Cruzeiro 3×2 América: Catadão bem organizado

Por Jorge Santana | Em 15 de março de 2010

Mauro França

A escalação de mais um “catadão” para enfrentar o América foi motivo de críticas contundentes. A estratégia de escalar times mistos no Mineiro foi posta em xeque (mesmo com o time na liderança).

Talvez isto tenha se devido mais à má atuação do time na Venezuela do que propriamente pela importância da partida edste domingo, que não será nenhum jogo de vida ou morte.

Apesar de tudo, Adilson manteve a estratégia traçada. Dos titulares, apenas Fábio e Diego Renan foram escalados. Como em outros jogos do time misto, optou pelo 3-5-2. Leo Fortunato, de volta após longo afastamento, forma o trio de zagueiros com Gil e Caçapa. Wellington Paulista retorna. E nada menos do que cinco revelações da base começam jogando: Marcos, Diego Renan, Bernardo, Eliandro e Uchoa.

1º TEMPO

O jogo começou em banho-maria, com os dois times arriscando pouco. O América, armado num 3-6-1, tentava congestionar o meio de campo e deixava Fábio Junior isolado na frente.

No Cruzeiro, Bernardo e Diego Renan tinham liberdade para se movimentar e buscar a aproximação com os atacantes. Caçapa jogava como um líbero, saindo muito para o jogo. Uchoa fazia, com sucesso, a cobertura do lado esquerdo. Fabinho cuidava da contenção.

Até os 20 minutos o jogo correu equilibrado, disputado entre as intermediárias, com poucas jogadas agudas. O Cruzeiro foi mais efetivo no ataque, mas com dificuldades para penetrar, arriscou mais em arremates de fora da área. O ataque americano foi anulado pela defesa celeste. 

Tanto que Gléguer, mesmo sem fazer defesas difíceis, trabalhou bem mais do que Fábio, quase um espectador. 

Na melhor jogada deste período, aos 21, Bernardo, no do bico da grande área, pela esquerda, cortou um zagueiro e bateu de curva, buscando o ângulo contrário de Gléguer, que se esticou todo para espalmar.

Um minuto depois o juiz interrompeu a partida em função do temporal que desabou sobre o Mineirão e da queda de energia, que deixou o estádio às escuras. A paralisação durou longos 38 minutos.

No reínicio, o Cruzeiro voltou com mais força no ataque, mas continuou errando passes e finalizações. Aos 25, Eliandro recebeu na área e foi derrubado por Fabrício. O juiz mandou seguir o lance.

Ainda que mais efetivo ofensivamente, o Cruzeiro errava muitos passes. O ataque americano continuou ineficiente. O jogo ficou truncado pelo excesso de faltas. Dos 30 aos 40 minutos, o juiz aplicou cinco cartões amarelos, sendo dois para o América e três para o Cruzeiro. Os americanos cometeram o dobro de faltas.

Aos 35, Bernardo cobrou falta na entrada da área, pela direita, e Gléguer defendeu em dois tempos. Aos 38, Marcos fez boa jogada pela direita, cortou para o meio e bateu por cima do gol.

Aos 45, a defesa americana saiu jogando errado. Caçapa interceptou o lançamento com um chutão rasteiro que parou nos pés de Wellington Paulista, que viu Gléguer adiantado e bateu por cobertura. A bola bateu no travessão, no corpo do goleiro e entrou. Golaço. Cruzeiro, 1×0.

Na comemoração, os jogadores fizeram uma rodinha e homenagearam Leo Fortunato, pelo aniversário e pela volta de longo tempo afastado por contusão.

2º TEMPO

O Cruzeiro voltou com a mesma formação. No América, Joãozinho e Luciano entraram nos lugares de Fabrício e Irênio. Mauro Fernandes saiu do 3-6-1 para o 4-4-2 e seu time voltou com uma postura mais ofensiva.

