Arquivo da Categoria ‘Personagens’

Virada à cubana

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Em entrevista a um jornal mexicano, o velho ditador saiu do armário e admitiu: “Eu fui o culpado pela perseguição aos homessexuais”.

Ponto. O resto do palavrório pouco interesssa. É purpurina na forma de autocrítica e algumas firulas verbais sem resultados práticos.

Durante décadas, os homossexuais da Ilha foram demitidos de seus empregos, deportados e, pior, confinados em campos de concentração.

No Brasil, não se chegou a tal nível de barbárie. Mas o ambiente futebolístico parece estar sempre pronto a replicar a experiência do velho ditador.

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A encomenda

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Minha amiga Marilene, atleticana, passou o fim de semana com o pai, cruzeirense, em São Miguel e Almas de Guanhães.

Hoje, ela apareceu no serviço com uma encomenda: um garoto de sua cidade pediu-lhe uma camisa de goleiro.

E não é a do Júlio César. Nem a do Rogério Ceni. Tampouco a do Victor. Ele quer a camisa do Fábio.

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Adversário, não inimigo

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ufa! O talentoso Jonathan parou de reclamar da falta que o Mineirão faz pra dizer algo sensato.

  • Espero que seja uma recepção boa. Adílson fez excelente trabalho no Cruzeiro. Aconteceram algumas coisas que desgastaram bastante o relacionamento dele com o torcedor e com a imprensa. Mas espero que seja bacana, porque, com ele aqui, o Cruzeiro disputou três Libertadores, chegou a uma final. Ele fez bom trabalho. A torcida do Cruzeiro deve respeito ao Adilson. Quem sabe um dia ele possa voltar a ser treinador do Cruzeiro? Vou cumprimentá-lo, pedir para ele mandar um abraço para Ivair, Oscar, Zé Mário. Gosto muito deles. Mas quando começar o jogo, ele é adversário. A gente precisa emplacar, chegar ao G4, que estamos perdendo oportunidades. Vou desejar boa sorte a ele na vida, mas sempre procurando vencer.

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Ele não engana ninguém

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Victor Pimentel é tricolor. Carioca. Líder. Seus comentários são precisos. Sem o ranço anticruzeirense dos que cornetam o Mais Querido de Minas sob a batuta dos microfonistas emplumados.

Victor conhece Roger Galera Flores, o exigente meia cruzeirense formado nas Laranjeiras. Eis o que o confrade do BlaBlaGol escreveu sobre o talentoso baixinho carioca:

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Mariana está preocupada com Fábio

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Mariana está preocupada. Se o Geniba também estiver, é caso para promessa, fita do Senhor do Bonfim e muita reza brava.

Hoje, Fábio falou, de novo, que vai ter de sair pra ser valorizado. Se não foi exatamente, foi mais ou menos isto que ele declarou ao Globo Esporte.

O Cruzeiro garante não nenhuma proposta oficial e por isso não comprou o restante do passe do goleiro.

Tenho medo de ele não se sentir valorizado e quando esta proposta aparecer venha a dificultar a negociação.

Será que o povo bem informado, aqui do blog poderia nos contar como anda a relação entre a diretoria e o goleiro?

Fábio, a referência

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Interessante o comentário no Douglas Sena, aqui no PHD. Passou batido, mas merece uma reflexão:

  • Tenho uma leve suspeita de que, quando o Fábio for pra Seleção, deixa o Cruzeiro. Seria uma perda inestimável. Penso eu que, caso houvesse uma pequena força de vontade dos dirigentes do Cruzeiro, poderiamos fazer do Fábio o mesmo que o Rogerio Ceni é no São Paulo. O cara é ídolo, pega muito, gosta do clube e da cidade, deixá-lo sair é uma burrice sem tamanho. E eu fui um dos que queriam a saída dele em 2007, depois de um clássico. Futebol é uma verdadeira churrasqueira de línguas.

Revétria: “A paixão pelo Cruzeiro é pra sempre”

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Silvério Cândido

Enquanto aguardava a chegada do time celeste no saguão do hotel, após os 3×0 sobre o Nacional em Montevidéu, tive a oportunidade de conhecer um de meus ídolos, o centroavante Hebert Carlos Revetria.

