Mauro França e Jorge Santana
O Cruzeiro foi vice-campeão brasileiro em 1969, perdendo a Taça de Prata por ter um gol a menos de saldo que o Palmeiras no quadrangular final.
Este 2º lugar, contudo, bastava para que ele voltasse à Libertadores em 1970, mas a CBD vetou a participação dos brasileiros para não atrapalhar a preparação da Seleção para a Copa do Mundo.
De todo modo, o Cruzeiro teria dificuldades para disputar a competição, pois Fontana, Piazza, Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão foram convocados, em fevereiro, por João Saldanha, para os treinos da Seleção.
Apenas Dirceu e Zé Carlos, cortados por Zagallo, em maio, poderiam participar de parte da competição, que seria vencida pelo Estudiantes (1×0 e 0×0 contra o Peñarol na decisão).
Tostão, Piazza e Fontana só se reapresentariam ao clube em julho, após a Copa do México. Com tantos desfalques, o prejuízo técnico e financeiro seria inevitável.
A volta do Cruzeiro a Libertadores só se daria em 1975, como vice-campeão brasileiro de 1974, quando a Academia Celeste já era passado.
O time ainda contava com quatro remanescentes daquela época: Raul, Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes, agora experientes.
O restante do elenco era formado por uma nova geração. Da base, saíram Eduardo Amorim, Joãozinho, Palhinha, Roberto Batata, Toninho Almeida, Baiano, Souza e Aender.
Outros foram contratados: Nelinho, ao Remo, Vanderlei, Cândido e Eli Mendes, ao América. Darci Menezes, que foi buscado no Guarani de Bagé, e Morais, no Democrata de Sete Lagoas, vinham da fase final da Academia.
Com esses novos talentos treinados por Ílton Chaves, no comando da equipe desde julho de 1972, o Cruzeiro havia retomado a hegemonia do futebol mineiro, perdida em 70 e 71 para os rivais, com o tri de 72/73/74.
Nos Brasileiros, ficou em 3º em 73 e 2º em 74, posição que lhe permitiu regressar à Libertadores.
FASE DE GRUPOS
O Cruzeiro ficou no grupo 3, com o Vasco e os colombianos Atlético Nacional, de Medellin, e Deportivo, de Cali. Pelo regulamento, apenas o 1º colocado do grupo avançava para as semifinais.
A estréia foi contra o Vasco, num domingo, 23fev1975, no Mineirão. A partida era vista pela torcida e pelos jogadores como uma revanche da final do Brasileiro de 74, quando o Cruzeiro foi acintosamente prejudicado.
O jogo começou com o Cruzeiro pressionando. Andrada fez pelo menos duas grandes defesas em chutes de Palhinha e Joãozinho, depois de jogadas criadas por Dirceu Lopes.
Após o sufoco inicial, o Vasco equilibrou as ações, contando com a boa movimentação de Jair Pereira e Roberto Dinamite.
Mas foi o Cruzeiro que abriu o marcador, aos 38 minutos. Dirceu apanhou a sobra de um escanteio pela direita e cruzou na medida para Palhinha que, de cabeça, mandou no ângulo, desta vez sem chance para Andrada.
Dois minutos depois o Vasco chegou ao empate. Roberto fez boa jogada e deixou Jair Pereira livre para chutar e vencer Raul.
O Cruzeiro voltou para o 2º tempo disposto a buscar a vitória. E logo aos 9 minutos, Palhinha fez um golaço, driblando beques e goleiro antes de tocar para o gol. Ele conta como foi:
- “Havia um clima de revanche em Belo Horizonte, desde a decisão do Brasileiro de 1974, que nós perdemos para o Vasco, no Maracanã, devido a uma péssima arbitragem do Armando Marques. Nossa torcida lotou o Mineirão e fez muita festa. Eu me lembro, particularmente, do nosso segundo gol. Recebi a bola na esquerda, cortei o Moisés, que caiu sentado. O Miguel veio na cobertura, levou um drible curto e também se desequilibrou. Sobrou o goleiro Andrada. Ele saiu do gol pra abafar a jogada, mas eu passei por ele e toquei a bola de leve pras redes. Ele ainda se levantou e correu atrás da bola, mas não adiantou. Quando ele chegou, ela já havia ultrapassado a risca.”