A partida ganhou em movimentação. As equipes alternavam ataques, com o América, mais organizado, levando ligeira vantagem. 

Aos 2 minutos, Diego Renan roubou uma bola no meio de campo, avançou até a entrada da área e errou o último passe, que deixaria Eliandro na cara do gol. Aos 4, Fábio Júnior penetrou pela área e na hora de concluir se enroscou com a bola, que saiu pela linha de fundo. Aos 7, Fábio Júnior recebeu passe em diagonal e saiu na cara do gol. Fábio abafou o chute e afastou o perigo.

Aos 9, Adilson trocou Marcos por Magalhães, que entrou com a missão de fechar o lado esquerdo. Diego Renan foi para a direita. O juiz seguiu distribuindo amarelos. Uchoa recebeu aos 9 e Luciano, aos 10.

Aos 13 minutos, Fábio Júnior apanhou um rebote de uma rebatida da zaga e ajeitou para Leandro Ferreira bater de fora da área. O chute saiu rasteiro, fraco, mas Fábio aceitou. América, 1×1.

Aos 15, Adilson trocou Eliandro por Leandro Lima, na tentativa de equilibrar a disputa no meio de campo. O América teve uma boa oportunidade, aos 19.  Joãozinho entortou Caçapa pela esquerda e cruzou para Luciano que, de frente para o gol, errou a cabeçada e jogou pela linha de fundo.

Aos 21, Bernardo roubou uma bola no ataque, passou para Wellington Paulista e recebeu na frente, nas costas da zaga. Ao tentar driblar Gléguer, foi atingido pelo goleiro. Pênalti, que dessa vez o juiz viu e marcou.

Um minuto depois, Wellington Paulista bateu, Gléguer desviou e a bola bateu na trave. Antes da cobrança, Adilson havia trocado Fortunato por Kieza, alterando o sistema de jogo para o 4-4-2.

Nem deu tempo para o pênalti perdido surtir algum efeito no andamento da partida. Aos 23, Bernardo cruzou da direita, Wellington Paulista tentou o domínio e involuntariamente ajeitou para Kieza, que, no seu primeiro toque na bola, bateu no canto direito de Gléguer. Cruzeiro, 2×1.

Fábio Junior ainda perdeu boa chance aos 25, quando, na entrada da pequena área, se livrou da marcação e bateu para fora. Com a vantagem o Cruzeiro passou a controlar o jogo. Recuou a marcação e passou a explorar os erros americanos para sair em contra-ataques puxados por Bernardo ou Leandro Lima.

Mauro Fernandes trocou Moisés por Zé Rodolfo aos 30, mas o seu time começou a lançar bolas altas na área, sem nenhum resultado prático. O jogo ficou nervoso. Aos 34, Rodrigo chutou Fabinho, caído.

Seguiu-se um bate-boca e troca de empurrões entre vários jogadores, que o juiz apenas assistiu.

Aos 36, Wellington Paulista revidou várias faltas feitas por Dudu e recebeu o amarelo. Aos 38, foi a vez de Danilo receber o cartão, depois de cometer falta dura. Àquela altura, o juiz já havia mostrado 9 amarelos, sendo 6 para o Cruzeiro e 3 para o América.

Aos 40, Leandro Lima recebeu de Fabinho e lançou na entrada da área para Wellington Paulista, que chutou em cima da zaga. A bola subiu, o próprio Paulista disputou o rebote e a bola sobrou para Leandro Lima, que rolou para Fabinho acertar o canto esquerdo de Gléguer com um chute colocado. Cruzeiro, 3×1.

O América descontou aos 45. Rodrigo chutou cruzado e, na marca do pênalti, Fábio Junior dominou de costas para o gol e de virada bateu sem chance para Fábio. América, 3×2.

Nos acréscimos o Cruzeiro conteve a pressão americana e segurou o resultado sem maiores problemas.

