Coleção de mantas

Por Jorge Angrisano Santana | Em 18 de fevereiro de 2012

O Cruzeiro possui 50% dos direitos econômicos de Kleber Gladiador. Sabem quanto vale isto? Alguns bolívares. Ou guaranis. Ou pesos argentinos falsificados.

O Cruzeiro tinha 50% dos direitos econômicos de Bernardo. Sabem quanto está valendo isto? Pôla nenhuma.

O Cruzeiro pagou R$1 mi pelo beque Mateus. Sabem quanto vale, hoje em dia, um zagueiro que sequer frequenta o banco de reservas? Nada.

O Cruzeiro contratou Diego Arias, um “volante de seleção sul-americana com várias Libertadores no CV”. Quanto ele deve valer fazendo apenas jogo-treino na Toca? Zero!

Keirrison, Bobô, Amaral e Thiago Carvalho ainda podem dar retorno? Tenho a impressão que não.

Não seria melhor manter Naldo, Fabrício, Paraná e Charles com o dinheiro gasto?

E ter oferecido desconto pelas metades do Kleber e do Bernardo de modo a embolsar algum naquelas transações?

23 comentários para “Coleção de mantas”

  1. matheus t penido disse:

    É o tal do gerenciamento mal feito que no caso de um clube sem grana é fatal. Pode áté ser que alguns desses jogadores citados pelo JS deem a volta por cima mas a vdd é que um clube pobre não pode se dar ao luxo de manter tantos bondes ou de ter jogadores caros só fazendo jogo-treino no CT.

    • Penido, pense, por exemplo, que a grana movimentada pelo Cruzeiro durante um ano, classifica-o como uma grande empresa. Não somos “sem grana”, a questão de “gerenciamento mal feito” é relativa. Imagine que jogadores se equiparam, nos dias de hoje, a animais de exposição em que pode-se ganhar milhões hoje ou realizar prejuízos homéricos num único exercício fiscal. Somente arranjando movimentações entre contas contábeis. O que sai divulgado para a patuleia passa longe do executado no dia-a-dia e é muito diferente de uma empresa comum.

  2. Não se trata, absolutamente, de “mantas” que o Cruzeiro aplica nos outros. Cada caso é um caso. K30 não pode ser equiparado ao Bernardo, e por aí vai… Trata-se de maus e bons negócios feitos na administração ZZP. Situação pior é a do Farias em que o prejuízo não é medido só no final. Prejuízo que não pode nem ser contabilizado e responsabilizar alguém pelos resultados… fica escondido entre as contas contábeis de balancetes e balanços. Assim como grandes empresas, times de futebol deveriam ter seus balanços “sociais” e os dirigentes serem avaliados por isso.

    • Uma meia dúzia de casos não reflete, de maneira nenhuma, o que foram os fatos de contratações e dispensas desde 1994. Claro que a mídia ajuda a esconder os descalabros de maneira quase incestuosa, como numa troca de favores. “…o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente decide como mostrar…” Nenhum negócio de jogadores, seja no Cruzeiro ou em qualquer outro lugar, pode ser avaliado se não for exibido com detalhes financeiros e “sociais”. Uma “manta” aqui e acolá é cortina de fumaça para um negócio de BILHÕES de reais…

  3. matheus t penido disse:

    E o JS ainda esqueceu do Cribari.

  4. Frede disse:

    Como fica a situação do Bernardo? o Vasco perde só os direitos federativos, em caso de derrota na justiça?

    • Há controvérias. O Inter dava como favas contadas a contratação do Oscar. A Justiça mandou o Oscar se apresentar no SPFW imediatamente. Exemplos recentes com o Cruzeiro demonstram que ninguém ganha nada com estes imbroglios… O caso de não pagamento do FGTS, arguido pelo Bernardo, dá direito a ele ir jogar em outro time, não dá direito a descumprir contratos de direitos econômicos e de imagem. COmo na maioria destes casos, a ganância/esperteza de empresários e agentes é sempre má conselheira.

  5. Eduardo123 disse:

    Não diria que a culpa é única da administração, no caso do K30, ele não queria ficar e quem levou não podia pagar, aí vei o ZZP com aquele discurso irônico de que ia oferecer o jogador a todo mundo e que ia receber os 50%, no caso do Bernardo foi mais problema da comissão técnica que não quis aproveitar o garoto (mas emprestar a um tipe que “pode” pagar foi um grave erro), o mesmo problema está acontecendo com o Thiaguinho e talvez tenha acontecido com o Farias.