Joãozinho ainda perdeu grande chance para ampliar aos 23. O Vasco insistiu empatou aos 42. Jair Pereira puxou um contra-ataque em velocidade e lançou na área para Roberto concluir para o gol.
Mas o Cruzeiro não desanimou. Logo depois, aos 44, Palhinha fez boa jogada e foi derrubado próximo à área. Falta que Nelinho cobrou com perfeição desempatando a partida.
Com a vitória, o Cruzeiro largou na frente, beneficiado pelo 0×0 entre os colombianos.
Cruzeiro 3×2 Vasco, domingo, 23fev75, Mineirão, 1ª rodada do Grupo 3 da Libertadores 1975 – Público: 53.998 – Renda: Cr$ 610.384,00 – Juiz: Alberto Martinez (Chile) – Gols: Palhinha, 38, Jair Pereira, 40 do 1º tempo; Palhinha, 9, Roberto, 42 e Nelinho, 44 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Darci Menezes, Souza e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza, Eduardo Amorim e Dirceu Lopes; Roberto Batata, (Eli Mendes) (Cândido), Palhinha e Joãozinho. Tec: Ílton Chaves / Vasco: Andrada, Paulo César, Moisés, Miguel e Alfinete, Alcir e Zanata; Jorginho Carvoeiro (Bill), Jair Pereira, Roberto Dinamite e Luiz Carlos. Tec: Mário Travaglini. – Notas – 1. Entre os vascaínos, somente Paulo César, Jair Pereira e Bill não estiveram na decisão do Brasileiro de 74. Entre os cruzeirenses, Raul, Souza, Eli Mendes e Cândido não jogaram a partida de 01ago74. 2. Em 1992, Jair Pereira foi campeão mineiro e da Supercopa Libertadores dirigindo o Cruzeiro.
Confiante, o time embarcou para os dois jogos na Colômbia. O primeiro adversário foi o Deportivo Cali, campeão colombiano.
O jogo foi realizado num domingo, 09mar75, perante 55 mil espectadores. E o Cruzeiro foi derrotado por 1×0, gol de Torres aos 20 do 1º tempo.
Cruzeiro 0×1 Deportivo Cali, domingo, 09mar75, Estádio Pascual Guerrero, Cali, Colômbia, 2ª rodada do Grupo 3 da Libertadores 1975 – Público: 55.000 – Renda: Cr$ 490.000,00 – Juiz: Gregório da Rosa (Uruguai) – Expulsões: Piazza (Cru), Cardacci (Dep) – Gol: Torres, 20 do 1º tempo. – Cruzeiro: Raul, Nelinho, Darci Menezes, Souza e Vanderlei; Piazza e Zé Carlos (Baiano); Eduardo, Palhinha (Cândido), Dirceu Lopes e Joãozinho. Tec: Ílton Chaves / Deportivo: Pedro Zappe, Alvaro Contreras, Miguel Escobar, Alberto Cardacci e Alvaro Castro; Osvaldo Calero, Gonzalez (Oscar Muñoz); Torres, Juan Barroso, Barona (Diego Umaña) e Abel da Graça. Tec: Raul Rodrigues. – Nota - Zappe, Escobar, Calero, Umaña, Caicedo e Arboleda (os dois últimos jogaram apenas na 2ª partida) fizeram parte da Seleção Colombiana vice-campeã da Copa América-75.
De Cali, o Cruzeiro seguiu pra Medellin, onde quatro dias depois enfrentou o Atlético Nacional.
A derrota para o Deportivo deixara o time com a obrigação de reagir, já que outro resultado negativo poderia complicar a luta pela classificação.
Diante de 30.000 espectadores, a reação veio com uma vitória por 2×1, gols de Nelinho, Roberto Batata. Retat descontou para os colombianos.
Cruzeiro 2×1 Atlético Nacional, quinta-feira, 13mar75, Estádio Atanásio Girardot em Medellin, Colômbia, 3ª rodada do Grupo 3 da Libertadores 1975 – Público: 30.026 – Renda: 1.128.970 pesos – Juiz: Cesar Orozco (Peru) – Gols: Nelinho, Roberto Batata, Retat – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Darci Menezes, Souza e Vanderlei Lázaro; Zé Carlos, Eduardo Amorim e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Palhinha e Joãozinho (Cândido). Tec: Ílton Chaves / Atlético Nacional: Raul Navarro, Gerardo Moncada, Francisco Maturana, Teofilo Campaz e Gilberto Salgado; Eduardo Retat, Diaz (Gustavo Santa); Galego (Tito Gomez), Hugo Londero, Tamayo, Tortoriello. Tec: Cesar Lopes. – Notas – 1. Como jogador, Francisco Maturana defendeu o Nacional entre 1970 e 1980. Como técnico, conquistou a Libertadores de 1989 pelo clube, dirigiu a Colômbia nas Copas de 1990 e 1994 e conquistou a Copa América de 2001. 2. Retat, Victor Campaz (que atuou no 2º jogo) e Londero defenderam a Colômbia na Copa América de 75.