Ele teve passagem rápida, porém brilhante, pelo Cruzeiro dos anos 70. Os quatro gols que enfiou no Atlético-MG na decisão do Mineiro de 77 jamais serão esquecidos pelos cruzeirenses da minha geração.

Confesso que há tempos não me emocionava tanto ao encontrar um ídolo. Foram trinta minutos de conversa com o autor de uma proeza que marcou minha adolescência: a virada impossível sobre o time que a imprensa dava como campeão antecipado.

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Paulo Florêncio, pra sempre em Sabará

sábado, 17 de julho de 2010

Paulo Florêncio, ex-jogador do Siderúrgica e do Cruzeiro, faleceu em Belo Horizonte, na noite de 14jul10, devido a problemas respiratórios.

Ele deixou viúva Dona Naná, com quem viveu por mais de 50 anos e construiu em bela família com 8 filhos, 12 netos e 6 bisnetos.

Seu corpo foi enterrado no Cemitério da Igreja do Carmo, em Sabará, cidade que o acolheu na juventude e o projetou no mundo do futebol vestindo a camisa do EC Siderúrgica.

Paulinho, segundo jogador de clube mineiro (Siderúrgica) a servir à Seleção Brasileira (o primeiro foi Niginho, do Palestra Itália), merece uma homenagem do Cruzeiro.

Paulo Florêncio, um talento bem mineiro
 
Itabirito (MG), 26jun18; Sabará (MG), 14jul10

Conheci Paulo Florêncio em 1995. Acompanhado de outros veteranos do Esporte Clube Siderúrgica, ele foi à Secretaria de Estado de  Esportes, Lazer e Turismo  pleitear a reforma do estádio da Praia do Ó, onde inúmeras gerações de craques do “Esquadrão de Aço” ajudaram a construir a história do futebol mineiro.

O Siderúrgica daquela época, parodiando o poeta, era apenas um quadro na parede. Havia 30 anos, que perdera patrocínio da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, abandonara o futebol profissional e seu estádio ficara abandonado.

A dor provocada pelo estado de abandono de seu palco foi o que levou Silvestre, Djair, Noventa, Chiquito, Zu e Ernani, campeões mineiros de 64, e Paulo Florêncio, campeão de 37, a buscarem apoio do governo estadual para a recuperação do estadinho da Praia do Ó.

Paulo Florêncio foi quem mais falou, quem melhor se lembrava e quem mais tinha o que contar pois, afinal, era o decano entre aqueles mestres da bola.

Ele começou a jogar e, 1933, no Usina Esperança, de Itabirito. Em 1933, seu pai, o sapateiro João Florêncio mudou-se com a família para Sabará onde Paulinho foi trabalhar na Belgo Mineira, em 1935.

Nesse ano, ele se juntou aos irmãos, Nino e Joãozinho, no time do Siderúrgica: “O treinador precisava de um canhoto e como eu chutava com os dois pés, ele me escalou na meia-esquerda”.

Em 1937, veio o primeiro título, o de campeão mineiro conquistado numa melhor de três contra o Villa Nova.

  • Siderúrgica 1×0 Villa Nova, domingo, 03abr38, 15h, Estádio da Alameda, campo do América, 3ª partida da melhor de três da decisão do Campeonato Mineiro de 1937 (antes, Villa 3×1, no campo do Cruzeiro, em 20mar37, e Siderúrgica 3×0, no campo do Atlético-MG, em 27mar37) – Juiz: Sanchez Diaz –  Gol: Arlindo, 27 do 1º tempo – Siderúrgica: Princesa, Chico Preto e Mascotte; Geraldo Rebelo, Moraes (Oswaldo) e Ferreira; Tonho (Dimas), Arlindo, Chiquito (Morais), Paulo Florêncio (Chiaquito) e Rômulo Januzzi. Tec: Fernando José Fernandes, o Capitão / Villa Nova: Geraldão, Jair e Sérgio; Bituca (Nagib), Mangabeira e Geninho (Belchior); Abras, Carazo, Geraldino, Remo e Mestiço. – Obs: Princeza defendeu pênalti cobrado por Carazo, aos 40 do 1º tempo.

