No início de 1968, o presidente do Cruzeiro, Felício Brandi, recebeu um telefonema de Sorocaba. Era um amigo sugerindo a contratação do beque central do São Bento.
Naquele tempo, jogador não tinha empresário. Olheiros é quem os descobriam e encaminhavam aos clubes.
Felício quis saber o nome do garoto:
- Chevrolet -respondeu se amigo.
- Ah, me desculpe, mas com este nome, não dá pra ele jogar em time profissional. Deve ser um becão de roça.
Chevrolet foi para o Palmeiras e passou a ser chamado pelo nome de batismo, de Luiz Pereira.
No Parque Antártica, Luiz Edmundo Pereira passou seis anos. Em 1974, após distutar a Copa da Alemanha, ele se transferiu para o Atlético de Madrid, onde se tornou ídolo.
Em 1973, a história se repetiu em Buenos Aires. Informado sobre um beque, de Chacabuco, de apenas 20 anos e muito futebol, um dirigente do River perguntou:
- Como se llama el pibe?
- Daniel Alberto Passarella.
- Passarella?
¡No… con ese apellido nunca puede ser futbolista!
O jogador foi inscrito na Série C pelo Sarmiento, de Junín, e só no ano seguinte foi recebido em Nuñez.
O resto da história todos conhecem. O becão foi ídolo do River, da Fiorentina, da Internazionale e da Seleção Argentina, pela qual conquistou dois mundiais.
E, hoje, é presidente do clube millionario.
Nomes e apelidos… isto não interfere em nenhum momento na carreira de um jogador… pode ter certeza…
Quem não se lembra quando anunciaram a contratação do Mota pelo Cruzeiro, a imprensa e a torcida segundina logo trataram de ironizar… e todo mundo sabe como ele saiu daqui… Campeão Brasileiro.
Luiz Chevrolet, Beto Fuscão, Júnior Brasília..
Rubens Galaxie…
Marcio pauleira (aquele que acertou o garoto do placar do mineirão cobrando pênalti em final do brasileiro).
Não só o nome, mas o porte físico também era pre-requisito para contratação. O próprio Garrincha sofreu resistência até mostrar suas qualidades no Botafogo. Luiz Pereira jogou muito no Palmeiras.
E o genial Jacozinho, a quem Maradona deve boa parte de sua fama? Desprezado por ser nanico, invadiu a festa do Zico no Marcanã e deixou o planeta boquiaberto com seu talento…
Jacozinho abrilhantou a festa do Zico e ainda fez gol.
Luiz Pereira e também Marinho Peres, entre outros, colocaram o São Bento no mapa do futebol brasileiro. Hoje o time capenga na segunda divisão do paulista, permeado por brigas políticas. Quem também começou por aqui é o Bernardo. Vez por outra ele é notícia nos jornais daqui. Se um dia o garoto realmente jogar o que sabe, não só o torcedor crruzeirense ficará feliz, o sorocabano também.
Jogadores com apelidos engraçados, estranhos, exóticos, ridículos é o que nunca faltou em futebol. Gilson Gênio, Astronauta (jogava no São Paulo de Rio Grande-RS), Didi Pedalada, Titica (esse jogou no São Bento de Sorocaba em 1976), João Carlos Motoca (Botafogo de Ribeirão Preto), Iaia, Dirceu Borboleta, (esses dois jogavam no Araguari), Coreia (jogava no Fluminense de Araguari), Dedé de Dora (quem se lembra?), e muitos outros.
Renato Borboleta e Renato Dramático, da Cocota. Cafuringa, Flu, Berico, Fla, Biro Biro, Corintiãs, Capitão, cujo nome é Oliúde, da Lusa, Fazendeiro, do Uberlândia, Ticrim, do Guarani divinopolitano, Sapatão e Beijoca, do Baêa, saúdam o distinto público e pedem passagem.
Lucio Surubim, Eduardo Lobinho, Pato, Falcão, Ganso, Geraldo Touro, Formiga, Mão de Onça, Ratinho, Carlos Alberto Pintinho, Paulinho Cascavel, Marinho Rã, Canario, Pavão…
Nenhum é melhor do que o Zé Chita do Racing, do Universitário. Nem mais emblemático do que o Cabrita, tb do tricolor do Pé Vermelho. Um prêmio pra quem descobrir a omspiração pra estes apelidos.
E o Boideiro, grande jogador.
Nome as vezes é importante, aquela Maizena que foi goleiro do Cruzeiro. Como um goleiro pode dar certo com um nome desse?
Pois os goleiros Neneca, Borboleta e Princesa deram. Certo, é claro.
Nomes nào dizem nada para mostrar qualidade no futebol aqui no Brasil. Entretando, não sei se os amigos conseguem, perceber, nome dos jogadores tem importância para serem negociados com times europeus. Assim sendo, alguns apelidos não são bem vistos por não terem traduçào ou compreensão na Europa. O caso mais interessante que vi é do Walter Minhoca. O apelido não desgrudou, os empresários pediram, os narradores, comentaristas, redatores atenderam, mas o apelido não descolou de jeito nenhum, e o “michoca” não foi bem compreendido no exterior (e olha que ele tem mais qualidade que muitos nomes-bonitos que atuam no exterior).
Kaká é o nome mais ridículo que um jogador de futebol poderia ter, pois em praticamente qualquer lugar do mundo fora o Brasil este nome significa fezes. O que eu ouvi de piadinha aqui na França quando Kaká foi contratado pelo Milan, não tá no gibi.