Aproveitando a viagem, o clube fez um amistoso, em 16mar75, vencendo o Independiente Santa Fé, em Bogotá, por 1×0.
Enquanto isto, o Vasco somou apenas um ponto na Colômbia, ao empatar com o Nacional e perder para o Deportivo.
O Cruzeiro voltou ao Brasil em 2º lugar no grupo, com 4 pontos, um a menos que o Deportivo. (Continua)
Parabéns ao Mauro e ao JS pela continuação da saga cruzeirense pela Libertadores da América.
Que jogão que foi este Cruzeiro x Vasco, para deixar cardioligistas de plantão.
E com o público digno de uma estréia em casa na Libertadores, nesta época a torcida apoiava sem restrições.
Nessa epoca um time fazia menos jogos no mes, a violencia era menor, nao tinha o horario pornografico da tv..(imagine que beleza um domingo a tarde, CruxVas pela tãça libertadores)….
Os tempo mudaram e infelizmente pra pior, nestes casos….
Claudinei, quanto ao número de jogos, acho que não era bem assim, nâo. Naquela época se jogava pra caramba, por conta das excursões que os times faziam.
Nessa época não tinha tantos torcedores teleguiados.
eu me lembro bem dessa Libertadores e estava no MIneirão nesse Cruzeiro e Vasco. Foi o único jogo da Libertadores 75 que eu fui, aliás. Semanas antes eu estava com minha família em Iriri e vi o Palhinha lá. Na época ele usava um bigodão, tipo Zapata. E ele foi tudo que um ídolo deve ser para um torcedor de dez anos: atencioso, gentil, super gente boa. Meu grande ídolo de infância era o Nelinho mas eu adorava todo mundo naquele time. E nesse jogo contra o Vasco o Palhinha jogou demais. O Cruzeiro estava de branco o que trouxe lembranças poucas felizes da final do brasileiro mas tudo deu certo no eletrizante final.
Cê é véio hein!
Pelas minhas contas, nessa epoca, o Damas tinha 63 anos. Já sabia tudo de futebol. hehehe. Brincadeira..
Tinha só 23 e era titular absoluto do penta campeão amador de Beagá – O Rosário – do cruzeirense Sr. Rosário Scotelaro (este sim, tinha olho de lince prá identificar “cobra criada” no futebol.
Mas pelo jeito ele também errava as vezes, rs…
O que eu sempre pergunto é onde estão as imagens desses jogos históricos, assim como as dos campeonatos mineiros de 72-73-74-75,o gato comeu?Nem da libertadores 77 do golaço do Nelinho no Gatti , parece existir.Se não fossem esses relatos maravilhosos do Mauro e do Jorge com sua memória prodigiosa, cairia tudo no esquecimento, principalmente para as novas gerações.Uma pena.
Abs.
Klaus, os jogos do campeonato mineiro a itacolomi ainda gravava pra passar o vt,mas dessa Libertadores não existe registro nenhum.
Dylan quando cheguei para estudar em BH havia esta tradição de gravar a partida do mineiro e repetir a partir das 23 horas. Na nossa república os malandros que não estudavam à noite tinham que ficar de bico calado para a turma do Trem das 11. Assistiamos o teipe como se fosse ao vivo. Às vezes um gaiato atravessava o resultado aos 30 minusto do 2º tempo do VT, recebendo homenagens a carater (corredor polenês e tapas ao pé do ouvido).
A partida contra o Vasco deve ter sido arrepiante. Tomou o gol aos 42 e ainda correu atrás aos 44. Palhinha foi o nome do jogo. Fez um golaço e tomou a falta que Nelinho cobrou com perfeição. Será que não tem um vídeo no youtube com os gols?