Depois das turbulências da semana, a vitória foi muito bem vinda. Além de manter a liderança do Mineiro (onde está o erro da estratégia de escalar times mistos, se o Cruzeiro lidera a fase de classificação, a duas rodadas do seu final?), acalma o ambiente. 

Para um catadão, o time mostrou uma boa organização tática. Mas, sobretudo, a vitória deveu-se à boa atuação de diversos jogadores, com destaque para Caçapa, Fabinho, Diego Renan, Wellington Paulista e, principalmente, Bernardo e Uchoa.

Mauro França, 47, cruzeirense, economiário, historiador, nasceu em Sete Lagoas, mora em Belo Horizonte.

54 comentários para “Cruzeiro 3×2 América: Catadão bem organizado”

  1. Chaves disse:

    Taí, gostei do Catadão do Cruzeiro. Entrou organizado e determinado 9Pra não dizer focado, rs….). Gostei da declaração do Bernardo depois do jogo, mostrando que trata-se de um ser humano. Apenas um jovem (Talvez não tão jovem assim) garoto que sonha em fazer sucesso e que esse ano está se dedicando a carreira. O que ele quer é apoio pra poder se soltar mais. Vamos ajudá-lo.

    • Douglas_Sorocaba disse:

      Infelizmente ele foi começar a carreira justo em um time cuja torcida é implacável contra falhas pontuais e más atuações. Se o Pelé tivesse jogado no Cruzeiro nos anos 60, teria sido vaiado e pedido pra sair, chateado.
      Pelamordideus, não estou querendo comparar o Bernardo, ou qualquer outro jogador contemporâneo, com o rei, longe disso. Só que mesmo o Pelé teve seus altos e baixos, e no Cruzeiro, teria sido jogado aos leões nos dias de “baixos”.

  2. walfrido disse:

    Concordo com tudo. Minha opinião era que o time titular tem que jogar, não só pra vencer o America, mas sim pra ganhar conjunto. Escutei a entrevista do AB e acho que ele tb pensa assim, só que achou que a viagem de volta desgastou mto o time e agora vai por os titulares pra jogar contra a Africa do Sul e contra o America de TO. Os titulares não precisam SÓ de entrosamento mas sim de começar a mostrar a força anímica que mostrou nos momentos difíceis de 2009. Tá na hora de começar a disputar cada bola como um prato de comida, temos que estar neste espirito pra conseguir os pontos que precisamos na LA pra passar de fase. Fácil não tá.

    • Jorge Santana disse:

      se esses caras trabalhasem no centro administrativo (que é espetacular, diga-se) e tivessem que viajar pra casa no fim do expediente, teriam de ser poupados até de jogo de palitinho.

    • Douglas_Sorocaba disse:

      Pelo que andei acompanhando ultimamente na midia, acho que o Cruzeiro terá que colocar o time titular e ainda contratar alguns reforços para encarar o poderoso esquadrão do América de TO! Não é esse timaço teofilotoniense que está metendo medo até em times ditos grandes da grande BH? kkkkkk…

  3. walfrido disse:

    Quanto a boa atuação ontem, vou apenas lembrar que jogamos contra um timeco. Um timeco que correu, forçou, deu pancada, mas um timeco. Continuamos sem uma apresentação de gala do time A.

    • Chaves disse:

      Vá ao teatro, seu lorde…. Ano passado, chegamos a final da Libertadores com apenas uma atuação de gala. O resto era jogo feio e, no máximo, um bom jogo. Mas atuação de gala tivemos apenas contra São Paulo lá. Até contra o Grêmio aqui, lembro que o Gremio errou gols feitissimos. Teve mais chance que o Colo-Colo. Lembro que, contra o Estudiantes aqui, na estreia, não tinhamos criado uma chance sequera até o penalti no W.Paulista. Depois, fizemos dois jogos fora. Um empatamos, jogando mal. Outro vencemos de 1 a 0, mas tomamos sufoco o segundo tempo inteiro, o que rendeu muitas criticas aqui no PHD.

