Mauro França e Jorge Santana
Após o antológico 5×4 sobre o Inter, o Cruzeiro viajou ao Paraguai para enfrentar o Deportivo Luqueño e o Olímpia, respectivamente, vice e campeão paraguaio de 1975. O Luqueño vencera o clássico local por 3×2. Portanto, o jogo do domingo, 14mar76, seria o confronto dos vencedores da 1ª rodada.
Suspenso, Palhinha era o único desfalque. Piazza retornava à equipe, recuperado da contusão que o afastou do jogo contra o Inter. O Cruzeiro não fez um bom 1º tempo. A defesa teve trabalho pra conter a correria dos atacantes paraguaios. Palhinha fazia falta e Piazza voltou mal. Mesmo com boa atuação de Joãozinho, o ataque não funcionou. Pra complicar, o Luqueño fez 1×0 aos 29 e perdeu chances para ampliar ainda no 1º tempo.
O gol paraguaio surgiu de um lance polêmico. Após cobrança de falta, a bola lançada na área tocou no braço de Darci Menezes. Na sobra, Jimenez chutou à queima-roupa e Raul fez uma grande defesa. O juiz deu escanteio, os paraguaios reclamaram e ele voltou atrás, marcando pênalti. Foi a vez dos jogadores celestes reclamarem, mas não teve jeito. Sandoval cobrou e marcou.
Zezé Moreira aproveitou o intervalo pra acalmar e reorganizar o time, que voltou melhor para a 2ª etapa. O empate saiu logo aos 2 minutos. Roberto Batata recebeu pela direita, driblou um zagueiro, entrou na área e quando a zaga fechou em Jairzinho, esperando o passe, ele bateu de esquerda pra vencer Arce.
Melhor em campo, o Cruzeiro pressionou e não demorou a virar. Aos 20, Nelinho cobrou falta com a violência habitual, a bola explodiu no travessão, bateu nas costas do goleiro e foi pro fundo do gol. Zezé fez então uma alteração que já se tornara costumeira. Trocou Zé Carlos por Isidoro. O volante, que era um coringa, foi para a lateral direita e Nelinho para o meio de campo. Com essa alteração, feita na maioria dos jogos desde as finais do Brasileiro, treinador dava novo gás à defesa e ao ataque.
Aos 39, Joãozinho puxou contra-ataque e foi derrubado na entrada da área. Ao invés de chutar direto, Nelinho lançou para Jairzinho que, livre na cara do gol, concluiu com um toque sutil de direita. A bola entrou à esquerda de Arce.
- Cruzeiro 3×1 Deportivo Luqueño, domingo, 14mar76, 2ª rodada do Grupo 3 da 1ª fase da Libertadores 1976, Estádio Defensores Del Chaco – Público: 25.000 pagantes – Juiz: Omar Delgado (Colômbia) – Gols: Sandoval, pênalti, 29 do 1º tempo; Roberto Batata, 2, Nelinho, 20, e Jairzinho, 39 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos (Isidoro); Roberto Batata, Eduardo Amorim, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Deportivo Luqueño: Arce, Galeano, Fretes, Gilberto Fleitas e Rios; Sanabria (Haywood) e Sandoval; Francisco Rivera, Julio Cesar Nicolichia, Orlando Jimenez e Eulalio Cardozo (Caniero). Tec: Carlos Arce. Notas: 1. O Luqueño, campeão paraguaio de 51, 53 e 07, é de Luque, cidade da Grande Assunção, onde fica a sede da Conmebol. 2. Chilavert e Romerito foram suas maiores revelações. 3. Além de 76, o Deportivo participou da Libertadores em 89 e 08. Em todas, foi desclassificado na fase de grupos. 4. De família faticamente cruzeirenses, Isidoro, nascido em Viçosa-MG, em 1953, era reserva de Oldair Barcchi no Esab, time de uma fábrica de soldas, de Contagem. Quando chegou à Toca da raposa, Zezé Moreira colocou-o sob tutela de Palhinha, que cuidou do garoto como se fosse um o irmão mais novo. Este foi um dos fatores que fizeram do jovem inexperiente um jogador sereno e taticamente perfeito.
No mesmo dia, o Inter suou pra bater o Olímpia por 1×0 em Porto Alegre. Com duas derrotas em dois jogos, os paraguaios teriam que vencer o Cruzeiro pra manter suas já diminutas chances de classificação.
