Matheus Tavares Penido
Tenho 22 anos e acompanho futebol desde sempre, mas só comecei a prestar atenção nos detalhes do jogo a partir dos 10 anos. Por causa da idade, claro.
Nesse curto período, já pude reparar que nada me deixa mais irritado nesse esporte do que derrotas por falta de vontade ou de espírito de competição.
Confesso que elas me amolam até mais do que as provocadas por decisões mal intencionadas de juízes ladrões.
Talvez isso seja por influência do título com o qual mais vibrei até hoje, o da Libertadores de 97, conquistado por um bom time, mas que era, acima de tudo, um time guerreiro.
Mas isto não vem ao caso, pois o que quero externar é minha preocupação com certas demonstrações de falta de espírito de competição do nosso time nos últimos tempos.
Digo falta de espírito de competição porque raça, sejamos sinceros, não tem faltado, especialmente nos dois últimos anos.
Esse tal espírito, tão bem encarnado pelo time de 97 e pelos demais da década de 90, tem comparecido pouco por aqui nos últimos tempos, haja vista os últimos resultados em decisões.
E é isso que me preocupa mais com relação ao clube.
Este ano, começamos com tudo vencendo a Copa Bimbo e o Mineiro com facilidade. Mas minha grande alegria foi mesmo a incrível vitória diante do São Paulo no Morumbi.
Sei que não foi uma exibição de gala, mas foi, acima de tudo, uma noite em que o time encarnou essa garra que tanta diferença faz nos dias de hoje.
Depois, passamos pelo Grêmio e chegamos à decisão contra os argentinos. Chegou a hora!, pensei.
Mas aí, justamente na final da Copa Libertadores, dentro do Mineirão, me aparece um careca, de quem ouço falar desde a Copa de 98, e nos rouba o título dando aula de competitividade.
Não acho que perdemos só por causa dele. A verdade é que também não tínhamos um time tão melhor que o do Estudiantes como imaginávamos.
Não tenho dúvida: mais do que o futebol, foi a bravura do Juan Sebastián Verón o fator decisivo para a conquista do título pelo time argentino.
Depois daquele fatídico 15 de julho, também tivemos outras mini-decisões contra o Fluminense e o Grêmio, quando entraríamos no G4 e, novamente, fraquejamos.
Confesso que não me lembro de ter ficado tão irritado após um jogo quanto fiquei depois daquele gol do Herrera no último segundo.
Como torcedor fanático, quero ver meu Cruzeiro sempre bem. Sempre conquistando títulos. E nisto, tenho certeza, não sou diferente de vocês, caros amigos do PHD.
E é por isto que toco neste ponto. Ou será que essas derrotas em decisões são mera coincidência e eu é que ando criando fantasmas?
Matheus Tavares Penido, 22, estudante de Direito na Universidade de Itaúna, nascido e quase sempre vivendo em Itaúna.
Tags: Cruzeiro, decisão, Estudiantes, Fluminense, futebol, G4, gol, Grêmio, itaúna, Libertadores, Mineirão, Morumbi, PHD, resultados, São Paulo, Sport, títulos, TOC, torcedor, Verón, Vitória
Taí seu texto, Matheus, após a aplicação dos princípios do Manual de Redação do PHD. Só não vou contar quem foram os confrades agraciados com seus palavrões. Até para preservar sua integridade física.
Um desses nossos “carrascos” no Brasileirão acaba de ser enrabado em Quito na Final da SA. 5×1 pra LDU. Vingaram nosso vexame.
Isso sim foi falta de espirto de competição.
Penso que eles já perderam a sul americana… e vao perder para o coxa na ultima rodada no couto pereira… melhor q isso, só se o vasco nao subisse e o fogo tb caisse… um carioca na segundona!…
Concordo em partes com o Mateus. Acho que, de uma forma geral, os jogadores estão todos mascarados e se achando. Mas acho também que virou padrão falar que o time X ou o jogador X pipocou e entrou sem vontade em decisão, depois que perde. Já até escrevi sobre isso. Já pereceberam que a seleção brasileira nunca é pior que o adversário. Só perde a Copa por falta de vontade e salto alto? E isso acontece com os clubes. O Fla perdeu pro America do México pq pipocou. Cruzeiro pipocou pro Estudiantes. E por aí vai. Virou padrão. O Mauro França tbm aborda muito isso, sempre contra, claro.