Um dos jogadores mais longevos do futebol, Paulinho, como era chamado pelos torcedores, transferiu-se do Siderúrgica para o Cruzeiro  em 1948, ano em que se casou com a sabarense Maria da Conceição Dias Florêncio, Dona Naná, com quem teve oito filhos.

No Barro Preto ficou até 1956 com um intervalo entre 1952 e 1953, quando foi emprestado ao Universidad Cenbyra, de Caracas, treinado por Orlando Fantoni. Na Venezuela, Paulinho foi campeão nacional e, suprema aventura para um brasileiro naqueles tempos, viajou com seu time pela Europa.

O final de carreira, aconteceu em 1960, quando vestiu sua última camisa, a do Sete de Setembro.

Durante todo esse tempo, Paulo Florêncio praticou um futebol sem vícios, maldades, nem pecados. Um futebol refinado, leal, cheio de plasticidade em sua cadência desprovida de pressa e afobação.

Estas qualidades extrapolaram os muros do estadinho da Praia do Ó quando Friedenreich, o maior jogador da primeira geração de craques brasileiros, o conheceu numa partida entre mineiros e gaúchos e o indicou ao treinador da Seleção Brasileira, Ademar Pimenta.

A convocação, que encheu de orgulho os depsprotistas mineiros aconteceu em 1941 para a disputa do Campeonato Sul-americano de 1942, em Montevidéu. Paulinho foi o segundo jogador de clubes mineiros vestir a camisa da Seleção Brasileira. Antes dele, apenas Niginho havia sido convocado e também para um Sul-americano, o de 1937.

Ademar Pimenta convocou dez atacantes. Um ataque jogava com Pedro Amorim, Zizinho, Russo, Paulo Florêncio e Pipi, o outro com Cláudio Christovam de Pinho, Servílio, Pirilo, Tim e Patesko. Às vezes, as duas formações davam lugar a uma terceira, embaralhando as peças.

  • Brasil 5×1 Equador, 01fev42, Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai, pelo Campeonato Sul-americano de 1942 – Público: 40.000 – Juiz: Bartolomé Macias (Argentino) – Gols: Tim, 10, Pirilo, 12, Alvarez, de pênalti, 19, Pirilo, 29 do 1º tempo; Zizinho, 15, Pirilo, 33 do 2º – Brasil: Caju (Atl), Norival  (Flu) e Begliomini Pal); Afonsinho (Flu), Jayme de Almeida (Fla) e Aregemiro (Vas); Claúdio Pinho (San), (Joaninho (Atl)), Zizinho (Fla), Pirilo (Fla), Tim (Flu), e Pipi (Pal) (Paulo Florêncio (Sid)). Tec: Ademar Pimenta / Equadro: Medina, Hungria e Ronquillo; Merinos, Zambarano e Mendoiza; Alvarez, Jimenez, Alcivar (Torres), Herrera e Acevedo.

Quando chamado a jogar, Paulo Florênio o fez com muita qualidade, por isto recebeu vários convites para jogar no Rio e em São Paulo. Ele chegou a a passar uma semana na Portuguesa de Desportos, mas desistiu, pois não queria ficar longe da família. E, pra dizer a verdade, preferia continuar sendo eletricista e jogador de futebol do time da Belgo Mineira.

Ao virar nome nacional, o Paulinho, de Itabirito e Sabará, passou a ser chamado, pela imprensa, de Paulo Florêncio, para não ser confundido com a multidão de Paulinhos de outros clubes.

Somente em 1948, ele aceitaria trocar a camisa azul-e-branca do Siderúrgica. E só por outra com as mesmas cores. Contratado pelo Cruzeiro, formou um ataque, que venceu dois dos três turnos do campeonato de 1948: Helvécio, Nonô, Abelardo, Paulo Florêncio e Sabu.

Nos oito anos seguintes, ele dividiria o tempo entre os treinos e os 173 jogos que fez pelo Cruzeiro, nos quais marcou 12 gols, com o emprego de balconista na Casa Othon de Carvalho, de materiais elétricos.

