As coberturas olímpicas no Brasil, geralmente, pecam pelo exagero com elogios e críticas desmedidas.
Se é justo elogiar os atleta, independentemente de seus resultados, o mesmo não vale para o trabalho dos dirigentes esportivos.
Embora o discurso sobre a precariedade e o voluntarismo do esporte no Brasil, esteja vivo em nossas mentes, isto pode não ser mais tão verdadeiro.
Ou não deveria ser, pois o governo, por meio de programas, bolsas, patrocínios, transferências e incentivos fiscais tem investido bastante dinheiro no esporte brasileiro.
O retorno obtido é que não é suficiente. Da maneira como é feita atualmente, a injeção de verbas do governo tem se revelado uma tragédia.
São investimentos quantitativamente significativos, mas qualitativamente insuficientes. Gasta-se mal as verbas e o resultado aparece nas competições e nas instalações.
É o caso do velódromo de R$15 milhões construído para o Pan, que não serve para as Olimpíadas.
Boa parte do investimento acaba não sendo canalizado corretamente. Muito dele é desviado, segundo denúncias da imprensa.
Por isto, mantemos a irônica situação de termos a sexta economia do mundo, o PIB em crescimento e um resultado esportivo pífio.
Conseguimos proezas como estar atrás da RPK a falida Coreia do Norte e de Cuba, hoje em dia, pálida imagem do que já no cenário olímpico.
São números inacreditáveis e insustentáveis para um país que almeja ser potência mundial.
Na análise por esportes faço um rápido passeio desta primeira semana:
- Judô – Resume o dito acima. Quantitativamente foi a melhor participação na história com 4 medalhas (1 ouro e 3 bronzes). No entanto qualitativamente a participação não foi tão auspiciosa, pois dois líderes de ranking não obtiveram bons resultados. Alem destes tínhamos Tiago Camilo, que apesar de não ser o favorito tem em seu currículo 2 olimpíadas e 2 pratas, e encerrou sua terceira tentativa sem medalha.
- Tiro a pistola, Arco e Flecha e congêneres - Nenhuma evolução.
- Canoagem, remo e afins - Embora sejam disputados na água são bastante diversos. Os resultados são piores do que os de 04 anos atrás. A canoísta Beltrame ficou longe de seus melhores resultados. Se tivesse ido bem, poderia disputar medalha de bronze. Junto com os judocas favoritos que obtiveram resultados piores do que o esperado, foi um fracasso.
- Esgrima - Investimento sem retorno.
- Tênis - Belucci teve participação pífia.
- Ciclismo de rua e de velocidade: – Apesar dos investimentos, a ruindade de sempre.
- Halterofilismo - Apesar dos investimentos, a ruindade de sempre.
- Saltos ornamentais - Apesar dos investimentos, a ruindade de sempre.
- Boxe - Mais um daqueles casos sem explicação. É um esporte com bom potencial humano no Brasil, que requer baixos investimentos e pouca tecnologia. Devíamos ocupar o espaço da outrora competitiva Cuba, mas os resultados não serão bons, ainda que tenhamos chance de medalhar.
- Natação - Apesar de todo o investimento, a campanha foi pior do que a das últimas olimpíadas. A exceção fica para os fenômenos Tiago Pereira. César Cielo, Joana Maranhão e Bruno Fratus. Naufrágio como equipe, com menos finais do que há 4 anos. Continuamos dependendo de individualidades.
- Ginástica Olímpica - Deixei pro final exatamente por retratar a dialética do que tentei passar no texto. Tal como na natação se analisarmos no geral não tivemos bons resultados. Afinal a ginástica feminina não foi à final por equipe algo que o país conseguia desde 2004. Os resultados das meninas foram os piores desde 2000. Mostrando um claro retrocesso e valorizando ainda mais esta atleta fabulosa e excepcional chamada Daiane (que se eternizou ao criar um exercício com seu nome). Nossa ginástica feminina apesar de todos os investimentos, mídia, patrocínio etc obteve resultados bastante ruins. No masculino pelo menos os investimentos turbinaram as excepcionalidades de dois atletas, Sazaki, o 10º individual geral, melhor resultado histórico de um atleta masculino brasileiro na modalidade e ainda temos chance de medalha com outra atleta excepcional nas argolas. Muito pouco.