Procurei e não achei nada. Uma pena. Detesto o Vaxcu desde 1974 ( e fico feliz da certa empatia que une bacaiau -galinheiro, pois facilita minha torcida contra). Me senti vingado em 1975…
nem na época teve video desse jogo.
Antigamente quando os jogadores ficavam varias temporadas no clube, era possivel criar vinculos, os ídolos eram em grande numero, a identificação torcidaxclubexjogadores era impressionante.
Hoje, não só no futebol, o turn over é enorme. Antes um profissional que ficava 10,15,20 anos em uma empresa era visto com bons olhos. Hoje isso mudou. Pesquisas recentes dão conta de que um cidadão americano de 40 anos, já passou por 18 empregos em média.
Futebol está da mesma forma….
Confesso que preferia a forma antiga!
Tenho odio mortal desse Vascu….
10 Cr$ naquela época (parece ser a media do preço do ingresso) equivaleria qtos reais hoje???????
Muito bom, esse PHD é demais…parabens JS e Maurão por nos brindar com estes textos históricos
Dá até preguiça ver neguinho falando da torcida do Cruzeiro, isso para não dizer asco.
Jorge e Mauro estão de parabéns! Espero ansiosamente o final deste capítulo, quero ver a visão dos dois sobre o roubo/sacanagens em Avellaneda nas semis contra o Independiente.
Depois que parou de ganhar no grito e na mão grande o Idependiente apequenou-se. Vive do passado.
Woo-Hoo ! Outro grande tópico heróico e imortal da dupla JO-MA… Vou ler em casa quando chegar do trabalho !
tenhoq uase certeza mas não existe video de nenhum jogo dessa Libertadores. Eu lembro que no domingo de Cruzeiro e Vasco eu cheguei em casa e fui ver os gols da rodada no fantástico e não passou. E nenhum dos jogos foi transmitido ao vivo. Acho que nenhuma tv brasileira comprou os direitos.
Já cansei de procurar, não achei nada sobre a LA-75 em vídeo.
OFF: Sei que esse assunto ja ta enchendo, mas fontes internas do MKT do BMG me revelaram que a logo no manto azul estrelada será LARANJA mesmo. O especialistas em mkt do BMG indicam que seja em branco (melhor contraste, visibilidade e etc), mas os que mandam (Ricardo Rainha da Inglaterra e Cia) querem laranja mesmo e não estão nem aí.
aproveitem enquanto a história tá boa pro nosso lado.
Grande Maurão continua matando a pau.
Eu já estou ansioso para ler as resenhas de cruzeiro x rosario central e cruzeiro x independente, onde jogamos contra os irmão killer daniel e mario e o kempes se não me engano também todos do rosario central, que se não me engano foi de onde o river comprou o luque que era o centroavante do time do river na libertadores de 76 e da seleção campeão mundial de 78, somente cachorros grandes. Muitos falam que a libertadores de 75 foi um grande fracasso. Eu não tenho esta opinião, perdemos na argentina para dois timaços, fomos eliminados no saldo de gols. Desculpem a empolgação.
o problema foi o jeito que a gente perdeu, com gol olimpico, levando tres num jogo que podiamos perder de 2, etc.
Outro gol fora do contexto, lembrei do Celso Roth agora.
Pô dylan jogo na argentina sem televisão, com o pau cantando? Nem imagino a loucura que foi.
imagina a quantidade de porrada, a quantidade de jogador dopado.
Interessante é que em 1967 fomos decidir a classificação no Uruguai contra o Peñarol e o Nacional e fomos eliminados. Em 1975 fomos decidir contra o Rosário Central e o Independiente e tornamos ficar de fora. Era sempre nós contra eles pois tinham o campeão do ano anterior. Ouvi dizer que neste gol olímpico, o atacante argentino jogou o Raul e o zagueiro com bola e tudo para dentro do gol.
Vejam a importâcia da Libertadores ontem e hoje. O Cruzeiro deixou de disputar um Libertadores em 1970 para não atrapalhar a Seleção. Foi indenizado do prejuízo?
E o campeão ainda foi o Estudiantes. É sina.
Na época não tinha isso não, Naldo. Na verdade, no primeiro semestre de 70 os grandes times não disputaram nenhum torneio oficial, apenas excursões e amistosos no país ou no exterior. E se o Cruzeiro tivesse disputado a LA, provavelmente teria prejuizo.