No Barro Preto Paulo Florêncio foi meia, volante e lateral. Disciplinado, elegante, cordato e talentoso, tinha grande prestígio com a torcida que, apesar de não ter comemorado nenhum título durante sua passagem pelo clube, ainda assim fez dele um ídolo.

Seu jogo cadenciado, de passes perfeitos e toque refinado, tinha público cativo. Muita gente, mesmo torcendo por outros times, ia aos jogos do Cruzeiro só para apreciar seu estilo.

Em 1956, Paulo Florêncio foi explorar o Eldorado futebolístico da Venezuela. Mas não ficou muito tempo por lá. Com saudades da família, voltou para jogar no Sete de Setembro, onde pendurou as chuteiras em 1960.

Sempre economizando energia, ele punha a bola para correr e, quando era preciso tomá-la do adversário, ia pelo atalho sem fazer cenas ou cometer imprudências como os choques desnecessários. Por isso, muitos torcedores diziam que, se quisesse, Paulo Florêncio jogaria eternamente.

Além disso, sua conduta esportiva era de máxima elegância. Ninguém jamais pensou em agredi-lo, coisa corriqueira nos estádios mineiros de sua época.

Sua estréia, no Cruzeiro, aconteceu num jogo contra o Botafogo.

  • Cruzeiro 2×1 Botafogo, quarta-feira,17mar48, 21h, Estádio JK, no Barro preto, Belo Horizonte, amistoso – Renda: Cr$27.400,00 – Juiz: Guido Delacqua (MG) – Gols: 1º tempo: Abelardo, 8, e Osvaldinho, 41 do 1º tempo; Ramon, 13 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II (Sinval), Duque e Bené; Adelino Torres (Naninho), Leite e Ceci; Helvécio, Ramon, Abelardo Flecha Azul, Paulo Florêncio e Alcides Lemos (Jair). Tec: Niginho /Botafogo: Ari, Marinho e Nilton Santos; Rubens, Ávila (Cid) e Juvenal; Nerino, Geninho, Pirilo, Osvaldinho (Zezinho) e Reinaldo (Demóstenes). Tec: Zezé Moreira.

E a primeira partida contra seu ex-clube, em Sabará, foi um pequeno drama que ele superou com dignidade ao marcar um dos gols da vitória de 2×1 do Cruzeiro. Mesmo enciumada, a torcida sabarense não negou aplausos a um adversário, fato inédito na Praia do Ó.

  • Siderúrgica 1×2 Cruzeiro, domingo, 23mai48, 15h, Estádio da Praia do Ó, Sabará, 3ª rodada do 1º turno do Campeonato Mineiro de 1948 -  Público: 453 pagantes, 1.000 presentes – Renda: Cr$3.990,00 – Juiz: Geraldo Fernandes – Gols: Paulo Florêncio, 1 e Nonô, 43 do 1º tempo; Omar, 41 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II, Duque e Bené; Adelino Torres, Leite e Ronaldo (Ceci); Ramon (Ronaldo), Ceci (Ramon), Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rego. Tec: Niginho / Siderúrgica: Tiantônio, Perácio e Iango; Edilson, Otávio e Raimundo; Jair, Vieira, Álvaro, Omar e Torres.

A dignidade que a imagem de Paulo Florêncio emprestava ao futebol foi a fiadora de muitos jogos. No Campeonato de 1948, uma briga entre Niginho, então treinador do Cruzeiro, e o jogador Apolinário, do Villa, no primeiro turno, transformou o jogo do returno, em Nova Lima, numa guerra anunciada.

Muitos torcedores do Villa prometeram não deixar Niginho jamais sair vivo de Nova Lima. O Cruzeiro não pagou pra ver e passou a Paulo Florêncio a incumbência de jogar e comandar o time no jogo.

Ele aceitou e passou o tempo todo pacificando o ambiente. Sempre que alguma entrada mais dura acirrava os ânimos, lá estava o respeitável Paulinho, a pedir juízo aos companheiros e adversários.

Do lado de fora, nos morros, ruas, praças e até no teto do ônibus que levara a delegação cruzeirense, policiais armados tentavam garantir a paz que, em campo, com palavras serenas e voz baixa, Paulinho garantia. O Cruzeiro venceu por 2×1 e todos voltaram inteiros para casa. Salvos pela ponderação do craque-treinador.

