Sport x Cruzeiro: comente aqui

5 Julho 2008

A torcida do Cruzeiro está dividida. Uma parte acredita que seu clube tem um elenco espetacular comandado por um bom treinador. Outra, que o elenco é fantástico, mas o treinador é péssimo.

Na ausência de craques, os torcedores são os novos fantasistas do futebol brasileiro. Andam vendo craques onde só restam promessas e refugos.

Na prática, não há diferença significativa entre os dois clubes. O Sport meteu 4 x 1 no Palmeiras, que lascou um 5 x 2 no Cruzeiro. E aí, como explicar o sentimento de superioridade que parte da torcida celeste nutre com relação aos demais competidores do Brasileiro?

Pisar em chão firme e apoiar o time ainda é melhor receita. Coisa que boa parte da torcida não tem feito. Entre outros aspectos, por soberba. Burra e desastrosa soberba.

Hoje, os dois Baptistas escalarão o que têm de melhor. O rubronegro terá, a seu favor, torcida e campo. O celeste, uma linha média que, defender e atacar, como de costume, pode fazer a diferença. Só resta, como diz o França, torcer. Torcer sempre.

Sport  x  Cruzeiro, sábado, 05jul08, 18h10, Ilha do retiro, Recife, 9ª rodada do Brasileiro 2008 - Público pagante: ? (15.000 do Governo de PE) - Renda: R$? - Juiz: Guilliano Bozzano (DF) - Bandeiras: Hilton M. Rodrigues e Ricardo M. Ferreira de Almeida (RJ) - Amarelos: ? - Gol: ? - Sport: Magrão; Luisinho Netto, Igor, Durval  e Francisco Alex; Daniel Paulista, Sandro Goiano, Luciano Henrique e Fumagalli; Carlinhos Bala e Enílton. Tec: Nelsinho Baptista / Cruzeiro: Fábio; Marquinhos Paraná, Thiago Heleno Espinoza e Jadílson; Charles, Fabrício, Charles e Ramires; Wagner; Weldon e Guilherme Tec: Adílson Baptista - Histórico - Cruzeiro e Sport já se enfrentaram 28 vezes. O Cruzeiro venceu 12 partidas, empatou 9, perdeu 6, marcou 38 gols, levou 17. Em 22 jogos pelo Brasileiro, o Cruzeiro venceu 10, empatou 6, perdeu 6, fez 30 gols, levou 17. Sport, campeão brasileiro de 1987 e Cruzeiro, bicampeão 1966/2003, jamais se enfrentaram decidindo um torneio.

Campeonato Aziático

5 Julho 2008

Roger é o melhor jogador do vice-líder do Morrinhão. É, não, era, pois acaba de largar o Grêmio pra jogar no Qatar. Lá, terá adversários e colegas do nível de Araújo e Felipe. Os três seriam titulares em 21 dos 20 clubes do Morrinhão.  

Pra reflexão dos ufanistas: eles estão no Qatar e não na Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha ou França. Nem mesmo em Portugal, Holanda, no México ou no Japão. É no Qatar!

Depois da janela, o Morrinhão deixará de ser um campeoanto asiático pra se tornar aziático.

Wagner Augusto, o historiador do Villa

5 Julho 2008

O Villa Nova fez 100 anos em 28 de junho. Como parte das homenagens, o PHD entrevistou, por e-mail, o jornalista Wagner Augusto Álvares de Freitas, autor do livro Villa Nova, 100 Anos de Glória em Vermelho e Branco, que conta a história do Leão do Bonfim.  

