Cruzeiro, campeão da Taça Minas Gerais

Por Jorge Angrisano Santana | Em 10 de dezembro de 2012

Você sabia que o Cruzeiro foi pentacampeão da Taça Minas Gerais?

E que tem a posse definitiva do troféu original por ter sido o primeiro clube a conquistá-lo três vezes consecutivas?

Confira os jogos que deram os títulos ao clube celeste:

  • Cruzeiro 3×1 AtléticoMG, domingo, 25mar73, 17h, Mineirão, Belo Horizonte, decisão da Taça Minas Gerais 1973. Púbico: 65.756. Renda: Cr$306.695,00. Juiz: Sílvio Gonçalves (MG). Gols: Roberto Batata, 5, Palhinha, 40 e 65, Rodrigues, 87 (P). Cruzeiro: Hélio, Nelinho, Darci Menezes (Miro), Wilson Piazza e Vanderlei; Dirceu Alves, Toninho Almeida e Dirceu Lopes; Roberto Batata (Baiano), Palhinha e Lima. Tec: Ílton Chaves / AtléticoMG: Mussula, Aranha, Raul Fernandes, Normandes e Cláudio Mineiro; Danival, Bibi e Spencer (Reinaldo) e Paulinho, Campos e Rodrigues. Tec: Paulo Benigno. Nota: 1. Nesse dia, o AtléticoMG completava 65 anos. 2. Campanha: Nacional (Uberaba) 0×2 Cruzeiro, Crruzeiro 1×2 AméricaMG, União Tijucana 0×3 Cruzeiro, Cruzeiro 0×1 AtléticoMG, Cruzeiro 2×0 Caldense, Cruzeiro 0×0 Valeriodoce, Cruzeiro 2×2 AméricaMG, Cruzeiro 2×0 AtléticoMG, Cruzeiro 3×1 AtléticoMG. 3. Vira-casacas: Hélio jogou no AtléticoMG; Vanderlei, Dirceu Alves e Roberto Batata, no AméricaMG; Mussula, Raul Fernandes, Spencer e Rodrigues já haviam jogado no Cruzeiro; Paulo Benigno já havia sido preparador físico do Cruzeiro.

Paro por aqui ou continuo? Alguém quer mesmo saber toda a história?

20 comentários para “Cruzeiro, campeão da Taça Minas Gerais”

  1. Turma da decisão de 1973: Hélio jogou no AtléticoMG, Vanderlei, Dirceu Alves e Roberto Batata, no AméricaMG. Mussula, Raul Fernandes, Spencer e Rodrigues já haviam jogado no Cruzeiro. Paulo Benigno já havia trabalhado no Cruzeiro.

  2. Cruzeiropedia quer saber de toda a história, por favor! Se não quiser postar aqui, mande por email. :D

  3. Carlos Campos disse:

    As conquistas deverão ser sempre exaltadas! Como sugestão, poderia também contar os feitos de conquistas de “torneios início” e outras taças, como por exemplo, o Campeão dos Campeões Mineiros que vencemos no Independência, lembram? Jogos mata-mata no sábado e domingo que ganhamos nos penaltys?

    • Leo Anchieta disse:

      Você tá falando da final contra o América, em 1991?

      • Leo Anchieta disse:

        Pq daquela vez que ganhamos do Atlético-MG, em 95, não era Copa dos Campeões. Foi a Taça Governador, arrumada de última hora numa boa sacada entre os clubes. Cruzeiro e Atlético-MG tinham amistosos marcados contra Botafogo e Fluminense, se preparando para o BR95. Resolveram fazer disso um mini-torneio. Os vencedores disputaram a final. Renaldo abriu o placar no primeiro tempo e Marcelo Ramos, de pênalti, empatou no final do jogo. Nos pênaltis, deu Cruzeiro.