  • Cruzeiro 2×1 Villa Nova, domingo, 15ago48, 15h, Estádio do Bonfim, Nova Lima, 9ª rodada do Campeonato Mineiro de 1948 – Público: 1.847 pagantes – Renda: Cr$21.600,00 (recorde em Nova Lima) – Juiz: Alcebíades Magalhães Dias – Gols: Joãozinho (contra), 20 do 1º tempo; Tobias, 33 e Paulo Rêgo,41 do 2º – Cruzeiro: Sinval, Duque e Bené; Adelino Torres, Ronaldo e Ceci; Helvécio, Guerino Isoni, Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rêgo. Tec: Paulo Florêncio (substituto de Niginho, que não pôde viajar) / Villa Nova: Joãozinho, Louro e Juca; Vicente, Expedicionário e Tão; Milton, Osório, Tobias, Foguete e Milton.

Dentro e fora do campo, Paulo Florêncio era amigo e conselheiro, principalmente dos afoitos garotos em início de carreira.

Raimundinho conta que, em Londrina, à espera de um amistoso, os jogadores assistiam, indóceis, ao desfile de garotas desinibidas, na calçada do hotel. Quando um deles, mais afoito, quis partir para a abordagem, foi contido por Paulinho: “Calma, vocês não conhecem os costumes da cidade e podem se dar mal.”

A precaução só durou até que uma das moças parou  em frente ao grupo na portaria do hotel, acendeu o cigarro e soprou fumaça no rosto da moçada. Paulinho captou a mensagem e liberou a rapaziada: “Acho que não é nada do que eu estava pensando; podem se divertir.”

Livro: Páginas Heróicas, vol II

P.S.: Neste 16jul10, aos 86 anos, Maria de Lourdes Belloni Angrisano, minha tia, palestrina de primeira hora tambpem faleceu. Devo a ela grandes histórias dos tempos heróicos do Palestra Itália e do Cruzeiro.

Aeroporto vazio

domingo, 4 de julho de 2010

Os irmãos Wellington e Lessinho embarcaram no voo que trouxe de Curitiba a dupla Cuca e Cuquinha para o Cruzeiro.

Prosa descontraída, os mineiros satisfeitos pelos bons negócios feitos na capital do Paraná, os paranaenses na certeza de que também se dariam bem na capital de Minas.

Em Confins, o Cuca mais velho se surpreendeu com a falta de público. Nenhum torcedor ou diretor reconhecível do Cruzeiro estava à sua espera.

Havia, no máximo cinco repórteres. Ele comentou entre desapontado e irônico:

- Puxa vida, nem a Máfia Azul veio me receber.

Os irmãos mineiros, ambos atleticanos, não perderam a oportunidade:

- Já vai começar a chorar, cedo assim, Cuca?

Risos. E cada dupla tomou seu caminho.

Cuca chegou como Adílson Baptista. Não era o preferido da megalomaníaca torcida cruzeirense.

Mourinho, Capello e Luxa -os três maiores do mundo segundo microfonistas da rádia e seus teleguiados- teriam recepção mais calorosa.

Não tem problema. Importante é presentear logo a concorrência com um Simca Zero pra irritar emplumados e hienas.

Deixar esta galera espumando é o que há…

Velho Lobo em forma

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mário Jorge Lobo Zagallo deu entrevista ao SporTV.

Lamentou a derrota brasileira e apontou nomes pra sucessão de Dunga: Mano Menezes, Muricy Ramalho, Wanderley Luxemburgo e Caio Jr.

No final da conversa, Bob Faria, tentou consolar o velho campeão:

É futebol, né, Zagallo? A gente tem de engolir essas  coisas…

Velho Lobo foi rápido no gatilho:

- Eu não engulo nada. Vocês é que têm de me engolir!

A página heróica e imortal da Moema Fox

terça-feira, 22 de junho de 2010

Caros Jorge e Evandro,

Segue meu relato do jogo Cruzeiro x NY Red Bulls. Ficou bem grande, então por favor fiquem à vontade para fazer os cortes/alterações que julgarem necessários.