Na quinta-feira, 18mar76, o Defensores Del Chaco recebeu 35.000 pagantes. Nas tribunas, estava Osvaldo Brandão, técnico da Seleção Brasileira, que no inicio de abril jogaria contra o Paraguai no mesmo estádio, com as presenças de Palhinha, Nelinho e Joãozinho. A festa foi geral quando o Olímpia terminou o 1º tempo com o placar favorável de 2×0.
Esse resultado deveu-se mais a má atuação do Cruzeiro do que propriamente por méritos do time local. Piazza e Nelinho, que falhou nos dois gols, jogavam mal. Joãozinho estava apagado. Palhinha novamente fazia falta.
Como no jogo anterior, o Cruzeiro voltou melhor no 2º tempo. Aos 5, Jairzinho fez um golaço. Recebeu na área, matou no peito, com um toque se livrou de três marcadores e bateu para o gol. Aos 23, Roberto Batata foi expulso e, por pouco, a reação não ficou comprometida.
Zezé fez a mesma substituição do jogo anterior, só que Nelinho, no meio, continuou mal. O que fez a diferença foi a raça, a aplicação tática e Jairzinho, que assumiu a tarefa de organizar as jogadas ofensivas.
Mesmo com dez, o Cruzeiro seguiu pressionando em busca do empate. O esforço foi recompensado com o empate aos 34, quando Darci Menezes escorou, de cabeça, um escanteio.
Este seria o único empate do Cruzeiro em toda a campanha. O time voltou do Paraguai com 3 pontos e a liderança do grupo, com 5 pontos. O Inter chegaria aos 4 depois de vencer o Luqueño por 3×0, em Porto Alegre, no domingo seguinte, 21mar76.
- Cruzeiro 2×2 Olímpia, quinta-feira, 18mar76, 3ª rodada da 1ª fase da Libertadores 1976 – Público: 15.821 pagantes – Juiz: Angel Coerezza (Argentina) – Gols: Díaz, 36, e Torres, 45 do 1º tempo; Jairzinho, 5, Darci Menezes, 34 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos (Isidoro); Roberto Batata, Eduardo Amorim, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Olímpia: Ever Hugo Almeida, Eduardo Rivera, Alcides Sosa, Flamínio Sosa e Rufino León; Luiz Torres, Silvério Troche; Hugo Talavera, Isasi (Ramon Barrientos), Julio Díaz e Barreiros. Notas: 1. Ever Hugo Almeida, goleiro do Olímpia, é o recordista em participações na Libertadores, com 113 partidas em 16 edições entre 73 e 90. Nesse período, ganhou dois títulos, em 79 e 90. 2. O Olímpia participou de 35 edições da Libertadores, conquistando o título em 79, 90 e 02. Foi campeão paraguaio 38 vezes, mas desde 00 não conquista o título.
Mais de 33 mil torcedores compareceram ao Mineirão na noite de quarta-feira, 24mar76, para acompanhar Cruzeiro x Luqueño. Se jogando em casa os paraguaios já tinham sido batidos com certa facilidade, ninguém acreditava que pudessem surpreender em Beagá.
Amplamente superior, o Cruzeiro não teve dificuldade pra confirmar seu favoritismo. Palhinha abriu o placar aos 12, Eduardo aumentou aos 15 e Nicolichia diminuiu aos 23. No 2º tempo, Palhinha, aos 17, e Jairzinho, aos 27, sacramentaram a goleada.
- Cruzeiro 4×1 Deportivo Luqueño, quarta-feira, 24mar76, 4ª rodada do Grupo 3 da 1ª fase da Libertadores 1976 – Público: 33.225 pagantes – Renda: Cr$415.434,00 – Juiz: Pedro Reyes (Peru) – Gols: Palhinha, 12, Eduardo, 15 e Nicolichia, 23 1º tempo; Palhinha, 17 e Jairzinho, 27 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes (Ozires) e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos (Eli Mendes); Eduardo Amorim, Palhinha, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Deportivo Luqueño: Arce, Peralta, Fretes, Gilberto Fleitas e Rios; Sanabria e Haywood (Martinez); Ferreira (León), Francisco Rivera, Orlando Jimenez e Julio Cesar Nicolichia. Tec: Carlos Arce.
No domingo, 28mar76, Cruzeiro e Inter voltaram a se enfrentar, desta feita em Porto Alegre. Devido aos duelos anteriores, à qualidade técnica das equipes e ao caráter decisivo da partida, havia enorme expectativa e a TV transmitiu a partida para todo o país, algo raro na época.
