse:

    Cruzeiro renova com a Rede Globo por mais quatro anos. Favor liberar o link bloqueado acima.

    • walfrido disse:

      Bom, se não desbloquearem já pode checar no site oficial do Cruzeiro que já tá lá. Não falam em valores – cláusula de confidencialidade o escambau – nem dão mtos detalhes. Tipico da diretoria do Cruzeiro. Ridiculo.

      • Diogo Lara disse:

        Essses caras não querem transparência nenhuma… Nas demonstrações financeiras do ano que vem, quem sabe, pdoeremos ter uma idéia. Claro, se essa receita for segregada… Mas eu imagino que se o negócio tiver sido bom pro Cruzeiro, logo logo, será “vazado” pela imprensa…

      • Diogo Lara disse:

        Walfrido,
        Segundo o Superesportes, foi 50 milhões para todas as plataformas… Considerando as outras notícias, já começaremos com 60 milhões menos que Corinthians e Fla..

  21. Gustavo Barcellos disse:

    OT: Agora que o Dínamo de Kiev vendeu o Guilherme, bem que os ucranianos podiam contratar o WP para repor o elenco. Vou entrar no site deles e sugerir. Façam o mesmo.

    • walfrido disse:

      Puxa, nem mesmo vc sugeriu e já tem gente daquelas bandas de lá (Ucrania, Russia…) te ouvindo… Vc é phoda, heim!

      • Gustavo Barcellos disse:

        Tá bom, eu confesso, não tem nada disso de entrar no site. A verdade é que eu tenho o presidente do Dínamo no meu MSN.

  22. Rafael Freire disse:

    Lembro me que fui ao jogo inaugural da Libertadores 1997 com meu pai e foi uma jornada dupla, Cruzeiro (expressinho) x Villa Nova pelo mineiro e o jogo da Libertadores como prato principal. A fórmula do mineiro daquele ano com certeza foi a pior de todas já proposta.