Como o Mateus apontou, o padrão do que aconteceu naquele jogo tem ocorrido com frequencia. O Cruzeiro joga com o Mineirão lotado,começa ganhando e nao consegue manter a vitória. Falar so que o outros time jogou melhor tb é uma explicação simplista.
Toma!
Perfeito… perfeito. Tenho o dobro da sua idade, ouvi o Cruzeiro ser campeão da Libertadores em 76 no radinho de pilha (imagina se a Globo na época ia se dar ao trabalho…) e nunca fiquei tão irritado com uma derrota do Cruzeiro do que com aquele “empate-derrota” com o Grêmio.
Também fiquei bastante irritado mas será que foi falta de competitividade ou falta de qualidade na hora de matar o jogo quando estava 1×0? No futebol é assim tem que matar o adversário quando tiver oportunidade, uma equipe pode não estar jogando nada, era o caso do Gremio e achar um gol por acaso.
Desconsiderar a qualidade do adversário nas derrotas do Cruzeiro nem é simplismo. É pura burrice. Cruzeiro e Estudiantes jogaram 4 partidas. Em 3,5 delas, os argentinos foram melhores. Se isto não basta pra reconhecer a superioridade deles, então o futebol pertence ao reino do imaginário. O espírito de competição é uma das qualidades de um time vencedor. Mas o Estudiantes tinha várias outras: atacantes melhores, beques mais seguros, meio de campo mais equilibrado e um jogador acima da média numa grande jornada. E, na hora de decidir, Fábio não fez milagres, Kleber desapareceu e a bola chutada pelo TR acertou o travessão. Venceu o melhor. Aliás, o muito melhor. E, por merecimento, com a dose de sorte que bafeja os vencedores. O Cruzeiro não saiu menor da competição. Não há pq arrancar os cabelos. Muito menos, atacar o treinador covardemente por um ódio imbecil, que ultrapassa qq medida do bom senso.
Tomamos banho de bola da França em 98 e nao reconhecemos a qualidade do adversário. 8 anos depois, tomamos outro baile. De novo, não reconhecemos a qualidade do adversário (Só do Zidane). A gente não aprende.
O pensamento mágico não permite que nossa carruagem vire abóbora. Em 82, a Itália teve oportunidade de enfiar um 5×2 ou até 6×2 tantas oportunidades perdeu. Mas até hoje, não se admite a supeiroirdade dela. E olhe que a Azzurra atropelou Argentina, Brasil, Polônia e Alemanha, na sequência. Mas melhores formos nós que vencemos a URSS, roubado, a Escócia, bêbeda, a Nova Zelândia, que nem era a potência de hoje em dia, e a Argentina com um Maradona distribuindo voadoras. A Itália não mereceu o título. Bons fomos nós com nossas fantásticas vitórias. Afe!
Jorge Santana, e o duro é ver o Telê Santana ser reverenciado… Levou Waldyr Peres e deixou Raul… Levou Edvaldo e deixou Nelinho. Levou Zé Sérgio e deixou Joãozinho. Levou ELZO e deixou Douglas. Levou o Dinamite, mas escalou Serginho Chulapa. Encheu o time de Cocotas, São Paulinos e Tricolores por pura marcação com jogadores com identificação com o sangue azul. Mas, eu vi fantasmas… Telê é intocável…
Fazer a comparação entre os times que o Brasil jogou na primeira fase com aqueles que a Itália jogou a partir das oitavas, é esdruxulo, patético. O Brasil passou com três vitórias, a Itália passou com três empates, sendo que seu grupo tinha Peru e Camarões. O Brasil não teve tempo de enfrentar Polônia e Alemanha. A Itália jogou melhor aquela partida, como a Alemanha jogou melhor que a Hungria uma partida em 54, como outras equipes perderam para times inferiores em mata matas. Acreditar que aquela Itália era melhor do que o Brasil de Zico, Sócrates, Falcão, Leandro, Junior é ser míope ou não acreditar no que os próprios olhos enxergam.
