Arquivo da Categoria ‘Cultura’

Março, 31, 50 anos atrás

segunda-feira, 31 de março de 2014

Em 31dez64, tropas comandadas pelo General Olímpio Mourão Filho desceram as montanhas de Minas rumo ao Rio de Janeiro dando início ao movimento militar que depôs o então presidente João Goulart.

O resto é história para a qual cada grupo ideológico construiu narrativa própria e deu sua versão dos fatos. Estas são as mais comuns acerca dos motivos e do caráter do movimento militar:

  • VENCEDORES => Foi uma contrarrevolução pra impedir a implantação de um regime comunista no Brasil.
  • DERROTADOS => Foi um golpe de estado contra um governo legítimo.
  • EMBAIXADOR americano, Lincoln Gordon => Os dois lados (da Guerra Fria) se preparam pra tomar o poder. Temos de agir rápido porque o povo ficará com quem der o golpe primeiro.
  • EMBAIXADOR soviético no Brasil => Há três movimentos em marcha: Um pró americano, formado por militares e civis conservadores, outro liderado pelo presidente Goulart, visando quebrar a hierarquia militar, criar ambiente caótico impedindo as eleições a fim de se manter no poder, e um terceiro liderado por Leonel Brizola, querendo implantar uma república sindicalista nos moldes peronistas.

Qual é a versão que mais te parece correta, politizado leitor do PHD?

Eu concordo com os embaixadores.

Ensino de urgências, a dissertação da Dra. Celeste

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Sorocaba, 15 de dezembro de 2013

Caros amigos do PHD:

Minha dissertação de mestrado discorre sobre o ensino de urgências durante a graduação médica.

Durante muito tempo, o ensino médico foi centralizado nos hospitais. De uns anos para cá, as escolas estão num movimento de saída de seus nichos e se inserindo onde está a maior parte das pessoas que precisam de atendimento médico.

A UFMG foi uma das pioneiras ao criar o internato rural. A Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde (FCMS), mais conhecida por Medicina-PUC-Sorocaba, seguindo essa tendência e, objetivando melhorar o ensino de urgências, colocou seus alunos do internato (que corresponde aos dois últimos anos da faculdade: 5º e 6º) em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em 2011.

Eu sempre trabalhei no pronto socorro do Hospital-escola, do governo do estado, como funcionária pública, acompanhando alunos da faculdade e residentes. No final de 2010, fui contratada pela faculdade para acompanhar os alunos nessa UPA.

Em 2012, fiz uma pesquisa para saber a impressão deles sobre o estágio (pontos positivos e negativos, atendimentos que chamaram a atenção e etc…).

Peguei os dados obtidos na pesquisa, associei-os ao referencial teórico usado na execução do trabalho, e montei um modelo curricular para o ensino de urgências enfatizando que o aprendizado deve ocorrer desde os anos inicias da graduação médica.

Isso ocorre em outros países, como nos Estados Unidos e Alemanha.  Neles, o aluno não precisa chegar ao estágio no pronto socorro para aprender a interpretar um eletrocardiograma de um paciente infantado ou uma radiografia de abdômen.

Esses conteúdos devem ser oferecidos nos anos anteriores e, de alguma forma, as escolas já fazem isso, só que precisa ser mais bem sistematizado. E essa é a ideia central do trabalho.

Tenho vivência de 22 anos em pronto socorro e minha orientadora tem vasta experiência com o ensino médico. O resultado final ficou muito bom. Senti-me com o dever cumprido e, quando o trabalho sair no site da universidade, avisarei a vocês.

Abraços.

Celeste Campos

Cardiologista

Crônica da passagem de ano

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz Ano Novo para leitores e comentaristas do PHD.

E uma crônica do Mário Quintana pra vc dar um necessário sorriso.

No ano passado…

Mário Quintana

Já repararam como é bom dizer “o ano passado”? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem…Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse “tudo” se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraodinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas.

Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:

“Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados”.

Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo.

E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos…

Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição -morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.