Carlos Eduardo Marques, 30, doutorando em Antropologia na Unicamp e membro do Núcleo de Estudos em Populações Quilombolas e Tradicionais da UFMG

O problema no Brasil eh que nao investimos na base. O Dinheiro vai em sua maioria para os atletas ja formados. Ai aparece um Guga, um Cielo, um Maurren, etc. E o governo aparece serelepe com recursos. Pelo menos isso. Por que antes nao tinhamos nada. Mas vamos desse jeito vamos continuar dependendo defenomenos excepcionais Falta cultura esportiva ao Brasil.
Conheço uma menina de uns 11 anos: que faz ginastica na UFMG. A mae tem que vender bombons, rifas, fazer festas para arrecadar fundos para a menina poder participar das competiçoes. A mae, nao pode ter emprego formal, senao quem vai levar a menina do Sao Benedito ate a Pampulha todos os dias? Ah, ela vai de onibus, logo nao pode voltar para casa e buscar depois. Tem que ficar todo tempo la esperando a filha.
E o bolsa isso e o bolsa aquilo? Bolsa la so a do paitrocinio mesmo. Eh muita falta de estrtura e estimulo. Se bobear nem no vale transporte o governo ajuda. E a menina eh uma privilegiada por estar na Ufmg. Com as competiçoes a menina ja conheceu varios paises. Ajuda para fazer curso de linguas nao existe. Perguntei como era a comunicaçao com as outras atletas. A menina disse que ia na mimica mesmo. Afinal crinaça eh criança em todo lugar.
O desvio de dinheiro é mais do que conhecido. Sai dos cofres público e privados e mal chega e é aplicado corretamente no final. Com isso não temos REPOSIÇÃO de atletas e somos obrigados e viver por 2 até 3 olimpíadas dependendos dos MESMOS. Vejam o caso da Daiane dos Santos: Segundo a comentarista especializada da Record, uma atleta de ginástica feminina tem seu auge entre 16 e 20/22 anos. Daiane já está com mais de TRINTA !! (cont)
(cont) … E ainda continuamos esperando dela uma medalha de ouro. Desde que Daiane apareceu no cenário mundial, acredito que diversas “chinesinhas”, “russinhas” e “americanazinhas” já chegaram e saíram dos times de ginastica de seus países. Enquanto isso a Daiane, a Daniele Hipólito e outras veteranas CONTINUAM LÁ. Os atletas brasileiros que irão tentar beliscar algo em 2016 precisam estar prontos e chegar ao auge daqui 4 anos… (cont)
(cont)…. Nâo podemos esperar de atletas que foram bem em PEQUIM 2008 – como foi o caso do Cielo e da Maureen Maggi – que disputem alguma coisa no Rio de Janeiro. O “novo Cielo”, a “nova Maureen” já deveriam estar prontos e só fazendo desenvolvimento pra chegar ao Rio arrebentando.
de acordo
Comitê olímpico brasileiro é um grupo de turistas que foram passear em Londres com nosso dinheiro.
Discordo da avaliação do Judo. A participação foi boa. 4 medalhas em 14 disputas. Os países que mais ganharam medalhas na modalidade (Japão e França) ganharam 7. Brasil ficou em sexto no quadro geral. Evolução do Judo e notória. Mas é fato que investimentos são mal feitos. Tem que investir na formação dos atletas desde a infância e não só depois de formado e que já compete entre os melhores. Para conseguir formar um Phleps a equipe americana deve ter formado uns 10 Cielo antes.
Disconcordo, lá sempre teve fenômenos na natação, a começar por Spitz em 1972.
E enquanto o brasileiro não tiver grana para consumir esporte efetivamente, teremos sempre essa mesma ladainha de falta de investimento, etc. Infelizmente, no capitalismo, investimento precisa vir acompanhado de retorno. Investir nas divisões de base de judo sendo que o público que assiste os eventos é composto principalmente por pais de atletas é bem complicado para a iniciativa privada, por exemplo.
Originalmente o Mineirão tinha uma pista de atletismo e espaço para as outras modalidades. Mas os projetistas (talvez os mesmos do atual Independência), construíram a pista de atletismo com apenas seis raias, sendo que a oficial exige oito raias. Os tempos tomados em provas no Mineirão, inclusive recordes, não valiam nada; tampouco trouxeram alguma competição razoável. Dinheiro jogado fora.
falou bobagem.
Tinha seis raias e oficialmente nada valia naquela pista. Eu, inclusive, já participei de provas de atletismo lá, nos últimos momentos da pista. Seja mais sutil.
Uma pergunta: por que um país analfabeto, doente e esburacado como o Brasil deveria investir em esportes de alto rendimento?