O Cruzeiro somava 7 pontos e teria apenas mais um jogo a fazer além deste. O Inter tinha 4, e ainda enfrentaria os dois times paraguaios, fora de casa. Portanto, uma vitória celeste eliminaria os colorados, que precisavam vencer pra ficar em vantagem.
O clima no Beira-Rio, lotado por 80 mil torcedores, era de guerra. O Cruzeiro não se intimidou. No primeiro lance, Ozires lançou Joãozinho e Cláudio apareceu pra afastar o perigo. O Inter respondeu aos 3 minutos. Após falha de Morais, Ramon ficou livre pra avançar em direção ao gol, mas preferiu chutar de primeira e errou.
O Inter insistiu inutilmente no jogo aéreo diante da segura defesa celeste. Antes do jogo, temia-se pela atuação de Ozires, que fazia a sua primeira partida como titular. Mas ele não sentiu o peso e fez boa apresentação com o apoio de Piazza e Zé Carlos, que jogaram muito na proteção à defesa.
No ataque, Palhinha, Joãozinho e, principalmente, Jairzinho levavam pânico à defesa colorada. Aos 19 minutos, Jair recebeu passe de Palhinha na entrada da área, desvencilhou-se de três marcadores e bateu no canto direito de Manga, abrindo o placar.
Com a vantagem, o Cruzeiro se fechou ainda mais pra explorar os contra-ataques. E teve quase ampliou aos 30, depois de ótima trama do ataque, que obrigou Manga a sair com os pés pra cortar a bola. Na melhor chance colorada, aos 43, Escurinho cabeceou no ângulo. Raul esticou-se pra espalmar.
Logo aos 2 minutos do 2º tempo, Ramon acertou o travessão. Foi um lance isolado do ataque colorado. Sem Lula, que deixara o campo no final do 1º tempo com uma indisposição intestinal, o Inter insistia no jogo aéreo. Incomodava pouco e se expunha aos contra-ataques quando avançava.
Aos 27, Jair recebeu de Nelinho e lançou para Palhinha, que driblou Hermínio e chutou cruzado na saída de Manga. Do outro lado, Joãozinho surgiu como um foguete e arrematou com o gol vazio, silenciando o Beira Rio.
Jairzinho foi o nome do jogo. Fez um gol e a jogada de outro. Menos de três meses antes, ele chegara a Beagá desacreditado, mas suas grandes atuações provavam o acerto de Zezé Moreira, que insistira na sua contratação. Na volta de Porto Alegre, a torcida se rendeu ao oferecer recepção de ídolo ao tricampeão mundial, no Aeroporto da Pampulha.
A imprensa gaúcha rendeu-se ao melhor time do país:
Ivo Correia Pires, da Folha da Manhã: “Os onze jogadores do Cruzeiro jogaram mais e melhor do que os onze do Internacional.” Lauro Quadros, da Folha da Manhã: “Em síntese, o certo seria dizer assim: em 14 de dezembro, o Cruzeiro jogou melhor que o Internacional e o título brasileiro se viu justificado pela campanha colorada. Ontem, 28 de março, o Cruzeiro, campeão do Grupo 3, foi time de desempenho superior e campanha melhor. Qualquer reclamação seria improcedente.” Mário Moraes, do Zero Hora: “Não, não há desculpa. Nem nada. O juiz não roubou. Não houve fatores estranhos à partida. Não houve pênalti não marcado. Não houve nada disso. Só houve a incontestável superioridade de um time sobre outro. Venceu o melhor, indiscutivelmente.”
- Cruzeiro 2×0 Internacional, domingo, 28mar76, 5ª rodada do Grupo 3 da 1ª fase da Libertadores 1976 – Público: 80.000 pagantes – Renda: Cr$1.614.600,00 – Juiz: Angel Coerezza (Argentina) – Gols: Jairzinho, 19 do 1º tempo; Joãozinho, 27 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos; Eduardo Amorim, Palhinha, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Internacional: Manga, Cláudio Duarte, Elias Figueroa, Hermínio e Vacaria; Cláudio Caçapava e Paulo Roberto Falcão; Valdomiro, Escurinho, Ramon (Flávio Minuano) e Lula (Jair). Tec: Rubens Minelli.