Peço também que revisem o texto, pois ultimamente ando comentendo diversos erros de português…

Seguem também, em anexo, as fotos que tirei durante o jogo. São poucas, pois como falei minha câmera resolveu parar de funcionar assim que cheguei ao estádio, e meu celular ficou sem bateria…

Apesar de tudo, aí vai uma parte da aventura americana para acomapnhar, em 18jun10, o NY Red Bull 2×4 Cruzeiro

Um forte abraço,
Moema. (mais…)

Bancário ressentido

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Wellington Paulista criou coragem pra dizer o que todo mundo sabia: não gostava do ex-treinador Adílson Baptista. Não gosta de ser reserva. Nem podia ser, posto ser tecnicamente inferior a Kleber Gladiador e a Thiago Ribeiro. Por estas e outras, ele seria com qualquer treinador, inclusive Cuca, se tivesse que disputar uma posição com TR e K30. Não há mistério, WP, os melhores são titulares, os piores, bancários. Vale em qualquer lugar do mundo. Taí um troço que nem marketing pessoal consegue mudar.

Com o braço do Cristo

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Maradona, entendido de mão na bola, disse que o gol do Fabuloso contra a Costa do Marfim não foi com a mão divina. Está certo. Foi com o braço do Cristo. Do Cristo Redentor, pra ser mais preciso. Um gol que merece mais do que placa. Merece estátua. Que, por sinal, já existe.

Por pouco, teria passado batido

sábado, 19 de junho de 2010

Com todo o tempo tomado pela Copa, o torcedor pode nem ter reparado que:

  1. Enquanto todos pedíamos a convocação de Paulo Henrique Ganso, o Santos escondia uma contusão do meia. Encerrada a fase de troca de convocados, o clube praiano mandou o jogador poperar o joelho. Isto é administração moderna? Passando a conversa em todo mundo? Bah…
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Galera foi o energético do time celeste

sábado, 19 de junho de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no New York Red Bull 2×4 Cruzeiro, amistoso no no Red Bull Arena, em New Jersey, Estados Unidos, em 18jun10

  • Emerson Ávila – Montou o time num 4-2-1-3 bem sucedido, ao menos para poartidas amistosas como essas que o Cruzeiro disputou na América.
  • Cuca - Foi um surpresa positiva comentando o jogo. Demonstrou estar ligadão no elenco do Cruzeiro que, segundo ele, precisa ser reforçado. Elogiou várias vezes o time que recebeu e o trabalho que vinha sendo realizado. Foi humilde, mas não se furtou em afirmar que veio prá ser campeão, abrindo mão de um salário muito maior no exterior. Disse que a diretoria está trabalhando pra trazer Riquelme, que recebeu proposta no limite do clube. disse ainda que, após uma semana de folga, estará firme prá tornar a fazer do Cruzeiro um time vencedor. Que é flexível quanto aos treinos secretos, gosta da presença da imprensa no dia a dia (pra alegria da tchurma da rádia), mas também fará treinos secretos, pois todos fazem assim… (Elias Guimarães)
  • Torcida – Compareceu em bom número, vestida a caráter e carregando bandeiras. E, mais importante, apoiou o time celeste sem ressalvas.

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NY Red Bull 2×4 Cruzeiro: Show pra Moema Fox

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O Cruzeiro despede-se dos Estados Unidos jogando contra o líder da Conferência Leste da Major League Soccer, em Nova Jersey, ao lado de Nova York.

Gilberto servindo à Seleção Brasileira, Fábio, operado de apendicite, e Leonardo Silva, operado do joelho, desfalcam o time mineiro, que deve repetir o 4-3-3 da primeiro partida da excursão.

O Red Bull tem 16 jogadores estrangeiros em seu elenco, o mais famoso deles, Juan Pablo Angel, centroavante colombiano, que já fez sucesso no River Plate. É um time de respeito que, este ano já surrou, por 3×1, o Santos, Milan e a Juventus, da Itália, em amistosos.