O esporte gera saude, emprego, coloca o jóvem no bom caminho é meio de vida, viagens, competição estimula o desenvolvimento. Não sei se você percebeu, mas tanto no regime capitalista como no comunista o investimento no esporte é muito alto. USA x URSS – USA x China…
Esse negócio de “bota no bom caminho” – seja lá o que isso signifique – é balela. O maior atleta da história das Olimpíadas curte um cigarrinho do capeta.
Balela é um pouco de exagero da sua parte. Tem pessoas, que só Deus na causa. Mas se você pesquisar verá muitos jovens se encaminhando na vida através de projetos sociais ligados ao esporte, só para não fujir do assunto esporte. Bom caminho é o antônimo do mal caminho.
O maior da história fuma nas folgas. Se fumasse pra competir não ganharia quase nada. Se vc decidir matar alguém hoje a noite e fumar um baseado, vira baiano. Deixa pra outro dia. Ai que preguiça! Já se usar pó não espera a noite chegar. Sai e vai atrás do sujeito. Te digo porque usei drogas sem jamais ter me viciado. Não as uso mais.
Drogas, alem de fazer mal a saude de quem usa, é passível de punição e até banimento do esporte.
Estou gostando da participação do Brasil. Tudo absolutamente dentro do previsto. Bora, Brasil! Vamos mostrar pro mundo o que é o verdadeiro espírito olímpico.
JS, vc podia rogar essa praga que voce mandou para os atletas que representam o Brasil nos frangalhos. Isso sim seria ajudar o esporte.
Aldebaran de Touro é o único brasileiro que honrou o Brasil sendo Ouro nos Cavaleiros do Zodíaco.
A Fabiana Murer não conseguiu se classificar para as finais do salto com vara. Não conseguiu saltar. Ela era esperança de medalha no atletismo.
Agora é aturar programas de “humor” tentando fazer piada repetida. E todos achando que foram os primeiros a fazer.
Acho que ela não segurou firme na vara. daí o salto brochou.
Não é fácil.
Ela refugou.
O problema no brasa é que atleta se forma desde a infância. Exceção casos excepcionais a coisa não vai sem essa regra. Os resultados são pífios perto do que investiram e roubaram. Keila Costa decepcionou, Murer ídem. Maurren vamos ver. Cielo teve no francês, o que ele foi em Pequim. Uma surpresa. Quase zebra. Não me decepcionou. Tenho pouca esperança no atletismo. Daqui pra frente a tendência é descer no quadro de medalhas.
Há também o voley de praia e futebol. O resto será grande surpresa.
Por outro lado nada me tira da cabeça que precisamos de tratamento psicológico para nossos atletas. Temos complexo de inferioridade latente. Quando chegamos como favoritos geralmente perdemos. Diego e Dayane falharam na hora H em Pequim. Somos o contrário dos americanos que tem tanta segurança e auto-confiança que pessoas mais burrinhas pensam ser arrogância.
se nada tira alguma coisa da sua cabeça, é vc quem precisa de tratamento psicológico.
Tàá, que seja. Agora refute meus argumentos.
Concordo com o o que diz o post e os comentários. Na verdade tudo se resolveria com uma boa escola pública aliado ao incentivo e condições para praticar esporte. Temos que formar atletas e cidadãos.
Celeste foi pontual. Uma boa escola pública seria um passo gigante. Em toda escola sobram crianças e jovens que amam esporte e alguns com talento. Mas sofrem com espaços despencando, falta de material, pouco tempo pra prática e em certas vezes até com professores desqualificados.
Nos states, se algum jovem se destaca em qualquer esporte as universidades brigam para tê-lo em seus quadros.
Tem isso também, Walterson. Mas o mais importante é investir nas crianças. Não só pra ganharem medalhas no futuro mas sobretudo pra que possam praticar atividade física de forma decente.
Na China, o menino de 5 anos já é separado dos pais pra se dedicar aos treinamentos, fortíssimos por sinal. A criançada sofre mas ninguem quer desistir.
A massificação do esporte ajudaria muito, principalmente nos esportes “baratos” como atletismo. Tênis por exemplo, entre outros esportes, é caro. Uma raquete de 1ª custa os olhos da cara.
Essa é a visão Lulista do esporte.