  1. Fale de você e de sua família - Sou Wagner Augusto Álvares de Freitas, mineiro de Pará de Minas, nascido a 5 de julho de 1967. Meus pais são Maria das Graças Álvares Ferreira de Freitas e Pedro José de Freitas. Minha mãe nunca trabalhou fora e meu pai é metalúrgico aposentado. Não tenho irmãos. Resido, desde fevereiro de 1971, no Bairro Novo Eldorado, em Contagem-MG.
  2. O que e onde vc estudou? Onde trabalha? Sou graduado em Jornalismo pela Fafi-BH, atual Uni-BH, e pós-graduado em História Moderna e do Brasil, pela Fafi-BH, e em Administração Municipal, pela Fundação João Pinheiro. Trabalho como jornalista na Diretoria de Comunicação Social da Câmara Municipal de Betim desde 15 de dezembro de 1995 (sou servidor efetivo) e como assessor de imprensa do Villa desde 3 de janeiro de 2003. Além disso, presto assessoria para alguns atletas (o atacante Afonso Alves é o mais famoso deles).
  3. Quando começou a torcer pelo Villa? Como dizia Nelson Rodrigues em relação ao clássico Fla-Flu, sou villa-novense há 40 mil anos antes do nada.
  4. Quando começou a pesquisar a história do Villa? Quanto tempo durou a pesquisa? Minha relação com o futebol e com o Villa é bem antiga. O interesse pela história sempre esteve presente na minha vida desde tenra idade. Há 30 anos, pelo menos, guardo revistas, livros, jornais e informações gerais sobre esse esporte apaixonante. O trabalho de sistematização do livro, porém, começou somente em agosto de 2006, quando decidi colocar em prática o sonho que sempre acalentei, que era o de registrar um pouco da história do Villa num livro. A partir daí, sempre contando com o apoio do atual presidente João Bosco Pessoa, passei a pesquisar em bibliotecas os muitos dados que ainda não tinha nos meus arquivos para formatar o livro.
  5. Fale sobre o livro sobre o Villa. O Villa é sinônimo de emoção. E é dessa forte emoção despertada no povo de Nova Lima que o clube retira a seiva que o mantém vivo. Há um samba, gravado por Gilberto Alves, no Rio, em 1953, e que é uma espécie de hino extra-oficial do time, adaptado pela torcida, que diz muito sobre a alma do Leão: “Quem falou que o Villa morreu, se enganou. O Villa não morreu, nem morrerá. Deixa a danada da língua do povo falar”. O Villa é o único clube efetivamente comunitário do Brasil, cuja existência desfia a lógica mercantilista do futebol profissional vigente no mundo. O que deixa claro, também, que o Villa tem uma história calcada na resistência. Esse é o fio condutor da narrativa.
  6. Quem o editou, quantas páginas tem, quanto custa e como (ou onde) se pode comprá-lo? Cobrei o escanteio e fiz o gol de cabeça: sou o redator, o revisor, o fotógrafo de muitas imagens e o mais doído de tudo: o editor. São 616 páginas (16 é Leão no jogo do bicho) em papel couché 90g, capa em papel cartão supremo 250g, com laminação fosca e verniz localizado. O livro tem cerca de 300 fotos históricas, de 1908 a 2008, todas em p&b.
  7. Conte três passagens interessantes, relatadas no livro- O macumbeiro venal, Zico, não! e O presidente que deu a vida pelo Villa [cada história estará num post à parte nos próximos dias]