      • walfrido disse:

        Ô Anta, pra mim atuaçãoi de gala não precisa ser futebol firulento e de lesco lesco não. Atuação de gala a qual me refiro, mala sem alça, é jogar contra algum time bão, de respeito, e ganhar de forma inequívoca. Bons exemplos foram os jogos contra SP e Gremio pela LA ano passado. Tá faltando um jogo assim. O que chegamos mais perto foi no jogo contra o Velez, onde mesmo com 2 a menos e o juizinho 2 pesos e 2 medidas, ainda jogamos bem e com raça.

      • Arthur disse:

        Vc está sendo altamente injusto. CRUZEIRO com WAGNER massacrou o GFPA aqui. Lá ganhavamosd e 2×0, e não saimos com a vitória pois o árbitro deixou o povão gaucho bater e nossa dfes brincou. Outra injustiça sua, foi a partida aqui contra o ESTUDIANTES que ganhamos bem de 3×0. Talvez, ela tenha ajudado a colocar nosso time de salto alto na final, achando que seria a mesma coisa. Diga-se que não foi porque o K30 foi fominha, se cobrisse o goleiro deles acahva o WP debaixo das traves do outro lado. Atrasou a bola pro goleiro e tomaos o empate em seguida. Pouca gente comentou isso…

        • Chaves disse:

          Injusto ao dizer que o Gremio teve chances claras de gol aqui? O Cruzeiro jogou bem, mas o gremio tbm teve varias chances de gol. Se duvidar, veja o vídeo no youtube.

          • Arthur disse:

            EU ESTAVA LÁ VI ESSA PARTID AO VIVO E A CORES. GFPA jogou bem, e foi um duro adverário e isso valorizou a vitória.
            WAGNER jogou um partidaço. E o GFPA depois que levou o 3.o parecia perdido em campo igual barata tonta. Ele tiveram duas boas chances no 1.o tempo, mas quem guardou fomos nós.
            E dai pra frente o jogo foi bem equilibrado, mas o CEC jogou bem e principalmente, mereceu a vitória.

    • Chaves disse:

      O time foi crescendo durante a Libertadores, ganhando confiança. Jogamos mal os dois jogos da final, mas podeírmaos ter sido campeão assim mesmo. Contra o São Paulo aqui e contra o Gremio nos dois jogos, o Cruzeiro foi um time frio e letal. Quando tinha a chance, marcava. Faltou isso contra o Estudiantes.

  4. Emilio disse:

    Uchoa deixou uma ótima impressão. Agora podemos ter alguma esperanca com a ausencia do Fabricia. E por falar nele, vai entrar por Guinnes, 5 meses de reforco muscular…. 5 meses sem jogar e nem chega a ser uma lesao de ligamentro cruzado …

    • walfrido disse:

      Caaaaaaaalmaaaa gente, caaaaaalmaaa com o Uchoa. É garoto, fez UM jogo bom. Calmaaaa. Esses holofotes só fazem mal nessas horas. Semana que vem o garoto joga mal e vão descer o kct nele. Tem que ir aos poucos, vai estourar mesmo só daqui a uns 2 anos. Espero que seja antes, mas normalmente demora. Bernardo que sempre foi destaque na base, inclusive de seleção, tá ralando com altos e baixos a 2 anos. E é vaiado dia sim não. Calma galera.

      • Chaves disse:

        “Calma”. palavra que não existe no futebol. Antes de estreiar no profssional, Bernardo era tido como craque por aqueles que hoje o vaiam. Após o Palemiras vencer um jogo com o Zago, teve gente já justificando a contratação do treinador. M.Paraná foi vaiado com 15 minutos. E por aí vai.. Pedir “calma” pra nós torcedores de futebol não vale a pena. Se esqueceu que, com apenas 20 minutos contra o patetico-MG eu já mandei a cornetada queimar a língua com o Roger. Futebol é assim. O que conta é o último jogo.