Zagalo nao levou Natal, Ze Carlos e Dirceu Lopes em 70
Mas a justiça foi feita e ele NÃO logrou exito, digo isso até com um pouco de satisfação. Telê pra mim é só um distribuidor de camisas sortudo, pra mim é!
Não vi o Estudiantes superior ao Cruzeiro – as forças eram equivalentes.
Superioridade quem mostrou foi o Boca na Libertadores de 2008.
Com relação ao post do Matheus: muito bom. Está faltando alguma coisa na hora do vamos ver.
Assino embaixo Leopoldo.
Bruno, o Estudiantes tanto foi superior que venceu o Cruzeiro em pleno Mineirão lotado. Para concordar com vc, eu teria que aceitar que o Cruzeiro entregou o título, nisso eu não acredito. E outra, as “n” falhas do Cruzeiro esse ano aqui discutidas apareceram justamente quando o cerco apertou, geralmente é nessa hora que vc consegue distinguir os fracos dos fortes. Outra, não acho justo vc comparar o Cruzeiro no ano de 2009 com o Cruzeiro que perdeu a LA, acho que o futebol atual deve ser comparado jogo a jogo, senão tempo a tempo, como o JS apontou num comentário acima.
Abraço,
Diante de tanta sindrome de inferioridade de alguns torcedores, que julgam todos superiores ao Cruzeiro, passo a me questionar: “Sera que o Cruzeiro êh melhor ao menos do que o Ibis?”
Se perder pra ele, não é.
Se essa êh a lógica, em 2003 perdemos em casa para o Juventude. Será, então, que éramos piores do que os gaúchos? Fiquei na duvida, agora.
Naquele dia, sim, uai. Ou o juiz intrerferiu no resultado?
Somos melhores que o Coritiba e domingos são 3 pontos garantidos. Mais que o Flu.
Putz! Fomos melhores lá em Curitiba, isto é certo. Continuamos melhores, no momento? O jogo de domingo responderá a esta momentosa questão.
Mas eu já garanto 3 pontos domingo.
Ok, mas, por favor, sem confraternização na Farroupilha nem trio-elétrico.
Walfrido está na Alemanha. Pode ficar tranquilo.
Quem segura Evandrão e Olivieri no Planalto Central? Pé-frios podem botar tudo a perder.
Só nao pode os dois juntos no mesmo local.
Chaves, Walfrido na Alemanha… João Duarte provavelmente no Mineirão e se for é para sentar na cadeirinha mágica… Já pensou uma goleada do time do Adílson no time do Ney Franco (o preferidíssimo de 100 entre 100 motocas…) Precisamos de pelo menos uns 5 gols de frente… Quem sabe não é o dia do NOVE??? Depois de ter passado em branco em tantos jogos será que não é neste que os caras vão quebrar a escrita e nos fazerem felizes?
3 gols do Gil domingo. Em homenagem ao BMG.
MESTRE, parabéns pela declaração REAL E SENSATA sobre o técnico campeão do campeonato nacional de clubes de 1971, numa zebra da época, numa final de triangular.. E… REALMENTE NUTRIA UM ÓDIO AZUL MUITO FORTE.. Certa feita, um primo, namorava uma sobrinha dele, quando eu ainda era criança, e ele me mandou um autógrafo, ESCRITO ASSIM: “…com muitas derrotas para o gaylo”… NUNCA ME ENGANEI… elzo foi demais! QUEM CONVOCOU FOI O OSWALDO FARIA!
Nêgo só lembra das derrotas. Impressionante. Quem não tá por dentro e lê acha que o Cruzeiro perdeu tudo esse ano. E agora inventaram mais essa: mini-decisão. Definição: mini-decisão, pra cornetada, são os jogos que o Cruzeiro perde. A virada contra o Sto André nao conta. A boa vitoria sobre o Goias nao existe. Os 3 pontos no clássico são esquecidos. As vitórias fora de casa contra Corinthians, Sport e, principalmente, Internacional nao valem. Passo!
Valium na veia, já!
Sem contar os mata-mata contra Gremio e São paulo na Libertadores.