  8. Quais os maiores jogos da história do Villa? E os títulos mais importantes? Villa 9×0 Sport, 05nov33, título mineiro de 1935; Villa 1×0 Atlético, 30set34, título mineiro de 1934; Vespasiano 1×2 Villa, 13nov35, título mineiro de 1935; Villa 1×0 Atlético, 27jan52, título mineiro de 1951; Villa 2×1 Remo, 22dez71, título brasileiro da 2ª Divisão de 1971; América 1×2 Villa, 13abr77, título do Torneio Incentivo de MG; Villa 4×0 Araxá, título Módulo II do Mineiro de 1995; Villa 2×1 Cruzeiro, 1ª partida da decisão do Mineiro de 1997; Cruzeiro 1×0 Villa, 22jun97, 2ª partida da decisão do Mineiro de 1997, recorde de público em Minas Gerais com 132.834 torcedores no Mineirão; Villa Nova 3 x 1 Uberaba, 20nov06, título da Taça Minas Gerais; Villa 0(5)x 0(4) América, 29jun06, título da Copa Integração, categoria juniores.
  9. Qual é o seu Villa de Todos os Tempos? Arizona; Zezé Procópio, Anísio Clemente, Luizinho e Eberval; Lito, Geninho e Vaduca; Búfalo Gil, Perácio e Escurinho. Técnico: Martim Francisco 
  10. Quem foram os maiores dirigentes do Leão do Bonfim? Entre tantos, Castor Cifuentes, que ajudou a consolidar o profissionalismo no futebol em Minas Gerais, Osvaldo Mello, que, entre outros gestos de grandeza, doou a sede histórica do Villa e Jairo Gomes, ex-presidente e eterno ministro sem pasta do clube.
  11. E os maiores beneméritos? Januário Carneiro, Ignácio Ballesteros e Natalício Carsallade, entre tantos. 
  12. As perspectivas para o futuro do Villa são boas? Que lugar o clube, que no início dos Anos 1930, foi o mais importante de Minas deve ocupar nas próximas décadas? O clube passa por um momento de equilíbrio, após o ressurgimento pós-queda à Segundona, em 1994. Um futuro promissor, com as glórias do passado, é o objetivo de todos nós alvirrubros. Para isso é fundamental a construção do CT, em Honório Bicalho, e do novo estádio, no Bairro Cabeceiras. Se essas obras forem de fato efetivadas, o Villa estará pronto para lutar novamente pelo título mineiro e pelo acesso à Série A do Brasileirão. Somente Atlético e Cruzeiro são inalcançáveis em Minas. O Ipatinga não sobrevive mais cinco anos e o América, digo isso com tristeza, tem um futuro complicado pela frente.
  13. Como contornar a perda de torcedores jovens em Nova Lima? É possível reverter esta tendência? Sim, com a conquista de títulos e a montagem de equipes fortes para atuar o ano inteiro. O grande inimigo da maioria esmagadora dos clubes brasileiros é o calendário, que privilegia os 40 times das Séries A e B e deixa os demais à mingua. Como agregar novos torcedores sem entrar em campo? O Villa só joga cinco meses por ano. O que o torcedor vai fazer nos longos intervalos sem partidas do Leão? A resposta é óbvia: vai ligar a TV ou ir ao Mineirão torcer por Atlético ou Cruzeiro.
  14. Quais os maiores Cruzeiro x Villa da história? Da minha história, são dois. O jogo de ida da final do Mineiro, em 1997, em que o Leão venceu por 2×1, com o Alçapão lotado e sem que fosse derramada uma única gota de sangue. E o 2×2 do dia 4 de fevereiro de 2007, em que a PM causou uma confusão enorme e o Villa é que acabou sendo punido. Da história geral, destaco as grandes goleadas aplicadas pelo Leão do Bonfim entre as décadas de 1930 e 1950.

