Cruzeiro: Melhores momentos de 2011

Por Jorge Angrisano Santana | Em 2 de janeiro de 2012

Ernesto Araújo

Depois do sofrimento de relembrar aqueles partidas que mais encheram a paciência do torcedor cruzeirense, em 2011, é hora de falar dos importantes momentos de alegria proporcionados pela equipe celeste.

Melhores jogos de 2011

  1. Cruzeiro 5×0 Estudiantes (16fev, Libertadores) => A derrota no RapoCota no fim de semana anterior preocupava os torcedores, que estavam com o Estudiantes atravessado na garganta desde a final da Libertadores 2009. Mas os pinchas não tiveram tempo nem entrar no jogo. Wallyson abriu o placar logo aos 50seg. Os destaques foram Wallyson, Montillo, Roger Galera, Marquinhos Paraná e Henrique. Os cinco gols lavaram a mágoa pela derrota de 2 anos antes. Recomendo a leitura do post do Mauro França sobre o jogo. Conforme diz o título: “Pra ficar na história”.
  2. Cruzeiro 6×1 Deportes Tolima (16mar, Libertadores) => Cinco gols no Estudiantes era pouco para o eficiente do Cruzeiro. Depois de um 0×0 difícil contra os colombianos fora de casa, o Cruzeiro presenteou a torcida com outra goleada histórica na Libertadores. Apesar do placar, não foi moleza. Mas Montillo, Roger, Thiago Ribeiro e Wallyson estavam afinados e não deixavam as chances passarem em branco. Só pra registro: a equipe havia feito 7×0 no Democrata-GV três dias antes pelo Mineiro. Treza gols em 3 dias. Era gol demais!
  3. América 2×3 Cruzeiro (27mar, Mineiro) => Os clubes escolheram Varginha pra se enfrentarem prestigiando o Sul de Minas. O Coelho vinha bem e o Cruzeiro melhor ainda com as goleadas na Libertadores e no Estadual. O jogo foi no melhor estilo “lá e cá”, coisa que o Barcelona está colocando em desuso (só eles jogam). O América saiu na frente, o Cruzeiro virou, o Coelho empatou e finalmente Montillo fez o gol da vitória assistido por Wallyson. Mesmo com o filho hospitalizado, o argentino disputou a partida e foi um dos melhores em campo.
  4. Estudiantes 0×3 Cruzeiro (13abr, Libertadores) => O Cruzeiro não fez um jogo fora de série, mas teve o controle das ações e foi eficiente nas oportunidades que teve. De qualquer forma, vencer por 3×0 o Estudiantes, legítimo representante do futebol argentino, em seus domínios -numa das primeiras partidas no reformado Estádio Único de La Plata- de forma incontestável é sempre uma página heróica imortal.
  5. América-TO 1×8 Cruzeiro (23abr, Mineiro) => Por mais que se questione a qualidade do adversário, não é todo dia que se mete 8 gols numa semifinal do Mineiro, com direito ainda a um gol de placa do maestro Montillo.
  6. Cruzeiro 2×0 Atlético-MG (15mai, Mineiro) => A situação era crítica. Perdemos a primeira partida das finais do Mineiro e a vantagem do empate passou a ser do rival municipal. O trauma da inesperada eliminação da Libertadores ainda assombrava o elenco. Pra variar, a Cocota já estava colocando o “chopp no gelo”, contando com o título. Mas apaixonada torcida celeste lotou a Arena em Sete Lagoas e acreditou no time, que se superou, aguentou a pressão, jogou de igual pra igual e, mantendo-se firme no jogo coletivo, à espera de que os destaques individuais fizessem sua parte. Fábio fez uma defesa histórica cara-a-cara com Magno Alves evitando o empate emplumado. Gilberto e Roger, apesar de não estarem se relacionando bem, foram decisivos na criação e o garoto Wallyson, coroando seu grande primeiro semestre fez o gol do título.