A sua é qual ? A mesma de FHC? Deve ser tão elitista quanto ele. Só discuta seus pontos de vista. Sabe quanto custa a vara de 4 metros que a Murer usa ? Sabe quanto custa uma raquete ? Sabe quanto custa a infra estrutura pra apoiar esportes desse naipe ? Eu também não sei mas é muito caro. Você quer piscinas, quadras ? Eu também mas quem não tem cão caça com gato. Quênia, Etiópia e outros africanos extremamente pobres provam isso.
Concordo.
Fazendo analogia ao pensamento do comentarista Juarez, deveríamos investir em plantações de cana de açúcar com colheita no braço. Assim, sendo isto o mais barato, mais trabalhadores seriam empregados; ou seja teríamos mais cortadores de cana disponíveis.
Juarez, se for para pensar como você, investiria em jogadores bolinhas de gude. É mais barato que atletismo, que no caso de suas recomendações, seria relativamente caro.
Cuspe a distância é ainda mais.
Só que cortadores de cana são mais caros que a colheita mecanizada.
Pelo menos pode se fazer uma analogia do meu pensamento. Já do seu…
E gostei muito da sua idéia. Dispensemos as máquinas da agricultura e criemos andróides pras disputas esportivas. Caso resolvido. Brilhante, Jornalista.
Te ajudo! Eu quero que os nossos investimentos em esportes diversifiquem em modalidades, e com isso, o conhecimento requerido ao staff e infra-estrutura evoluam. Não quero ver o Brasil como uma Etiópia ganhando ganhando maratonas. Por exemplo, tênis é uma excelente alternativa.
Você não entendeu. Te explico rapidamente: você quer o modelo etíope, esporte sem tecnologia na preparação de atletas (e.g. sem máquinas na agricultura).
E eu é que não entendi! Quem quer “modelo” aqui é você. Quero campeões e atletas competitivos em qualquer esporte que seja. Fique no seu mundo pré-moldado, rico e belo que fico com meus pés fincados no chão.
Coisa de elitista da pior espécie. Quero o Brasil ganhando qualquer modalidade esportiva. Tênis é pra rico. Se sobrar alguma coisa se investe nele. Os atletas não tem dinheiro nem pra pegar onibus e você quer que se invista alto em gente que pratica esporte por hobby. Que tal golfe ? Com certeza está na sua lista.
Juarez, você quer algo bem ao estilo esquerdinha-hippie-brasuca do século XXI. Acham que são os descolas mas são preconceituosos e não querem esforçar.
A URSS e States tem muitos tenistas de ponta porque por lá tem quadra em todo canto. Por acá…
Antes isso. Melhor que argumentar genericamente como vc faz. És um rotulador compulsivo vazio de ideias. Despeja asneiras a esmo sem fundamentar nada. “Você é isso é aquilo, quer isso, quer aquilo”. Me cansei de perder tempo. Você apenas é um provocador. E só.
Dê exemplo: não me rotule.
Como o Juarez, o negócio é que falta investimento na base. Não sei direito como funciona nos Estados Unidos, mas pelos comentários, há uma forte participação das universidades na formação dos atletas. Coisa que, nem de longe, ocorre no Brasil. Agora, não acompanho esgrima, ciclismo e halterofilismo. Houve mesmo investimento nesses esportes?
O Brasil não investe na base, mas sim a pasta base importada da Colômbia.
Nisso o campeão mundial também são os eua.
Eles são consumidores, não os produtores.
Você tirou o dia pra falar besteira. Pasta base quem produz é a Colômbia. Onde chega é depurada, seja aqui ou nos Eua. Ou será que acha que eles importam o pó pronto?
Deixo sua pergunta para você responder.
como sempre desperdiçam o espaço com briguinhas infrutíferas…mas Mateus teve sim investimento, lógico que insuficiente e já na ponta como afirmaram vários aqui. Mas existe um programa olímpico (errado) que pega os melhores ranqueados e ai passa a dar uma bolsa e enviar para competições e treinamentos de nível internacional. De fato errado, investe na ponta e não na formação, mas de todo modo poderíamos obter resultados melhores com estas clinicas.
Como? “desperdiçam o espaço”? Primeiro o espaço não é seu. 2º que ninguém é obrigado a ler. É só passar batido. 3º quem está brigando? Eu não. Só exigindo que o manézão argumente ao invés de apenas provocar. COmo você fez quando comentou.
Acho que a população quando pode também não curte muito esse negócio de esporte, não.
A prática por aqui é acessível à todo mundo. Criança alguma precisa de gramado londrino para jogar bola.
Mas se a molecada prefere jogar video-game enquanto Sua Mãe assiste novela são outros quinhentos.