Para comprar o livro: jornalistawagner@terra.com.br - 31-9948-5513 (escritor) e 31-3541-1783 (Boutique do Leão, em Nova Lima). Preço: R$30 + despesas postais.

Campeonato Asiático

5 Julho 2008

O Barnabé andava sumido. Ontem, apareceu no final do expediente pra desabafar.

- Quem é o craque do seu time?

- Peraí…

- Tá vendo, não tem. Se tivesse, você desembuchava logo um Dirceu, Tostão, Joãozinho, Zé Carlos, Perfumo, Piazza, Ronaldo e por aí vai…

- É não tem nenhum, assim, de renome.

- Nem de renome, nem sem nome. No máximo, meia dúzia de esforçados e uma ou duas promessas.

- Mas por que esta conversa, agora, Barnabé?

- Por conta de tudo esse papo furado de que o Adílson é covarde, defensivista, implicante e, agora, essa tolice de que é incoerente.

- E não é?

- Não há incoerência em se escolher A ou B num elenco de japoneses como esse do Cruzeiro. O trem é tão nivelado que cada torcedor tem seu próprio time. E nenhum é melhor do que o do outro. Presta atenção: faltam craques! Qualquer jogadorrelacionado pra viagem, pro banco ou pra entrar em campo dá na mesma.

- Mas e os caras do meio de campo?

- Cadê as propostas dos Milan, Barça, Real ou Chelsea? O Wagner não deu conta de jogar nem no deserto… Fabrício tá vindo de onde? Japão?! E isto é currículo que se apresente? Cadê a transferência do Fábio pra Itália? E as propostas pelo Ramires e o Charles? Viu onde o Moreno foi parar? Nos cafundós. Nos cafundós…

- É…

- O Adílson tem razão. Pode escalar qualquer um… Faz pouca diferença. Isso nem deve ser motivo de preocupação, pois os outros times também só têm jogadores orientais. O Morrinhão é um campeonato asiático!

Pior é que, por conta dessa prosa sobre jogadores coreanos e japoneses, o cafezinho e ele esfriou. Como se já não bastasse ouvir as queixas dos tropeiristas e ler as lamúrias dos treinadores de teclado, ainda acabo tomando café frio…

Questão de conteúdo

5 Julho 2008

Com uma semana de atraso, registro os avanços no uso do telão do placar do Mineirão. No Cruzeiro x São Paulo, além dos nórdicos, apareceram outros tipos brasileiros.

Mostraram até uma família negra inteira. Que vibrou ao parecer na tela como costuma fazer os super-exibidos dinamarqueses.  

E, no intervalo, foram exibidos os gols e a defesa milagrosa do André na final da Copa do Brasil 2000 no que foi, provavelmente, o único momento de união da desagregada torcida celeste.

Há muito ainda por se fazer para aproveitar o telão que só não serve pra se acompanhar o jogo. Questão de adeqüação do conteúdo à mídia.

O Departamento de Marketing do Cruzeiro tem como oferecer conteúdo de qualidade ao torcedor. Material histórico e promocional é o que não falta.

O macumbeiro venal

4 Julho 2008

Wagner Augusto Álvares de Freitas

Diz a anedota que se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminaria sempre empatado. Mas não é apenas na Boa Terra que a crença fervorosa nas forças do além está presente. Em Minas Gerais vários relatos orais registram a ocorrência de visitas de dirigentes de clubes a pais e mães-de-santo em busca de proteção espiritual.

O Villa Nova não escapou dessa mania, e às vésperas de um jogo importante do Campeonato Mineiro de 1935 contra o Palestra Itália, atual Cruzeiro, resolveu se valer dos préstimos de um famoso macumbeiro de Belo Horizonte.

Na época, Cícero Dias era atleta do Leão e também motorista do presidente da Saint John Del Rey Mining Company Limited, Mr. Forbes. Os dois saíram de Nova Lima e chegaram ofegantes ao terreiro do tal macumbeiro - famoso por sua eficiência - localizado no Bairro São Bento, depois do Museu Abílio Barreto.

A região era desabitada e pantanosa, e, ao ser abordado, o babalaô recusou o trabalho. Mr. Forbes, então, com o seu pragmatismo inglês, dobrou a oferta pecuniária pela colaboração, mas o macumbeiro mostrava-se irredutível. Nesse momento, o britânico radicalizou e ofereceu o quíntuplo do que fora proposto no início da conversa.

Diante de tamanha tentação, o pai-de-santo capitulou e aceitou a empreitada. Iniciados os trabalhos, após a queima de velas, incensos e o sacrifício de uma galinha preta, o babalorixá pegou uma enxada e mandou Cícero Dias ir até o fundo da tenda e cavar a terra.

Depois de cinco minutos de escavação, o dedicado jogador encontrou uma pequena panela de ferro debruçada sobre uma outra do mesmo tamanho. Sob o olhar fleumático de Mr. Forbes, o macumbeiro descolou as duas panelas e mandou o dirigente observar o conteúdo de tão bizarra peça.