  5. Leo Vidigal disse:

    Resenha precisa, como sempre. Pra mim esse jogo teve duas fases, como diria o povo de Belém: antes e depois da chuva. Que aliás foi belíssima e gerou uma euforia na torcida que depois se manteve pelo resto do jogo. Parecia que todo mundo no estádio queria cantar mais alto que ela. Mas contra a fúria da natureza ninguém pode. Ainda bem que o jogo não foi desmarcado. Esse time B foi um achado e deve segurar a onda até o final dessa fase e talvez por boa parte do Brasileiro. Dá-lhe ZEEEROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!

    • Jorge Santana disse:

      torcedor é bicho pirado. ontem, comemoraram raios e trovoadas como se fossem gols. granizo, o pessoal da geral tava matando no peito e pegando de voleio. sensacional. só o bestalhão do bernardo mesmo pra dar chilique num jogo em que o torcedor tava de bem com a vida.

  6. Elias #facts disse:

    Pois é… estão dizendo que o Villa Nova, a troco de uma “renda maior” e “um gramado melhor” está aceitando transferir o jogo contra o patético do ex-Alçapão do Bonfim pro Mineirão. Ai eu quero ver se alguém vai criticar como fizeram com o Ipatinga, que trocando o gramado aceitou do Ipatingão jogar três partidas no Mineirão…

  7. Otima analise do Mauro, como sempre muito melhor do que qualquer jornal o site do Cruzeiro.
    Somente discordo com relação a Caçapa, ele jogou uma excelete partida quando tinhamos três sagueiros onde ele se posicionou a frente da nos saga, fazendo de volante e subindo constantamente ao ataque esteve extraordinario.
    Quando o time jogou na formação que o AB gosta com dois sagueiros ele foi mal, acredito até devido ao cansaço também.

    • rosan amaral disse:

      Também concordo Mauríco, o Caçapa foi nota 8. Onde ele perdeu pontos: no primeiro gol, ele como xerife não podia deixar aquela lebre chutar da entrada da área; nos dribles do Joãozinho, onde o nosso missiê ficou de quatro tal qual kanapis.

    • Arthur disse:

      Não concordo que chamem de “catadão”. Olhe que tinham em campo 5 promessas: ELIANDRO-MARCOS-UCHOA-BERNARDO-D. RENAN. Então uma metade do time (na linha) “já se conhece” e sabe jogar junto. GIL não inventou, CAÇAPA ficou de xerife (na frente da zaga), o que deu segurança. FABINHO fez boa partida. Na frente WP foi outro nome do jogo e desequilibrou. E KIEZA bem como MAGALHÃES também entraram em campo com vontade de jogar bola. Assim fica mais fácil. Vc coloca em campo jogador fazendo lesco-lesco, não dá bola pro colega, errando passe um atrás do outro, sem marcar ninguém, sem compromisso, aí fica dificil. Os juniores podem não ter traquejo, mas compensam isso com muita saude e disposição.

  8. Ernesto Araujo disse:

    Engraçado… O jogo de ontem foi bem atípico. Entramos com um mais uma versão do Catadão® 2010 (e o Mauro França já incorporou a marca) e o time jogou uma boa partida. Acho que mesmo com o empate a torcida não ficaria decepcionada. O jogo foi bom, disputado, emocionante, como toda partida de futebol pode ser. E o cruzeirense saiu de alma lavada (literalmente) com um belo gol de WP e os demais de raça. ABAP bem que poderia fixar esse time como nosso time B e ir só substituindo as peças de acordo com cartões e contusões.

  9. rosan amaral disse:

    O Uchoa pode não ser um novo Ramires, mas pode ser um novo Paraná. Vamos aguardar. Se fizer as próximas 5 partidas de igual quilate, pode apostar que não é cavalo paraguaio.

  10. rosan amaral disse:

    Evandro, o Uchoa é macacão de piloto de F1 ou é 100% Cruzeiro?