Presente de Natal

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Presente de Natal do PHD:

O PINHEIRINHO

Hans Christian Andersen

Lá na floresta, havia um pequeno e belo Pinheirinho, que nascera num lugar agradável, arejado e cheio luz. Ele vivia rodeado de árvores maiores —pinheiros, e abetos- e ansiava por crescer. (mais…)

Vinte vezes Cruzeiro

quarta-feira, 27 de novembro de 2013
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Neste sábado, 30nov13, às 11h30, no Boi Savassi, será lançado em Belo Horizonte, o livro, 20 JOGOS ETERNOS DO CRUZEIRO, da coleção Memória do Torcedor, da Editora Maquinária. O autor Anderson Olivieri entrevistou dirigentes, jogaodores, torcedores e jornalistas. E vasculhou jornais e blogs em busca da reconstituição das vinte partidas selecionadas. O livro custará R$36 e será vendido nas livrarias e sites da Saraiva, Travessa e Cultura.

Quer saber por que Vinícius e Mayke vão embora?

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Lembram-se do ex-presidente da República dizendo que a crise global de 2008, no Brasil, seria apenas marolinha?

Do discurso ufanista dos blogueiros oficiais garantindo que eztepaiz era a bola da vez e que a Europa estava quebrada? (mais…)

Dominguinhos

terça-feira, 23 de julho de 2013

José Domingos de Morais, o Dominguinhos, nascido em Garanhuns (12fev41), Pernambuco, morto em São Paulo (23jul13), foi sanfonista, compositor e cantor. Escolhido pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga, como seu sucessor, ele migrou de sua terra pro Rio, num pau-de-arara, em 1957 e, desde então, construiu carreira impecável. Sua parceria com Anastácia rendeu obras primas como Eu só Quero Um   Xodó, Alegria de Pé de Serra e Tenho Sede. Com Nando Cordel, ele compôs De Volta Pro Aconchego, Gostoso demais e Isso Aqui Tá Bom Demais. E com Gil: Lamento Sertanejo e Abri a Porta. Ouçam. São clássicos definitivos.

Acabou mistério

terça-feira, 2 de julho de 2013

João Gilberto casou-se com Miúcha, irmã de Chico, em meados dos sessenta. Em 1966, tiveram uma filha, Bebel, nascida em Nova York.

Nos anos seguintes o casal morou no México, onde a Bebel foi alfabetizada. Na escola, espanhol, em casa português. Fez-se a confusão.

Certo dia, em 1972, já morando no Rio, deu na telha de João conhecer os Novos Baianos, que moravm numa comunidade hippie lá pelas bandas de Jacarepaguá.

Mesmo sendo uma visita fora de hora, tarde da noite, o fundador da Bossa Nova carregou Bebel, que na entrada da casa levou um tombo e abriu o bué.

Despertdos pelo choro, os novos baianos, todos hirsutos, apareceram na varanda pra acudir a pequena acidentada.

Diante de seres tão esquisitos, a garotinha preferiu se recompor a ser apanhada por um deles e foi logo avisando, em portunhol.

- Não, não, acabou chorare!

Virou música. Uma das mais famosas dos Novos Baianos, composta por Moraes Moreira e Galvão.

LINK pra Acabou Chorare. LINK pra Samba da Benção. Fonte: entrevista de Bebel ao Jô.

Cansaço

terça-feira, 25 de junho de 2013

 EFE | Rihanna

Eu quero uma licença de dormir,

perdão pra descansar horas a fio,

sem ao menos sonhar a leve palha de um pequeno sonho.

Quero o que antes da vida foi o sono profundo das espécies,

a graça de um estado.

Semente.

Muito mais que raízes.

Adélia Prado

Horizonte

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Horizonte (grego antigo ὁρίζων, limitar) é a linha aparente ao longo da qual, em lugares abertos e planos, temos a percepção de que o céu toca a terra ou o mar. Embora não seja observável, pode ser considerado também em áreas não planas. Num local plano, pode-se observar um objeto no chão a aproximadamente 5 km de distância. A partir deste ponto ele parecerá estar atrás do horizonte. (WP)