Em 1970 os argentinos não foram a Copa e puderam jogar a Libertadores com força mássima.
…Nossa torcida lotou o Mineirão e fez muita festa… Quarta tem mais.
e EU TÔ LÁ…
Idem.
Libertadores é bom demais. Temos que vencer o campeonato em 2010, não só para ganhar o Mundial, mas para poder esta nela novamente em 2011.
Mauro e Jorge. Parabéns por mais uma página imortal. Na minha memória o gol de Nelinho no final deste jogo com o Vasco foi de penalty, meus neuronios (se existirem) já estão acabando? abraços celestes
Rossi: Falta na entrada da área para o Manoel sempre foi penalty.
Mas esta acho que foi dentro da área. O Rossi tem razão. Vamos conferir.
Graças a Deus….as Originais ainda não afetaram os neuronios…..rsrsrsrsrs.
Pelo livro do Vicintin o gol foi de penalti. No Almanaque do Cruzeiro, de falta.
foi gol de penalti, tenho certeza.
Já passou o Natal e os bons velhinhos continuam nos presenteando. Valeu Mauro e JS!
Naquela época já não tinhamos força política alguma. Alterava-se mandos de campo. Os árbitros parciais – metendo a mão. Além de outras maracutaias. E hoje, o que se vê, não é muito diferente daquela época.
Jorge alguma possibilidade de fazer uma entrevista com o piazza para o blog, para que ele conte as historias dos jogos contra rosário e independente? Ele é muito tranquilo e disposto, quem sabe o Evandrão não faz o contato e vc e o maurão fazem a entrevista? Sei que o cota e o wallison já o entrevistaram para o cruzeiro.org, o Evandrão é quem sabe. Mas acho que já houve uma entrevista, não tendo como tópicos principais a libertadores. Seria legal.
Uma outra ideia que surgiu foi convidá-lo para participar do proximo encontro do PHD, quem se habilita.
participar não, ser homenageado.
Xina, o PHD tem um post pronto com depoimento de um protagonista daqueles jogos. Aguarde.
Pôxa jorge, desculpe por ter passado o carro na frente dos bois. Foi apenas uma empolgação pelo belo trabalho seu e do maurão. Vai rolar a carona amanhã?
Lembro de um comentário do Raul Plasmann depois do jogo contra o Independente. Falei com ele: Pô Raul podendo levar 2 e tomam 3….e ele respondeu: Graças a Deus não precisavam de 5 senão fariam….Isso ficou guardado….Jogar com eles lá tinha de tudo…juiz, torcida em cima e doping solto…abraços
A barra era pesada. Ganhar Libertadores nos anos de 1960 e 1970 era tarefa hercúlea. Argentinos e uruguaios mandavam no pedaço.
O grande adversário do Cruzeiro naquele torneio era os fatores “externos”: doping e juizes saf@ados. No campo o Cruzeiro era muito melhor.
Naum vi esse time jogar mas tenho gde admiração e sempre procuro ler e conhecer mais dessa gde equipe. Desses jogadores tive o prazer de conhecer recentemente o Zé Carlos, que juntamente com o Natal trabalhou em Itaúna. Pessoa mto simples e humilde, inclusive diziam na época que ele passava por alguns problemas financeiros, que eu espero já estarem solucionados. Inclusive nesse dia ele deu a um parente meu de quem era amigo dois exemplares do livro dos 88 gdes jogos da história do Cruzeiro e um desses livros acabou ficando comigo, autografado pelo Zé Carlos. Vida longa a ele e a todos dakele timaço.
se não me engano o primeiro jogo do Cruzeiro pela Libertadores que foi transmitido pela TV foi contra a LDU em 76, 3×0 ou 3×1, não sei.
Da Diretoria ouvia-se, lia-se alguns dias atrás: que não venderia o Kléber – e vendeu, porém melou; que traria 2 nomes pra chegar e ser tittular – e não trouxe.
Aproveitando o ensejo, o Gladiador chegou e caiu nos braços da torcida.
Enfim o geniba poderá dormir.
Hahaha…fazissonão, Charles…
Vão dando asas a cobra.
Que recepção bonita no aeroporto ao Gladiador. Apagar a história do Kléber em 2009, aquele gol perdido na primeira partida da Libertadores, os imbróglios, as palavras de cabeça quente dadas por ele e pelo empresário, os acenos e o torcer a cara para a torcida. Brilhante a “volta” do Gladiador.