Lá dentro das duas panelas estava um grande barbante com onze pedaços de papel, que continham o nome dos jogadores titulares do Villa Nova. Após desamarrar os papéis e queimá-los, o macumbeiro escreveu o nome dos atletas do Palestra Itália, amarrou-os no mesmo barbante e remontou as panelas.

Cícero Dias enterrou-as novamente na terra, e o Leão faturou dias depois o tetracampeonato mineiro, macumbas à parte…

  • Fonte: Villa Nova, 100 Anos de Glória em Vermelho e Branco, de Wagner Augusto Álvares de Freitas

Wagner Augusto Álvares de Freitas, 41, villa-novense, jornalista autor de um livro contando os 100 anos do Leão do Bonfim, nasceu em Pará de Minas, mora em Contagem-MG.

Ao ataque!

4 Julho 2008

É quase consenso entre cruzeirenses, anticruzeirenses e emplumados: Adílson Baptista não entende nada de futebol.

Não vou mais discutir o assunto. Limito-me a apresentar alista dos que viajarão a Recife - atribuição, ainda permitida ao treinador - e sugerir que cada um monte o time que deve jogar contra o Sport.

Não se preocupem com o adversário. Ele não existe. Lembrem-se de que o Cruzeiro tem o melhor elenco das Américas (não faz muito tempo, um comentarista disse que só o Riquelme ganharia numa comparação entre titulares do Boca e do Cruzeiro).

Escolham, pois, à vontade o esquema de jogo. Pessoalmente, prefiro o 2-4-1-4. Mais corajoso, impossível: Fábio, TH, e Espinoza; Charles, Fabrício, Ramires e Jadílson; Wagner; Fabinho, Guilherme, Reinaldo e Weldon.

  • Goleiros: Andrey e Fábio
  • Laterais: Carlinhos, Jadilson e Jonathan
  • Zagueiros: Espinoza, Thiago Heleno e Thiago Martinelli
  • Volantes: Charles, Elicarlos, Fabrício e Ramires
  • Meias: Camilo, Marquinhos Paraná e Wagner
  • Atacantes: Fabinho, Guilherme, Reinaldo e Weldon

Jajá de Barra Mansa

4 Julho 2008

Jair Rosa Pinto foi um ídolo do futebol brasileiro que começou a carreira no Barra Mansa F. C. Apesar da imprensa sempre chamar Jair de “Jajá de Barra Mansa”, foi em Quatis que o craque nasceu.

Ele surgiu no Esperança, time de peladas, e só se definiu no Barra Mansa Futebol Clube. Logo, em 1938, o Madureira encontrou-o para formar, juntamente com Lelé e Isaías, o trio que ficou conhecido como “os três patetas”.

Em 43, os dribles e os lançamentos impecáveis de Jair levaram-no para o Vasco. Lá, foi campeão invicto em 45. Em 47, foi vendido ao Flamengo, time em que fez 62 gols em 87 jogos.

Em 49, após desentendimentos com dirigentes rubro-negros, o Palmeiras adquiriu o seu passe. Foi nesse período que Jajá vestiu a camisa 10 da seleção brasileira e perdeu a Copa do Mundo de 1950.

Compensando, ganhou o título estadual de 50 e o torneio Rio-São Paulo de 51.

Em 56 foi defender o Santos e formou um ataque que tinha Dorval, Jair, Pagão, Pelé e Pepe.  Na equipe santista, conquistou os campeonatos paulistas de 56, 58 e 60.

Em 62, foi para o São Paulo, onde encerrou sua carreira vitoriosa.        

  • Fonte: ttp://leaodosul.zip.net/

Aos 100, com dentes e garras intactas

4 Julho 2008

Marcelo Pineschi

Endividado, o Barra Mansa FC está inativo desde 2001. Seu estádio, no bairro Colônia Santo Antônio, com capacidade para 5.000 torcedores, e sua sede, no centro da cidade, estão fechados desde então.