  11. Douglas_Sorocaba disse:

    Destaques individuais no jogo:
    1) Golaço do WP;
    2) Primeiro gol do Kieza com a camisa azul celeste (espero que seja o 1º de muitos);
    3) Gol de categoria do Fabinho;
    4) Partidaça do Uchôa (não assisti o jogo, apenas os melhores momentos, mas acredito nas opiniões do Jorge, do Mauro e de tantos outros aqui);
    5) Leandro Lima, que entrou no 2º tempo, participou dos 2 gols da etapa final. Foram dele os (belos) passes para os gols do Kieza e do Fabinho. Se não fez uma partidaça, pelo menos foi importante para o time, o que não é pouca coisa.
    6) Bernardo está conseguindo ser útil coletivamente. Seguindo nessa linha e com um pouco mais de cabeça no lugar, o garoto tem futuro. Caso contrário, trilhará o mesmo caminho do Kérlon até cair no esquecimento do mundo futebolístico.

  12. Flavio Carneiro disse:

    O melhor de tudo, além dos 3 pontos, foram as atuações do Uchoa e do Fabinho. Ótimo ver um garoto da base jogar com tanta personalidade e muito bom ver o Fabinho jogar bem novamente, como já fez em vários momentos no Cruzeiro. Essa é uma posição onde estamos muito bem servidos!

  13. Flavio Carneiro disse:

    Antes do campeonato mineiro começar, 2 coisas são quase certas: Cruzeiro campeão e dirigente perdedor colocando culpa em arbitragem. Êta chorôrô chato sô!!!

  14. Rogério disse:

    Os comentarios deste post mostram bem o que é o torcedor, exaltam um jogador por uma partida como é o caso do Uchoa e depois detonam o jogador por poucas partidas jogando mal, como está acontecedo com Diego Renan e Bernardo, tem que ser 8 ou 80, não conhecem o meio termo, não respeitam a oscilação normal para a idade deles.

    • Ernesto Araujo disse:

      Pois no conto do “Junior de uma partida só” eu não caio não, Rogério. Jogador da base vingar é processo longo, exceto quando são talentos geniais. Os outros, os jogadores bons, mas comuns, levam algum tempo pra fazer a transição. O Bernardo tem todo 2010 para adaptar-se. Diego Renan já tem mais rodagem e a partir do segundo semestre acho que já pode ser avaliado com um pouquinho mais de rigor. Os outros que vierem a entrar depois deles, só ano que vem.

      • Ernesto Araujo disse:

        Porém nao vejo como caso de 8 ou 80… O Bernardo ontem fez sua melhor partida pelo Cruzeiro (e nem assim foi considerado o melhor em campo) portanto as críticas que vinha recebendo eram e ainda são justificavéis (vaia não é crítica, é atrapalhar o time em campo). Já o Uchoa só jogou uma. Precisa de sequencia, ainda que no time B pra podermos avaliar. Por hora, não dá pra concluir nada… Tou de s@co cheio de “jogadores promessa”. Vamos confiar e aguardarrrr…

    • Arthur disse:

      D.RENAN está insatisfeito na L.ESQ, como estav o JOHNATAN no passado, lembra? O jogador é destro, como marcar alguém sem o pé esquerdo do lado esquerdo. Nem se ele for JC, dá pra fazer esse milagre. Então, o jogador quebrar um galho é uma coisa, ser jogado definitivmente lá, é outro. E em consequencia, o futebol dele tem murchado. Fora isso,a fominhagem que ele e o BERNARDO mostram, tem atrapalhado demais. a torcida ver o WP sozinho na peqeuna área, livre, e vê o BERNARDO tentar driblar 3, ao inves de tocar por companheiro, e além diso dar um chutinho ridiculo e sem força…Tome vaia! A torcida está errada??? Está não, e o quem entende de futebol, já devia ter chegado no garoto e puxado a orelha no jeito.