Direção e Gladiador, onde está a verdade?
Apesar disso o Kleber tá com uma cara… Tem uma foto aqui que tá osso !! Tá certo que o cara tá num furacão danado e nem descansou da viagem a Potosí… Mas com essa cara aí é dose hein…
Essa é a cara dele. É um sujeito insatisfeito. Parece que tá com caganera. Quero ver ele jogar. Ele é pago e muito bem pago pra isso. Vão dando asas a cobra.
E tá cansado, chá de aeroporto, conexões e afins. Além do fato de que qualquer negociação estressa pacas.
Hoje à tarde, treino básico, entrevista coletiva jurando amor esterno, pega a baba do Potosí amanhã, marca mais 3 gols e estamos conversados. E passa a régua!!!
Além dele k30 ser corajoso. Encarar essa galera de frente, num calorão brabo deve ser mais dificil que encarar a zagueirada que cospe, chuta, provoca…
A torcida, a Instituição já deram todo o apoio a ele. E o que se viu até agora foram retribuições frias, de pouco caso com o torcedor. Tomara que ele reverta tudo o que se viu dele até agora. Respeite esta camisa.
O cara fica duas noites sem dormir voltando da Bolivia, depois vai direto para Portugal, fica dois dias, volta a noite, provavelmente não dormiu direito, mesmo em primeira classe não é fácil dormir bem em avião, perde a conexão e fica mais 4 horas esperando outro voo, e voces ainda querem que ele fique com a cara boa?
“É aqui que eu amo, é aqui que eu quero jogar, pois não há, lugar melhor que BH” – dizia um outro cântico dos torcedores.
O Bipolar voltou! Sorte nossa! Tremei, frangas!
Excelente!! A dupla MaJor mandando ver hehe
Falaram dos portugueses, mas tem muito nego chumbando o K30 por aqui. Fosse outro, arranjava uma disfunção bipolar e só entraria em campo depois do carnaval.
A vitória de 3 a 2 sobre os bacalhaus não é tão lembrada e badalada quanto a vitória de 5 a 4 contra o Internacional, mas foi, além de um acerto de contas, um jogo emocionante. A imagem mais marcante, para mim, sobre esse grande jogo, é uma foto publicada na capa da revista Placar que flagrou o Dez de Ouros Dirceu Lopes, o eterno camisa dez do meu Cruzeirão MultiSuperCampeão, carregando a bola enquanto o butineiro Moisés tenta atingi-lo, erra o bote, cai e fica esticado no gramado.
O time do Inter de 1975 era melhor que o time do Vasco de 1974. O Vasco ganhou na mão grande. E em 1976 o Cruzeiro foi Campeão da Libertadores, por isto marcou mais, alem, claro, de ter sido um jogaço.
O time do Ituiutaba viajou, ida e volta, pelo campeonato regional, mais de 2.000 Km de ônibus pra jogar em Teófilo Otoni. Jogadores ganhando em média uns 3 mil reais; estrutura infinitamente inferior ao do Cruzeiro. Aí me vem o caba que ganha uns 200 pau/mês, desfrutando de uma estrutura invejável como a do Cruzeiro, com cara de b…, de p…, Tá cansado. Vai gradear na lavoura de sol-a-sol. A culpa não é dele, não. A culpa é dessa Diretoria mentirosa. Que tá com a burra cheia de dinheiro. Que num tá nem aí para o torcedor.
Voce tem alguma foto de algum jogador do Ituiutaba logo após chegar a viagem sorrindo?
Não precisa. Eles certamente tem vergonha na cara.
Vejam a chegada do Kleber no aeroporto na tv do Cruzeiro, até que ele deu alguns sorrisos simpáticos…rs : http://200.233.221.221/tvcruzeiro/www/home/
Alguem sabe poque o link da TV não é http://www.tvdocruzeiro.com.br ??
Não conheço o Geniba, mas aposto que aquele cara que aparece escornado no chão com oculos escuros aos 19 segundos do video é ele. kkkkkk
Não, o Geniba apareceria no vídeo xingando o atraso do vôo. hehe
Também achei…rsrsrsrs
Aquele revés para o Ipatinga demonstra que não temos um elenco capaz de segurar a barra do time principal quando necessário. Temos um time entrosado, com jogadores medianos – nada mais. Os demais times estão contratando, formando elenco. Aqui – o Internacional – todo dia trás jogadores de inegável qualidade técnica. Enfim temos de nos conformar com a mentalidade tacanha dessa Diretoria. Ainda vem eles cobrar do torcedor, a presença destes no estádio. Direção amadora. São uns brincantes.