  7. Vasco 0×3 Cruzeiro (29jun, Brasileiro) => Um dos poucos bons momentos do Papai Joel no Cruzeiro. Naquela altura, o Vasco estava muito bem no campeonato, mas Cruzeiro é Cruzeiro e a a vitória veio na ra;ca e com um golaço de Montillo após caneta em Dedé.
  8. Cruzeiro 5×0 Avaí (13ago, Brasileiro) => Depois de várias derrotas, o Cruzeiro “surtou” diante do Avaí (que já vinha mal das pernas) e aplicou uma incontestável goleada no Parque do Sabiá.
  9. Atlético-MG 1×2 Cruzeiro (28ago, Brasileiro) => Nem sei se o jogo foi bom ou ruim. O que interessou foi que passamos por cima do frango assado de novo e isso é o que importa. Além, é claro, de mais dois gols do Montillo.
  10. Cruzeiro 3×3 São Paulo (05out, Brasileiro) => Jogo emocionante. O Cruzeiro levou um baile, mas conseguiu empatar em lances isolados. Destaque pra garra da equipe que não se entregou e pra Fábio que pegou um penalti de ninguém menos que Luís Fabiano.
  11. Cruzeiro 3×2 Atlético-GO (23out, Brasileiro) => Mais um vira-vira com final feliz para o Cruzeiro. Desta vez os destaques foram Ernesto Farías e Anselmo Ramon, este com 2 gols. Vale lembrar que a essa altura do campeonato, com a situação difícil a tensão aumentava a cada jogo o que fez esta vitória ser muito comemorada.
  12. Cruzeiro 1×0 Inter (13nov, Brasileiro) => Depois dos 5×1 sofridos contra o Flamengo, a expectativa para o jgo contra o Inter era sombria. Numa fase em que cada ponto conta, até um empate contra a boa equipe gaúcha seria resultado aceitável. Uma vitória seria um sonho. E, como foi uma constante nesse campeonato, o Cruzeiro surpreendeu novamente num momento adverso, conseguindo fazer um gol e sustentando milagrosamente o placar até o final, com direito a sofrer inclusive uma bolada na baliza.
  13. Cruzeiro 6×1 Atlético-MG (04dez, Brasileiro) => Um dos jogos mais aguardados da história do Cruzeiro. Dependendo só de si para livrar-se do iminente rebaixamento mas tendo pela frente o maior rival num momento técnico melhor, o torcedor do Cruzeiro passou uma semana difícil. Sob a chuva de provocações e o temor de ver o clube ser derrubado pelo grande rival, o cruzeirense vivia o ápice de uma angústia que desconhecia ou, pelo menos, fazia tempo que não experimentava. Tudo agravado por uma temporada que começou bem, mas que foi péssima no seu decorrer. Mas torcedor celeste, que os adversários teimam em chamar de “simpatizante”, mais uma vez mostrou o quanto são idiotas seus críticos. Lotou a Arena, acreditou na equipe e o resultado alcançado foi proporcional ao incentivo oferecido ao Mais Querido de Minas: goleada humilhante e histórica que não só livrou o Cruzeiro do rebaixamento como também desconcertou a torcida oposta que passou a recorrer às mais descabidas teses pra justificar o fiasco.