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Testando um novo sistema

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Emerson Ávila, técnico interino do Cruzeiro, deu estes pitacos após o New England Revolution 0×3 Cruzeiro, amistoso disputado em Foxborough, Massachussets, USA, em 13jun10:

A idéia era buscar uma alternativa diferente. A equipe vinha de uma maneira bem sucedida, mas jogando há dois anos com três volantes, um meia e dois na frente. Então, foi só uma oportunidade de eles jogarem num outro sistema.

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O dia em que o Mineirão tremeu

sábado, 5 de junho de 2010

Lílian Alcântara

A primeira passagem de Adilson Batista pelo Cruzeiro, começou em 1989 e terminou em 1993. Foram 51 jogos e 5 gols. Um deles  na decisão por pênaltis entre Cruzeiro e Olimpia na semifinal da Supercopa de 1991.

Alexandre Simões destaca a importância daquele título, em seu livro Rei de Copas:

  • “A última grande conquista do Cruzeiro, a Copa Libertadores de 1976, tinha sido há mais de 15 anos. Nesse período, o time tinha levantado apenas quatro títulos estaduais (…)”. Adilson confessa que desde então já nutria certa paixão pelas táticas, graças ao técnico Ênio Andrade, que ela chama carinhosamente de “seu Ênio”. (Rei de Copas)

Antes do gol contra o Olimpia, Adilson tinha perdido um pênalti:

  • “Dizem que eles jogaram água na área enquanto conversávamos com o seu Ênio. Fui o primeiro e acabei escorregando. E alertei os demais de que estava encharcado.” (Rei de Copas)

Perder o pênalti não tinha desmotivou o zagueiro que fez o seu primeiro gol na competição ali.

  • “É claro que você fica chateado quando perde um pênalti. No Chile errei, mas os amigos ajudaram. É que a gente treinava, seu Ênio exigia, eu, Charles, Mário Tilico, Boiadeiro. Tinha uma turma que não gostava de bater pênalti, chutava para fora justamente para não ir à cobrança. Uns batem bem. Eu batia bem na bola e não via por que não bater. Fui e bati.” (Rei de Copas)

Adilson Batista também demonstra conhecer a história do Cruzeiro ao lembrar a final contra o River Plate e revelar ter sido uma final que marcou sua vida:

  • “Marcou minha vida. Por ser uma final, por saber o que representa o confronto Cruzeiro e River Plate, que já tinham decidido uma Copa Libertadores (…)”. (Rei de Copas)

Ele sempre respeitou as cinco estrelas que teve a honra de carregar no peito enquanto jogador.

  • “Quando saiu o terceiro gol vi o Mineirão tremer. Eu já vivenciei terremoto e foi parecido. O gramado do Mineirão tremeu. Foi uma energia inexplicável. Me ajoelhei na hora, não me lembro bem, mas ali a gente sabia que seria campeão. (…) O carinho, o respeito que a gente tinha pelo clube eram grandes. (…) A gente já era uma família, existia um respeito. Independentemente de ser um título muito importante, a gente fica feliz pelo Cruzeiro”.  (Rei de Copas)

Como eu disse, ali começou a carreira de técnico do Adílson Batista, que era sempre chamado pelo “seu Ênio” pra conversar na salinha do treinador:

  • “Quando chamava, mostrava, principalmente em jogos decisivos ou contra o Atlético-MG, ele cantava o jogo para você. E você começava a pegar gosto por tática, por posicionamento, por orientar (…)”. (Rei de Copas)

Anos mais tarde, Adilson tornou-se técnico. E a decisão teve muito a ver com sua passagem pelo Cruzeiro de Ênio Andrade.

Em 2008, Adílson voltou ao clube com a difícil missão de conquistar outra Libertadores, título que há mais de dez anos a maior torcida de Minas não comemora.

Como técnico, ele foi bastante questionado pela torcida. Assim como Ênio, foi tido muitas vezes como retranqueiro e criticado por confiar em peças básicas como Marquinhos Paraná, como qual insistiu mesmo quando passou por má fase.

Paraná estaria para AB assim como AB esteve para Ênio?

Quando chegou ao clube em 2008, a torcida não gostou da idéia, Eperava um técnico mais experiente. Mas o ex-zagueiro foi logo carimbando o centenário atleticano com uma goleada por 5×0 na final do Campeonato Mineiro.

