Ontem, no Bastidores, da Itatiaia, o repórter João Vítor Xavier desfilou amplo conhecimento sobre as viagens das malas brancas pelos céus deztepaiz.
Não vou reproduzir todas as rotas, porque imagino serem do conhecimento ou da suspeita geral.
As malas do Cruzeiro, segundo JVX, levariam mais de R$1 milhão pro Baêa vencer o Ceará e um pouco menos de R$1 milhão pro Coxa surrar o Atlético.
Não tem lei que dê jeito em costume. Melhor seria regulamentar a prática, registrando promessas em cartório.
Enquanto isto não acontece, vamos ler o que escreveu um estudioso do tema, nosso comentarista JP Chaves de Nóbrega:
A grana que está sendo gasta agora com premiações pro elenco e com mala branca pra outros times é algo já previsto em todo começo de temporada.
Brigando pra não cair, por Libertadores, ou mesmo por título, o Cruzeiro e seus parceiros gastam esse dinheiro.
Estou dizendo isso, pois já vi gente escrevendo que, se não tivesse vendido Thiago Ribeiro, não seria necessário gastar essa grana.
Pois digo que o clube gastaria do mesmo jeito, mas, óbviamente, de forma melhor.
O dinheiro que todo clube gasta com a mala branca não é dele. É de empresários e pessoas convidadas a se juntarem pra oferecer a premiação.
Não é difícil juntar, por exemplo, uns 15 empresários juntarem R$1 milhão pra enviar aos atletas do Bahia pra vencerem o Ceará.
Menos mal que as premiações sejam pra vencer.
Mas o melhor, mesmo, seria os amigos do Cruzeiro se juntarem, no começo de cada ano, e contratarem bons jogadores pras divisões de base.
A escassez de revelações e os baixos orçamentos estão fragilizando o clube. Quem sabe gastando mais na base, economiza-se nas malas?