Mais do que “Minhoca”? Talvez a sonoridade e possibilidade de pronuncia de Kaká tenha facilitado as coisas…
Em francês, todas as palavras são oxítonas. Cacá aqui quer dizer cocô aí.
Agora, fico imaginando como fica a perfume Coco Chanel aí no Brasil (se pronuncia “cocô” aqui na França):
http://www.chanel.com/fb/um.php?la=fr&lo=fr&re=chanelcom&wsmlentry=ch4400
Aqui, caca, são as fezes da galinha, a ave, não o time.
E lembrando que o apelido nunca foi empecilho para craques… Só para não ir muito longe, cito um dos quatro maiores do Brasil: Pelé, Tostão, Garrincha, Zico. Acho até que precisamos achar jogadores como nomes esquisitos para que mostrem como são craques e não sejam aceitos no exterior.
Sobis, sobrenome ucraniano, foi aproveitado, em detrimento de um outro, de origem portuguesa, pra volorizar o Rafael no mercado europeu. E, no entanto, ele foi parar nas arábias.
Dentinho, Boquita e Toró terâo chance no mercado internacional?
Boquita, Dentinho e Toró, terão chances se jogarem mais bola do que tem feito… Nome não quer dizer muita coisa, mas, nos dias de hoje os jogadores já vem da base com o nome, alguns já vem com nome e sobrenome… Acho mesmo que os apelidos fazem bem para o nosso futebol… E como vivemos a sanha dos nomes da moda tem times que tem 4 Diegos ou 5 Rafaéis… Rodrigo Pimpão…
Vou relacionar uns de MOC : Bentinho ( que perdeu pro Jorge Wagner o titulo de pior jogador do Cruzeiro em uma aposta do Evandro ), Dandão centro-avente do bicho ( extinto Montes claros Futebol clube ), Janjão zagueiro do bicho e do Ateneu, Mizael era atacante, virou volante, depois lateral e já jogou até de zagueiro…hoje deve ser gandula, e não poderiamos deixar os grandes mestres da bola, técnico BONGA , ou “seu Bonga” como a garatoda o chamava.
Solta a bola, Tiriquí!
Maizena não deu certo porque era ruim… Manga jogou muito… Sheslon tem nome bonito e não joga nada… Nelinho jogou prácarai… Wélton Felipe tem nome de gerente de hotel e não joga nada, mas, Luiz Chevrolet jogava demais… E o Zezinho Figuerôa, hein??? Edcarlos tem nome de cantor e não joga nada. Alfredo Mostarda jogava demais… Thiago Feltri é nome de gerente de sinuca, mas, só sabe cavar faltas… E eu vi Marinho arrebentar naquele espaço… E o que dizer de Dudú, Feijão, Sabiá, Careca, Caçapa, Palhinha, Tostão, Natal, Batata, Rabo de Vaca, Muller, Tinga, Mineiro, etc… O que realmente importa é a qualidade do futebol…
Natal Baroni é nome. Genalvo, idem. Só que a diferença entre eles é estratosférica.
Solta a bola Jajá (esta é para você Hugão).
Jorge Santana, você que é chegado neste negócio de nomes me diga… Quem faria mais sucesso Genivaldo ou Hulk? Rafael Moura ou He-Man? Evilásio ou Bilau Pé Baruel? (esta é do Mução)… Um abraço – JCDuarte
Nego Valter, Luiz Cabrita, Zi Preto (Pão Véio), Bibi e Valdir Coxinha; Zé Chita e Mozart; Carlinho da Bernadete, Paulinho Teco-teco, Diquinho e Geraldinho Siririca. Simplesmente imbatível este Racing. Velho Damas não pegaria nem banco…
Dupla de ataque do patético-mg 2005: Márcio Mexirica e Catanha.
Balu, Tobi, Remi, Bendelack, Orlando Fumaça…nomes marcantes da nossa história recente. Dedé de Dora…sempre sofremos com gracinhas da imprensa mineira, contra contratações com nome esquisito ! Realmente o nome atrapalha na afirmação inicial. Hj a estrutura profissional exige equilíbrio no lançamento de apelidos. Notem que hoje temos nomes equilibrado e compostos? Leonardo Silva, Diego Renan…etc SÃO HISTORIETAS DO FUTEBOL….PODEMOS MONTAR UM TIME CELESTE COM NOMES ESTRANHOS? QUEM SE HABILITA?
Querem um nome bonito, Evandro e Jorge? THIAGO HELENO.
Alguem contrataria um jogador com o nome de Pelé?
Tem umas “histórias” sobre o Bonga bem interessantes, uma ele treinando um time de um bairro pobre de moc, resolveu promover um confronto contra os seus alunos do colégio marista, o time do colégio goleando bonito, e vem o fim do 1o tempo. Bonga já meio p… da vida vai conversar com a galera da favela, e alguém responde o que está acontecendo “O seu Bonga essas chuteiras estão atrapalhando a gente, pode tirar ?”. Pronto, bastou o inicio do 2o tempo para os “riquinhos” do marista tomarem uma sapatada da meninada da favela…pra essa galera só chuteira “bico largo” !
Boga III – A escalação, Eu acho que o AB deveria conversar com o Bonga ( se que ele ainda é vivo ) sobre escalações de time, o Bonga usava a profissão do pai para escalar o time ( segundo a lenda ) : Seu pai é faz o que ? Pedreiro ! Então você será o goleiro pra construir um paredão no gol. E o seu ? Cozinheiro ! Então você será meio campo, para alimentar o ataque ! E o seu ? Trabalha na roça. Será cabeça de area pra ir limpando a nossa defesa…e por ai vai…