  4. Beth Makennel disse:

    Êita Cruzeirão vencedor em? Até nisso ele é o maior? maior de tudo, maior que tudo, maior que Minas. Zeirôooooo….

  5. Bruno F disse:

    Gostaria de saber uma coisa. Sempre quando o time está uma draga, citam Dedé de Dora, Bendelaki (desculpe se a grafia estiver incorreta) como exemplos de jogadores de uma fase não tão boa. Alguém possui ficha de jogos com esses jogadores? E se tiver, pode postar por aqui?

  6. Depois de 30 anos, Toby e Bendelack rejeitam fama de fracassados no Cruzeiro
    (Luiz Martini, Superesportes, 16out12)
    Depois de 1982, os nomes de Toby e Bendelack se tornaram sinônimos de fracasso no Cruzeiro. Qualquer equipe celeste que não apresentasse resultados significativos após esse período era comparada à geração dos dois. Os jogadores ficaram marcados naquele ano, pois foram contratados para o Brasileiro, mas o fiasco na campanha causou revolta na torcida. Trinta anos depois, o Superesportes ouviu os ex-atletas para comentar sobre a fama negativa e ambos recusaram o rótulo de culpados pela ineficiência daquela campanha.
    “Não fico magoado porque realmente foi ruim. Não foi bom para o clube, para o torcedor e nem para a gente. Tanto é que eu era jovem e não tinha como carregar a responsabilidade sozinho. A turma com faixa de 28 anos era mais preparada para isso. Mesmo sendo marcado como a era Toby, apesar de ser uma fase ruim, eu deveria ficar feliz porque o Cruzeiro, que é um clube grande, tinha esperança que eu podia resolver a situação dentro de campo. Isso pode significar que dependiam de mim”, analisa Toby.
    O companheiro Bendelack prefere não relembrar os tempos de Cruzeiro e apenas comenta que a passagem de 1982 deve ficar no passado. “Já faz tanto tempo…foi em 1982. Para ser sincero, eu não gosto nem de lembrar disso aí. O pessoal esquece que o Cruzeiro tinha jogadores famosos como Joãozinho, Abel, Nelinho e outros”, frisou.
    Embora representem, perante parte dos torcedores, uma dupla que fracassou em Belo Horizonte, o destino de Toby e Bendelack foi diferente dentro do Cruzeiro. O primeiro ficou na equipe por seis meses e foi titular em vários jogos. O segundo teve curta passagem e fez nove partidas com o uniforme azul.
    “Foi uma época difícil porque o Cruzeiro não estava bem, mas foi interessante porque eu tinha 17 anos e aprendi muito. O clube tinha o Brito como técnico e depois foi o Yustrich. O presidente era o Felício Brand. No grupo tinha o Nelinho, Abel, Joãozinho e Carlinhos Sabiá. Peguei muita experiência com esses jogadores nos seis meses que fiquei aí. Eu tinha vindo de empréstimo do Coritiba e depois voltei para o Paraná e ganhei o Brasileiro com o clube daqui (1985). Tive sorte que fui titular no tempo em que passei pelo Cruzeiro”, ressalta Toby.
    “Eu não consegui jogar direito. Fiz poucos jogos no clube. Eu não fui titular e joguei muito pouco. Tudo de ruim era eu e o Toby, mas não devia ser assim”, afirma Bendelack.
    Curiosamente, na ficha técnica encontrada na internet sobre a carreira de Toby, não há o registro que ele vestiu a camisa do Cruzeiro. “Eu acho que foi pelo fato de ser novo. Não era uma época de divulgação. No site que fala do lançamento do livro que escrevi do Coritiba, em 2009, não tem essa informação. Eu que conto para o pessoal, de vez em quando, que joguei no Cruzeiro”, disse.