Pessoal, é isso.

Que em 2012 nosso time mostre recuperação, conquiste títulos e faça mais jogos pra serem lembrados do que pra serem esquecidos.

Feliz 2012 a todos os comentaristas e leitores do Páginas Heróicas Digitais!

Ernesto Araújo, 37, cruzeirense, webdesigner, nasceu em Belo Horizonte, mora em Santos.

30 comentários para “Cruzeiro: Melhores momentos de 2011”

  1. Leo Vidigal disse:

    Muito legal o post! Só lembrando que, na resenha do primeiro jogo contra o Surrupiantes, a final “atravessada” é, naturalmente, a de 2009.

  2. Celeste disse:

    Ernesto, parabéns pelo Post. O Cruzeiro foi do sonho ao pesadêlo num curto espaço de tempo.

  3. Rogério disse:

    E não é que tivemos ótimos momentos em 2011, já tinha té esquecido isso. Sobre o segundo jogo da final do mineiro, o gol que o Magno Alves faria não seria o do empate, eles fariam 1×0 se Fábio nao tivesse salvado, e também os dois gols não foram do Walysson, um dele e outro do Gilberto..

    • Ernesto Araujo disse:

      Obrigado, Rogério. O post foi escrito um pouco às pressas e podem haver alguns pequenos equívocos que o Jorge Santana certamente corrigirá. O importante é lembrar que em muitos momentos o Cruzeiro honrou sua camisa e a torcida celeste mostrou do que é capaz.

  4. Moema (MFox) disse:

    Ótimo post! Depois de um final de ano tão “traumatizante”, foi ótimo relembrar que tivemos, sim, um ótimo começo de ano. Destaque para as goleadas sobre o Estudiantes, Tolima, Tchó-tchó e frangas, além do jogo do título do Mineiro, onde o que importa é ficar com o caneco. Os outros jogos achei que não jogamos bem (mesmo contra o Vasco), mas, num segundo semestre de tão poucas vitórias, cada pontinho aí valeu ouro!

  5. Mauro Franca disse:

    Acho que a seleção ficou um pouco maior do que os melhores momentos que efetivamente tivemos em 2011.

  6. Geniba disse:

    Muito bom o post. Realmente todos estes jogos, uns mais outros menos, nos deram alegrias. O ano de 2011 não foi de todo ruim. Que venha 2012! Feliz aniversário, Cruzeiro! Feliz ano-novo, galera!

  7. Ernesto Araujo disse:

    Jorge, complete a frase da descrição do último jogo a partir do seguinte ponto: “Mas esse mesmo torcedor, aquele que os adversários teimam em chamar de “simpatizante”, mais uma vez mostrou o quanto idiota….” Estão faltando algumas palavras para completar o sentido.

  8. Concordo com o Geniba. O ano não foi de todo ruim. Péssima foi a fase entre a 21ª e a 33ª do Brasileiro. O restante do ano foi normal. Ou será que a galera ainda não percebeu que 2003 foi ponto fora da curva?

    • Damas disse:

      Tá ficando velho heim meu!!!! Chamar isto de melhores momentos e ainda dizer que o ano não foi de todo ruim? Na minha opinião, o futebol mineiro em 2011 voltou ao estágio antes da inauguração do Mineirão, onde os times profissionais eram um pouquinho melhores que Renascença, Siderúrgica, Villa Nova, Metalusina, Bela Vista, Democrata, etc…

    • A “galera” não sabe que 2003 foi atípico como ainda quer a repetição de 2003 a cada início de temporada. Mesmo que não faça nada para esta melhoria, a não ser cornetar atrás de um teclado. Um dia esta “galera” aprende. Só espero que alguns tenham acordado!

  9. Wander Prado disse:

    Otimo começar o ano falando de coisas boas

  10. Fabrício - ZZP, KD os 20%? disse:

    Ótimo post para trazer energias positivas em 2012! Que façamos um bom ano!

  11. Fabricio foi o jogador que mais atuou em 2011, desmistificando algumas falácias e Roger esteve presente em todos os “bons” momentos de 2011.

  12. Uma pergunta que não quer calar:
    Se os nossos “bons momentos” foram maiores em número e qualidade do que os “maus momentos”, porque ficamos numa situação ruim na Libertadores e Brasileiro???
    P.S. A minha visão de bons e maus momentos difere um pouco das relatadas nos posts. Mas deixa rolar… águas passadas não movem redemoinhos e estou satisfeitíssimo com a fala do presidente GPT que, durante a missa ontem, GARANTIU que “…os erros de 2011 não serão esquecidos e faremos de tudo para não repetí-los… segundona nunca foi nosso lugar…”

    • Ernesto Araujo disse:

      Respondendo sua pergunta, Evandro, os motivos da diferença numérica entre um post e outro foram 2: O primeiro foi não ficar aborrecendo os cruzeirenses com momentos ruins. O segundo foi não tornar o post de “piores momentos” muito extenso. Peguei só os péssimos dos péssimos. Se eu fosse realmente relatar TODAS as partidas ruins o post ia ficar pronto só em final de janeiro. Apenas isso.