Mesmo assim, o Leão do Sul manteve seus torcedores fiéis. Na imprensa local, nas três comunidades dedicadas a ele na internet ou simplesmente nas conversas de ruas e botecos, seus torcedores fiéis mantêm vivo o sonho de vê-lo em campo, de novo.

Fundado em 15 de novembro de 1908, o Barra Mansa tornou-se, em 1911, o 1º clube de futebol a se profissionalizar no Brasil. E já viveu tempos gloriosos com as conquistas dos dois títulos da 1ª Divisão do Campeonato Fluminense, em 1953: o campeonato e o supercampeonato. Ou o título da 2ª Divisão do Estadual do Rio de Janeiro, em 1995.

Título que lhe daria acesso à 1ª Divisão em 1996, caso a FEERJ, arbitrariamente, não tivesse barrado o Barra Mansa, campeão, e o Bayer, vice, no campeonato mais importante do Estado. Coisas do futebol carioca, de resto, mais do que conhecidas do torcedor brasileiro.

Em 1996, o Leão do Sul teve Adílio, ex-Flamengo, e Mendonça, ex-Botafogo em seu elenco. Era time pra fazer bonito se o Caixa D’Água, então presidente da FFERJ, não tivesse aberto sua caixa de maldades.

Importante, agora, é que, desde o ano passado, eu e outros torcedores temos conversado, pela Internet, sobre o centenário do clube e sua importância para a cidade. Criamos a comunidade Volta Leão do Sul e planejamos fazer camisas comemorativas por conta própria, para não deixar passar em branco a data.

Deu certo. Eis que, das cinzas, o Barra Mansa renasceu. Prefeitura e empresas privadas resolveram injetar recursos no projeto Carioca 2010. Estão à frente da empreitada, o prefeito Roosevelt Brasil e o ex-jogador Donizete Pantera.

O primeiro passo será a disputa da 3ª Divisão profissional ainda este ano. A base já está em campo disputando a 3ª divisão de juniores com jogadores buscados na Baixada Fluminense que o clube hospeda. Mas já se busca garotos na própria região para que, em agosto, quando começar o campeonato de profissionais o time tenha a cara da cidade.

O cargo de treinador deverá ficar com Donizete ou Mendonça. E a camisa do centenário, azul-e-branca, com um leão estampado no peito, criada pela Vettor já está pra ser lançada.

Os pioneiros do clube mereciam esta homenagem. E o povo vai curtir a volta de sua alegria, o futebol, à cidade. E o Leão, com todos os dentes no lugar, voltará a rugir aos 100 anos.

Marcelo Pineschi, 23, torcedor do Flamengo e do Barra Mansa, estudante de Comunicação Social no Centro Universitário de Barra Mansa, cidade onde nasceu e vive. Ao lado da sede do Leão do Sul!

Na tábua da beirada

3 Julho 2008

Jornalistas mineiros preparam a lista de dispensa do Cruzeiro. Falta a confirmação do clube, mas isto é mero detalhe. Aos nomes:

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Linha de corte

3 Julho 2008

Por mais excerbado que seja o profissionalismo, há certos limites a serem respeitados. Até prova em contrário, o football contnua sendo association. É preciso espírito de equipe. Não apenas em uma ou outra partida, mas em todo o decorrrer de uma competição.

Quem não dá conta de se integrar com os companheiros, não respeita minimamente as regras nem a autoridade do treinador, avacalha, esculhamba o ambiente. É nocivo. Foi exatamente isto que, a julgar pelo que se leu e ouviu na mídia, fizeram Domingues e Dodô nas últimas semanas.

Podem saber jogar, mas são dispensáveis. Romperam a linha de corte.

Impossível avaliar

3 Julho 2008

Ana P. Mello

Talvez nunca se possa saber se o Henrique e o Bruno são bons, ruins, péssimos ou qualquer coisa. Eles já entram tão pressionados, tão vaiados, que fica dificil acertar um passe.