Este grupo não é imbatível. Nunca foi e nunca será. Terá mais chances em 2010 se o treinador souber corrigir o desequilíbrio estrutural do time. E, claro, se os divinizados gestores reforçarem o elenco com inteligência.
Pelo raciocinio, a grande maioria do clubes não tem “espirito de competição”. Ou, pelo inverso, apenas o campeão tem esse tal espirito. Explicação fácil, que virou chavão, assim como “o time pipocou”, “o fulano acabou com o jogo”, “o time entrou de salto alto” e por aí vai…
Futebol ainda é a maior diversão.
Na década de 90 o Cruzeiro também ganhava e perdia decisões. E quando ganhava, o fazia porque estava lá. Perdemos a Supercopa de 88 e 96, mas ganhamos em 91 e 92. Das quatro finais, eramos superiores ao adversário somente em uma. Ganhamos as Copas do Brasil de 93, 96 e 2000 e perdemos em 98. Por sinal, em 98 perdemos também o Brasileiro e a Mercosul. E se analisarmos bem essas e outras decisões, veremos que quase sempre ganha o time melhor.
Se continuarmos disputando decisões, certamente ganharemos umas e perderemos outras. Sem nenhum time espetacular, sem craques excepcionais, sem Alex etc, estamos no caminho certo. Chegar à final da Libertadores foi um grande feito. Não é todo ano que chegamos lá. E chegamos superando adversários superiores, graças à raça cruzeirense.
Depois que o Guga chegou ao posto de número 1 do mundo no Tênis Mundial será difícil algum outro tenista chamar a atenção do Brasil sem que se passe a confiança de que irá repetir a façanha.
Depois que o Senna se foi a maioria do pessoal que gosta de fórmula – 1 fica sempre esperando que surja outro. O Rubinho que o diga.
Aquele de time de 1997, se for montado hoje um correlato para disputar a Libertadores será muito criticado e cornetado. 2003 mexeu muito com a exigência do nosso torcedor.
Concordo com o que o Matheus disse, as derrotas por “má vontade” ou falta dela costumam fazer mais raiva que a roubalheira da arbitragem.
Ah, corrige aí, o dia fatídico não foi 16 mas sim 15/07.
Ah, corrige aí, o dia fatídico não foi 16 mas sim 15/07.
Matheus,
Espírito de competição falta mais a torcedores nossos que se contentam com o maior simplismo do mundo, que é dizer que perdemos porque o outro jogou melhor e achar que nem técnico nem jogadores podem ser cobrados quando falham em uma decissão. Por essa teoria, os profissionais estão sempre no limite e nós, torcedores, somos os implacáveis exigentes que cometem a ofensa de achar que o time tem condição (não obrigação) de ganhar, de dar um passo adiante. Outra opção é malhar o elenco, como se um time sem elenco pudesse chegar à final de uma Libertadores só pela cartola mágica do seu bom técnico.
Implacáveis e exigentes, não. Burros, mesmos. Quem só vê um time em campo é burro. Simples assim.
99% dos torcedores são burros, com exceção dos grandes sábios como vc. Simples assim. Ou então me responda, jorge, como um péssimo elenco chega à final da LA?
Vencendo adversários com elencos igualmente fracos, ora. Até pegar um melhorzinho pela frente que e levar tinta.
Elenco fraco tipo o São Paulo ou o Grêmio, que vc tanto exalta. Quanta incoerência!
Ok, pra não ficar rendendo assunto: o Cruzeiro tem um tremendo elenco. Coisa de primeira. Pena que, quando foi preciso lançar mão dos reservas, durante a Libertadores, o time teve atuações ridículas. Mas é bom, sim. Ruim são meus olhos. E salve Soares, Jancarlos e Caçapa!
E quem parte do pressuposto que o seu time não dá conta de nada é o quê? Masoquista?
E quem não dá conta de entender o que lê, o que é? Eu disse que o elenco do Cruzeiro é fraco. Não que seja incapaz de ganhar alguns títulos. Tanto que ganhou dois em 2009. Mas deixa pra lá. Leia e entenda como quiser. Tô com preguiça de ficar explicando o que escrevi. Tá valendo qq impressão, interpretação ou apelação.