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Fred contra as antas

sábado, 12 de abril de 2014

O centroavante Fred, do Fluminense, desceu a lenha na torcida, após a derrota de seu time por 3×1 para o Horizonte, no Ceará.

E manteve as críticas, mesmo após a vitória de 5×0 sobre o time nordestino, que fez o Flu avançar na Copa do Brasil.

Ele diz que futebol é esporte e, como tal, perder é uma possibilidade que deve ser encarada com normalidade.

Fred está certo, mas o torcedor desconhece o significado de normalidade. Pra ele, normal seria vencer todas. Problema de cognição.

Haja babás!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Jogador profissional precisa de babá? Pra muitos comentaristas e torcedores, sim. Eu acho que não.

Ontem, no Vasco 1×1 Flamengo, o atacante vascaíno, Everton Costa, foi expulso, após três entradas imprudentes em sequência.

Comentaristas e locutores do SporTV culparam o treinador Adílson Batista por não tê-lo sacado do time antes do cartão vermelho. (mais…)

Março, 31, 50 anos atrás

segunda-feira, 31 de março de 2014

Em 31dez64, tropas comandadas pelo General Olímpio Mourão Filho desceram as montanhas de Minas rumo ao Rio de Janeiro dando início ao movimento militar que depôs o então presidente João Goulart.

O resto é história para a qual cada grupo ideológico construiu narrativa própria e deu sua versão dos fatos. Estas são as mais comuns acerca dos motivos e do caráter do movimento militar:

  • VENCEDORES => Foi uma contrarrevolução pra impedir a implantação de um regime comunista no Brasil.
  • DERROTADOS => Foi um golpe de estado contra um governo legítimo.
  • EMBAIXADOR americano, Lincoln Gordon => Os dois lados (da Guerra Fria) se preparam pra tomar o poder. Temos de agir rápido porque o povo ficará com quem der o golpe primeiro.
  • EMBAIXADOR soviético no Brasil => Há três movimentos em marcha: Um pró americano, formado por militares e civis conservadores, outro liderado pelo presidente Goulart, visando quebrar a hierarquia militar, criar ambiente caótico impedindo as eleições a fim de se manter no poder, e um terceiro liderado por Leonel Brizola, querendo implantar uma república sindicalista nos moldes peronistas.

Qual é a versão que mais te parece correta, politizado leitor do PHD?

Eu concordo com os embaixadores.

Willian construiu gols, Henrique ensaiou pra La U

segunda-feira, 31 de março de 2014

Atuações dos celestes e seus adversários no CRUZEIRO 2×1 BOA, no Mineirão, Belo Horizonte, jogo de volta das semifinais do Mineiro 2014, às 16h de 30mar14.

TORCIDA celeste compareceu em baixo número. Muitos fanáticos cansados preferiram o conforto do sofá, na companhia do trio de ouro da Globo Minas, Maref / Bob / Rogério, do que as cadeiras do Mineirão. (Síndico)

FÁBIO não teve culpa no gol de Mateus, que conseguiu um certeiro chutaço de canhota, apesar da tentativa de bloqueio feita por Júlio Baptista. Nas demais intervenções., foi correto. (Síndico) (mais…)

Pagou, levou

segunda-feira, 31 de março de 2014

Público pequeno pra uma semifinal. Pergunto ao funcionário do Cruzeiro:

- Não seria o caso de proibir a TV de transmitir os jogos de domingo ao vivo pra Beagá?

Ele pensou um pouco e respondeu, conformado.

- Impossível, ela paga mais pelo Mineiro do que podemos faturar na Libertadores, mesmo com o título.

Mudei de assunto. Este não rende conversa.

Pode em Porto alegre, não pode em Huancayo

quinta-feira, 27 de março de 2014

O jovem Tinga iniciou-se no futebol vestindo a camisa do Grêmio, cujos torcedores chamam os rivais colorados de macacos. Como ele jamais se revoltou com isto, é de se supor que sua ficha só caiu quando jornalistas, da espécie bonzinho, cheios de dó dos negros e antenados às modas européias, decretaram que chamar os outros de macaco é racismo e não piada de torcedor oligofrênico.

Tranquilis

quarta-feira, 19 de março de 2014

Comentaristas do PHD estão preocupados. Colegas de serviço, tensos. Até o Evandro, de seu retiro espiritual no Mosteiro Cientológico de Bom Repouso, mudou e-mail perguntando: “O que será de nós se não vencermos o Defensor?”