Se fosse o Armandinho again, o juíz, com certeza seria fora da área, mas como o gaiato deveria estar com vergonha e se aparecesse em BH , seria apedrejado, o juiz (honesto) deu o penal hehe.
OT Confira a lista dos Guerreiros para quarta-feira
Goleiros: Fábio e Rafael
Laterais: Diego Renan, Jonathan e Marcos
Zagueiros: Cláudio Caçapa, Gil, Leonardo Silva e Thiago Heleno
Volantes: Elicarlos, Fabinho, Henrique e Marquinhos Paraná
Meias: Bernardo e Pedro Ken
Atacantes: Eliandro, Guerrón, Kleber, Thiago Ribeiro e Wellington Paulista
Site Oficial do Cruzeiro.
Não cheguei a ver esse time mas meu Pai sempre falava maravilha desse time. Agora uma pergunta para Mauro França e Jorge Santana antes de 1971 não era só o campeão que ia para LA?
De 59 até 65 apenas os campeões participavam. A partir de 66 os vices também foram incluidos.
Seu pai tem razão. Com entrada de Morais (ou Osires) na zaga e Jairzinho no lugar de Dirceu Lopes, que ficou longo tempo se recuperando de uma contusão no tendão de Aquiles, sob o comando do grande Zezé Moreira o Cruzeiro, no ano seguinte , conquistou o seu primeiro título sulamericano.
OFF TOP QUADRANGULAR FINAL de 1969 cRUZEIRO VICE
1ª Rodada
30/11/1969 – Domingo
Palmeiras 0×0 Corinthians
Botafogo 2×2 Cruzeiro
2ª Rodada
03/12/1969 – Quarta-feira
Corinthians 1×0 Botafogo
Cruzeiro 1×1 Palmeiras
3ª Rodada
07/12/1969 – Domingo
Palmeiras 3×1 Botafogo
Cruzeiro 2×1 Corinthians
Naquela época não entregava para o rival ganhar.
OT.: Um recado para o claudio(xina)lemos: No post “parole, parole parole…”, realmente troquei o nome dos irmãos Masci ( onde escrevi Cesar, queria escrever Benito, que para mim, a exemplo do Felicio Brandi, merece uma estátua na Toca da Raposa). Não invejo pessoas como você, que, perfeitas ( nunca erram ), ainda ofendem de forma gratuita outras que nem conhece. Seria interessante trocarmos algumas idéias, onde eu teria oportunidade de expôr todas as “asneiras” que sei sobre o Cruzeiro e futebol em geral, que acompanho há 49 anos. Acho que você iria se surpreender com os meus “parcos” conhecimentos sobre a história do clube.
Acabei de ouvir a entrevista o Kléber na Globo, e achei que ele estava até aliviado de voltar ao Cruzeiro. Foi muito sincero ao falar até da investida recente do palmerda. Disse que quer fazer história em um clube, ser ídolo, quer ficar um bom tempo em um só clube do Brasil, coisa que ele nunca pode, e que para ele, hoje, o que importa não é só o dinheiro. Olha, se isso tudo for mentira, farsa, é coisa de psicopata!
Previsivel, nobre cruzeirense Simone (a que joga com a 10 do PHD). Vamos ver o seu desempenho no decorrer da duríssima jornada que nos espera. Inclusive no âmbito local…
Cadê as contratações de peso que o Presidente prometeu? Por quê e pra que essa babação de ovo pra cima o KLÉBER – caba que num tá nem aí pra torcida? Cadê a atitude desses metralhas que mandam e desmandam no Cruzeiro? Vai passar 2010 e no final aquela mesma retórica de 2009. Vide o exemplo do Santos: contratou o Robinho(um milhão de reais), e não vai pagar um centavo sequer e sim os patrocinadores.
Gostei da expressão “metralhas”. Acho que ela, no momento, é bastante adequada à família que hoje é a dona absoluta dos destinos do clube, em detrimento dos interesses de 8 milhões de cruzeirenses.
Beleza de post! Desta Libertadores eu me lembro, embora sem os detalhes descritos pelos excelentes JS e Mauro.