Mais de 42 mil espectadores foram ao Mineirão no domingo, 04abr76, para comemorar a classificação. Antes da partida, os jogadores do Olímpia colocaram as faixas de tetracampeões mineiros nos cruzeirenses. Os paraguaios bem que tentaram estragar a festa. Talavera fez 1×0 aos 12 minutos, mas ficou nisso. Jairzinho empatou aos 27, escorando passe de Batata.
Aos 4 minutos do 2º tempo, Jair entrou na área e disparou um petardo fazendo 2×0. Nelinho marcou aos 12, cobrando pênalti. Aos 30, Palhinha foi lançado nas costas da zaga, cortou pra o meio, mas a bola correu um pouco e foi Eduardo quem a dominou para driblar o goleiro e chutar entre os zagueiros que tentavam a cobertura.
- Cruzeiro 4×1 Olímpia, domingo, 04abr76, 6ª rodada do Grupo 3 da 1ª fase da Libertadores 1976 – Público: 42.189 pagantes – renda: Cr$563.807,00 – Juiz: Juan Fortunato (Uruguai) – Gols: Talavera, 12, Jairzinho, 27 do 1º tempo; Jairzinho, 4, Nelinho (p), 12 e Eduardo, 30 do 2º tempo. – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Zé Carlos e Eduardo Amorim; Roberto Batata (Ronaldo), Palhinha, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Olímpia: Ever Hugo Almeida, Eduardo Rivera, Alcides Sosa (Espinosa), Flamínio Sosa e Perez; Luiz Torres, Silvério Troche (Aquino); Hugo Talavera, Isasi, Julio Díaz e Barreiros.
O Cruzeiro foi campeão do Grupo 3 com 5 vitórias e um empate, 20 gols marcados e 9 sofridos.
Link: A imagem não é das melhores, são apenas 35 segundos de vídeo, mas traz os 4 gols desse jogo.
Não tenho muito o que dizer. Essa série da Libertadores está fantástica! A vontade que dá é de criar um arquivo no meu computador e de salvar todos esses textos. Sugiro que cada um seja postado, também, no Portal do Cruzeirense, dividido certinho por ano. Parabéns, Mauro e Jorge Santana! Vocês são demais! Quanto ao link, ele faz parte daquela documentário lançado após a Libertadores de 97.
Vinicius, no final da série pretendo disponibilizar um arquivo com todos os textos.
Emocionante!
Emocionante. No capítulo anterior mostrei o texto ao meu pai e pedi para que ele me contasse os detalhes daquele jogo dos 5×4, visto por quem estava presente. Ele se lembra de muitos detalhes, chega a dar nó na garganta. Que história bonita!!! Parabéns aos escritores historiadores.
Sem dúvida, o mais interessante, são os detalhes. Para mim, que não perdia um jogo nessa época, é como se eu estivesse revendo cada lance. A propósito, os jogos do Paraguai não foram transmitidos pela TV. Tive que escutar a Itatiaia que, na época, pasmem, tinha o galináceo Afonso Alberto como setorista do Cruzeiro, mas ninguém desconfiava de sua preferência clubística.
Fantástico! Um senhor time de futebol. E vejam que a imprensa gaúcha não poupou epítetos ao grande Cruzeiro, reconhecendo a superioridade celeste sobre o grande time do Inter.
A imagem mais marcante, para mim, dessa vitória de 2 a 0 em Porto Alegre é a foto de capa da Placar da época que mostra a dupla João e Jair, Bailarino e Furacão, abraçados e ajelhados de frente para a torcida colorada que lotava a Coréia (para quem não sabe, Coréia é a geral do Gigante da Beira Rio).
eu vou um pouco além, esse time do Cruzeiro era o melhor do mundo. Ou dos dois melhores, so perdeu pro Bayern debaixo de neve. Era emocionante assistir essa equipe jogar, uma aula de virtuosismo e espirito coletivo. O jogo contra o Inter no Beira Rio foi o primeiro do Cruzeiro numa Libertadores transmitido pela TV. Tenho quase certeza absoluta disto. Teve uma outra defesa do Raul que nao’foi citada e que nunca me esqueci, ele estava caido e o Ramon se nao me engano tentou encobri- lo e ele botou pra fora com a ponta dos dedos ainda caido. O jairzinho foi o melhor em campo,mas o Raul agarrou demais e garantiu a vitória.
Apesar do oba-oba, o futebol brasileiro e o Cruzeiro, em particular, estão descendo a ladeira desde então. Em termos relativos, é claro. E, por gentileza, não me venham com estatísticas. Falo do que reealmente conta: força técnica e financeira.
Vc acha que o cruzeiro tem menos dinheiro do que antes?