Pois eu me declaro tranquilo. Qualquer que seja o desfecho desta fase de grupos da Libertadores, continuarei pagando o SF em dia e confiando no time. Se não campeonar na Libertadores, vai campeonar no Mineiro, na Copa do Brasil ou no Morrinhão. Passar o ano em branco é que não vai.

Dia Internacional da Mulher

sábado, 8 de março de 2014

 

Malala, afegã. Yoani, cubana, Duas mulheres que lutam contra tiranias.

Multa e prende que o beócio aprende

sexta-feira, 7 de março de 2014

Bons tempos em que vaia era apupo e se traduzia em assobios ou num longo uuuuu…

Ela involuiu, Com as bênçãos de jornalistas, técnicos, cartolas e jogadores, o torcedor se sentiu no direito de ofender e vilipendiar rivais e até companheiros.

Hoje em dia, é normal:

  • Mandar o Galvão tomar no *.
  • Chamar a bandeirinha de piranha.
  • Gritar veado em uníssono para o sacador do time de vôlei adversário
  • Chamar treinador de burro
  • Mandar o torcedor do rival chupar rola.

Isto no estádio, porque nas redes sociais a falta de educação se amplia absurdamente.

Mas, dizem os comentaristas, a vaia é democrática.

E o torcedor que não tem a mínima ideia do que é democracia, nem foi adestrado pra se comportar com dignidade em público, urra qualquer insulto que lhe vem à “mente”.

E a coisa foi tão longe, que o antigo assobio, depois de passar pela ofensa, virou racismo e depredação.

Como ocorreu nesta semana com o juiz gaúcho Márcio Chagas e o com volante santista Arouca.

Mas isto tem conserto. Basta multar e prender.

Primeiro multar o clube mandante. Pra se livrar dos gastos, é provável que ele mande seus seguranças prenderem os idiotas.

Daí é meter processo no vagabundo que logo, logo, os demais beócios aprendem que ofensa tem custo.

Simples. Como foi simples pro Cruzeiro algemar e levar seu torcedor invasor ao delegado e, depois, ao juiz.

É tomando prejuízo que os donos das casas de espetáculos aprendem a selecionar seu público.

P.S: Nem mencionei os insultos aos juízes porque isto, imagino, já vem gravado no HD do ser humano. É bem mais velho que o futebol.

A verdade está com o idiota ao lado

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Belo Horizonte, 14 de fevereiro de 2014

Prezado Jorge,

Sou Pedro H. Diniz, o Pedrosa comentarista do seu blog.

Embora pense que manifestação de racismo deva ser severamente punido e a sociedade progressivamente educada a conviver com suas diferenças, concordei em gênero número e grau com o post “Eu, macaco”, a respeito da destemperada reação da torcida celeste às manifestações de torcedores de Huancyo.

Lendo o livro A Formação de um Pessimista, de Luiz Felipe Pondé, não pude deixar de me lembrar do alvoroço da nossa torcida em redes sociais, que me parece ter mais a ver com a irritação pela derrota do que pela indignação pelo ferimento da medíocre e hipócrita consciência social do brasileiro. Segue abaixo um trecho do capítulo Alexis de Tocqueville: Os Efeitos Colaterais da Democracia.

  • “Muitos mencionam a idéia de que a sociedade democrática pode se tornar uma tirania da maioria como a grande percepção tocquevilliana. É fato. Mas creio que o autor vai mais longe, ao tratar da questão da qualidade dessa maioria. É a mesma qualidade intuída por Nelson Rodrigues, outro conservador que me formou: a maioria é constiuída de idiotas (sim, e alguns são mais idiotas do que outros). Segundo Nelson, a democracia deu ao idiota a consciência de sua superioridade numérica. Antes, ele vivia sua vida besta; agora, sabe que manda.”

O idiota que fala Nelson é muito próximo do “novo bárbaro” descrito por Tocqueville e de sua inclinação para falar o que pensa, mesmo não sabendo de nada, já que a democracia é tagarela e, por considerar todos os homens iguais, os incentiva a dizer o que pensam.

O homem da democracia lê pouco, é generalista, pergunta para a pessoa ao lado e adota como verdade o que a maioria diz, trocando o conhecimento pela opinião pública. Em Tocqueville, há claramente a suspeita de que essa maioria tende à estupidez justificada politicamente (a soberania é “popular”)”

Abraço,
Pedro