  15. Ernesto Araujo disse:

    Aliás, deixa eu comentar aqui uma coisa relativa a essa questão dos juniores… Em outros espaços virtuais internet afora, há quem pregue a substituição de 70% do elenco titular pelos juniores do Cruzeiro. Irracional por natureza, o torcedor vê sempre a solução no outro lugar, não onde ela realmente está. Lembra até um poeta local aqui da Baixada, Vicente de Carvalho:

    Essa felicidade que supomos
    árvore milagrosa que sonhamos
    toda arriada de dourados pomos

    existe sim; mas nós não n´a encontramos,
    porque está sempre apenas onde a pomos
    e nunca a pomos onde nós estamos.

    • Ernesto Araujo disse:

      Pois bem… Nesse sentido, foi ótima a derrota do Santos. Nâo torço contra o futebol bem jogado pelos jogadores da Vila Belmiro. Mas é bom pra abaixar um pouco a sanha dos torcedores (inclusive de outras equipes) que, invejosos do sucesso dos Santistas já estavam a postos para pressionar violentamente suas diretorias e comissões técncias por uma mudança na política de contratação/escalação de jogadores no elenco principal.

      • Ernesto Araujo disse:

        A coisa não é assim tão simples. De 2002 pra cá o Santos tem tido muita sorte com jogadores jovens, muitos deles não formados no Santos, é bom que se diga. Leão, inclusive, que em 2002 projetava o rebaixamento da equipe, foi guindado à posição de “descobridor de talentos”… Coisas que só a loucura do torcedor mal informado permite. Novamente, a história se repete… A perspectiva aqui em Santos para 2010 era de fazerem muitas contratações… Ninguem acreditava nesse time. O único com algum crédito era o Neymar e mesmo assim era reserva.

        • Ernesto Araujo disse:

          Mas, por essas coisas que somente o futebol permite, o Neymar passou a jogar tudo o que já apontava que poderia, além do crescimento de alguns jogadores e do retorno do Robinho, a equipe encaixou muito bem ainda que fosse vulnerável na defesa, compensando com grande volume no ataque. Agora espero que todo mundo tenha um pouco mais de calma, principalmente no Cruzeiro com esses jogadores que o Adílson está colocando aos poucos.

          • Rodrigo-bsb disse:

            Ernesto,a política do santos deve ser copiada e admirada. è o exemplo a ser seguido. E uma derrota por 4×3 num clássico é o fato mais normal do mundo. Nem o santos de Pelé, nem o Cruzeiro de Tostão. Não acho um resultado desses embace o brilho do santos. O futebol só tem a ganhar quando um time desses dá certo.

        • Arthur disse:

          E nós car-pálida, não temmos tido sorte não? Que tal RAMIRES-MAGRÃO (embora não ache gde coisa, 6 MI é muito, rss)-CHARLES-MORENO este povo todo se deu bem, e naõ era prata da casa. Agora, que dá dó lembrar do JADILSON, dá. O que o jogador caiu de produção desde que saiu do CEC não está escrito. Para não esquecer, o mesmo aconteceu com o baiano DOMINGUES. E pode colocar outros aí na lista. Entrão essa queda de produção, dos juniores é apenas um pedaço de uma queda muito maior qdo o cara já não é junior e roda.

          • Ernesto Araujo disse:

            Ramires, que eu saiba não era da base do Cruzeiro, King. Moreno, Charles e Magrão também não. Juniores que eu considero são os caras que treinam no Cruzeiro desde jovens, como o caso do Uchoa que está desde os 14 anos no Cruzeiro. Gente que veio de fora depois da puberdade não pode ser considerado prata da casa…

          • Arthur disse:

            estou dizendo exatamente isso, nenhum deles é da base…

          • Mauro França disse:

            Magrão e Charles sairam da base.

          • Jorge Santana disse:

            Saíram, deram volta ao mundo, voltaram, e foram devolvidos ao mundo. E não duvido que voltem, de novo.

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