E pra quem duvidava de sua competência, ele repetiu a dose no ano seguinte.

Na Libertadores de 2008, com um bom time ele acabou parando diante do temido Boca Juniors. A torcida aceitou a superioridade dos argentinos e ele pôde seguir adiante no Brasileirão, o qual liderou por vários jogos

Embora sem chegar ao título, o time foi pra Libertadores e disputou a final, mesmo com várias baixas e brigas da impresna e da torcida com o treinador.

Na decisão, nem Cruzeiro, nem Estudiantes jogaram bola. Foi um jogo catimbado em que a falta de vontade dos jogadores celestes abriu enorme ferida na relação do técnico com os torcedores. Mesmo que a culpa não tenha sido integralmente dele.

Como sempre fez, AB puxou a responsabilidade pra si e absorveu a raiva da torcida.

Mas arrancou no Brasileirão com uma equipe de qualidade duvidosa e chegou à zona de classificação na última rodada, com direito à voadora pra comemorar uma virada espetacular contra o Santo André.

Iniciou-se, então, 2010, o ano em que ele teria sua última chance de fazer algo acontecer.

Apesar da garra pra classificar no Campeonato Brasileiro do ano anterior, os ares na Tcoa da Raposa ainda estavam pesados por causa da derrota na fnal da Libertadores 2009.

Determinados jogadores pareciam fazer corpo mole, nenhum grande nome foi contratado, o meio-campo já não tinha a força de antes e o sempre muito apoiado Zezé Perrella começava a ter atritos com sua família de 8.000.000 de torcedores.

Não se repetiu o 5×0 no Mineiro, o time foi desclassificado na Libertadores e nem a arrancada no Brasileirão foi perfeita. Nada deu certo. Isto permitiu que a imprensa inflamasse o ambiente com polêmicas e anúncios de vendas de jogadores.

Pra piorar, a dívida do clube aumentou significativamente de um ano para o outro e a imprensa enquanto a mídia informava que o  presidente está sendo investigado por lavagem de dinheiro.

Pra desviar as atenções, nosso querido presidente demitiu Eduardo Maluf dizendo que o time precisa de sangue novo e vendeu Kleber, principal destaque do elenco.

Indignado com a situação, Adilson Batista deu entrevista comentando que já não era a mesma coisa “o Cruzeiro sem Maluf”. E revelou que havia permanecido no cargo várias vezes por causa do Diretor de Futebol.

Com a confirmação de Kleber no Palmeiras e Adilson fora do Cruzeiro, encerra-se mais um cappítulo na vida do clube.

A bela história de Adilson Batista no Cruzeiro encerrou-se. Cheia de sentimentos, ela naufragou em polêmicas insustentáveis.

Eu ainda acredito que o  técnico tinha condições de ficar em nossa história com algum título de maior importância. Mas não o culpo por não ter conseguido isto.

Principalmente porque, neste 2010, não temos um bom time.

Só nos resta desejar boa sorte ao treinador que se vai e não guardar rancores. Quem sabe um dia ele volta para nos dar a Libertadores? Espero que até lá já estejamos buscando o tetra.

Agora é levantar a cabeça, esquecer Kléber, Maluf e AB. Pensar no futuro, no pós-Copa. E lutar pra fazer outros estádios tremerem, pois tão cedo o Mineirão não voltará a ser nossa casa. 

Lílian  Alcântara, 18, cruzeirense, estudante, nasceu e mora em Caratinga.

Fábio, referência imprescindível

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O goleiro Fábio pode estar deixando o Cruzeiro. Sporting, Milan e um clube inglês não revelado estariam querendo contratá-lo, noticiam os saites esportivos. (mais…)

Cruzeiro 1×0 Botafogo: Um lucro e tanto

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mauro França

O Cruzeiro entra em campo para enfrentar o Botafogo com novidades, a começar pela (bonita) camisa amarela, que será utilizada pela primeira vez.

Livres de suspensão, Roger e Leonardo Silva voltam ao time. Fabrício e Diego Renan ficam de fora, ambos lesionados. Fernandinho assume a lateral esquerda e Fabinho foi o escolhido para compor o meio de campo.

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