Os outros têm muito mais. Dá na mesma.
Rodrigo, o primeiro jogo do Cruzeirão MultiSuperCampeão válido pela Libertadores transmitido pela tv foi o empate de 1 a 1 com o Vasco no ano anterior.
olha, nao tenho a menor lembrança desse jogo ter sido transmitido, Cleber.Nna minha cabeça nenhum jogo da Libertadores 75 passou,mas de repente minha memória me trai.
Dylan, esse jogo de 1975 aconteceu numa manhã de domingo, tenho lembranças muito fortes disso. Aquele puleiro chamado São Januário estava lotado, os bacalhaus queriam vingança por causa da derrota de 3 a 2 no Mineirão, mas o Cruzeirão apagou o fogo deles.
O drible do Eduardo no goleiro, no quarto gol, é sensacional. depois, bateu de canhota, que não era a dele. E tirando o primeiro gol, parece que os demais foram feitos com raiva. Cada porr4da de furar a rede!
Eduardo Rabo-de-vaca. Terá perfil, em breve, no PHD.
Putz!!! Legal, ele jogava muita bola, foi uma pena ele ter ido para o sccp, deveria ter ficado aqui, era um baita jogador. Uma categoria impressionante, jogou de ponta direita depois da morte do batata e no meio. Como jogava bola o Eduardo Rabo-de- vaca, Eduardo amorim no sccp.
Duc@ralho! Parabéns a vocês dois. Quem diria que um fã do Tijolo Daniel e um fã do grosso Paulinho Dias poderiam mostrar, juntos, tanta habilidade para escrever.
É verdade. Inacreditável.
Que timaço, né? Vi os gols, e achei o quarto muito legal. Zagueiros e goleiro sendo entortados pelos jogadores do esquadrão azul! Desde o começo, pelo que li, o Cruzeiro já mostrava força, ao contrário da conquista seguinte, de 97, quando o time começou muito mal…Cada LA, uma história empolgante…
Engraçado confundi os jogos. Sempre achei que o lateral direito neste jogo tinha sido o Bereta e que o joãozinho tinha acabado com ele. Este deve ter sido outro jogo, mas minha memoria me traiu, tudo bem que tinha apenas 9 anos na época. Alguém lembra de um cruzeiro e inter transmitido pela tv que o joãozinho acabou com o jogo, lá em porto alegre, 2×0 para o cruzeiro e que o lateral do inter era o Bereta?
Xina, deve ter sido na Libertadores de 77 em que nós ganhamos do Inter no Beira Rio de novo,mas se não me engano o resultado foi 1×0 só.
É pode ser, mas acho que foi 2×0 dois gols do joão!!!
Xina… Cuidado com amnésia alcoólica… Originais em demasia são as causadoras… rsrrssrrs… abraços
Interessante saber que quem sabe nunca desaprende, pode até perder a força física com a idade, mas continua sabendo. E o Furacão teve uma bela passagem pelo Cruzeiro. Nome forte na conquista de 1976.
Fica até repetitivo parabenizar a dupla Jota & França pelo brilhante trabalho. Anyway, muito bom o post, sensacional!! Parabéns!! Acho que com algumas fotos, edição e tal, os senhores têm em mãos um grande material para um livro. A saga do Cruzeiro na Taça Libertadores da América.
O goleiro do Olimpia deve estar com dor nas costas até hoje devido a “entortada” que levou no quarto gol, e que golaço.
Perfeito apanhado destes jogos. Parabéns ao MF e JS. Bem que estes posts poderiam virar livro….saudações celestes;;;;;
Belíssimos os gols no Olímpia, grande série sobre a Libertas 76. Tomara que inspire os nossos jogadores!
A intenção é inspirar torcedores.
Vitória maiúscula, que timaço! Acabo de ver os gol(s).
Que espetáculo! Que post! Que timaço! Por isso que vale a pena não ler correndo esses posts. Desde que saiu eu sempre estive sem tempo para lê-lo devidamente. A cada parágrafo a imaginação vai longe, sempre com o Maior de Minas vestindo aquela camiseta azul inconfundível. Como sempre faço, agradeço novamente aos autores do post pelo presente. Muito obrigado mesmo. Li acima que o Mauro pretende diponibilizar um arquivo ao final da saga. Seria totalmente demais! Parabéns!
Alguém pode me indicar onde está a parte 1 deste texto?
http://cruzeiro.org/blog/em-breve-aqui/