Não enxerguei grandes qualidades neles, mas esta é uma opinião de quem assistiu a poucos minutos de cada um. Confio mais na opinião do Adilson que os indicou e da diretoria que aceitou a indicação e os contratou.

Só me resta a certeza de que nenhuma das “85 derrotas” do Cruzeiro do AB foram determinadas pelas atuações deles…

Ana P. Mello, 28 anos, advogada, nasceu e mora em Belo Horizonte.

Salomé e a Nota de 3 Reais

3 Julho 2008

Zezé Perrella já disse que “torcedor é sempre igual, não importa de que time seja, afinal, são todos seres humanos feitos de carne, ossos e sangue”.

A princípio discordei. Sempre achei que o cruzeirense é mais cruzeirense do que o atleticano é atleticano. Os tempos difíceis  dos anos 40 e 50 teriam moldado um torcedor que, embora mais crítico, seria também mais fiel e feroz na defesa do clube. Nada daquela multidão disforme de simpatizantes bem-humorados que aceita qualquer coisa característica de certos clubes país afora.

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Vapt Vupt

3 Julho 2008

Foi a maior pelada das finais de Libertadores que já assisti. Nenhuma tática, pouca técnica. Pura correria. E a torcida do Flu, que não deve ter nenhum Joe Grandson, empurrou o time de forma espetacular. O título seria dela, mesmo com os 3 gols do Thiago Neves.

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Turma de 58

2 Julho 2008

Rodrigo Dylan

Em breve, o Presidente Lula mandará para o Congresso um Projeto de Lei instituindo aposentadoria especial para os campeões do mundo de 1958 que não contam com renda mensal capaz de suprir suas necessidades. Não se sabe ainda se a medida será estendida a todos os campeões de todas as copas, mas é inquestionável que o Brasil com este gesto resgatará uma parte de sua dívida com jogadores que pertencem ao olimpo do nosso futebol.

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Quites com Quito?

2 Julho 2008

Renato Gaúcho anda falando mais que o Hômi da Cobra, mas gogó que decide é o do torcedor. Em Quito, o Flu não teve esquema algum e só não perdeu o título lá mesmo porque a LDU tem uma defesa de amargar. No Maraca, em condições normais de temperatura e pressão, dá tricolor. Não torcerei contra. Mas se a Liga vencer também não vou achar ruim. É sempre bom descentralizar o mundo da bola. Ademais, nosotros, brasileños, já fizemos muitas maldades futebolísticas com os equatorianos. Se, desta vez, eles nos aprontarem um Maracanazo, estaremos quites com os de Quito.

Outro fenômeno

2 Julho 2008

Mariano está indo pra Cocota. Vai se juntar à galeria de grandes craques da atualidade formada por Domingues, Gladstone, Apodi, Maicosuel, Marcel, Eliézio, Juninho e Nenê. Te cuida Pardal, pois o chicote vai cantar!

O que faz você feliz?

2 Julho 2008

Vermelho Anatnas

Mesmo só conhecendo virtualmente os comentaristas deste blogue, acredito poder relacioná-los aos seus objetos de desejo, o que os tornam mais felizes no futebol, bem entendido. Se estiver errado, corrijam-me, por favor:

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Valeu a pena viver aquele 1958

2 Julho 2008

Franklin Bronzo

Em junho de 1958, eu, adolescente, recém-chegado a Belo Horizonte, vindo de Barbacena, com meus pais e irmãos,  devido à extrema influência do rádio na época e, em particular, das emissoras da Capital da República, era um vascaíno apaixonado.

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8ª do Brasileiro: Fla salta à frente

1 Julho 2008

Gols: 22. Média: 2,2. Pagantes: 174.375 (15.000 promocionais do Governo PE, 9% do total). Média: 17.438. Capacidade dos estádios: 439.000. Ocupação: 40%. Data: 28-29jun.

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