Já tem muito exemplo de esportista na TV e oferta de oportunidades para as crianças aproveitarem. Governo deveria é torrar a grana ensinando matemática que é mais legal que esporte.
QUestão de ponto de vista. Matemática pra mim é chinês mandarim. Prefiro que se invista em português.
Tá vendo. Realmente eu estava certo. Concordo com o Pimentel. E o Juarez, que não quer investimento em matemática, não quer esforçar, não quer tecnologia. Sem investimento forte em matemática na base, meu caro, um país não vira a esquina.
Crianças tem (ou deveriam ter) tempo de sobra para aprender Matemática, Português e ainda brincarem (onde aumentariam habilidades de lógica e comunicação para aplicarem na Matemática e Português). Esportes podem estar inserido facilmente nesta brincadeira. Depois disso, cada um por si.
Jornalista, vou pedir ao síndico que escreve um post sobre medalhistas olimpicos de Butão. Talvez vc tenha algo relevante a dizer.
Juarez, você passa muito tempo fazendo passeata e pouco tempo estudando.
Butão não tem medalhistas, mas medalhistas têm butão.
Antigamente qualquer terreno baldio era campinho e mesmo assim não se formou tantos atletas assim. E nem ganhamos Olimpíadas.
Num país em que a Educação Física é opcional nas escolas municipais, e é em muitos casos, dada por profissionais que não são formados na área, não me surpreende o desempenho ruim. Infelizmente somos um país mono esportivo, talvez o volei tenha alguma relevância. Isso reflete diretamente no desempenho, no descobrimento de novos talentos. Como que vou saber se tenho aptidão pra badminton se nunca tive a oportunidade de praticar?São mtos fatores para o mau desempenho brasileiro.
Mas o Brasil vai até bem na educação física feminina, também conhecida como handebol. Fosse queimada um esporte olímpico, pelo menos um bronze a gente levava.
É isso aí Mariana, o principal objetivo das autoridades brasileiras deveria ser a prática esportiva para todos (crianças, jovens, adultos e idosos), o mais é consequência …
Discordo do Tênis. Belucci fez um papel razoável. Deu azar no sorteio, quando pegou, de cara, o sexto do mundo, o Francês Tsonga. Venceu o primeiro set e tomou a virada. É um atleta com petencial de crescimento, principalmente se investir (e já começou) no aspecto psicológico.
A questão central é que o investimento no esporte não pode visar apenas o alto rendimento. O esporte pode ser um instrumento de inclusão, socialização, transformação… e não somente para “ser o medalhista Olímpico”. O investimento do Governo em projetos sociais que se servem do esporte no Brasil é mínimo. A iniciativa privada também só quer se “conectar” a ídolos de ocasião.
Outro ponto fundamental para o fracasso é a nossa relação com os ídolos. No Brasil, se cara ganha a medalha (ou o título) é bom. Do contrário é um imbecil SEM PATROCÍNIO. Por isso somos tão conhecidos como “amarelões” do momento decisivo. Poucos são os que não tremem diante do momento decisivo e de tamanha contradição. Ser um Deus popular ou um fracassado sem patrocinadores. É muita pressão. Muitas vezes, capaz de determinar a derrota.
Retrato do Brasil. O Ufanismo de certos jornalistas e das propagandas oportunistas de bancos, empresas de alimentação na TV, mostrando o brasileiro conquistando está muito longe da realidade. Mostra com clareza que o dinheiro público, que não é pouco é gasto sem planejamento, sem critérios objetivos de avaliação, além, claro, da parcela que se perde nas teias da corrupção sem fim. O desempenho do Brasil mostra um tapa na cara dos ufanistas e, preparem-se, tomaremos vários tapas na cara logo…
O brasileiro reclama de que falta dinheiro para cultura, esportes e pesquisa. Mas, quando tem dinheiro, é empregado conformes critérios duvidosos. Não se enganem. Não é só no esporte. Nas nossas universidades, tem muita gente gastando dinheiro com pesquisas irrelevantes. Eu estou fazendo um mestrado, pelo qual pago do meu bolso, e fico estarrecido com a quantidade de pesquisas sobre a inserção da comunidade indígena de Saporamebim do Norte ou sobre a cultura dos condomínios fechados da Barra.
Dinheiro público gasto conforme critérios puramente políticos, sem uma espinha dorsal de planejamento para ser avaliado. Este país é uma vergonha e só quando os brasileiros sentirem vergonha é que começarão a exigir algo melhor…