    • Simone disse:

      Bernardo não foi problema da comissão tecnica, já que teve muitas chances, conversavam com ele, o orientavam, mas a cabeça do menino ( que já tem 4 filhos, pasmem!) é fraca. Tanto que provou isso no Vasco, ao fazer um alarde desnecessário e ao seguir o pensamento de seus pais, do empresário, e não procurar uma conciiação, um acerto a quem fez tanto esforço para contratá-lo. Dizem até que ele fez isso porque o Flor ou o Flam.erda querem contratá-lo.

      • Carpe Diem disse:

        Eduardo, penso que os casos que você cita mostram dois problemas contrários. SUPERVALORIZAÇÃO X SUBVALORIZAÇÃO. O Bernardo foi sim subvalorizado. Penso que nas poucas chances que teve, mostrou sim que tinha POTENCIAL, principalmente pelo que já tinha mostrado na base (talento). O Farias, pra mim, foi é supervalorizado. É fraquíssimo e não poderia jamais ter vindo com contrato tão longo e salários de 200 mil.

      • Carpe Diem disse:

        Na ESPN Brasil ontem, disseram que o patético mineiro poderia estar por trás da destemperada atitude do Bernardo. Sobre o Kléber, acho que foi um péssimo negócio. Era fundamental ter negociado sua parte, mesmo que fosse necessário fazer uma composição com outros clubes e trazer jogadores. Ficar com 50% de um jogador problema, mas que ainda tinha mercado naquele momento foi um risco MUITO grande e desnecessário.

      • Elias disse:

        Mais um? Realmente, o Kalil na próxima encarnação vai querer narcer Cruzeiro. Vai gostar de ex-jogador nosso lá em Vespasiano.

      • Simone disse:

        Carpe Diem, então o Bernardo continua subvalorizado, já que é reserva no Vasco? Ora, quem se desvalorizou por não ter cabeça boa, e até admitiu isso numa entrevista, foi o próprio Bernardo. De talentos que nunca vão pra frente, o Brasil está cheio.

  6. jfabio disse:

    Neste meio (futebol) é difícil ser eficiente quando não se sabe exatamente para onde quer ir. Os nossos clubes trabalham com cifras milionárias e vivem passando o caneco, mendigando dinheiro. Como pode uma única pessoa controlar toda essa dinheirada? Não é óbvio que 2 cabeças pensam melhor que uma? Seria possível evitar erros incríveis como estes que foram apontados? Penso que sim. Precisamos nos profissionalizar. Não dá prá um cara de compras ser expert em futebol e um boleiro ser um manager!!!

  7. Quanto ao Farias, um registro: nenhum torcedor torceu o nariz quando ele foi contratado. É de etiqueta que o povo gosta.

    • Carpe Diem disse:

      Opa… sei não. Eu ainda não comparecia neste certame, mas dei o grito geral com os amigos sobre o Farias… a chance dele não vingar era muuuito grande. No início do ano passado eu mandei e-mail para todos os setores de imprensa sugerindo o nome do Borges, que estava em baixa (e em situação de litígio) com o Gremio. Foi pro Santos praticamente sem investimentos (O Gremio aceitava receber o Marquinhos até no meio do ano para se livrar do Borges). HOJE faço outra sugestão…

      • Carpe Diem disse:

        …que já está até fincando repetitiva. Vítor Junior. Meia rápido, canhoto e inteligente que pode ser emprestado para a Portuguesa de Desportos. Acho que este jogador (que cabe no nosso orçamento) seria o cara para melhorar nossa criação e a velociadade do meio pra frente. Formar uma linha À frente dos dois volantes com Wallison de um lado, Vitor Junior do outro e Montillo no meio… e o Walter (ou WP/AR) fazendo a referência…

      • Eduardo Faria disse:

        Vitor Júnior, pelo futebol apresentado no Brasileiro 2011, seria uma aquisição pontual. Aliás, antes tarde que nunca, pois o Cruzeiro “dormiu no ponto” e ele foi para o Corinthians, resta saber até onde esta nova diretoria quer formar um elenco aceitável para 2012 ?!?!?!

  8. raher disse:

    O post reflete a dura realidade do Cruzeiro sim. Um periodo em que se valorizou muito mais as edições de DVD bem feitas e o comissionamento dos empresarios. Comprou-se mal, vendeu-se mal como nunca dantes e fizeram do clube antes tranquilo e controlado um devedor e gastador com coisas inuteis. Abusaram sim do direito de avaliar mal escolher mal. Pior vender com ressalvas sempre contra o clube. (manter 50% de quem não via mais ser vendido, pra que??)

  9. Naldo disse:

    O Naldo ainda não tinha se firmado mas tinha potencial para continuar. O Charles não tava bem mas já tinha história no clube. O O MP e o Fabrício eram dois jogadores com carreira sólida no clube. Me parece que, com exceção do Fabrício, perseguido por contusões, os demais poderiam ter ficado.