    Por sua vez, Bendelack informa que antes de ser negociado com a Raposa, quase acertou para jogar pelo Galo. “Eu joguei contra o Cruzeiro numa Libertadores em um time da Bolívia, no Jorge Wilstermann. No ano seguinte, joguei no Nacional, de Manaus, e me negociaram com o Cruzeiro no apagar das luzes. Era para eu ter ido para o Atlético, mas parei no Cruzeiro”, conta.
    Atualmente, Toby e Bendelack estão separados por uma distância superior a 3.200 quilômetros e não mantêm contato. O ex-meia reside em Araucária, no Paraná, e trabalha como coordenador de esportes da prefeitura. Já o ponta-direita mora em Santarém, Pará, e vive de suas escolinhas de futebol.
    “Sou coordenador de futebol da prefeitura de Araucária. O Coritiba é o meu clube do coração. Mas não deixo de torcer para o Cruzeiro. Posso dizer que estive no momento errado no Cruzeiro. É assim mesmo. Você pode ver que o time do ano passado quase caiu para a Segunda Divisão”, revela Toby.
    “Eu moro em Santarém, no Pará, e tenho escolinhas de futebol. Também tenho três filhos e um deles tenta ser jogador. Ele foi até para São Paulo tentar a carreira de jogador”, explica Bendelack.
    A campanha do Cruzeiro em 1982 acumula o terceiro pior jejum de vitórias no clube. Naquele ano, o time celeste ficou nove jogos sem vencer, com quatro derrotas e cinco empates. A temporada só não é pior do que os anos de 1921/22 e 2011, quando a equipe amargou 11 jogos sem vencer. O fraco desempenho no ano passado quase levou o Cruzeiro ao rebaixamento para a Segunda Divisão.
    Confira os jogos sem vencer do Cruzeiro pela fase ruim de 1982:
    Temporada 1982 – nove jogos sem vencer, com quatro derrotas e cinco empates
    20/03/1982 – Cruzeiro 0 x 1 Anapolina – Brasileiro – Mineirão
    24/03/1982 – Fluminense 4 x 0 Cruzeiro – Brasileiro – Maracanã
    20/04/1982 – Cassimiro de Abreu 1 x 1 Cruzeiro – Amistoso – Estádio José Maria de Melo, em Montes Claros
    24/04/1982 – Cruzeiro 1 x 1 América-RJ – Taça dos Campeões – Mineirão
    02/05/1982 – Cruzeiro 2 x 2 Atlético – Taça dos Campeões – Mineirão
    08/05/1982 – Grêmio 1 x 1 Cruzeiro – Taça dos Campeões – Olímpico
    16/05/1982 – AméricaRJ 1 x 0 Cruzeiro – Taça dos Campeões – São Januário
    23/05/1982 – Cruzeiro 0 x 0 Atlético – Taça dos Campeões – Mineirão
    30/05/1982 – Cruzeiro 1 x 2 Grêmio – Taça dos Campeões – Mineirão

  7. Bruno F disse:

    Obrigado, Leo Anchieta. Valeu, Jorge!

  8. Toby e Dedé de Dora não eram ruins. Apenas medianos. Já o Bendelack, nas poucas partidas em que vestiu a camisa celeste, foi mal, muito mal. Toby entrou na história somente por conta do apelido. Coisa de torcedores dementes.

    • Leo Anchieta disse:

      Eu pensei nisso. Mas acho que o apelido apenas potencializa o que o cara faz em campo. Se o cara for ruim de bola, o apelido piora a situação. Mas se nêgo for bão mesmo, aí fica eternizado mais facilmente na boa memória do torcedor. Pelé, Pepe, Didi, Garrincha que o digam…

  9. Azul Celeste disse:

    Uma das melhores histórias que eu tenho pra contar foi o jogo entre as Galinhas contra o Cruzeiro no mineirão não sei em qual ano?? Era garoto e como não pagava pra entrar fui no famoso jogo em que o time RESERVA do Cruzeiro ganhou da máquina atleticana (time todo titular) com gol do JACINTO!!! Essa eu estava presente!!!